Eleições 2014: Oito temas polêmicos que ficaram à margem de debate na TV

No primeiro debate entre os presidenciáveis, transmitido pela TV Band na terça-feira, alguns temas polêmicos e intensamente discutidos na sociedade ficaram à margem dos discursos dos três candidatos que lideram a disputa.

Três principais presidenciáveis evitaram temas polêmicos, como legalização da maconha ou direitos LGBT

A BBC Brasil listou alguns assuntos que receberam pouca ou nenhuma atenção de Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB).

Desmilitarização das polícias

Defendida por militantes de direitos humanos, medida não foi mencionada pelos três candidatos.

Guerra ao tráfico e legalização da maconha

Somente a candidata do PSOL, Luciana Genro, tratou explicitamente dos dois temas, ao pregar uma revisão das políticas atuais em vigor. Ela defendeu descriminalizar o consumo da maconha e trocar o enfoque da repressão ao narcotráfico pela discussão aberta da questão das drogas com a sociedade.

Já Pastor Everaldo, do PSC, disse ser contrário à legalização das drogas.

Os três principais candidatos não trataram do tema.

Legalização do aborto

Único dos três principais presidenciáveis instado a se posicionar sobre o tema, Aécio Neves disse ser contrário à alteração da legislação em vigor, que prevê a possibilidade de aborto apenas em casos excepcionais – se a gravidez oferece risco à mulher, for resultado de um estupro ou se o feto for anencefálico.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Eduardo Jorge, do PV, disse ser favorável à legalização do aborto, enquanto Pastor Everaldo, do PSC, afirmou ser contra.

Casamento gay e direitos LGBT

Os três principais candidatos não trataram do tema.

Luciana Genro (PSOL) criticou Pastor Everaldo (PSC) pela atuação dele no Congresso para barrar iniciativa contra a discriminação sexual nas escolas.

O candidato do PSC defendeu que o casamento só seja permitido “entre homem e mulher”.

Cotas raciais

Tema não foi tratado por nenhum candidato no debate.

Redução da maioridade penal

Somente Pastor Everaldo (PSC) e Levy Fidelix (PRTB) se posicionaram sobre o tema, ambos favoravelmente à medida.

Reforma agrária

Apenas Luciana Genro (PSOL) abordou a questão, defendendo a medida.

Política externa

Única menção direta ao tema ocorreu quando Pastor Everaldo (PSC) questionou Dilma sobre financiamento do governo brasileiro à construção de um porto em Cuba e seus laços com o governo cubano (que ele chamou de “ditadura cubana”). A presidente disse que o financiamento favoreceu empresas brasileiras e gerará benefícios ao Brasil.
João Fellet/Da BBC Brasil em Brasília

União civil de pessoas do mesmo sexo, rede Globo e preconceito

Rede Globo continua destilando preconceito, e claro, esgrimindo, com a habitual maestria, o hábil florete da desinformação.

Um órgão formador de opinião, no meu entender, essencialmente em noticiários, deve usar a linguagem mais culta.

Não existe na nomenclatura jurídica “casamento gay”, mas sim união civil de pessoas do mesmo sexo. Deve haver uma audiência tão preconceituosa quanto.


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Eleições 2010. Serra: imprecisão, omissão, presunção. Dilma: incoerente, inconseqüente, imprudente.

Dentro de 13 dias, duas facções (criminosas?) tentarão aprisionar 195 milhões de brasileiros, e uma das maiores riquezas do mundo.
Hélio Fernandes/Tribuna da Imprensa

Que campanha, posso dizer, repetindo a decepção que manifesto sempre, com o que República. (Muita gente me escreve, me pergunta por que não coloco exclamação no final da frase. Não uso sinais inúteis e redundantes, como exclamação, ponto e vírgula, reticência, nada que complique ou macule a palavra).

Serra e Dilma (Lula) perdem tempo, abusam e desperdiçam oportunidades. Serra sabe que não vai ganhar. Dilma tem medo de não ganhar.

Eleitoralmente andam de muletas, politicamente nem conseguem arranjar muletas, administrativamente, dois fracassos ambulantes e permanentes.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Gastam um preciso tempo (não para eles) que deveria ser usado para explicar e convencer o eleitorado. E olhem que apesar da abstenção de 27 milhões de eleitores, ainda sobram 108 milhões. (Nos EUA, em 1960, o auge do comparecimento, escolha Kennedy-Nixon, votaram 60 milhões. Nada a ver com o voto obrigatório).

Serra e Dilma deveriam estar usando o espaço da televisão e dos jornalões amigos, para conversar sóbria e dedicadamente com os cidadãos-contribuintes-eleitores, mostrar suas convicções, recolher, nos debates, contribuições para seus próprios projetos e programas de governo.

Não, em vez disso, se trancafiam, se enclausuram em assuntos que nada têm a ver com as tarefas, os Poderes e as obrigações do Presidente, chefe do Poder Executivo.

Me refiro naturalmente às questões do ABORTO e do CASAMENTO GAY. A campanha está dominada, nos dois lados, por esses assuntos, que são puramente pessoais. Sendo que usar o ABORTO, constrangedor, (e que me recuso a comentar atingindo um candidato ou o outro) fragiliza os dois lados, não deveria ter sido trazido para uma campanha que não tem nada a ver com o voto.

Dilma e Serra esgotam o inútil, não reservam o mínimo de tempo que seja para as grandes questões nacionais. É que Serra e Dilma estão igualmente “ilhados” no comprometimento, qualquer que seja a exigência do comprometimento nacional.

1 – Não podem tratar de DÍVIDA INTERNA e EXTERNA, tanto o governo FHC quanto o de Lula M-E-N-T-I-R-A-M d-e-s-b-r-a-g-a-d-a-m-e-n-t-e, que palavra, sobre o assunto.

2 – Juros altíssimos comprometem FHC (Serra) e Lula (Dilma). FHC entregou esses juros a Lula em 25 por cento, depois de estar em 44 por cento. Lula manteve em quase 12%, um absurdo.

3 – Nenhuma linha sobre a Amazônia, no primeiro e no segundo turno.

4 – Embora considerem que o MEIO AMBIENTE seja assunto predominante, não se interessaram. Quer dizer: no primeiro turno, achavam que a questão era de Dona Marina. No segundo, sabem que Dona Marina perdeu a importância, não querem se comprometer, consideram que o assunto será resolvido nos bastidores, na troca de cargos.

***

PS – Portanto, tudo que está no título em relação a Dilma e Serra, rigorosamente verdadeiro. Nunca vi campanha eleitoral tão sórdida, corrupta e vergonhosa. Como aliás acontecerá com a vitória de qualquer um deles.

PS2 – Serra não será presidente. Seus “adeptos” estão alarmados, já “discutem” entre eles, se Serra deve ser novamente prefeito de São Paulo, enfrentando Dona Marta.

PS3 – A quase certeza da derrota levaria à quase certeza da vitória de Dilma. Isso poderia ser considerado compensação? A não ser que fosse COMPENSAÇÃO CONTRA.

PS4 – Também “esqueceram” ou “não se lembraram” de falar na IMPORTANTÍSSIMA REFORMA PARTIDÁRIA. Por que exigiriam partidos fortes, convenções, participação direta do povo. Se tudo isso existisse, não seriam candidatos.

PS5 – Tenho que pedir desculpas pelas seis (6) palavras que usei no título, 3 para Serra, 3 para Dilma. Por favor, juntem as 6 e rotulem os dois candidatos com elas.

PS6 –Na verdade, Dilma e Serra MERECEM um dicionário de restrições, de A a Z.

PS7 – Como fiz com o ministro do STJ que QUERIA IR para o Supremo, Asfor Rocha. Um dicionário inteiro para Serra e Dilma, pura redundância. Todas as palavras NEGATIVAS, valem para os dois. As POSITIVAS, difíceis de encontrar.

União civil entre pessoas do mesmo sexo é legalizada na Argentina

Parabéns aos ‘hermanos’ pela aprovação de uma lei que normatiza uma realidade. Independentemente do ‘ eu aprovo ou do eu sou contra’, ou da oposição das igrejas, na realidade de há muito que questões de Direito Civil já estão presente no dia a dia da sociedade.

Assim, a Argentina é o primeiro país das América Latina tornar legal a união entre pessoas do mesmo sexo, e a décima nação a autorizar casamentos homossexuais. Fará companhia a Holanda, Bélgica, Espanha, Canadá, África do Sul, Noruega, Suécia, Portugal, Islândia e EUA, esse em somente cinco do 50 estados.

Aqui na Taba dos Tupiniquins um Projeto de Lei de autoria da então Deputada Federal Marta Suplicy hiberna a décadas nas empoeiradas gavetas burocráticas da Câmara Federal.
O Editor


Após 14 horas de debate, Senado da Argentina aprova casamento gay.

Projeto apoiado pela presidente Cristina Kirchner foi aprovado com 33 votos.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]
Argentina é o primeiro país latino-americano a permitir o casamento gay.
Depois de 14 horas de discussão, o Senado da Argentina aprovou na madrugada desta quinta-feira (15) a lei que autoriza o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo no país.
A decisão, apoiada pela presidente Cristina Kirchner, transforma o país no primeiro da América Latina a permitir o casamento gay.

Argentina é décimo país no mundo a autorizar casamento entre pessoas do mesmo sexo, depois de Holanda, Bélgica, Espanha, Canadá, África do Sul, Noruega, Suécia, Portugal e Islândia.

Iniciaram a sessão 37 dos 72 senadores, o que deu quórum suficiente para que a discussão começasse. A votação, que ocorreu pouco depois das 4h de quinta, foi equilibrada, após um longo e caloroso debate sobre o tema: 33 votos a favor do casamento gay, e 27 contra – e três abstenções.

Um dia antes do debate no Senado, a Igreja fez uma concentração em frente ao Congresso como encerramento de uma ampla campanha contra a iniciativa impulsionada pela consagração por lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo, à qual definiu como “um projeto do demônio”.

A iniciativa para consagrar por lei os casamentos entre homossexuais, cujo alcance será geral, contempla reformar o Código Civil, alterando a fórmula de “marido e mulher” pelo termo “contraentes” e prevê igualar os direitos que os casais heterossuais têm, como a adoção, a herança e benefícios sociais.

A forte ofensiva da Igreja contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo abrangeu a mobilização de estudantes de escolas particulares católicas para a marcha em frente ao Congresso, bem como sanções a clérigos que não compartilharem da postura da hierarquia.

O arcebispado da província de Córdoba (centro) sancionou um sacerdote de sua diocese com a proibição de celebrar missas e casamentos por sua postura favorável ao casamento gay, partilhada por outros clérigos, embora o padre tenha desafiado a decisão de seus superiores.

“Tenho compromissos assumidos com a minha comunidade. Creio mais no Evangelho do que nestes códigos canônicos, portanto este fim de semana vou celebrar missa, salvo se me prenderem”, advertiu Nicolás Alessio, sacerdote de um bairro da cidade de Córdoba, capital da província homônima.

No entanto, desde dezembro passado, nove casais do mesmo sexo obtiveram permissões judiciais para se casar por registro civil, alguns dos quais foram anulados por outros juízes, embora todos estejam em processo de apelação, inclusive na Suprema Corte.

G1

Plano Nacional de Direitos Humanos. Farsa, falsificação, fraude, falcatrua.

Não é Plano, nada ver com Direitos Humanos. É um projeto de campanha para Dona Dilma faturar o que é positivo, desfazer o negativo

Assim como FHC comprou a reeeleição, o presidente Lula compra as pesquisas sobre a popularidade. O antecessor pagou à vista, o sucessor vem pagando a prazo. FHC tinha a vantagem de saber, que pagando, continuaria no cargo. Lula tem a desvantagem de pagar para sair bem, mas não pode eleger ninguém, nem continuar no cargo, mesmo comprando um produto que escolheu na prateleira à sua frente.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Vá lá, aceitemos, Lula tem mesmo 80 por cento de aprovação. Da coletividade? Não, da cúpula que faz a pesquisa. Com isso, ele se apresenta (e até aparenta) com tal arrogância, presunção e pretensão, que entrega ao público, esse “Plano” que trata de assuntos tão relevantes, importantes, cumulativos e superlativos, que para realizá-los, mencioná-los ou enfrentá-los, Lula teria que ser mais ININTERRUPTO do que seu grande amigo Zelaya, perdão, Hugo Chávez.

Lula se julga tão onipotente e acima de críticas, análises simples e comentários não necessariamente favoráveis, que no início do último ano de governo juntou numa relação de decretos, objetivos, que se cumpridos pelo menos em 20 por cento, já marcariam um “grande governo”.

Como considera que o seu já tem essa marca, rótulo e identificação, é natural que seja tudo para Dona Dilma FAZER ou DESFAZER. Como também é natural concluir, compreender ou concordar, que Dona Dilma jamais será presidente, então temos que analisar de outra maneira ou por outro ângulo.

E como o horizonte de Luiz Inácio Lula da Silva não consegue ver coisa alguma além da sua ambição, não há jeito, solução ou opção, é bastante admissível, que no espelho da sucessão Lula só consiga enxergar a sua própria imagem.

Não tumultuada, mas aumentada no tempo e no espaço que deixarem para que trace sua projetada trajetória.

Vejamos se Lula pode ser levado a sério, colocando como Plano e se referindo a ele como de Direitos Humanos, uma coleção de DECRETOS RIGOROSAMENTE INCONSTITUCIONAIS, E QUE TRATAM DOS SEGUINTES ASSUNTOS, SUMULTÂNEOS E AO MESMO TEMPO, EMBORA NÃO NECESSARIAMENTE COM A MESMA PESSOA NO PLANALTO-ALVORADA. OU ATÉ COM A MESMA PESSOA, ELE, O INSUBSTITUÍVEL.

1 – Reforma agrária.

2 – Ameaça à democracia.

3 – Autorização para casamento gay.

4 – Intimidação, fiscalização e censura.

5 – Restrição a cultos religiosos.

6 – Comissão da Verdade.

7 – Reforma Política.

8 – Mudança Administrativa.

9 – Reforma cambial.

10 – Mudanças econômicas.

11 – Novas regras administrativas.

12 – Células- tronco.

13 – Projeto Social.

14 – Agronegócio.

15 – Provocação militar, sem ter força militar.

16 – Fim das concessões de rádio e televisão.

* * *

PS – Como qualquer um pode ver, cada item desses, precisaria de 4 ou 5 artigos para ser esclarecido. E Lula quer enganar à opinião pública, que é seu Plano para o último ano no Poder.

PS2 – Aceitamos que seja proposta de mistificação de quem finge que está saindo. Aceitamos que seja proposta de mistificação de quem finge que pode entrar.

Hélio Fernandes/Tribuna da Imprensa