Acordo de buscas entre Google e Twitter se estendem ao desktop

Internet Softwares Google Blog do MesquitaO Google e o Twitter anunciaram nesta sexta-feira que sua parceria para colocar tuítes em resultados de busca online se estende aos desktops. A confirmação veio em uma troca de tuítes entre as duas gigantes americanas da internet.

“Olá @twitter, festa da busca na nossa casa. Vamos nos encontrar no desktop?”, convidou o Google, ao que o Twitter respondeu: “com certeza, @google. Nós levaremos os tuítes”.

Em maio, as duas empresas acordaram colocar tuítes nos resultados de busca móvel do Google, e o mesmo irá se aplicar aos desktops em breve.

Ambas as empresas tinham um acordo semelhante em 2009, mas os tuítes desapareceram dos resultados de busca do Google em 2011.

O acordo pode ajudar o engajamento no Twitter, que teve um pequeno crescimento comparado a outras redes sociais. Isto também traz conteúdo novo e comentários do Twitter para consultas de pesquisa do Google.

“É um ótimo jeito de encontrar informação em tempo real quando algo está acontecendo”, afirmou Ardan Arac, do Google, quando o anúncio foi feito em maio.

“Nós estendemos isso agora ao desktop também, e em inglês em qualquer lugar”, afirmou Arac em uma atualização nesta sexta-feira.


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Google censura buscas sobre como se unir ao ‘EI’

Google alterou sugestões dadas em buscas depois de ser alertada pela BBC. Grupo extremista controla áreas no Iraque e na Síria.

GettyReprodução

Na manhã desta sexta-feira, o Google oferecia o complemento automático “Isis” às pessoas – no Reino Unido e Estados Unidos – que iniciavam uma busca escrevendo “como posso me unir”.

A sugestão “Isis” – sigla em inglês do grupo extremista autodenominado “Estado Islâmico” (EI), organização jihadista que controla grandes áreas no Iraque e na Síria – vinha em quarto lugar, atrás de “à polícia”, “aos iluminati” e “a um sindicato”.

Leia mais: O Estado Islâmico vai substituir o Talebã no Afeganistão?

Alertado pela BBC, o Google eliminou a sigla de suas sugestões automáticas uma hora e meia depois.

Mas, se o Google censura termos em sua busca, por que não o fazia com este?

O Google diz que as sugestões oferecidas aos usuários são baseadas em “uma série de fatores, entre eles a popularidade de um termo usados nas buscas”.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Ainda avalia “200 sinais ou pistas que permitem averiguar o que possivelmente esteja sendo buscado”, inclusive a posição geográfica do usuário.

Os termos que outros usuários buscaram no passado também influem nas opções oferecidas.

O Google já eliminou anteriormente alguns termos de suas sugestões, como insultos ou palavras de conteúdo sexual, por motivos legais ou por considerá-los de mau gosto.

Leia mais: Quanto avançou a luta contra o ‘Estado Islâmico?’

“Atualizamos periodicamente nossos sistemas para melhorar as buscas, por isso os termos sugeridos podem mudar com o tempo”, diz um porta-voz da companhia.

“Excluímos apenas um pequeno grupo de buscas, como as relacionadas com pornografia, violência, discurso de ódio e infrações de direitos autorais.”

Ideologia

No mês passado, o Reino Unido e os Estados Unidos prometeram trabalhar conjuntamente para evitar a disseminação de ideologias extremistas.

O “EI” é conhecido por usar redes sociais, como Twitter, Facebook e Instagram, para difundir mensagens, fotos e clipes, estimulando seus seguidores a fazerem o mesmo.

Acredita-se que o grupo e seus apoiadores tenham usado também videogames, panfletos e vídeos para recrutar combatentes.

Mas nem sempre uma busca com o nome de um grupo extremista é um sinal de que uma pessoa concorda com suas ideias ou propostas, explica Danny Sullivan, fundador e editor do site Search Engine Land, dedicado a ferramentas de buscas.

“Pode ser que uma pessoa faça esta busca como parte de uma investigação, para averiguar sobre o ‘EI’, e não por que eles querem se unir ao grupo”, afirma Sullivan.

“Mas a razão pela qual Isis (ou ‘Estado Islâmico’) aparecia como uma das primeiras opções era o grande número de pessoas que escreviam ‘Como posso me unir ao Isis’ na caixa de busca.”

No entanto, os jihadistas em potencial não conseguiriam aprender muito com estas buscas. Os resultados traziam basicamente reportagens sobre o ‘EI’ e suas formas de recrutamento.

Google altera algoritmo de busca para rebaixar sites de má qualidade

Google fez mudança significativa no seu algoritmo de busca.

Empresa é criticada por permitir que artigos inúteis apareçam em destaque.
Mudança afetará 11,8 % das buscas, o suficiente para alterar os resultados.

O Google anunciou na quinta-feira (24) uma mudança importante no seu algoritmo de pesquisa em um esforço para melhorar o ranking dos sites de alta qualidade nos resultados de busca.

O objetivo é reduzir a visibilidade das páginas de baixa qualidade.

Embora a empresa não tenha dito explicitamente, a mudança parece ser dirigida, em parte, às chamadas “fazendas de conteúdo” (content farms), que geram artigos baseados em pesquisas populares para subir ao topo do ranking e atrair cliques.

O Google vem enfrentando críticas por parte de alguns usuários por permitir que artigos que não são úteis apareçam com destaque nos resultados da pesquisa.

Isso agora mudou, de acordo com a empresa.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A empresa disse que faz cerca de 500 mudanças em seu algoritmo por ano, mas a maioria é tão pequena que a empresa prefere não anunciá-la.

Porém, esta última modificação irá afetar 11,8% das buscas, valor grande o suficiente para alterar significativamente os resultados que as pessoas vêem.

‘Fazendas de conteúdo’

O anúncio não mencionou as “fazendas de conteúdo”, mas Matt Cutts, líder da equipe de combate a spams, tem falado nas últimas semanas sobre o problema e disse que o Google estava trabalhando em mudanças em seu algoritmo para resolvê-lo.

“Em geral, existem algumas ‘fazendas de conteúdo’ que eu acho que seria justo chamá-las de spam, no sentido de que a qualidade é tão baixa que as pessoas reclamam”, disse em entrevista recente.

G1

Google é alvo de investigações pela União Europeia por manipulação nas buscas

Comissão Europeia investiga Google por suposta manipulação de resultados

O Google é alvo de uma investigação anti-truste na Europa

A Comissão Europeia (braço executivo da União Europeia) iniciou uma investigação sobre o site de buscas Google após empresas competidoras reclamarem que o site abusa de sua posição de líder no mercado, manipulando os resultados de suas buscas.

O órgão europeu disse que vai verificar se o maior site de buscas do mundo tem como prática reduzir o ranking de seus competidores nos resultados que oferece.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A investigação é uma resposta a reclamações feitas por empresas como o site de comparação de preços Foundem e o site de buscas legais ejustice.fr.

O Google disse que vai trabalhar com a Comissão Europeia para resolver o assunto.

No início do ano, o procurador-geral do Texas, nos Estados Unidos, iniciou uma investigação similar após reclamações de empresas, entre elas a Foundem.

Em uma declaração, a CE disse que outros sites de busca reclamam de “tratamento desfavorável dos seus serviços nos resultados de buscas gratuitos e pagos, além de um suposto tratamento preferencial dos serviços do próprio Google”.

Investigação

A investigação, segundo o órgão europeu, não pressupõe que haja qualquer prática ilegal por parte do site.

A empresa, por sua vez, divulgou a seguinte declaração: “Desde que começamos, o Google vem trabalhando duro para fazer a coisa certa para nossos usuários e nossa indústria”.

“Mas sempre há onde melhorar e vamos trabalhar com a Comissão para abordar essas preocupações”.

A investigação também vai avaliar práticas da empresa envolvendo anúncios.

O Google teria, supostamente, imposto “obrigações de exclusividade” sobre anunciantes, diz a declaração da Comissão Europeia.

O serviço de anúncios é central para o funcionamento do site.

BBC

Twitter e Facebook com serviço de busca de lista de telefones

Guiamais no Twitter. (Foto: Reprodução)

Serviço de ‘lista telefônica’ lança versão para Twitter e Facebook

Buscas podem ser feitas diretamente no perfil do usuário, com privacidade.

Novo encurtador de URLs também foi lançado.

O serviço de buscas locais GuiaMais integrou as redes sociais com sua plataforma on-line para que os usuários possam encontrar e compartilhar rapidamente informações, endereços e telefones de empresas de mais de 5.400 segmentos de negócios.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Twitter

Ao começar a seguir o @guiamais, o usuário passa a poder consultar toda a base de dados diretamente no microblog. Basta enviar uma DM (mensagem privada) com as seguintes hash tags: #encontre segmento #local, bairro, cidade, uf.

Por exemplo: d guiamais #encontre farmacia #local cerqueira cesar, são paulo, sp. Como resposta, o internauta receberá 3 DMs: duas com o nome, endereço, telefone e link para anúncio do estabelecimento e outra com um link para a página de anúncios do tema buscado.

Resultado de busca no Twitter. (Foto: Reprodução)

“Nossos usuários já podem fazer buscas diretamente no seus perfis no Twitter com total privacidade, de forma muito prática e rápida.

É mais uma ferramenta que estamos lançando para fazer do GuiaMais.com o endereço definitivo para pesquisa de empresas e serviços na Web”, diz Emerson Calegaretti, Diretor de Internet da Publicar do Brasil, proprietária do GuiaMais.

Facebook

Já na integração com o Facebook, o GuiaMais.com permite que seus usuários recomendem empresas e serviços encontrados no buscador. É simples.

Ao “curtir” um anúncio veiculado no GuiaMais.com, o usuário compartilha a informação sobre a empresa ou serviço com todos seus amigos no Facebook.

“Sabemos que a indicação de um amigo tem muito mais peso e esta novidade ajudará nossos anunciantes a viralizar suas campanhas também pelo Facebook”, observa Calegaretti. “Além disso, nosso usuário já pode compartilhar seus resultados de busca no GuiaMais.com, e não apenas anúncios, em diversas outras redes sociais.

Se irá comemorar seu aniversário em um bar, por exemplo, o usuário pode informar o endereço do local que encontrou no GuiaMais.com para todos da sua rede”, acrescenta.

Encurtador de URL

Para ampliar sua presença nas redes sociais, o GuiaMais.com lança também o guiamai.is, um encurtador de URL que permite reduzir qualquer endereço na Internet para facilitar o compartilhamento de links com outros usuários.

A nova versão do GuiaMais.com traz ainda diversas outras ferramentas, como adicionar sua caixa de busca na página do iGoogle, em blogs e sites, nos favoritos ou diretamente no navegador.

Gabriel dos Anjos/G1, em São Paulo

Google reinventa seu índice de buscas

A Google anunciou o lançamento de seu sistema Caffeine, uma nova abordagem de seu modo de indexar a web, com ênfase em oferecer as páginas mais recentes da internet como resultados de busca.

Segundo a empresa, é uma máquina de busca 50% mais rápida que a anterior, e representa a maior coleção de conteúdo web já oferecida na História.

Diferentemente do sistema anterior, que se baseava num conceito de camadas, o Caffeine trabalha separando a web em pequenas porções e mantendo o índice-mestre do Google continuamente atualizado, em escala mundial.

Mais detalhes, na tradução de um post no blog oficial do Google, em http://bit.ly/cafgoo.

Carlos Alberto Teixeira/O Globo

Google e a busca em tempo real

O que muda com a busca em tempo real do Google

Um dos principais objetivos do Google no ano fora alcançado: a criação de um serviço de busca em tempo real. Anunciado ontem, na Califórnia, nos Estados Unidos, o recurso conduz a principal marca de buscas na web a um artifício na qual não tinha dominio até então.

O que faz plataformas sociais como Facebook e Twitter tornarem-se tão valiosas com o uso desenfreado de um número cada vez maior de pessoas é a possibilidade de saber o que acontece no mundo neste momento. E o Google, de forma até desesperada, alcançou tal princípio, dois meses após o anúncio da parceria entre Facebook, Twitter e Bing, buscador da Microsoft.

Agora, toda vez que procurar por um termo na versão inglesa do Google, terá respostas distribuídas e captadas de diversas fontes. Inclusive da rede de mensagens de até 140 caracteres, o que permite iniciar uma discussão sobre qual é a relevância do conteúdo produzido, já que o resultado é apresentado de forma cronólogica.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Trata-se da pesquisa que possibilita a extração de conteúdos antes não indexados, além das tradicionais notíciais produzidas por veículos, atualizações do Yahoo Respostas e Wikipedia e conteúdos públicos previamente autorizados por seus usuários de redes sociais como o Facebook e o MySpace. O que explica a divulgação de uma “carta aberta” de Mark Zuckerberg, fundador do Facebook.

A novidade de agregar a maior quantidade de informações em um único ambiente virtual está disponível apenas em uma versão (inglês) e a promessa do Google é que este recurso seja lançado nas próximas semanas em escala global, inclusive o português (Brasil).

O Google divulgou um vídeo explicando o que muda:

Veja

Google e o monopólio das buscas

Procure, mas talvez não encontre

Adam Raff *

À medida que nos tornamos cada vez mais dependentes da internet, precisamos nos preocupar cada vez mais com a sua regulamentação. A Comissão Federal das Comunicações dos Estados Unidos (FCC, na sigla em inglês) propôs normas de “neutralidade na rede”, que proibiriam as provedoras de internet de discriminar ou de cobrar prêmios para determinados serviços ou aplicações na rede. A comissão está certa em estabelecer que a garantia de igual acesso à infraestrutura da internet é vital, mas erra ao dirigir suas regulamentações apenas a provedoras de serviços, como AT&T e Comcast.

Hoje, mecanismos de busca como Google, Yahoo e o novo Bing, da Microsoft, tornaram-se os guardiães da internet, e o papel crucial que eles desempenham dirigindo os usuários para os sites da rede implica que agora são um componente essencial de sua infraestrutura, como a rede física em si. A FCC precisa ir além da neutralidade na rede e incluir a “neutralidade na busca”: o princípio segundo o qual os mecanismos de busca não deveriam ser submetidos a políticas editoriais, com exceção da abrangência e da imparcialidade dos seus resultados, e basear-se exclusivamente na relevância.

A necessidade da neutralidade da busca é particularmente premente porque um único grupo, o Google, detém um poder de mercado enorme em suas mãos. Com 71% do mercado de buscas nos EUA (e 90% na Grã-Bretanha), o predomínio do Google tanto na busca quanto na publicidade das buscas confere à companhia um controle preponderante.

As receitas do Google superaram os US$ 21 bilhões em 2008, mas isso não é nada perto das centenas de bilhões de dólares das receitas de outras companhias, que o Google controla indiretamente mediante os seus resultados de busca e os links patrocinados.

Uma das maneiras pelas quais o Google explora esse controle é pela imposição de “penalidades” disfarçadas que podem atingir sites legítimos e úteis da rede, excluindo-os inteiramente de seus resultados de busca ou colocando-os tão em baixo nos rankings que, provavelmente, nunca serão encontrados. Foi assim que, durante três anos, o site de busca vertical e de comparação de preços da minha companhia, a Foundem, efetivamente “desapareceu” da internet.

Outra maneira pela qual o Google explora seu controle é mediante a colocação preferencial. Com a introdução, em 2007, do que chamou de “busca universal”, o Google começou a promover seus próprios serviços no topo ou perto do topo dos seus resultados de busca, passando por cima dos algoritmos que utiliza para classificar os serviços das outras. Agora, ele favorece seus próprios resultados de comparação de preços para pesquisas de produtos, seus próprios resultados de mapas para consultas de geografia, seus próprios resultados em matéria de notícias para consultas tópicas, e seus próprios resultados do YouTube para consultas sobre vídeo. E os planos declarados do Google de busca universal deixam claro que este é apenas o começo.

Como seu predomínio no mercado de busca global e sua capacidade de punir os concorrentes colocando seus próprios serviços no topo dos resultados de buscas, o Google dispõe de uma vantagem competitiva praticamente inatacável. E pode usufruir desta vantagem muito além dos limites das buscas de qualquer serviço que escolher. Sempre que faz isto, as companhias que estão atuando na internet são derrubadas, as que se estabeleceram recentemente são suprimidas e a inovação é ameaçada.

O tratamento dispensado pelo Google à Foundem asfixiou nosso crescimento e limitou o desenvolvimento da nossa tecnologia inovadora para buscas. A colocação preferencial do Google Maps contribuiu para tirar a MapQuest de sua posição de líder em serviços de mapeamento online nos EUA praticamente da noite para o dia. O preço das ações da TomTom, fabricante de sistemas de navegação, caiu cerca de 40% nas semanas que se seguiram ao anúncio do serviço gratuito de navegação por satélite, mais detalhado, do Google. E a RightMove, o portal líder para imóveis na Grã-Bretanha, perdeu 10% do seu valor de mercado no mês de dezembro, somente por causa do boato de que o Google planejava introduzir um serviço local de busca de imóveis.

Sem normas de neutralidade de busca para restringir a vantagem competitiva do Google, poderemos caminhar para um mundo sombriamente uniforme de Google Tudo – Google Viagens, Google Finanças, Google Seguros, Google Imóveis, Google Telecoms, e, evidentemente, Google Livros.

Alguns dirão que o Google é tão inovador que não devemos nos preocupar. Mas a companhia não é tão inovadora quanto as pessoas consideram em geral. Google Maps, Google Earth, Google Groups, Google Docs, Google Analytics, Android e muitos outros produtos Google baseiam-se em tecnologia que o Google adquiriu, e não que inventou.

Os próprios AdWords e AdSense, os motores econômicos extraordinariamente eficientes que determinaram o sucesso meteórico do Google, são essencialmente invenções emprestadas de outros: o Google adquiriu a AdSense com a compra da Applied Semantics em 2003; e a AdWords, embora desenvolvida pelo Google, é usada com licença de seus inventores, a companhia Overture.

O Google reconheceu imediatamente a ameaça à abertura e à inovação para o poder de mercado das provedoras de serviços da internet, e há muito tempo é um dos principais defensores da neutralidade da rede.

Mas, agora, enfrenta uma escolha difícil. Adotará a neutralidade de busca como extensão lógica da neutralidade da rede que protege realmente o igual acesso à internet? Ou tentará argumentar que o poder discriminatório de mercado é de certo modo perigoso nas mãos de uma companhia de telecomunicações ou a cabo, mas inócuo nas mãos de um mecanismo de busca esmagadoramente predominante? A FCC agora convida a comentar publicamente as normas de neutralidade de rede que propõe, de modo que ainda há tempo para convencer a comissão a ampliar o alcance de suas regulamentações. Particularmente, ela deveria garantir que os princípios de transparência e não discriminação sejam aplicados aos mecanismos de busca e também às provedoras de serviços. A alternativa é uma internet em que a inovação poderá ser esmagada à vontade por um mecanismo de busca todo-poderoso.

* Adam Raffé um dos fundadores da Foundem, empresa de tecnologia de Internet

Estadão

Internet. StumbleUpon, sistema de buscas por categoria, concorre com o Google

Sistema aponta endereços conforme gosto mostrado pelo internauta

No lugar de usar um buscador genérico como o Google, sistemas de recomendações de site podem surpreender com boas indicações.

O StumbleUpon, o mais conhecido do tipo, sugere conteúdo baseado em categorias bem variadas: sociologia, esporte, história medieval ou cultura lésbica, entre outras opções de refinamento.

Há um mês, ele anunciou uma mudança bastante aguardada por sua comunidade de quase 8 milhões de cadastrados. O serviço de recomendação de sites adaptou a extensão de navegador para uma barra que funciona sem precisar ser instalada.

A mudança harmoniza com o “novo StumbleUpon” anunciado neste ano: ele está muito mais adequado para ser usado diretamente da internet, sem a necessidade de instalar nada.

Mas a forma ideal de usar o serviço ainda é criando uma conta e instalando a extensão.

A partir daí, uma barra sob o endereço de internet fará o diálogo com o mecanismo.

Nessa barra, basta clicar no botão I like it (eu gosto disso, representado por um polegar para cima) para mostrar que você gostou da recomendação e gravar aquele site no seu perfil, criando também um catálogo on-line.

O botão com o polegar para baixo marca os desaprovados.

O botão Stumble! faz com que apareça uma página na categoria ou na mídia indicada, como blog, notícias ou vídeo.

Conforme o usuário indica os sites de que gostou e de que não gostou, o mecanismo de recomendação é aprimorado.

Delicious

Sem dúvida, o StumbleUpon é um dos melhores sistemas de recomendação da internet. Como gerenciador de favoritos, porém, o tradicional Delicious se sai melhor.

O Delicious também pode ser usado como extensão ou diretamente do navegador.

Em ambos os casos, o ideal é colocar etiquetas (tags) sempre que você classificar um site como favorito.

De forma simplificada, uma etiqueta é uma categoria para aquele site. Para o portal YouTube use, por exemplo, vídeo.

Caso deseje guardar um clipe da Madonna, é melhor ser mais específico, usando termos como música e clipe, além do nome da cantora.

Se seus favoritos estiverem etiquetados, fica mais fácil encontrá-los depois. Na página do seu perfil do Delicious, no lado direito, é possível navegar nas etiquetas. Clicando sobre uma, dá para ver todos seus sites que levam aquela tag.

Gustavo Vilas Boas – Folha de São Paulo