Artes Plásticas – XLI

Jean Metzinger – (1883 – 1956)
Woman with a Fan


Henri Marius Camille (1859-1959) s/t s/d


Henri Matisse,Vase of Sunflowers,1898


Jessica Hayllar,Far Away Thoughts,1885


Marc Chagall,The Tribe of Benjamin,1964


Hilde van Sumere
Scheppings Verhaa – Mármore,1981


Henri de Toulouse-Lautrec
Marcelle Lender Dancing the Bolero
in Chilpéric s/d


Louise Garlieb – Orange Tree, Streptocarpus, Oleander
A Calla Lily and Cactus Flowers,1840


Georges Braque
Natureza morta com clarineta, leque e cacho de uvas,1911


 Jessica  Hayllar,A Sunny Corner 1909


Nooshin Sheekhbahi – s/t s/d


German Tatarinov s/t s/d


Alberto Petroccione – s/t s/d


Aaron Shilkler,Portrait – s/d


Carlos Costa
Theres a place remember 21x28cm


Marianne Stokes-Preindlsberger
(Austrian painter),1855 – 1927
Madonna and Child,1907-08
Tmpera on panel,80 x 60 cm


Evgeniy Monahov s/t s/d


Ernst Hugo Lorenz
Die Friedrichbrücke in Berlin,1910


Jessica Hayllar,Apple Blossom 1886


Elisabeth Louise Vegee Le Beun
Autoretrato s/d

Carlos Costa – Versos na tarde

Fruto de mar
Carlos Costa ¹

Você caracol,
casca, casulo.

A brisa traz o olor
de humores temperados
no sexo, seixo bem rolado
desejo após desejo
tudo de novo reinventado
em tua ostra escâncara.

¹ Carlos Farias Costa
* Fortaleza, CE. – 21 de abril de 1952 d.C


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Carlos Costa – Versos na tarde

Nestas missões…
Carlos Costa ¹

Nestas missões de tantas monções
e olhos amendoados, o cheiro das mangas,
do jasmim em pétalas, reside
na generosa ravina do teu sexo.

Perto de ti, sob a sombra rarefeita
de um flamboyant, não resisto ao sono e sonho.
Mergulho num mar antigo
rumo às fundações
de meus ossos náufragos.

¹ Carlos Farias Costa
*Fortaleza, CE. – 21 de abril de 1952 d.C


Carlos Costa – Versos na tarde

Meu afeto
Carlos Costa ¹

Nestes aposentos toda manhã
tu despes a prata dos dedos
e vestes o meu afeto
mais largo, sem demarcados,
nem Tratado de Tordesilhas.

¹ Carlos Farias Costa
*Fortaleza, CE. – 21 de abril de 1952 d.C


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Carlos Costa – Versos na tarde

Todas as mulheres do mundo
Carlos Costa ¹

Penso-as como dunas
quando aquela areia fina paira
sobre elas e assenta
delicada como véu em seu dorso nu.

É tarde, quase amanhã novamente
deixo seu perfume tomar conta
dos meus sentidos e vejo-a
e sei que é quase um sonho
mas é um sonho feliz e reside em mim.
Sorrio para ela
alguém intimo que nem preciso
abrir a boca para ser compreendido.

É meu caro, elas são reais e
terão de estar sempre por perto.

Digo, las chicas, hombre!
Como se poderia pensar
num mundo sem elas?
Seria um pesadelo sem retorno!

Eu não saberia viver sem tocar-lhes a presença.
Acho-as intensas suficientes e necessárias

Te completam,
como a um quebra-cabeças
onde se encaixam
e fazem com que façamos
sentido para nós mesmos.

E isso é muito, muito bom.

É tão bom quanto vê-las
passeando displicentes
concha a concha pela praia,
mergulhando sob as ondas,
apontando e sumindo aos poucos,
com as nádegas,
pernas e pezinhos.

Elas tomando sorvete com gula,
(competência e predileção),
fazendo café e tomando com você
sentadas frente a frente,
ou retocando o batom ,
mostrando as unhas bem feitas,
mãos de dedos entrelaçados.

A surpresa de vê-las chegando
quando menos se espera
ou quando a espera já nos angustia
e do nada aparece aquela
lindinha por inteiro.

A ausência sempre madrasta e dolorida.

A impressão de tê-las visto passar
mil vezes e não as ter notado ainda,
até a surpresa daquele exato instante.

Elas com ou sem calcinhas,
com ou sem sutiãs,
seios e quadris de todas as formas
e cadências de balançar, ou não.

O sexo e seus, mais de quatrocentos apelidos
Sempre se possível, atendendo ao apelo;
com legítimos pêlos e cheiros.
Dispensando maiores artifícios
para que não se tornem tudo o que não são,
digo; rosto imberbe, barba aparada e bigode.
Masculinos.

E o mais importante
na lista das importâncias
são as palavras com que nos confortam,
revoltam-nos porque nos fazem pensar
e repensar para tentarmos
sermos melhores ainda.

Isto, sem pensar nas mil tentativas
que fazem para te amarem sempre,
incondicionalmente, ficando
cada vez mais ainda apaixonadas,
donas absolutas da paixão
ou de algo insondável,
bem maior ainda, que pode
até matá-las por dentro, por fora,
sob os trilhos, pulando da ponte,
e tudo apenas para nos dizerem
que somos tudo para elas e que
sem nós não há, não existe nada ,
nem você nem ela nem o mundo
com o firmamento junto,
nada, nada, nada.

É, eu não saberia mesmo,
nem gostaria de aprender,
(o que não teria serventia para nada)
Que seria o viver sem elas.

Pois quero vê-las sempre
sorrindo com os olhos, com a boca
com o sexo, (sempre afeto),
com abraços para te receber
e te fazer perceber que aquele lugar
naquele instante para ela
e para você, é, aonde e quando
tudo pode e vai acontecer.
Até morrer.

Nem que seja
só um pouquinho.

¹ Carlos Costa
* Fortaleza, Ce.
Arquiteto e artista plástico


Carlos Costa – Versos na tarde

Loucura
Carlos Costa ¹

Se acredito na loucura?

Como não acreditar,
se enlouqueci em ti quando segurei–te
nas mãos, te abri como a um livro predileto
que se quer sentir para sempre o odor e a
excelência dos escritos?

Em ti, página por página delineei
meus sonhos, desenhei minhas certezas,
colori com sanguínea nossos prazeres inconfessos,
te banhando em aquarela
assim como se faz com a mulher
a quem se ama, e continuei por muito mais
assinalando minhas impressões digitais.

E assim prossegui
escrevendo, reescrevendo-me sem ponto final,
até que as tintas e os pincéis se
escapassem de mim
e não restasse espaço qualquer
branco nenhum,
nem milímetro sequer,
vazio de mim.

Em ti.

¹ Carlos Costa
* Fortaleza, Ce.
Arquiteto e artista plástico


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