BND grampeou a Casa Branca

Angela Merkel, quando descobriu que havia sido grampeada pelo Obama condenou – hahahah – a atitude do “Nigeriano Haviano” com esse cinismo: “Espionagem entre amigos é algo que não dá [para aceitar]”
José Mesquita – EditorCasa Branca

Serviço secreto alemão espionou Casa Branca, diz revista

“Der Spiegel” diz ter tido acesso a documentos que comprovam que agência de inteligência da Alemanha monitorou, durante anos, conteúdo de e-mails e telefonemas de centenas de alvos nos EUA.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Casa Branca teria sido apenas um dos alvos no governo dos EUA

O Serviço Federal de Informações da Alemanha (BND) teria espionado centenas de alvos nos Estados Unidos, incluindo empresários americanos e a Casa Branca, segundo reportagem publicada nesta quinta-feira (22/06) pela revista alemã Der Spiegel.

De acordo com a revista, o serviço secreto alemão monitorou linhas telefônicas e e-mails nos eUA usando uma lista de cerca de 4 mil termos de busca, os chamados seletores, entre 1998 e 2006. Além da Casa Branca, os alvos incluíam o Departamentos de Estado, a Força Aérea Americana e a Nasa, entre outras instituições governamentais.

Centenas de embaixadas estrangeiras em Washington e escritórios de organizações internacionais no país, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), também estiveram na mira do BND. Essas informações estariam em documentos, aos quais a revista teve acesso.

A descoberta pode causar embaraços para o governo alemão. Em 2013, quando foi revelado o escândalo de espionagem envolvendo a Agência de Segurança Nacional (NSA) dos EUA, da qual o celular da chanceler federal teria sido alvo, Angela Merkel condenou a atitude americana.

“Espionagem entre amigos é algo que não dá [para aceitar]”, declarou Merkel na época. A indignação pegou mal meses depois, ao ser revelado que o serviço secreto alemão ajudava a NSA a espionar aliados europeus.

E agora, “como mostram os documentos, o BND também não teve inibição alguma no passado para grampear instituições governamentais em Washington”, diz a Der Spiegel.

Ao depor como testemunha na audiência final do comitê parlamentar encarregado de investigar o escândalo de espionagem envolvendo a NSA e o serviço secreto alemão, em fevereiro deste ano, Merkel desmentiu alegações de que sabia desde o início sobre a ampla espionagem de aliados por parte da NSA e do BND. Ela admitiu, porém, erros técnicos e organizacionais.

O relatório final da investigação deve ser debatido no Parlamento nas próximas semanas, mas o atual escândalo não deve pesar neste inquérito parlamentar. Procurado pela Der Spiegel, o BND se recusou a comentar a suposta espionagem.

CN/ots

Obama é a autoridade mais protegido do mundo?

Obama: o homem mais protegido do mundo?

Parece que os bicões que entraram num jantar na Casa Branca não foram um problema isolado. Segundo o Washington Post, um relatório do serviço secreto americano mostra seguidas falhas de segurança em torno daquele que deveria ser o sujeito mais protegido do mundo: o presidente dos EUA.

Foram pelo menos 91 incidentes desde 1980. Na Casa Branca, deixaram entrar uma família numa minivan, um entregador e uma mulher que dizia ter uma “relação especial com Bill Clinton“, entre outras pessoas “não-autorizadas”. Nada grave, mas, como diz o documento, as falhas comprometem a melhor arma que a Casa Branca dispõe para dissuadir assassinos: a aura de invulnerabilidade.

blog Marcos Guterman

Obama; o presidente é ‘o cara’ do Twitter

Casa Branca anuncia, pelo Twitter, quinta entrevista coletiva de Obama

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, concederá uma entrevista coletiva no dia 22 de julho, informou a Casa Branca por meio de sua página no serviço de microblog Twitter.

É a primeira vez que um evento presidencial é anunciado dessa forma, em vez dos instrumentos tradicionais. Trata-se da quarta entrevista de Obama à imprensa, em horário nobre.

A entrevista, marcada para as 21h (22h horário de Brasília) foi marcada no momento em que Obama tenta aprovar sua reforma na saúde no Congresso, que levantou dúvidas sobre como pagar seu preço, estimado em US$ 1 trilhão nos próximos dez anos. O presidente deve utilizar a aparição em horário nobre nas TVs para defender a aprovação, antes do final do ano da reforma.

Ele também deverá falar sobre o estado da economia americana, atingida pela maior crise desde a Grande Depressão, há 70 anos.

Folha Online

Segurança digital. Obama nomeia assessor de cibersegurança

Presidente dos Estados Unidos ainda não divulgou quem será escolhido.

‘Ciberespaço é real, e os riscos que o acompanham também’, disse Obama.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao divulgar nesta sexta-feira (27) um relatório com recomendações para a proteção da rede cibernética do país, anunciou que vai nomear um assessor-chefe de cibersegurança para a Casa Branca.

“O ciberespaço é real, e os riscos que o acompanham também”, afirmou Obama na Casa Branca. Ele também disse que sua administração não vai ditar padrões de segurança no universo virtual a serem seguidos por empresas privadas.

A indústria tecnológica vem pressionando pela instalação de um assessor de cibersegurança na Casa Branca, para garantir acesso ao presidente.

Liderada por Melissa Hathaway, a revisão de cibersegurança aconselhou o presidente a nomear um coordenador da Casa Branca para ser responsável pelo assunto. O relatório também disse que o setor privado precisa estar envolvido.

“Agora nosso mundo virtual está ficando viral”, disse Obama. “Estamos apenas começando a explorar a próxima geração de tecnologias que vão transformar nossas vidas de maneiras que nem sequer imaginamos. Um novo mundo está à nossa espera, um mundo de segurança maior e de maior prosperidade potencial, se dermos o salto.”

Falhas nas defesas de cibersegurança nos EUA vêm permitindo incidentes graves de roubo de identidades pessoais, dinheiro, propriedade intelectual e segredos comerciais.

Ga1

Obama vai ouvir internautas sobre novas leis

O presidente americano vai continuar dando priporidade a internet em sua (dele) comunicação com a população.

Diferente de Bush e de outros mandatários mundo afora que governam analogicamante, Obama faz um governo digital.

Obama promete submeter leis à opinião de internautas

Antes mesmo de Barack Obama discursar pela primeira vez como presidente dos Estados Unidos, seu governo já tinha promovido sua primeira mudança: ao meio-dia de ontem, quando ele já era oficialmente o novo líder do país, o site da Casa Branca já estava de cara nova. E conteúdo também.

O post de apresentação que inaugurou o blog da página explica que Obama pretende manter a internet como aliada. Ele prometeu, por exemplo, disponibilizar online, durante cinco dias, todas as leis não-emergenciais para que os textos sejam comentados pelos internautas antes de serem assinados pelo novo presidente.

Um dos objetivos do novo presidente, que soube explorar a rede na sua campanha, é oferecer um canal de comunicação com os cidadãos. Segundo o diretor de Novas Mídias da Casa Branca, Macon Phillips, que assina o post, os outros dois objetivos do novo site são manter a transparência do governo e estimular a participação popular, além de se “conectar com o resto da nação e do mundo”.

O Globo Online

O Blog da Casa Branca na era Obama

Barack Obama, que centrou a campanha na internet, vai continuar fazendo um governo digital.

Sob Obama, o portal da Casa Branca tem até um blog

Com a rapidez que caracteriza a internet, o portal da Casa Branca tornou-se a primeira vitrine da gestão Barack Obama.

Mal começara a cerimônia de posse de Obama, foi ao ar, às 12h01 (15h01 no horário de Brasília), o despacho inaugural do Blog da Casa Branca, a principal novidade do novo sítio.

Sob o título “A mudança chegou ao WhiteHouse.gov“, o texto é assinado por Macon Phillips, diretor de Nova Mídia da Casa Branca.

Ele informa que, sob Obama, “uma das primeiras mudanças é o novo sítio da Casa Branca”.

Um espaço a ser usado pelo presidente e pela administração dele para “conectar-se com o resto da nação e com o mundo”.

A exemplo do que fizera na campanha e na fase de transição, Obama parece decidido a retirar da internet todo o proveito político que a rede pode prover.

O novo sítio da Casa Branca traz um formulário para que os “navegantes” ofereçam idéias ao governo. Ou simplesmente para que enviem perguntas, comentários e reclamações.

A idéia, diz o cabeçalho do formulário, é criar a “mais aberta e acessível administração da história americana”.

Com a nova ferramenta, Obama tenta manter viva a imensa comunidade virtual que se formou em torno dele. Um grupo composto, sobretudo, por jovens americanos.

>> biografia de Barack Obama

Folha OnLine

Lugar de mulher é na Casa Branca

A jornalista Lúcia Guimarães e um texto delicioso sobre a eleição de Barack Obama e a consequente ascensão de Michelle Obama à Casa Branca. A jornalista inquieta-se com o desaparecimento, na mídia, da mulher advogada com diplomas de Harvard e Princenton, substituída por uma decorativa primeira dama. Será mais uma manifestação do machismo americano?

Michelle Obama – Foto Agência Estado

Lúcia Guimarães – O Estado de São Paulo

Sim, é claro, há muito ainda o que comemorar. Barack Obama será o senhor legítimo da residência construída com trabalho escravo. O mordomo negro da Casa Branca tornou-se uma celebridade, num novo momento extraordinário de seu longo serviço aos presidentes monocromáticos.

O simbolismo está em toda parte e não é abstração para satisfazer culpa liberal. Quando o deputado negro John Lewis, que quase morreu espancado durante um protesto pacífico em 1965, avisa “Não espero controlar as lágrimas no dia da posse”, sabemos que a história de um líder da luta pelos direitos civis como ele resiste a qualquer tentativa de trivialidade.

Mas, deixemos de lado a discussão sobre o controvertido modelito que Narciso Rodriguez criou para Michelle Obama, na noite da eleição. Em discussões com amigas articuladas, o vestido rubro-negro emergiu naturalmente e notei a paixão das opiniões.

Se voltamos atrás alguns meses, lembramos que essa eleição poderia ter colocado a primeira mulher na Presidência dos Estados Unidos. Não importa os sentimentos despertados por Hillary Clinton, será justo esperar que este movimento sísmico, sob o slogan “Mudança”, eleve também as mulheres?

Michelle Obama, que notoriamente não morria de amores pela senadora nova-iorquina, declarou diplomática: “Estou aprendendo muito com Hillary sobre a vida na Casa Branca, sobre como criar filhos sob o olhar atento da mídia.”

Beijinho, beijinho, tchau tchau.

Por que só se fala agora na Primeira Mãe e não na advogada com diplomas de Princeton e Harvard, que era uma profissional bem-sucedida quando foi convocada a treinar o estagiário paquerador Barack? Por que a decisão da Primeira Avó de se mudar para a Avenida Pennsylvania é manchete na CNN com direito ao comentário de um “analista” historiador?

Não basta termos sido contemplados quase diariamente, após a eleição, com a cena de Sarah Palin “surpreendida” em sua cozinha preparando alce diante de cada âncora de TV que se deslocou milhares de quilômetros para nos servir mais doses do seu besteirol?

Por que o telejornalismo mais liberal dá cambalhotas para reforçar a personalidade doméstica de Michelle Obama? A responsabilidade será da própria, por falar tanto de escolha de colégios, aulas de balé, prática de futebol e outras atividades que formam a hiperestimulada infância contemporânea? Assessores democratas repetem, “as duas meninas são a primeira preocupação de Michelle quando ela acorda e a última quando ela vai dormir”. Uau.

Levante a mão aí quem equilibrou maternidade e profissão sem direito a alternativa e não mereceu 30 segundos de horário nobre.

Há um subtexto nada sutil entre os jornalistas que dizem, Michelle Obama está mais mais Laura Bush do que Hillary Clinton. Hillary fez trapalhadas homéricas no começo do primeiro mandato do marido e alguns atribuem à sua desastrosa força tarefa para reformar o seguro saúde a vitória Republicana das tropas de Newt Gingrich, em 1994. Mas o subtexto é equivalente ao reflexo de um motorista que é vítima da barbeiragem de uma mulher ao volante e confirma seu preconceito.

Michelle Obama promete ficar no banco do passageiro e o país celebra sua domesticidade. Ela foi atacada pela franqueza sarcástica no começo da campanha e se suavizou. Sugeriu que vai lutar pelos direitos dos veteranos que voltam do Iraque e se suicidam duas vezes mais do que a população civil (e se isso atrapalhar o recital de piano da adorável Malia?)

Ainda que o gabinete Obama venha a refletir uma cartilha progressista, este súbito romance com a mulher, que faz pouco de seu enorme poder nos próximos quatro anos, é uma desnecessária brisa melancólica sobre o mar de expressões extasiadas que vamos testemunhar na manhã fria de 20 de janeiro de 2009.

Tive hoje o flashback de um momento que havia esquecido porque não coleciono troféus de vitimização. A luz fluorescente da sala no pavilhão pediátrico do Hospital Monte Sinai atrapalhava a visão da tela do laptop no meu colo. À minha volta, enfermeiras entediadas assistiam à TV, mães entravam e saíam em silêncio, o coração pesado era nossa linguagem comum. O ano era 1997 e escrevia minha primeira coluna para este jornal, interrompida várias vezes para conferir se o tubo de soro ligado à veia da minha filha estava em ordem. A coluna saiu – mal escrita -, minha filha saiu do hospital com saúde e sem diagnóstico.

A ordem de viver, como lembra o poeta, é seguida por milhões de mulheres anônimas , sem mistificação e sem voz ampliada numa coluna de jornal.

Michelle Obama, aqui vai uma sugestão. Você usa o seu acesso para melhorar a vida dos veteranos amputados, das mulheres sem seguro saúde, ou para qualquer trabalho à altura da sua inteligência e lhe damos o crédito merecido. Afinal, nem todas temos o privilégio de afetar a vida de milhões de pessoas com um cutucão no sujeito deitado ao lado.

Quando você assar biscoitinhos para a quermesse da quarta série, por favor, celebre o feito na privacidade de um dos 132 cômodos da sua próxima residência.

A lei seca brasileira e a história

Olhe essa:

No segundo mandato de Roosevelt, sua mulher Eleonora Roosevelt, ia de Georgetown, (onde trabalhava) para a Casa Branca (onde morava). Na Avenida Pensilvânia, adormeceu na direção. Era a mulher do presidente, ficou sem carteira por 1 ano, teve que fazer novo exame. Imaginem se tivesse bebido?