Rosemary Noronha: Ministra Gleisi Hoffmann manda abrir processo

Rosemary Noronha Nóvoa Blog do MesquitaCasa Civil manda abrir processo contra Rose, a companheira de viagens de Lula, e seus cúmplices.

A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, aprovou o relatório final da Comissão de Sindicância Investigativa criada para apurar o envolvimento de servidores públicos na venda de pareceres técnicos para a iniciativa privada.

O esquema foi denunciado pela Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, em novembro do ano passado.

O despacho da ministra está publicado na edição de hoje (28) do Diário Oficial da União, e mantém o sigilo do processo, conforme estabelecido pela comissão.

Após participar de encontro com prefeitas e vice-prefeitas, a ministra informou que o relatório foi encaminhado para a Controladoria-Geral da União (CGU) para abertura de processo administrativo disciplinar, mas evitou dar detalhes sobre o conteúdo do relatório.

“Nós encaminhamos de acordo com o que foi a decisão da comissão. Foi para a CGU para instalação do processo administrativo disciplinar”.

A comissão apurou irregularidades cometidas por servidores de órgãos como a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Agência Nacional de Águas (ANA), Advocacia-Geral da União (AGU) e Secretaria do Patrimônio da União (SPU).

Todos os servidores envolvidos no esquema desmontado pela Polícia Federal foram afastados dos cargos em novembro, logo depois que a operação foi deflagrada.
Yara Aquino (Agência Brasil)


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Mensalão: empate pode favorecer Zé Dirceu

Ministro Joaquim Barbosa, relator do processo do mensalão

Relator do mensalão pode deixar destino de Dirceu para o fim do julgamento. Ao aceitar denúncia em 2007, Barbosa leu decisão sobre ex-ministro após receber ação de todos os réus.

O voto que o relator do processo do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, começou a apresentar na quinta-feira segue o mesmo modelo usado em 2007, quando o Supremo Tribunal Federal aceitou a denúncia do Ministério Público Federal de forma fatiada. Mas Joaquim mudou a ordem cronológica de analisar os réus em relação há cinco anos.

Naquela época, Barbosa iniciou seu relatório analisando a gestão fraudulenta atribuída à diretoria do Banco Rural.

Agora, focou inicialmente nos desvios de dinheiro público da Câmara dos Deputados.

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Se seguir o roteiro de 2007 em relação ao ex-chefe da Casa Civil José Dirceu, o destino do suposto líder da quadrilha será traçado só no fim do julgamento.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Na ocasião, Barbosa só pôs em votação a acusação de formação de quadrilha contra Dirceu depois que todo o plenário já concordara que havia indícios de prática do crime pelos demais integrantes da organização criminosa do mensalão.

Caso as acusações contra Dirceu fiquem mesmo para a conclusão do voto, a tendência é que o ministro Cezar Peluso fique mesmo de fora dessa votação. Na quinta-feira, o relator começou a votar pelo capítulo três da denúncia do MPF.

O texto trata do suposto desvio de dinheiro público ocorrido na Câmara dos Deputados, no Banco do Brasil e no Fundo Visanet.

O primeiro dia do voto foi todo dedicado à Câmara.

A sessão de segunda-feira vai começar com o voto de Lewandowski sobre essa parte do processo.

Depois, os outros nove ministros vão votar.

Em seguida, Barbosa deve analisar supostos desvios de dinheiro do BB.

O foco será o ex-diretor de Marketing do BB Henrique Pizzolato.

Nesse ponto, Luiz Gushiken, ex-ministro da Secretaria de Comunicação, deverá ser absolvido, como pediu o MPF.

Núcleo político deve ficar para o final

Se seguir o rito de 2007, em seguida, Barbosa analisará o crime de lavagem de dinheiro atribuído a dirigentes do Banco Rural e ao chamado núcleo publicitário.

Depois, analisará o item relativo à lavagem de dinheiro atribuída a políticos do PT.

O próximo passo de Barbosa pode ser votar sobre práticas de políticos de partidos da base.

O penúltimo item examinado poderá ser os crimes imputados ao núcleo político, composto por Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino e o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares.

Já o último poderá ser a decisão sobre Duda Mendonça e Zilmar Fernandes, acusados de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Ainda, nesse item estão integrantes do Rural e sócios de Marcos Valério.
Carolina Brígido/O Globo

Governo vai financiar tratamento de dependentes químicos com terapias alternativas

Em reunião com representantes das comunidades terapêuticas, nesta quarta-feira, a presidente Dilma Rousseff anunciou que o governo vai financiar o tratamento de dependentes químicos nessas entidades, a maioria mantida por instituições religiosas.

No encontro, a presidente criou um grupo de trabalho para revisar a resolução da Anvisa que estabelece as normas mínimas para funcionamento das comunidades terapêuticas.

– As comunidades se constituem importante recurso comunitário de apoio ao tratamento da dependência química no Brasil. Elas têm da presidente o reconhecimento e interesse de que façam parte de uma ampla rede de apoio à rede pública de saúde e assistência social, no tratamento e reinserção social dos dependentes químicos – disse a secretária Paulina Duarte, da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), do Ministério da Justiça.

A secretária participou da reunião, que contou ainda com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

O grupo de trabalho será coordenado pela ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, com a participação da Senad e dos ministérios da Educação, Saúde e Desenvolvimento Social.

A secretária não informou quanto será destinado às comunidades terapêuticas.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

– Como é uma resolução de 2002, deve ser revista para que possa atender essa nova perspectiva de acolhimento das comunidades terapêuticas como rede de apoio à rede pública de tratamento.

A resolução existe, muitas das comunidades atendem plenamente as exigências da resolução, mas outras têm dificuldades, especialmente no que se refere à infraestrutura e equipe técnica.

A decisão da presidente de colocar essa resolução em revisão é para acolher todas as comunidades – afirmou.

Representante das federações de comunidades terapêuticas no Brasil, o pastor Wellington Vieira, disse que há hoje no país 3.000 comunidades terapêuticas, atendendo cerca de 60 mil dependentes químicos, especialmente de álcool, crack e drogas.

Boa parte, segundo ele, é ligada a instituições católicas, evangélicas e espíritas.

– Fomos reconhecidos como um serviço de atendimento à dependência química no Brasil.

A presidente nos tirou da clandestinidade, nos legitimou. São 3.000 comunidades no Brasil que fazem tratamento de recuperação por iniciativa própria. A presidente reconheceu o serviço que prestamos no Brasil desde 1969.

Fomos incluídos na rede para receber financiamento, receber custeio, receber reforma e capacitação dos nossos profissionais – disse o pastor.

Segundo Vieira, o governo vai lançar um programa incluindo as comunidades no sistema de atendimento e criando vagas gratuitas para internação de dependentes químicos.

O pastor afirmou que é feita uma avaliação das condições sociais e econômicas do dependente, e as famílias colaboram no tratamento, mas alguns estados, como Alagoas, Minas Gerais e Piauí, financiam o atendimento nas comunidades terapêuticas.

– Temos amor e compaixão por essas pessoas que têm esse problema.

É feita uma avaliação sócioeconômica, e a família participa do tratamento. São ligadas (a religiões) e têm o despertar espiritual – afirmou.

Também participou da reunião com Dilma, o prefeito Cachoeirinha (RS), Vicente Pires, ex-usuário de drogas, que trabalha há 10 anos com comunidade terapêutica e implantou na cidade o projeto Cara Limpa, para tratamento e ressocialização de dependentes. A prefeitura financia 50 internações em comunidades terapêuticas.

– É o melhor caminho para trabalharmos e combatermos a grande chaga social que é o álcool e as drogas – disse.

Luiza Damé/O Globo

Palocci e o tráfego de informações

“O que não é moral não pode ser legal”
Agostinho de Hipona
* Tagaste, África 13 de novembro de 354 d.C
+ Hipona, África 28 de agosto de 430 d.C

O ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, não saiu das manchetes nas edições de sexta-feira (20/5) dos jornais.

Mas há uma diferença no noticiário em relação aos dias anteriores: aparentemente, a informação de que sua empresa de consultoria prestou serviços muito bem remunerados a vinte clientes foi fornecida pelo próprio ministro.

Pelos serviços prestados a esses vinte clientes, a empresa do ministro faturou R$ 20 milhões em 2010, ano eleitoral, o que lhe teria permitido multiplicar por vinte o patrimônio pessoal.

Afora a curiosa repetição do número 20, o noticiário traz também uma novidade: não se percebe aquela avalanche de declarações de políticos oposicionistas, como aconteceu em denúncias anteriores contra integrantes do governo.

Outra diferença em relação a outras histórias: a imprensa tenta, mas não muito, descobrir os nomes das empresas que teriam sido responsáveis pelo fabuloso sucesso empresarial de Antonio Palocci.

Em geral o noticiário ataca os personagens do setor público envolvidos em casos suspeitos, mas não demonstra esforços para expor as empresas privadas envolvidas.

No caso do ministro da Casa Civil, o processo de blindagem realizado pelo governo é facilitado pelo desinteresse da oposição em alimentar o fogo.

Assuntos incômodos

Provavelmente, o noticiário teria amainado na sexta-feira se o próprio ministro não o tivesse alimentado com as informações que forneceu ao preparar um relatório a ser enviado à Procuradoria Geral da República.

Quase tudo que os jornais publicam tem essa origem.

Mas o “vazamento” de uma informação desse tipo só ocorre quando interessa a quem detém essa informação.

Palocci contratou uma grande empresa de relações públicas e assessoria de imprensa para administrar a crise.

Em casos como esse, normalmente os consultores recomendam oferecer alguma informação inofensiva para distrair a imprensa, enquanto se procura isolar os fatos eventualmente negativos.

Até mesmo a declaração de que “ex-ministros têm grande valor no mercado” deve ter sido parte dessa estratégia. A frase é uma tradução politicamente correta de “tráfico de influência”.

Agências de comunicação conseguem controlar rapidamente crises desse tipo porque sabe-se que a imprensa tem atualmente uma capacidade de investigação muito reduzida.

E sabe-se também que, assim como a oposição, a imprensa não quer discutir certos assuntos, como o que movimenta o noticiário em torno do ministro, porque também vive de traficar influência.

Por Luciano Martins Costa/Observatório da Imprensa

Melhor que ganhar na loto acumulada é ter a mulher na chefia da Casa Civil

Brasil: da série “O tamanho do buraco”!

É isso mesmo Tupiniquins!

A loto acumulada só se ganha uma vez em 400 milhões de possibilidades. Com o nepotismo explícito, agora cinicamente nominado de “taxa de sucesso”, esqueçam a criatividade, o empreendedorismo e outras competências.

Sorte grande mesmo é ter um parente nos altos cargos dessa pobre e depauperada ré-pública brasileira.

Cada vez mais me convenço que o fundo do poço no Brasil é somente um estágio!
O Editor


Caso Erenice – Os bons negócios de seu marido

Órgão federal perdoou dívidas da Matra Mineração, outra empresa ligada a Campos

A Matra Mineração conquistou duas vitórias no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), órgão sob influência de Erenice Guerra, depois que o marido da ex-ministra, José Roberto Camargo Campos, entrou na sociedade da pequena empresa com sede em Brasília e que atua no interior de Goiás.

Além do perdão de 14 multas, nove delas apenas 43 dias depois de sua ida para a Matra, a empresa conseguiu, 60 dias depois, autorização para explorar calcário em Goiás.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Além das multas perdoadas, a Matra, cujo capital social é de apenas R$ 30 mil, acumula dívidas que somam R$ 129,4 mil, parceladas em 60 vezes.

De acordo com o DNPM, as multas estão sendo pagas em dia.

Campos chegou à Matra em 22 de abril de 2008, associando-se ao gerente de Desenvolvimento Energético da Eletronorte, Ercio Muniz Lima, antigo amigo de Erenice, funcionária de carreira da estatal.

O marido de Erenice também trabalhou na estatal.

Em 5 de junho, 43 dias depois, o DNPM arquivou nove autos de infração emitidos contra a empresa em dezembro de 2004.

Já no dia 20 de junho, o DNPM outorgou alvará de pesquisa para que a Matra explorasse minério no interior de Goiás.

À época, Erenice ocupava a secretaria executiva da Casa Civil, subordinada à então ministra Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência.

Antes de chegar à Casa Civil, ela era consultora jurídica do Ministério de Minas e Energia, onde acumulou, desde 2003, assento no Conselho Administrativo da Eletronorte.

Um mês após a chegada de Erenice ao Conselho da Eletronorte, José Roberto passou a prestar serviços à estatal, num contrato de R$ 120 mil em 2003 e 2004.

Em 2006, a Matra já tinha tido outras cinco multas arquivadas pelo DNPM. As autuações foram aplicadas por falta de pagamento da Taxa Anual por Hectare (TAH). Para todos os arquivamentos, o DNPM argumenta que houve discrepância entre os valores cobrados e aqueles que constam dos autos de infração.

Além da mineradora e da prestação de serviços na Eletronorte, a participação de José Roberto Campos na Unicel, operadora de telefonia celular no interior de SP, também aproxima os negócios dele com a função pública de Erenice. A empresa, da qual ele é diretor, recebeu atestado de capacidade técnica da Presidência da República.

De acordo com o jornal “Folha de S.Paulo”, foi a primeira e única vez em que a Diretoria de Telecomunicações da Presidência avalizou um serviço experimental, o que causou surpresa entre empresas do setor, já que não é praxe órgãos públicos atestarem capacidade baseada apenas em testes. Na época, Erenice era secretária-executiva de Dilma na Casa Civil.

Na época em que recebeu o atestado, a Unicel brigava na Anatel por uma licença para implantar o serviço de telecomunicações via rádio que atenderia às Forças Armadas, à Presidência e à Polícia Federal.

Em 2004, a Unicel teria participado de um chamamento público na Anatel para cadastrar interessados em explorar a faixa de frequência não usada pelas operadoras de celular.

No ano seguinte, o coronel da reserva Elifas Gurgel, nomeado presidente da Anatel, autorizou a empresa a explorar comercialmente a frequência, com dispensa de licitação pública, o que foi contestado pela área técnica do órgão.

A Unicel recorreu à Justiça e, no ano passado, o TCU confirmou que a licitação era dispensável, mas determinou que a Anatel convocasse outras empresas interessadas no negócio.

Após deixar a Anatel, Elifas Gurgel tornou-se consultor da Unicel. O advogado da empresa, Gabriel Lainder, foi nomeado em janeiro passado como assessor da Casa Civil, para trabalhar com Erenice.

Roberto Maltchik/O Globo

Casa Civil, antro de corruptos

Casa Civil, Antro de Corruptos
Hiram Reis e Silva ¹

“Tenho vergonha de mim pela passividade em ouvir, sem despejar meu verbo, a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade, a tanta falta de humildade para reconhecer um erro cometido, a tantos “floreios” para justificar atos criminosos, a tanta relutância em esquecer a antiga posição de sempre “contestar”, voltar trás e mudar o futuro.” (Cleide Canton)

Erenice Guerra não convence tentando justificar o injustificável, na sua carta de demissão, em caráter irrevogável, ao presidente Lulla.

Certamente seguiu determinação explícita das hostes petralhas, preocupadas com uma possível repercussão negativa na campanha de Dilma à presidência. Sinceramente não vejo porque tanta preocupação, a população está atacada por uma virulenta placidez e a tudo assiste sem esboçar qualquer reação.

A milionária anestesia não foi patrocinada pelo Ministério da Saúde, mas por inteligentes agentes políticos que cooptaram, aliciaram todas as forças que historicamente eram capazes de reagir contra estes inúmeros crimes cometidos em nome de uma política suja em que os fins justificam os meios.

Ninguém se incomoda com as quebras de sigilo, com as propinas cobradas de empresários para financiar campanhas demagógicas e nem mesmo atentados ou assassinatos daqueles que poderiam constranger ou complicar a vida dos ilustres mandatários encastelados na máquina pública mais corrupta da história da república brasileira.

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva
Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)
Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)
Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS)
Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional
Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br
E–mail: hiramrs@terra.com.br

Waldomiro Diniz condenado pela justiça

Justiça condena Waldomiro Diniz

Waldomiro Diniz Mensalão PTO juiz José Márcio da Silveira e Silva, da 7ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, condenou o ex-assessor da Casa Civil Waldomiro Diniz pelo crime de improbidade administrativa.

Waldomiro foi flagrado em vídeo negociando o pagamento de propina com o empresário do ramo de jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Após a divulgação do vídeo, ele foi exonerado do cargo e o episódio deu origem à CPI dos Bingos.

Na sentença, o juiz condena Waldomiro ao pagamento de multa equivalente a cinco vezes o valor de sua remuneração à época dos fatos, além dos honorários advocatícios.

José Antonio Toffoli, a gastança pública e o Supremo Tribunal Federal

Toffoli disse há quatro meses que quem faz o que fez há quatro anos não merece uma vaga no Supremo

No outono de 2005, depois de ganhar de presente uma passagem de ida e volta, Benedito Vitor Januário dos Santos embarcou num avião em São Paulo, participou do jantar em Brasília promovido por ex-alunos da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco e voltou na manhã seguinte. Quem teve a ideia de abrilhantar a noitada com a presença do folclórico Vitão, funcionário do Departamento Jurídico XI de Agosto e festeiro animadíssimo, foi o advogado José Antonio Toffoli, subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, que providenciou o bilhete aéreo. Quem pagou foi a Secretaria da Administração da Presidência da República. Quem bancou a viagem foram os pagadores de impostos.

O Portal da Transparência, criado pela Controladoria Geral da República para mostrar como o governo gasta o que toma dos brasileiros comuns, confirma que em 19 de maio de 2005 a Secretaria da Administração repassou R$ 290 a Benedito Vitor Januário dos Santos. O portal se limita a revelar o valor desembolsado e a identidade do “favorecido”. A transparência não se estende ao nome de quem mandou pagar nem à razão do pagamento. No caso de Vitão, a informação é dispensável. Há quatro anos, um voo de ida e volta entre São Paulo e Brasília custava exatamente R$ 290. Toffoli vive assumindo a paternidade da ideia em jantares com amigos.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Para os padrões brasileiros, subvertidos por roubalheiras que movimentam cifras inverossímeis, parece pouco. Dinheiro de troco, diriam os senadores. Uma viagem só, e ainda por cima doméstica, é coisa de amador, desdenhariam os deputados. Num país rebaixado a viveiro de corruptos bilionários, José Antonio Toffoli subtraiu aos cofres públicos uma quantia inferior a mil reais, consumida em duas decolagens e dois pousos. Quem faz isso merece castigo?

Merece uma punição exemplar, acha José Antonio Toffoli ─ ele mesmo, mas quatro anos mais tarde e em outro emprego. Ou achava até maio passado. “O Brasil precisa conscientizar-se de que quem exerce uma função pública só pode gastar o dinheiro público no interesse público”, disse em entrevista a VEJA o chefe da Advocacia Geral da União. Depois de sublinhar que a corrupção endêmica e a gastança irresponsável devem ser combatidas com muito mais rigor, o entrevistado ensinou que um crime jamais será condicionado pelo tamanho do lucro ou do prejuízo. Atos ilícitos não são tabelados.

“É preciso acabar com esse costume de passar a mão na cabeça dizendo que o erro foi pequeno, que foi coisa de mil reais, que foi só uma passagem aérea”, reiterou Toffoli. “Não há erro pequeno. É preciso tolerância zero com o uso indevido de dinheiro público. Mesmo o erro pequeno precisa de punição”. Segundo o chefe da AGU, essa modalidade criminosa não comporta pecados veniais. Todos são mortais. Não há diferenças relevantes, portanto, entre o subchefe da Casa Civil que desviou R$ 290 e o mais guloso mensaleiro. O uso irregular de um bilhete é tão criminoso quanto o furto de milhagens transatlânticas.

Indicado por Lula para uma vaga no STF, Toffoli anda visitando senadores para garantir que merece nota dez nos quesitos reputação ilibada e notável saber jurídicos, que deveriam determinar o destino de um candidato à toga. Algum pai da pátria tem de apartear o discurso do visitante, apresentar-lhe simultaneamente o caso de Vitão e a entrevista de maio e convidá-lo a explicar a colisão frontal. Se renegar a entrevista, estará provado que o saber jurídico de Toffoli é notavelmente instável. Se reafirmar o que disse, estará provado que a reputação não rima com ilibada.

Seja qual for a resposta, Toffoli estará desqualificado para virar ministro do Supremo. Seu passado pode arruinar o futuro do tribunal.

Dilma Roussef: ficha que circulou na internet era falsa

Lembram do email que circulou coma ficha criminal da candidata do apedeuta, a Dilma Roussef?

Pois é, no universo do photoshop tudo é divino e maravilhoso.

E perigoso!

Qualquer um de nós, pode ser vítima desse tipo de manipulação de imagens.
Eis o perigo de se difundir fatos e notícias sem a devida apuração.

O editor


Deu na Folha de S.paulo

Dilma contrata laudos que negam autenticidade de ficha

Imagem ilustrava reportagem da Folha; peritos não se basearam no jornal impresso

Professores compararam imagens reproduzidas pela internet com papéis do Arquivo Público; Folha reconheceu que ficha chegou por e-mail

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, encaminhou à Folha dois laudos técnicos, por ela custeados, que apontaram “manipulações tipográficas” e “fabricação digital” em uma ficha reproduzida pela Folha na edição do último dia 5 de abril.

A ficha contém dados e foto de Dilma e lista ações armadas feitas por organizações de esquerda nas quais a ministra militou nos anos 60. Dilma nega ter participado dessas ações. A imagem foi publicada pela Folha com a seguinte legenda: “Ficha de Dilma após ser presa com crimes atribuídos a ela, mas que ela não cometeu”.

O laudo produzido pelos professores do Instituto de Computação da Unicamp (Universidade de Campinas) Siome Klein Goldenstein e Anderson Rocha concluiu: “O objeto deste laudo foi digitalmente fabricado, assim como as demais imagens aqui consideradas. A foto foi recortada e colada de uma outra fonte, o texto foi posteriormente adicionado digitalmente e é improvável que qualquer objeto tenha sido escaneado no Arquivo Público de São Paulo antes das manipulações digitais”.

O laudo produzido pelo perito Antonio Nuno de Castro Santa Rosa da Finatec (Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos), ligada à UnB (Universidade de Brasília), chega às mesmas conclusões.

A ministra anexou o laudo da Unicamp em carta ao ombudsman da Folha. “Diante da prova técnica da falsidade do documento, solicito providências no sentido de que seja prestada informação clara e precisa acerca da “ficha” fraudulenta, nas mesmas condições editoriais de publicação da matéria por meio da qual ela foi amplamente divulgada, em 5 de abril de 2009″, escreveu Dilma.

Governo Lula bate recorde de aprovação em duas pesquisas

O grande chefe dos Tupiniquins e realmente um “Teflon” nada gruda nele. Quanto mais os seus opositores o atacam, mais cresce a sua(dele) popularidade.

Pesquisa do Instituto Sensus divulgada nesta segunda-feira pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) mostra a avaliação positiva do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva bateu novo recorde, em dezembro. Para 71,1% dos entrevistados, o governo é ótimo ou bom. Em setembro, mês do último levantamento , esse percentual era de 68,8%. O desempenho é o melhor desde 1998, quando o instituto começou a fazer a pesquisa para a CNT.

Já avaliação negativa do governo caiu de 6,8% em setembro para 6,4% em dezembro.

A aprovação do desempenho pessoal de Lula também cresceu, oscilando de 77,7% em setembro para 80,3% em dezembro. A desaprovação caiu de 16,6% para 15,2%. Para 41,1% dos entrevistados, o presidente vai ter mais disposição de trabalho nos últimos dois anos que lhe restam no poder, enquanto 40,3% prevêem a mesma disposição, e outros 15,4% imaginam que ele estará menos disposto.

A maior parte dos entrevistados (42,9%) acredita que o presidente atendeu às expectativas no cargo, contra 35,6% que acham que ele as superou. Outros 18,4% consideram que Lula ficou abaixo das expectativas.

Serra mantém liderança para sucessão em 2010

A pesquisa CNT/Sensu s mostrou que o governador de Sâo Paulo, José Serra (PSDB), se mantém na liderança em todos os cenários em que aparece para a sucessão do presidente Lula . Em uma primeira hipótese, ele teria 46,5% dos votos, contra 12,5% da ex-senadora Heloísa Helena (PSOL) e 10,4% da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT). Os números não diferem do levantamento de setembro, onde Serra teve 45,7% das intenções, seguido por Heloísa (12,5%) e Dilma (10%).

A ministra, que é a preferida do presidente Lula, se mantém em terceiro lugar em um cenário em que o candidato do PSDB seria o governador mineiro Aécio Neves. Neste caso, o tucano teria 25,3% dos votos, contra 19,1% de Heloísa e 12,9% de Dilma.

A pesquisa apontou também que 47,8%, não conhecem nem ouviram falar da ministra da Casa Civil, enquanto 30% apenas ouviram falar dela.

Leia mais em: Aprovação do governo Lula bate novo recorde e chega a 71% em meio à crise, diz CNT/Sensus

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva obteve novo recorde de popularidade, segundo pesquisa CNI/Ibope divulgada hoje. De acordo com o levantamento, 73% avaliaram o governo como ótimo ou bom em dezembro, contra 20% como regular. Outros 6% como ruim ou péssimo.

Essa é a melhor avaliação do governo desde que a pesquisa CNI/Ibope começou a ser feita. O recorde anterior foi obtido por Lula mesmo em setembro, com 69% de avaliação positiva. Antes disso, o recorde era de setembro de 1986, quando o governo do então presidente José Sarney recebeu 77% de avaliação positiva.

A avaliação pessoal do presidente Lula também obteve novo recorde e chegou a 84% em dezembro contra 14% de desaprovação. Outros 2% não responderam ou não opinaram.

do Noblat