Escândalos no Senado: cadê as vestais?

Brasil: da série “Acorda Brasil”!

Impressiona aos Tupiniquins a velocidade com a qual os ratos abandonam o navio. Todos os bucaneiros repetem a máxima do apedeuta e da corja petralha: “eu não sabia de nada”! O iracundo manauara Arthur Virgílio, não expõe a sua (dele) ofensiva verborréia para nominar de quadrilheiro nenhum dos seus (dele) pares. Queda-se, na omissão, ostentando aquela cara de frango congelado.

O editor

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Os senadores em fuga

A cada dia uma revelação indignante, em nenhum dia alguma reação digna.

Onde está o senador Pedro Simon, imagem da respeitabilidade parlamentar, admiração unânime do país, onde está? O que foi feito do senador Aloizio Mercadante, personagem de momentos relevantes em defesa da moralidade na política e no poder?

O senador Jarbas Vasconcelos, que por muito menos sacou da sua peixeira oral e falou por mais do que Pernambuco, acha agora que uma entrevistinha é bastante? E aqueles outros, por poucos que sejam, aos quais nenhuma possível crítica interrogou sobre sua decência, nada têm a fazer agora senão curvarem-se como espectadores encabulados?

É ininteligível: não há ninguém no Senado capaz da iniciativa de propor, digamos, uma corrente, uma frente de resistência à manobra, que progride depressa, que transforma todos os abusos, as improbidades, o peculato em meros deslizes administrativos?

Na certeza de que, assim reduzidos e lançados sobre dois ou três funcionários, esses feitos de desmoralização do Senado terão o resultado de sempre: nada.

Porque a demissão, se a tanto chegar, de quem vive em casa de milhões provenientes do Senado pode apenas impedir compras desnecessárias, com alguns novos milhões já desnecessários.

Mais desalentador do que o conjunto de desmandos constatados no Senado é a passividade diante de tudo.

Janio de Freitas – Folha de São Paulo

Abin: Amazônia é avaliada em US$ 50 bilhões

Brasil: da série “Acorda Brasil”

E continua a descarada apropriação da amazônia brasileira. Não bastassem sites na Internet que colocam à venda terras na região, agora o descaramento dos “gringos” chega ao ponto de se propagar valores.

Do O Globo
De Ilimar Franco e Jailton de Carvalho:

Ao estimular compra de lotes na região, empresário sueco investigado pela PF estipulou preço da floresta, diz relatório.

Um relatório reservado da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) informa que o empresário sueco Johan Eliasch, consultor do primeiro-ministro inglês Gordon Brown, avaliou que poderia comprar toda a Floresta Amazônica por US$ 50 bilhões. Eliasch fez a declaração para estimular empresários ingleses a comprar ou fazer doações para a aquisição de terras na Amazônia.

A Polícia Federal e a Abin investigam o suposto envolvimento de Eliasch com a compra de 160 mil hectares de terra no Amazonas e em Mato Grosso, como revelou ontem a coluna Panorama Político, do GLOBO

Amazônia sustentável? Para quem? Opinião do Editor

Brasil: da série “Acorda Brasil”!

O grande chefe dos tupiniquins lançou um tal “programa Amazônia Sustentável”. Na realidade, como se fora um “Quarup¹” para trazer à vida planos, projetos e outros quejandos, que a burocracia pátria engendra para que nunca saiam do papel e que se transformam em peças “para inglês ver”, trata-se de um atentado indecente contra a soberania nacional.

Na ciência Política o conceito de Estado é composto de Povo, Governo Soberano e Território. Na marcha em que vamos, perderemos, em breve, o componente território, desfalcando uma das pernas que compõem o tripé da nação.

Agora, grande chefe dos Tupiniquins, diz aí pro caras-pálidas: sustentável o que?, Para quem?!!!

A gringalhada é que está se sustentando com a possibilidade, legalizada – lei sancionada pelo Presidente Lula durante o seu (dele) primeiro mandato – , de comprar verdadeiros latifúndios, na região amazônica, alguns maiores que alguns países.

Pelo diploma legal existente, qualquer estrangeiro, pasmem!, pode adquirir e tomar posse de áreas na Amazônia com até NOVENTA MIL HECTARES, por um amazônico período de QUARENTA ANOS, renováveis por mais 40 anos.

Uáu!

Assim, esse enxame de ocupação predatória, pode, verdadeiros imperadores da floresta, ir desde a exploração da madeira – desmatamento, queimadas, etc. – passando pelo uso da biodiversidade, inclusive com registro de patentes, e indo até a prospecção e extração do que existir no subsolo. É bom lembrar que os espertinhos dos olhinhos puxados da terra do sol nascente, tiveram a “esperteza” de patentear o nome de alguma frutas da região, como o açaí.

Argh!

Por último, mas não por fim, saibamos os brasileiros habitantes aqui da planície dos abestados, néscios e beócios, devidamente anestesiados pelos novelões e Big Brothers, que os estrangeiros depois de comprarem as glebas, podem dar as mesmas em garantia para obter empréstimos de Bancos Estatais para, é claro, não precisarem meter a mão no bolso deles. Só nos nossos!

Juro, por todos os juros, que está lá na lei.

Assim, cara pálida, o seu, o meu, o nosso sofrido dinheirinho, vai contribuir, e bote contribuir nisso, para financiar a venda e a exploração da Amazônia.

Quedemo-nos pois, a discutir a transcendência – ora kafkaniana, ora kantiniana – da legalidade do uso do cartão corporativo pelo governo FHC, para comprar um pênis de borracha, ou se é permitido usá-lo, o cartão, o cartão, para pagar o botox da atual primeira dama!

¹Quarup
Ritual de homenagem aos mortos ilustres celebrado pelos povos indígenas da região do Xingu, no Brasil. O rito é centrado na figura de Mawutzinin, o demiurgo e primeiro homem do mundo da sua mitologia. Kuarup também é o nome de uma madeira. Em sua origem o Quarup teria sido um rito que objetivava trazer os mortos de novo à vida.

China planeja compra de terra na América do Sul

Brasil: da série “Acorda Brasil”

Enquanto a atenção da sociedade é, desviada?, voltada para cartões corporativos, dossiês, homicídios abomináveis, absolvições inaceitáveis, outras mazelas importantes assolam o Brasil. A questão da Amazônia deveria ter a total e absoluta preocupação da população brasileira. Abaixo, uma dessas notícias que são relegadas aos rodapés das páginas internas dos jornais e dificilmente recebem destaque nos noticiários televisivos.

De Jamil Anderlini:
Folha de São Paulo

Empresas chinesas serão encorajadas a adquirir terras aráveis no exterior, especialmente na África e na América do Sul, a fim de ajudar a garantir a segurança alimentar da China, nos termos de um plano que está em estudos em Pequim.

Uma proposta preparada pelo Ministério da Agricultura dá posição central na política do governo a um programa de apoio à aquisição de terras agrícolas no exterior por empresas agrícolas chinesas. Pequim já tem programas semelhantes para estimular o investimento de bancos estatais, indústrias e empresas petroleiras, mas os investimentos agrícolas externos até agora se limitavam a alguns pequenos projetos.

Caso aprovado, o plano poderia enfrentar intensa oposição externa, devido à disparada nos preços mundiais dos alimentos e ao temor de desflorestamento. No entanto, um funcionário próximo às deliberações disse que a aprovação é provável.