Acordo de buscas entre Google e Twitter se estendem ao desktop

Internet Softwares Google Blog do MesquitaO Google e o Twitter anunciaram nesta sexta-feira que sua parceria para colocar tuítes em resultados de busca online se estende aos desktops. A confirmação veio em uma troca de tuítes entre as duas gigantes americanas da internet.

“Olá @twitter, festa da busca na nossa casa. Vamos nos encontrar no desktop?”, convidou o Google, ao que o Twitter respondeu: “com certeza, @google. Nós levaremos os tuítes”.

Em maio, as duas empresas acordaram colocar tuítes nos resultados de busca móvel do Google, e o mesmo irá se aplicar aos desktops em breve.

Ambas as empresas tinham um acordo semelhante em 2009, mas os tuítes desapareceram dos resultados de busca do Google em 2011.

O acordo pode ajudar o engajamento no Twitter, que teve um pequeno crescimento comparado a outras redes sociais. Isto também traz conteúdo novo e comentários do Twitter para consultas de pesquisa do Google.

“É um ótimo jeito de encontrar informação em tempo real quando algo está acontecendo”, afirmou Ardan Arac, do Google, quando o anúncio foi feito em maio.

“Nós estendemos isso agora ao desktop também, e em inglês em qualquer lugar”, afirmou Arac em uma atualização nesta sexta-feira.


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Onde buscar quando nem o Google tem a resposta?

Como encontrar informações confiáveis com uma ferramente que indexou mais de 1 bilhão de páginas? Se um novo ditado popular fosse criado, poderia ser algo como “se não está no Google, não existe”.

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Mas a afirmação gera dúvidas. O que fazer quando você não encontra o que procura no Google?

O gigante de tecnologia criado pelos americanos Larry Page e Sergey Brin no final da década de 1990 indexa mais de 1 bilhão de páginas da web.

Mas, às vezes, quando não conseguimos encontrar exatamente o que queremos usando a ferramenta de busca mais famosa do mundo, temos de recorrer a buscadores especiais, não tão conhecidos mas muito úteis. Veja abaixo alguns deles.

Informação científica

Um dos grandes problemas da web é separar quais são as informações relevantes.

Às vezes o usuário pode estar interessado em encontrar informação especializada ou científica, que tenha veracidade garantida. Ao procurar no Google, ele poderá navegar durante horas por páginas de economistas, curandeiros, biólogos entre outros, tudo misturado.

Uma forma de encontrar pesquisas sérias sobre matérias acadêmicas é navegar em portais que compilam esse tipo de informação especializada, vinda de pesquisadores de universidades e outras instituições famosas.

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Para informações acadêmicas de qualidade e evitar páginas de charlatões ou curandeiros, o melhor é recorrer ao Social Research Network

Para quem se interessa por ciências sociais, é possível buscar estudos de economia, direito, humanidades etc, no portal Social Science Research Network, que, todos os anos, é listado entre os melhores do Ranking Web of Repositories.

Se o assunto são as ciências naturais, os estudos de melhor qualidade podem ser encontrados, por exemplo, em scienceresearch.com, que usa uma “tecnologia de busca federada” para oferecer bons resultados em tempo real, afirma o site.

Também é possível encontrar informações especializadas nas pesquisas da América Latina graças ao site Red de Repositorios Latinoamericanos, coordenado pela Universidad de Chile.

Buscador de tuítes

As redes sociais já são um elemento-chave na internet. Os estudos mostram que cada vez mais elas consomem a maior parte do tempo que passamos conectados.

Milhões de mensagens são enviadas em todas as direções, todos os dias e um bom exemplo é o Twitter.

Segundo os dados da rede de microblogging, são postados cerca de 500 milhões de tuítes diariamente e tentar encontrar uma mensagem específica no meio de tudo isso pode ser uma dor de cabeça.

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Para buscas específicas de tuítes, o Topsy é a ferramenta mais indicada

Para resolver o problema existe o Topsy, um buscador que permite localizar tuítes postados a partir do ano de 2006.

É possível buscar tuítes sobre um tema específico, de um usuário em particular, incluir palavras-chave etc. E a versão básica é gratuita.

Fotos livres de pagamento de direitos autorais

O Google tem milhões de fotos: grandes, pequenas, bonitas, feias, de gosto duvidoso e dos temas mais variados.

O problema é que, se alguém precisa de fotos para um blog pessoal, para uma apresentação na empresa ou para um trabalho universitário, pode não ser fácil encontrar fotos livres de direitos autorais. Usar estas fotos sem a liberação do autor pode infringir leis e custar muito dinheiro.

Para buscar fotos livres de direitos o buscador creativecommons.org é muito útil pois rastreia imagens com licenças gratuitas de organizações independentes.

Mas, não é apenas isto. O site também oferece a busca de músicas, vídeos e textos também livres.

Privacidade

Uma das grandes polêmicas envolvendo o Google é a privacidade. Esta ferramenta faz com que deixemos informações em suas buscas ou nas contas do Gmail.

Reuters
Privacidade é um dos problemas envolvendo o Google e o Gmail

Se a pessoa busca uma marca de sapatos, logo vão aparecer propagandas de sapatos por toda parte. E sobre o que você escreve em seus e-mails… melhor deixar a própria companhia falar.

“As pessoas que utilizam o correio eletrônico hoje em dia não devem se surpreender se seus e-mails são processados pelo provedor de corrio eletrônico no decorrer da entrega”, admitiu a companhia em um julgamento pela acusação de espionagem de usuários nos Estados Unidos.

Uma alternativa para navegar com confidencialidade é o buscador duckduckgo.com, que garante que não registra a informação do usuário.

Criado em 2011 pelo cientista Gabriel Weinberg, a empresa garante que cifra a transmissão de dados e não usa cookies para coletar informações sobre a localização do usuário. E não revela buscas.

Buscas no passado

Outros problema na hora de fazer buscas na internet é que, às vezes, você busca algo que encontrou uma vez e, quando vai procurar de novo, foi apagado.

Para resolver isto existe o buscador waybackmachine que, na verdade, é um arquivo de internet que oferece estes conteúdos desaparecidos.

Esta ferramenta existe desde 1996 e, neste período, já arquivou mais de 40 bilhões de páginas.

Com este buscador é possível navegar ao passado e ver como era um site, e o que ele dizia, em um momento específico da história.

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Outras ferramentas permitem a busca de páginas do passado

Para isto, basta colocar o nome da página e escolher os arquivos disponíveis em um calendário que identifica os momentos que se fez uma cópia da mesma para a posteridade.

Cuidado com as fotos!

Geralmente buscamos fotos escrevendo algumas palavras chave que nos mostram as imagens relacionadas. Mas, e quando precisamos saber quando uma foto foi publicada antes ou não?

Para isto existe o Tin Eye, uma ferramente que promete justamente este tipo de busca gratuitamente: coloque uma foto ou o link da foto e o buscador informa onde encontrá-la ou se já apareceu antes (inclusive com modificações) graças a uma tecnologia de reconhecimento digital.

Os motivos para este tipo de busca podem ser muitos: se é um fotógrafo, pode querer verificar se alguém usou suas fotos sem permissão; se é um leitor mais crítico de notícias, pode comprovar que nenhum meio de comunicação mostre em uma notícia atual uma foto de algo que, na verdade, já aconteceu há muito tempo.
Fonte:BBC

Google X Qi Lu, o chinês por trás do Bing

O chinês que desafia o Google

Não. Ele não é da equipe de censura do governo da China. Qi Lu é o cérebro que criou o buscador Bing, da Microsoft


Fotografia feita com múltiplas exposições de Qi Lu na sede brasileira da Microsoft, em São Paulo. Ele é responsável pela estratégia on-line da empresa

Dois anos atrás, o presidente da Microsoft, Steve Ballmer, foi procurar no Yahoo!, ex-líder de buscas da internet, o executivo responsável pelo serviço. O chinês Qi Lu, celebrado nas rodas de entusiastas de programação e, nas palavras do próprio Ballmer, “o cara que mais entende no mundo do negócio de buscas na internet”, era anunciado como chefe de divisão de internet da Microsoft. A empresa acreditava que Qi Lu ajudaria numa pretensa fusão do Yahoo! com a Microsoft, que acabou não acontecendo. E, principalmente: ele seria o responsável por construir uma ferramenta que colocasse a Microsoft em condições de briga com o Google.

A resposta de Qi Lu foi o buscador Bing, lançado em junho de 2009. O Bing usava estratégia quase oposta à do Google. No lugar de uma página branca, com pouquíssimo texto e priorizando a caixa de buscas, o Bing criou um site com fotos exuberantes e vários atalhos para serviços, consultas de viagens etc. Seu mecanismo de busca inovou, com tecnologias para achar resultados instantâneos, rastreando posts recentes em redes sociais como o Twitter. Alguns recursos que o Google foi obrigado a copiar. Por isso, foi eleito pela revista americana Fast Company como uma das 100 pessoas mais criativas de 2010.

A briga com o gigante Google pode ter sido moldada para Qi Lu, um homem acostumado a superar obstáculos. Ele nasceu em Xangai no início dos anos 60, em meio à Revolução Cultural chinesa. Por causa da perseguição da ditadura, seus pais o mandaram ainda garoto para a casa do avô, na província de Jiangsu. Lu passou sua infância num vilarejo habitado por 400 famílias, onde predominava a agricultura de subsistência.

A figura mais notável da comunidade era a professora. Uma única, que dava aula para todos os alunos, independentemente da matéria e da série das crianças. “A professora tinha status de rainha”, afirma Qi Lu. “Era a única que comia carne todos os dias do ano.” Segundo ele, para o resto dos habitantes, comer carne era um privilégio que acontecia apenas uma vez por ano. Depois de passar por exames apertados, conseguiu uma vaga na Fundan University, em Xangai. “No início dos anos 80, só 3% dos jovens que se formavam no ensino fundamental ingressavam na universidade.”

No Yahoo!, engenheiros produziram camisetas com a mensagem:
“Eu trabalhei com Qi Lu. E você?”

A vida de Qi Lu ganhou outro rumo quando ele foi assistir a uma apresentação do professor Edmund M. Clarke, da universidade americana Carnegie Mellon. Clarke ficou impressionado com as perguntas feitas pelo jovem chinês e resolveu oferecer-lhe uma bolsa de estudos para Ph.D. Clarke pagou a inscrição de US$ 45, equivalente a quatro salários e meio de Qi Lu como professor universitário na China. Qi Lu passou no exame e mudou-se para os Estados Unidos. Enquanto estudava, começou a trabalhar na IBM, em 1996. Ajudou a desenvolver o Altavista, um dos primeiros buscadores. Depois foi chamado para o Yahoo!. Dez anos depois, quando saiu, liderava um time de 3 mil engenheiros, que o homenageou com uma camiseta com as frases: “Eu trabalhei com Qi Lu. E você?”.

Mesmo com todos os méritos de seu passado, incluindo a criação do Bing, a vida de Qi Lu está longe de ser tranquila. O Bing ainda não passou de 12% de participação nas buscas. O Google tem mais que o dobro de todos os concorrentes. Apesar de a Microsoft ter conseguido bons resultados financeiros no último trimestre, a área de internet, chefiada por Qi Lu, vem amargando prejuízos desde 2005.

Qi Lu afirma que isso apenas mostra que a Microsoft está investindo na criação da melhor tecnologia, independentemente dos retornos financeiros. “O principal caminho para ser o maior é ser o melhor”, diz. “O Bing representa para as buscas uma evolução similar à que a TV em cores representou para a branco e preto.”

O executivo afirma que respeita muito o trabalho feito até hoje pelo Google e reconhece que eles são os responsáveis pela base do mercado de buscas como o conhecemos hoje. Mas diz que a estratégia da Microsoft é oferecer ferramentas mais sofisticadas, que trabalhem melhor com o conteúdo de vídeo, gráficos e sejam íntimas às redes sociais. Para Qi Lu, os líderes em buscas dos próximos dez anos serão os que adicionarem o componente social nas buscas.

Como parte dessa estratégia, a Microsoft mantém uma relação estreita com o Facebook, a maior rede social do mundo, com mais de 500 milhões de usuários. E também é um dos acionistas do Facebook (em 2007, investiu US$ 240 milhões no site). “Quando você toma uma decisão a partir de uma busca de um produto ou de um serviço, ela é baseada em duas fontes: opiniões de usuários em geral e a de especialistas”, afirma.

“Agora suas buscas vão consultar diretamente as pessoas que você conhece e confia.” Isso sem sair da página inicial das buscas. O raciocínio faz sentido. Mas Qi Lu tem de correr. Não apenas o Google investe em melhorar seu produto, mas o próprio Facebook pode aplicar essas ideias antes dele.

Bruno Ferrari/G1

Microsoft terá site de busca “Viveri”

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Serviço será lançado no meio do ano para que a empresa teste novas tecnologias de buscas com participação do público.

A Microsoft planeja lançar um site experimental de buscas chamado Viveri, em meados deste ano. A novidade anunciada na terça-feira (24/02) durante o evento TechFest, da Microsoft, facilitará a criação de novas ideias para ferramentas de buscas pelos pesquisadores da empresa.

Os pesquisadores da Microsoft estão trabalhando em novas tecnologias de buscas que serão facilmente carregadas no Viveri e testadas pelo público, detalhou Robert Rounthwaite, arquiteto de software do Microsoft ResearchAfter.

As tecnologias testadas no Viveri incluem, por exemplo, a exibição mais precisa de resultados em buscadores verticais, exibindo diversas caixas na lateral dos resultados com resultados de domínios específicos como Amazon.com, Craigslist, Consumer Reports ou WebMD, dependendo da relevância.

O grupo de pesquisadores também está trabalhando em um novo visual para links de “páginas similares” que aparecem nos resultados do Google. No lugar de usar uma descrição vaga, os pesquisadores encontraram uma forma de exibir uma frase mais específica no resultado da busca. Por exemplo, se um usuário busca a palavra “Disney”, invés de ver um link para páginas similares, visualizará termos mais específicos como “Disneylândia” em destaque no texto. E com um clique nesta palavra é feita uma nova busca mais refinada.

O novo site vai oferecer resultados pela plataforma Live Search e está sendo criado com a tecnologia Silverlight, da Microsoft, para design de interfaces online.

do IDGNow

Google – A Geek, Marissa Mayer, fala sobre o futuro do buscador e novos produtos

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Basicamente todo produto trabalhado pelo Google passa pelas mãos de Marissa Mayer, a responsável por decidir se ele já está pronto para ser lançado ou se precisa de melhorias. Inclusive, é ela quem aprova cada um dos Google Doodles (logotipo do Google que muda sempre em datas especiais) que enfeitam as homepages do buscador ao redor do mundo.

Mayer está no Google há quase 10 anos. “No começo nossa equipe era bastante reduzida, apenas 20 pessoas”, conta ela, agora vice-presidente do segmento de produtos de busca e experiência do usuário. “Empregamos uma tremenda quantidade de energia, esperança e empreendedorismo. Nós realmente sentíamos que estávamos trabalhando em algo que realmente poderia mudar o mundo. Estávamos todos muito excitados em trabalhar em um problema tão importante e pensávamos que isso seria realmente impactante. Mas não sabíamos ainda que tipo de impacto seria esse.”

Atualmente Mayer chefia 150 gerentes e todo mês de 10 a 12 produtos são passados a ela para checagem. Fora isso, quase 2 mil projetos também precisam ser revisados. Ela precisa tomar decisões o tempo todo. Geralmente, cada equipe de colaboradores não tem mais que 10 minutos para apresentar seus projetos, mas nesse tempo, eles contam com toda a atenção de Mayer, que não atende ligações ou checa e-mails.

Além das reuniões oficiais, a porta do escritório de Mayer fica aberta diariamente por uma hora, para que os membros da equipe possam entrar e tirar suas dúvidas sobre os projetos em andamento. Ela é absolutamente empenhada às necessidades do usuário final e frequentemente utiliza a própria mãe como referência para saber se a idéia é simples o bastante para funcionar.

Quais outros critérios ela leva em consideração quando decide se o produto é realmente bom? “Presto atenção no interior e na inovação que envolve a ideia”, explica Mayer. “Também reparo na força e energia do time que a está apresentando. Depois eu espalho a todos um sentimento de confiança, que é bom tanto para o produto quanto para a equipe, que demonstra interesse em desenvolvê-lo. Se esses dois itens entram em harmonia, com certeza o produto fará sucesso.”

Inovação é sua paixão. 20% do tempo de Mayer é dedicado a pensar como o gigante das buscas pode continuar inovando à medida que desenvolve novos produtos.

Busca personalizada é tendência

Viciada em buscas, como se autodenomina, Marissa Mayer diz que ainda há muita oportunidade de inovar, mudar e progredir no mercado de buscas. No entanto, ela não entrega qual serão os próximos passos do Google.

“Nós acreditamos ser realmente importante progredir e abrir espaço às pessoas para perguntarem e acessarem conteúdo com mais facilidade pelos celulares”, diz ela. “nós também estamos trabalhando em uma forma de colocar novas mídias nos portáteis e como traremos livros, vídeos e notícias para dentro do universo das buscas.”

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