Paulo Duque: ‘denúncias contra Arthur Virgílio são consistentes’

Brasil: da série “só dói quando eu rio!”

Pois não é Tupiniquins, que o vassalo presidente do conselho de ética do senado, suplente do suplente de senador Paulo Duque saiu-se com essa?
Sua (dele) ex-celência disse “considerar a representação contra o líder do PSDB, senador Artur Virgílio (AM), mais ‘consistente’ do que as ações protocoladas no contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP).

Políticos Senador Suplente Paulo Duque PMDB

Abaixo as acusações contra Arthur Virgílio que proporcionaram representação contra o tucano no conselho de ética:

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Acusado de nomear o seu (dele) ‘personal trainer’ como funcionário do Senado

Permitir que um assessor morasse na Espanha, fazendo curso de teatro, recebendo salários, inclusive horas extras, do Senado.

Virgílio nomeou um personal trainer, Oswaldo Alves, de Manaus, pago pela Casa, para orientar sua atividade individual.

O líder do PSDB Arthur Virgílio (AM) ainda enfrentará mais três acusações no Conselho de Ética da Casa.

O PMDB pede para que sejam investigados o repasse de US$ 10 mil a Arthur Virgílio pelo ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia, quando o senador fazia uma viagem a Paris; e as “indenizações de saúde” – ressarcimento por tratamento de saúde pago pelo parlamentar – relativos ao caso da mãe de Virgílio, falecida em 2006, que pode atingir o valor de mais de R$ 780 mil.

A representação do PMDB também pede cópia da ficha financeira completa de Carlos Alberto Nina Neto, o aspone que viveu na Espanha pago pelo Senado, demanda o valor total do ressarcimento pagos pela Casa ao senador tucano pelos serviços de saúde, e ainda exige cópias da declaração de imposto de renda de Arthur Virgílio nos últimos cinco anos.

Todo o conteúdo da representação do PMDB foi lida pelo líder do partido, Renan Calheiros, nesta tarde, na tribuna de honra do Senado. A atitude resultou em um bate-boca entre Calheiros e o coronel Tasso Jereissati, o que forçou o presidente José Sarney a suspender a sessão para que os ânimos fossem acalmados.

Arthur Virgílio e a ética em 4 vezes sem juros

Com a matéria abaixo reproduzida, os Tupiniquins percebemos que realmente “não tem virgem na zona”, como pregava Nelson Rodrigues. Às suas (deles) ex-celências falta o mínimo de discernimento sobre o que é lícito e o que não é lícito além da mais comezinha noção sobre o que é ético.

Quando um país tem um parlamento no qual Renan Calheiros e Wellington Salgado representam contra alguém no Conselho de Ética, decididamente algo está fora de ordem.

O editor

Por Claudio Dantas Sequeira – Isto É

Como o caçador que um dia vira caça, o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), um dos parlamentares que mais pressionam pela saída de José Sarney (PMDB-AP) da presidência do Senado, pode acabar ao lado do coronel maranhense no banco dos réus do Conselho de Ética, também sob a acusação de quebra de decoro parlamentar. Na quarta-feira 29, depois de consultas à liderança da sigla na Câmara, o senador e líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), resolveu representar contra o tucano:

Senador Arthur Virgílio

“O PMDB já decidiu e o levará ao Conselho de Ética. É uma questão de reciprocidade”, disse o peemedebista. Virgílio será a primeira vítima do PMDB, mas provavelmente não será a única. “A lista é grande”, segundo o senador Wellington Salgado (PMDB-MG). No alvo estão os tucanos Tasso Jereissati (CE) e Mário Couto (PA), que usaram dinheiro de sua cota de passagens aéreas para fretar jatinhos. “Isso é coisa de máfia, é a Camorra”, ataca Virgílio.

O tucano, que protocolou com o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) mais dois pedidos de investigação contra Sarney, pode ter o mandato cassado por quebra de decoro pelo fato de ter empregado funcionário fantasma no gabinete e contraído empréstimo de US$ 10 mil do ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia, durante viagem de lazer a Paris em 2005. O fato foi revelado por ISTOÉ. Em discurso na tribuna, o tucano disse que foram R$ 10 mil, mas confessou os crimes passíveis de punição pelo Código de Ética. “Não ganhei nada com isso. Foi uma imbecilidade”, afirmou Virgílio.

Para tentar expurgar seus pecados, o senador começou a devolver aos cofres públicos os R$ 210.696,58 pagos indevidamente ao ex-servidor Carlos Alberto Nina Neto, que é filho de seu amigo e subchefe de gabinete, Carlos Homero Nina, e passou dois anos no Exterior à custa do erário. “Já paguei R$ 60.696,58 e acertei pagar outras três parcelas de R$ 50 mil. Tive que vender um terreno da família e usar o dinheiro da poupança.”

A dívida, porém, será paga em quatro vezes sem juros, pois o cálculo da Câmara inclui os salários e as despesas com Imposto de Renda e Previdência, sem correção. O pagamento pode ter vindo tarde. “Ele cometeu irregularidades e as confirmou em plenário. As provas contra ele são inequívocas”, disse Renan a interlocutores. Quanto ao empréstimo de Agaciel, Virgílio diz que foi pago na época, mas o ex-diretor nega.

A decisão de fazer a representação contra Virgílio foi tomada na segunda-feira 27, depois de uma conversa de Calheiros com o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE). No encontro, Guerra alegou não haver mais ambiente para recuar sobre Sarney. No dia seguinte, a bancada tucana entrou com três representações contra o presidente do Senado, pedindo que sejam apuradas as suspeitas de desvios na Fundação Sarney, o envolvimento de um de seus netos nas operações de crédito consignado na Casa e a nomeação de parentes por ato secreto. Foi então que o PMDB resolveu devolver na mesma moeda. Os peemedebistas dizem que a guerra está apenas começando.

blog imirante do Décio Sá