Diário do Apocalipse – O olhar de fora da bolha – 28/07/2021

Diário do Apocalipse

  1. Bolsonaro concede medalha de Oswaldo Cruz a Michelle Bolsonaro
  2. Até porque “inteligência” e “Pazuello” são categorias mutuamente exclusivas.
  3. Bolsonaro, o desalmado, anuncia a entrega da alma de seu governo ao Centrão, vale dizer, Ciro Nogueira na Casa Civil. Ciro é bom articulador, pode somar com Lyra para segurar o impeachment mas não impedirá a derrocada eleitoral: Bolsonaro continuará desgovernando e destruindo.
  4. CHARLATANISMO LUCRATIVO: Kit Covid de Bolsonaro explode em vendas, cloroquina tem alta de 47% e azitromicina 105%.
  5. QUE VERGONHA! Partido alemão que se encontrou com Bolsonaro só é recebido por párias. Considerado como tóxico, o partido Alternativa pela Alemanha (Afd) passou a ser monitorado em seu país de origem sob a suspeita de tentar desestabilizar a democracia.
  6. Fabricante da proxalutamida, a “nova cloroquina”, afirma que estudo de médicos bolsonaristas é fraudado
  7. Ciro Nojeira vai mandar no governo Bozo, e tem credenciais para tanto: é réu no STF por organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da justiça. Foi acusado receber R$ 2,5 milhões de propina da JBS. É diplomado em falcatruas e pós-graduado em imoralidades!

Amazônia: Como El Niño ajudou a devastar 2,5 bilhões de árvores e cipós em meio a seca e incêndios

Queimada de floresta amazônica ao lado da BR 163 no Pará deixou grande número de árvores mortas (na imagem, sem folhas e esbranquiçadas) – MARIZILDA CRUPPE/REDE AMAZÔNIA SUSTENTÁVEL

A intensa seca e os incêndios florestais que atingiram a Amazônia em 2015 e 2016 mataram ao menos 2,5 bilhões de árvores e cipós em apenas uma pequena parte da floresta, descobriram pesquisadores.

Cientistas das Universidades de Oxford e Lancaster, no Reino Unido, e da Embrapa, ao lado de pesquisadores de outras instituições brasileiras e estrangeiras, examinaram a região que foi epicentro dos efeitos do El Niño na Amazônia: o Baixo Tapajós.

O El Niño é um fenômeno climático que envolve um aquecimento incomum do Oceano Pacífico. Em 2015 e no início de 2016, provocou efeitos devastadores em diferentes regiões do mundo—- na Amazônia, houve redução de chuvas e intensa seca em uma mata que normalmente é úmida, além de favorecer a disseminação de fogos causados por humanos.

A área analisada pelos pesquisadores fica na região da cidade de Santarém, no Pará, e tem 6,5 milhões de hectares — maior que os Estados de Alagoas e Sergipe juntos. Essa “pequena” parte onde morreram bilhões de árvores representa apenas 1,2% da Amazônia brasileira.

Os pesquisadores também calcularam quanto carbono foi liberado na atmosfera em consequência da morte dessas bilhões de árvores: 495 milhões de toneladas de CO² — valor maior que o liberado pela floresta em um ano inteiro de desmatamento.

E descobriram ainda que as árvores continuaram a morrer e a liberar mais carbono na atmosfera por causa da seca provocada pelo El Niño anos depois do fenômeno climático.

Diário do Apocalipse – O olhar de fora da bolha – 27/07/2021

Diário do Apocalipse

  1. Operação LavaJato pensou em comprar o sistema israelense espião Pegasus. Com que dinheiro? Não tinha. Então se propôs que um delator comprasse os kits como parte do acordo.
  2. Não esquecer que Eduardo Bolsonaro tem íntima ligação com os invasores do Capitólio, parte de uma conexão com casal de nazistas alemães recebido com honra pelos herdeiros do holocausto aqui no Brasil. Não existe coincidência em História.
  3. Sem conseguir esconder a ignorância do seu ministério e os títulos mentirosos de seus ministros, Bolsonaro derruba o servidor e apaga o Lattes de todos os pesquisadores brasileiros.
  4. Anvisa suspende autorização de importação da Covaxin.P
  5. residente Jair Bolsonaro volta atrás e diz que não vai vetar aumento do fundo eleitoral aprovado no Congresso. Chefe do Executivo alega problemas de ordem jurídica e diz que fundo poderá ser fixado em R$ 4 bilhões.
  6. Os irmãos Weintraub estão criando uma confusão no rebanho. Ao acusar Bozo pai de vender a alma pro centrão pra salvar a pele dos Bozos filhos, eles escancaram a lógica do fisiologismo corrupto que domina o Planalto. Esses conhecem as entranhas putrefadas do pântano bolsonarista.
  7. O grupo de militares que hoje manda e desmanda no país está perdendo a batalha para os senadores da CPI da Covid, que estão mais sintonizados com a opinião pública
  8. Arroz quebrado, pé de frango e ossos de boi. O churrasco da Era Bolsonaro.
  9. Promessa de Queiroga de testar 26,6 mi por mês contra Covid não sai do papel dois meses após anúncio Miistério da Saúde diz que reavalia meta de de teste em massa.Queiroga disse que vacinará toda a população até o fim do ano, mas recusa 30 milhões de vacina da Coronavac

Diário do Apocalipse – O olhar de fora da bolha – 26/07/2021

Diário do Apocalipse

  1. Bolsonarismo é extrema-direita como os partidos neonazistas e KuKluxKlan, só não vê quem não quer ou se identifica.
  2. A Globo romantiza artistas que tiveram COVID-19 como LUCIANO ZAFIR … Gostaria de ver um pobre no Fantástico que pegou COVID-19 e deixou a família passando fome por não poder trabalhar… Já notaram que GLOBO nunca fala do DESASTRE ECONÔMICO que o GUEDES GENOCIDA deixou o BRASIL
  3. Para você que está vibrando com a Olimpíada de Tóquio e as conquistas dos atletas brasileiros, deixo uma informação: O Governo Jair Bolsonaro acabou com o Ministério do Esporte em janeiro de 2019. A pasta foi rebaixada a uma Secretaria Especial. Estrangulou várias modalidades.
  4. Os invisíveis comem pés de frango
  5. Ambientalistas afirmam que bancada ruralista aproveita o contexto da pandemia para tentar aprovar regras que trazem retrocessos para o licenciamento ambiental e para a regularização de terras indígenas.
  6. Janio de Freitas: “A Abin é sempre esquecida quando o golpe de Bolsonaro é citado, e esse é um erro”
  7. Agora sem intermediários, Centrão assume comando do governo
  8. A epidemia continua, por mais que a gente tente de tudo pra fazer que não. Sei que tá todo mundo cansado, mas só vai acabar quando todos nós fizermos acabar.
  9. Eu até aceito quem tenha votado em Bolsonaro por rejeitar outros candidatos em 2018. Mas não consigo entender quem ainda o defende e fica passando o pano na sujeirada que ele vem fazendo, no descaso do combate ao coronavírus e no sangue que ele derramou pelo atraso das vacinas.
  10. De vitrine da vacinação à latrina da cloroquina. Da série: expectativa x realidade.
  11. A presença lobística da gangue Bolsonaro era ostensiva em reuniões sobre a compra de vacina nas reuniões, inclusive do inevitável Carluxo, talvez pela expertise da familícia no ramo: do lobby, não na imunização, of course.
  12. Tenho um conhecido que ganha 8 mil por mês, tem um Jeep Renegade 2018 e um apt. Ele é contra a taxação das grandes fortunas porque acha que vai prejudica-lo. Aí eu perguntei a ele quanto era -4+5 e ele falou que era 9. Aí eu desliguei o celular e tô aqui na rede pensando em Darwin.
  13. Vocês acham que estão armando a população brasileira a toa? Vocês acham que esse projeto de alienação da população brasileira é a toa? O golpe é em espiral!
Política,Brasil,Eleições,Blog do Mesquita

Adotado em Portugal e França, semipresidencialismo é solução para o Brasil?

A longa crise política brasileira, que já atravessa três presidentes (Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro), tem levado cada vez mais autoridades a defender uma mudança no regime de governo do país.Eleições,Bolsonaro,Política,Congresso

Nas últimas semanas, ganhou fôlego em Brasília o debate para substituir o presidencialismo, em que o país é governado por um presidente eleito pela população, pelo semipresidencialismo, em que o presidente eleito diretamente divide o governo com o primeiro-ministro, escolhido por ele em acordo com o Congresso.

Segundo monitoramento da Universidade de Oxford (Reino Unido), é um regime presente em mais de 50 países, entre eles Portugal, França e boa parte das nações do Leste Europeu.

Em um momento em que Bolsonaro está fragilizado por mais de cem pedidos de impeachment, defensores da sua adoção no Brasil dizem que o semipresidencialismo daria mais flexibilidade em momentos de crise, já que permite trocar o primeiro-ministro — o responsável pela gestão do governo — de forma mais simples do que a destituição do presidente.

Além disso, acreditam que por ser um governo formado em acordo com o Congresso, o semipresidencialismo favoreceria uma governabilidade maior no parlamento.

A mudança é defendida hoje pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso.

“Podemos, sim, discutir o semipresidencialismo, que só valeria para as eleições de 2026, como qualquer outra ideia que diminua a instabilidade crônica que o Brasil vive há muito tempo”, defendeu Lira na última semana.

Os críticos, por sua vez, argumentam que o semipresidencialismo poderia até trazer mais instabilidade, caso presidente e primeiro-ministro não estejam em sintonia. Apontam também que o número excessivo de partidos do país, que hoje dificulta o presidente a montar uma base no Congresso, continuaria sendo um problema com a mudança de regime, mantendo os desafios de governabilidade mesmo no semipresidencialismo.

Apesar dos padrinhos de peso que o semipresidencialismo conquistou em Brasília, não está claro se a proposta teria apoio popular e adesão suficiente no Congresso para ser aprovada. Uma mudança de regime depende de uma alteração da Constituição, com aprovação da ampla maioria do Parlamento (três quintos dos votos de deputados e senadores).

Opositores da proposta lembram que a população brasileira foi consultada sobre o regime de governo em um plebiscito em 1993, quando votou pela manutenção da República Presidencialista no país, descartando as opções pelo parlamentarismo e monarquia.

O debate gerou especial reação na esquerda, que viu na proposta uma forma de tentar tolher os poderes do futuro presidente, em um momento que o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) lidera as pesquisas de intenção de voto para 2022. Arthur Lira, porém, defende que a mudança só valeria a partir da eleição seguinte, de 2026.

“Semipresidencialismo é outro golpe para tentar evitar que nós possamos ganhar as eleições. Não dá pra brincar de reforma política, isso é coisa que tem que ser discutida com muita seriedade”, acusou Lula em sua conta no Twitter na terça-feira (20/07).

Cientistas políticos ouvidos pela BBC News Brasil também se dividem sobre a proposta. Entenda a seguir o que é o semipresidencialismo e os argumentos a favor e contra sua adoção no país.

Qual é o modelo de semipresidencialismo proposto?

Não existe um sistema puro de semipresidencialismo, explica o cientista político Christian Lynch, professor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Na verdade, diz ele, o regime varia em diferentes países, a depender da forma como é distribuído o poder entre presidente e primeiro-ministro e das regras para formação e funcionamento do governo.

Caso o Brasil adote o regime, Lynch defende que seja algo semelhante ao modelo francês, em que o presidente mantém um papel forte.

A proposta de emenda à Constituição (PEC), em debate ainda inicial no Congresso, foi formulada pelo deputado Samuel Moreira (PSDB-SP). Ela prevê que o presidente eleito indique uma pessoa para o cargo de primeiro-ministro, que precisa de aprovação da maioria absoluta do Congresso. O escolhido deverá ser “preferencialmente” um parlamentar.

O primeiro-ministro, por sua vez, aponta quem serão os ministros do governo e, junto com essa equipe, é o responsável pela gestão da máquina pública.

Ainda segundo a proposta de Moreira, o presidente mantém a função de Chefe de Estado, representando o país internacionalmente e sendo responsável por escolher o comando das Forças Armadas e por indicar alguns cargos, como os ministros do STF, que devem ser também aprovados no Senado (como já ocorre hoje).

Segundo a PEC, o mandato presidencial continua sendo de quatro anos, permitida apenas uma reeleição.

A proposta também estabelece que o primeiro-ministro pode ser trocado a partir do segundo ano do mandado presidencial e até seis meses antes da eleição seguinte, caso a maioria absoluta do Congresso aprove a mudança. O novo ocupante do cargo também deve ser indicado pelo presidente.

Proposta em discussão prevê que o presidente eleito indique uma pessoa para o cargo de primeiro-ministro – preferencialmente um parlamentar -, que precisa de aprovação da maioria absoluta do Congresso

Como forma de tentar evitar que essa troca ocorra com frequência, a PEC estabelece que o presidente pode dissolver a Câmara dos Deputados se o Parlamento rejeitar o indicado ou destituir o primeiro-ministro três vezes. Nesse caso, uma nova eleição para a Câmara seria convocada em 30 dias.

A proposta acaba com o cargo do vice-presidente. Se o presidente da República sofrer impeachment, renunciar ou morrer, o presidente da Câmara assumiria o cargo até uma nova eleição presidencial, em 60 dias. O novo presidente teria um mandato de quatro anos.

Regime garante mais estabilidade?

As regras para novas eleições propostas pela PEC poderiam provocar um descasamento entre a escolha do presidente e dos membros do Congresso, algo que aumenta o risco de instabilidade no semipresidencialismo, ressalta a cientista política Lara Mesquita, pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

“O simples fato de mudar o sistema não necessariamente garante governo mais estável”, alerta ela.

Segundo Mesquita, foram feitas reformas na França nas últimas décadas mudando a duração dos mandatos e datas das eleições para que a escolha do presidente e do Congresso coincidissem, com objetivo de aumentar as chances de que a maioria eleita no Parlamento tivesse sintonia com o mandatário escolhido nas urnas.

“Se a gente observar as experiências de governo dividido na França, quando se elege um presidente de um partido e a maioria legislativa de outro partido, e o primeiro-ministro pode ser até de oposição (ao presidente), foram governos de muitos conflitos”, ressalta.

“Assim, a França foi ajustando o seu sistema e mudando as datas das eleições e o processo eleitoral para diminuir a frequência de governos divididos porque eles entenderam que isso causaria uma nova crise política”, explica.

Na visão da pesquisadora, a crise política do Brasil hoje não está relacionada ao sistema de governo, mas “à falta de valores democráticos do presidente e outras autoridades”. Problema que, para ela, pode ser resolvido nas urnas em 2022, caso a população eleja um presidente comprometido com a democracia.

Para ela, momentos de crise aguda não são os melhores para adotar reformas estruturais, já que as soluções buscadas para problemas imediatos podem não fazer sentido à frente. “Eu sou pouco otimista que a mudança de sistema de governo nos traria a solução para a crise institucional que nós estamos enfrentando”, afirma.

Presidente mais fraco ou mais forte?

Ao contrário do que apontam alguns críticos do semipresidencialismo, Christian Lynch acredita que o sistema não enfraquece o presidente. Na sua visão, ocorre o oposto, já que ele passa a deter o poder de dissolver a Câmara.

“Dizem que no presidencialismo o presidente é mais forte. Só que o presidente pode sofrer impeachment, mas não pode dissolver o Congresso”, ressalta.

Na sua visão, a figura do primeiro-ministro também fortalece o presidente ao protegê-lo de desgastes. Funciona como um “anteparo” a crises, diz.

Outro aspecto positivo do semipresidencialismo, acredita Lynch, é que permitiria uma maior responsabilização do Congresso. Ele nota que os últimos presidentes brasileiros têm ficado muito reféns das exigências do Parlamento. Mas, na prática, a população não responsabiliza os congressistas pelo fracasso ou sucesso do governo.

“Com a pulverização partidária do Brasil, o presidente fica muito fraco. Fica objeto de chantagem do Congresso e ele tem que ‘comprar’ o Congresso para não sofrer o impeachment. Isso aconteceu com Dilma, isso aconteceu com o Temer, isso acontece com o Bolsonaro”, afirma o professor.

“Só que o Congresso tem esse poder de chantagem enorme, mas não tem nenhuma responsabilidade efetiva no governo. Então, não tem incentivo externo para eles (os parlamentares) se organizarem, para ter um funcionamento do Congresso mais transparente, republicano, eficiente e representativo. Se você der ao Congresso responsabilidade nas tarefas de governo, vai criar incentivo para situação e oposição se agregarem, se organizarem melhor”, acrescenta.

O autor da PEC do semipresidencialismo, deputado Samuel Moreira, também defende que sua proposta traria mais transparência e consistência à coalizão de governo no Congresso. Segundo o texto proposto por ele, “os partidos políticos com representação no Congresso Nacional celebrarão contrato de coalizão, consistente em pontos básicos acerca do programa de governo a ser cumprido pelo Primeiro-Ministro que vier a ser indicado”.

“Hoje o presidente fica refém de um núcleo (no Congresso) que ninguém sabe quem é exatamente, quais partidos são, qual o tamanho. No semipresidencialismo, a população vai assistir essa negociação para formação de maioria às claras. E, ao eleger o presidente, dará todo crédito ao presidente para escolher o primeiro-ministro e construir essa maioria”, sustenta Moreira.

Apesar de simpático à mudança, Christian Lynch ressalta que a adoção do semipresidencialismo não deve ser vista como “panaceia” para resolver os problemas brasileiros, mas como uma tentativa de aperfeiçoar o sistema presidencialista. Ressalta também que seu êxito dependeria do desenho do regime eventualmente adotado.

Por ser um tema complexo, ele defende que a mudança, caso seja aprovada no Congresso, não deveria ser submetida à decisão popular em um plebiscito. O ideal, diz, seria prever um referendo para oito anos depois, em que a população, após testar a nova opção na prática, responda se quer seguir no novo regime ou voltar ao presidencialismo puro.

Em sua conta no Twitter, o cientista político Fernando Bizzarro, pesquisador da Universidade Harvard, analisou o argumento de que o semipresidencialismo melhoraria a democracia brasileira ao aumentar a responsabilidade do Congresso.

Na sua avaliação, isso pode não funcionar devido à imagem negativa que o Parlamento tem hoje na sociedade, ainda mais se a mudança for adotada sem apoio popular.

“O eleitor já rejeitou explicitamente mudar o sistema de governo duas vezes (em referendo em 1963 e plebiscito em 1993). Mudá-lo à revelia da vontade popular tende a diminuir ainda mais a conta em que os cidadãos têm o Congresso. Se a distância afetiva entre os eleitores e os políticos é grande, tomar dos primeiros o direito auto-concedido de escolher o Presidente deve afastá-los ainda mais”, acredita Bizzarro.

Para ele, eleitor escolheu o presidencialismo “talvez porque seja sábio, talvez porque tenha sorte”, já que, na sua leitura, o “deputado médio” brasileiro não está alinhado aos anseios e necessidades da maioria dos eleitores brasileiros, pessoas de baixa renda.

“É provável que, para a eleitora mediana brasileira, o Presidencialismo seja vantajoso. Ele é uma maneira eficaz de garantir uma alocação de recursos e políticas públicas mais próximas daquelas que ela prefere que aquelas que ela receberia via representação parlamentar”, argumenta.

“Essa discrepância ocorre da distância entre a preferência da eleitora mediana e do deputado mediano, os quais tendem a não se sobrepor perfeitamente devido à desproporcionalidade na representação dos estados, ao sistema eleitoral centrado nos candidatos, e a desigualdade”, disse ainda.

Segundo Bizzarro, o país teve quase duas décadas de estabilidade e desenvolvimento quando foi governado por presidentes fortes e capazes de coordenar coalizões no Congresso, durante os governos Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Lula (PT).

“Mesmo diante de crises econômicas de grandes proporções ou escândalos de corrupção, esses dois governos foram capazes de construir e reconstruir um país muito melhor do que aquele deixado pelos militares na sua (agora) penúltima aventura governamental. Consequentemente, é impossível que o Presidencialismo brasileiro seja inerentemente problemático uma vez que sobreviveu vinte anos sem sobressaltos”, sustentou o pesquisador.

Diário do Apocalipse – O olhar de fora da bolha – 25/07/2021

Diário do Apocalipse

  1. Futuro ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, é investigado em inquéritos sigilosos por beneficiar empreiteiras.
  2. A esquerda e os movimentos populares colocaram milhares de pessoas nas ruas para combater o genocídio do governo fascista. A direita colocou meia dúzia agentes para queimar um monumento e ninguém fala mais das manifestações contra o Bolsonaro. É guerra híbrida que chama!
  3. Ministro Mário Frias é mais um do governo a se reunir com neta do ministro de Hitler
  4. Bolsonaro é o Centrão da tragédia.
  5. Bolsonaro nomeia ao CNJ procurador que tentou encerrar inquérito de Flávio
  6. Bolsonaro mandou a Polícia Federal rever seus arquivos atrás de fraudes na urna eletrônica. O problema é que os inquéritos não existem. Nunca foram detectadas fraudes, em 25 anos Bolsonaro prometeu mostrar fragilidades da urna. Não terá nada para exibir
  7. Pazuello é representado no MP militar por negociar Coronavac com empresa intermediária
  8. Reinaldo Azevedo | Se Aras se omitir diante de ameaça golpista, que Senado o rejeite; se PGR não fizer nada sobre falas de Braga Netto, então a Casa precisa fazer alguma coisa
  9. “Há um certo método na loucura”, escreveu Shakespeare (não conhecia nem Jefferson nem Bolsonaro).
  10. Se tá ruim pra você imagine pro gado ter que se explicar sobre o centrão!
  11. A partir de agora, quem for pego dirigindo bêbado vai ter que explicar como teve dinheiro pra cerveja e pra gasolina no mesmo dia
  12. Tenho provas de que há fraude nessas notas da ginástica, surfe, #skate, que a gente vê divulgada apenas eletronicamente… Se não forem impressas na próxima olimpíada, o Brasil não deve mandar delegação! Vamos boicotar isso daí. Nota impressa já! Tá oquei?
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Meio Ambiente: Pesquisadores vivem ameaças como na ditadura

Radicada na Bélgica, professora da USP que estuda papel nocivo dos agrotóxicos na produção de alimentos diz que ficou impossível permanecer no Brasil em meio a “terrorismo psicológico”.

Foram dois anos em que a geógrafa brasileira Larissa Mies Bombardi, professora da Universidade de São Paulo (USP), não conseguia dormir em paz. O pesadelo começou com o lançamento, na Europa, da versão em inglês do seu atlas Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia.

Ao levar para fora do país o cenário dos agrotóxicos na produção de alimentos no Brasil, ela contribuiu para aumentar a pressão internacional sobre o setor. “A maior rede de orgânicos da Escandinávia passou a boicotar produtos brasileiros por conta do meu trabalho”, relata.

A geógrafa passou a viver uma rotina de ameaças e enfrentou uma série de posicionamentos contrários de instituições ligadas ao setor agropecuário.

“Teve um e-mail de uma pessoa que se identificou como piloto de avião. Era uma mensagem muito ambígua, falava que ‘se a professora diz que pulverização aérea não é uma coisa segura, então eu convido a professora a dar uma voltinha no avião pra ver como tem segurança'”, conta.

No ano passado, sua casa foi assaltada. Bombardi tomou a decisão de sair do país. Transferiu-se para a Bélgica e segue sua carreira acadêmica na Universidade Livre de Bruxelas. Em entrevista à DW Brasil, ela dá detalhes sobre as ameças sofridas.

DW Brasil: Ameaças e um assalto… Quando você percebeu que era hora de deixar o Brasil?

Larissa Mies Bombardi: Depois que eu lancei em inglês o atlas [Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia], em 2019, foi a primeira vez que perdi o sono. Entendi que havia um risco e começaram as intimidações, umas mais veladas, outras menos. Precisava me proteger, proteger meus filhos e ficar fora do Brasil.

Pode descrever alguma ameaça que recebeu?

Foram várias coisas, mas teve um e-mail de uma pessoa que se identificou como piloto de avião. Era uma mensagem muito ambígua, falava que “se a professora diz que pulverização aérea não é uma coisa segura, então eu convido a professora a dar uma voltinha no avião pra ver como tem segurança”. […] Então a maior rede de orgânicos da Escandinávia [a Paradiset, da Suécia] passou a boicotar produtos brasileiros por conta do meu trabalho. Um professor da USP, Wagner Ribeiro, falou que eu não podia lidar com isso sozinha.

Como a USP se posicionou?

Esse professor contatou a diretora da faculdade [Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, a FFLCH], que nos recebeu e pediu um dossiê. Na manhã seguinte, ela contatou o reitor, que concordou que eu precisava deixar o país, seguir por um período meu percurso acadêmico fora. A reitoria se mostrou sensível e ofereceu a guarda universitária para me proteger. Não quis, achei que emocionalmente seria muito pesado lidar com isso. Recebi orientações de lideranças de movimentos sociais para evitar as mesmas rotinas, os mesmos caminhos.

No fim do ano [de 2019], fui convidada a falar no Parlamento Europeu, numa conferência sobre o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. Ali me falaram que lidar com esses temas no Brasil era muito perigoso. Eu respondi que nunca tinha sido efetivamente ameaçada. “Mas não precisa, as coisas não acontecem com aviso sempre”, ouvi de volta.

Fiquei gelada, mas ainda falei: “Sou professora universitária, branca, tenho esse viés de classe e, infelizmente, do racismo estrutural que existe no Brasil.” Ouvi então que “Zuzu Angel [(1921-1976), estilista, vítima da ditadura brasileira] também era branca”. O plano passou a ser me mudar [para a Europa] em março [de 2020]. Mas aí veio a pandemia, precisamos adiar.

Em agosto do ano passado, sua casa foi assaltada… Acredita que uma coisa tenha relação com a outra?

Nunca vou saber se foi relacionado ao meu trabalho ou não. Mas levaram pouquíssimas coisas, o laptop que eu usava, que era velho. Não tinha sentido, estava defasado. Mas vasculharam minha casa por três horas, mantendo minha mãe e me mantendo sob tortura psicológica. Foi horrível. Vasculharam a casa inteira. Foi muito pesado, mas não sei se tem a ver com uma tentativa de intimidação ou com uma busca de dados.

Você está na Bélgica neste ano de 2021. Segue vinculada à USP?

Aprovei um projeto de pós-doutorado na Universidade Livre de Bruxelas, é um projeto sobre green criminology na Amazônia, um trabalho sobre conflitos ambientais. A reitoria [da USP] autorizou meu afastamento e estou trabalhando neste tema. Em maio lancei um novo atlas no Parlamento Europeu sobre as relações comerciais entre Mercosul e União Europeia. Chama-se Geografia das assimetrias, colonialismo molecular e círculo de envenenamento.

O que significam esses conceitos?

Mostro esse lugar de colônia que o Mercosul ocupa dentro da economia mundial, em especial na relação com a União Europeia. Colonialismo molecular, porque, se antes havia esse saque das riquezas naturais da América Latina, agora ele continua mas não é só um impacto físico, é um impacto químico, por causa dos agrotóxicos. Colonialismo molecular porque essas substâncias atingem nossas moléculas, causam um dano sem precedentes, de uma crueldade que a gente nunca tinha visto.

Essa suposta modernidade da agricultura, ela traz um ônus que nos oblitera, que potencialmente altera nossos corpos por conta de substâncias que não são autorizadas na União Europeia mas são vendidas por empresas da União Europeia, sem pudor em vender [para países como o Brasil] substâncias que são proibidas em seus próprios países por conta dos danos à saúde e ao meio ambiente.

Como foi a pressão sofrida quando você publicou uma pesquisa relacionando a covid-19 à suinocultura?

Publicamos no ano passado dois artigos sobre as possíveis correlações entre suinocultura e covid-19. Vimos uma certa correspondência espacial em Santa Catarina, ou seja, áreas com maior densidade de criação de porcos também eram áreas com maior número de casos, proporcionalmente, de covid. Ficou um trabalho interessante, mas apenas levantamos a hipótese de que os vírus não teriam sido trazidos pelos morcegos, mas pelos porcos, via morcegos, já que há muitas similaridades [dos humanos] com os porcos. E os porcos vivem praticamente imunodeprimidos, com todos os animais criados de maneira intensiva. Eles não têm como exercer seus hábitos mais básicos e então — vou falar com cuidado, entre aspas — eles “podem ser” laboratórios de vírus. São animais que defecam e comem no mesmo local […].

Associação Brasileira de Proteína Animal escreveu uma carta para a USP [desqualificando o trabalho da professora], a Embrapa também produziu uma nota técnica… Mas a gente estava trabalhando com uma hipótese, em momento algum afirmando ser algo definitivo. Encerramos o texto dizendo que é preciso mais pesquisas. Não tem outro jeito de caminhar na ciência se não for buscando hipóteses, né? É assim que a gente caminha. Estou há quase 15 anos na USP e nunca vi isso de perto, como estou vendo. Essa atmosfera invasiva das entidades se acharem no direito de contestar pesquisa, de fazer ameaça… Isso é ameaça à minha carreira.

Você se considera exilada?

Sim, de alguma forma me considero exilada porque [faz uma longa pausa] simplesmente ficou impossível permanecer no Brasil lidando com essa temática. É um terrorismo psicológico gigante, e eu precisava proteger a mim e aos meus filhos. Foi um alívio gigante sair do Brasil, e isso ilustra a condição de exílio.

Está muito desesperador e eu sei que não sou só eu, há outros pesquisadores que passam por coisas parecidas, de ameaças institucionais a ameaças externas. Isso ficou muito claro a partir do governo [do atual presidente Jair] Bolsonaro, ficou nítido. É uma indecência, a gente não tem tranquilidade para fazer pesquisa. A última vez que a gente viu isso foi quando? Na ditadura. A única diferença é que agora aparentemente vivemos num regime democrático. Mas, no fundo, estamos vivendo um período de exceção.

Planeja um dia voltar ao Brasil?

Não. Pelo menos não até o fim deste governo.

Diário do Apocalipse – O olhar de fora da bolha – 24/07/2021

Diário do Apocalipse

  1. O “nazismo é de esquerda”, mas a neonazista é defendida pela deputada de direita. Já foi dito que o patriotismo é o último refúgio do canalha (S. Johnson). O pior pulha é capaz de defender a pátria e a família. E há cretinos de todos os credos, que os defendem mesmo com sangue.
    Em carta enviada ao presidente da Confederação Israelita do Brasil, Bia Kicis diz que a deputada neonazista alemã Beatrix Von Storch “é uma defensora dos valores judaico-cristãos, e da família e luta pela soberania de sua Pátria”
  2. Existiam cientistas ao lado de Hitler. E existem também pretensos cientistas que nem de longe o são. E ambos podem ser participantes ou protagonistas de um genocídio. E foram. E são.
  3. Sobre Arthur Lira: O que sai da boca dessa casta não vale um tostão furado. A palavra de um apontador de jogo de bicho tem muito mais credibilidade porque Vale o Escrito. Essas declarações e promessas mirabolantes não valem o que o gato enterra servem apenas como manchetes bravateiras.
  4. Doria descarta cristianização e chama Bolsonaro de ‘psicopata’: ‘Anormal’
  5. Em momento de crise, “Igreja” Universal S/A perde quase 3.000 pastores e bispos
  6. Encontro de deputados bolsonaristas com parlamentar alemã nazista é deplorável. Combinam em tudo, xenofobia, discurso de ódio e postura antidemocrática. Não podemos deixar esse tipo se política se consolidar por aqui. O Brasil precisa livrar-se de Bolsonaro e do bolsonarismo.

Diário do Apocalipse – O olhar de fora da bolha – 23/07/2021

Diário do Apocalipse

  1. Artista de verdade não apoia Bolsonaro simplesmente porque Bolsonaro e Arte são incompatíveis, opostos, é uma antítese, dois corpos que não cabem no mesmo espaço. Bolsonaro é a ausência da Arte.
  2. Ministro da Defesa e comandantes das Forças Armadas falam de um tal voto impresso que não existe, deputada acorda espancada, está tudo fora da ordem. Sábado tem manifestações.
  3. A propósito: Desacreditadas por Bolsonaro e pelo Ministro da Ameaça, ops! da defesa Braga Neto, as urnas eletrônicas foram desenvolvidas pelas Forças Armadas, são elas, as FFAAs as responsáveis pela segurança dessas urnas. Desenho o golpe?
  4. Reativar o Ministério do Trabalho e colocar Onyx Lorenzoni no comando é a pá de cal no trabalhador.
  5. Ao meu sentir nenhuma dessas declarações toscas e estapafúrdias de militares, políticos – Bolsonaro e centrão inclusos – ministros, membros da extrema-direita e milícias digitais, são tão somente palavras jogadas na bacia do “se colar colou”. Sob esses tacões, Bolsonaro empurra o país no abismo e acelera a degradação da democracia.
  6. Um general e um ministro ameaçam as eleições, caso não tenhamos voto auditável em 2022. O nome disso é golpe, é crime contra a Constituição Federal.
  7. Ao poucos, vamos achando normal ligar a TV para saber se houve ou não ameaça de golpe. E depois voltar a tomar o café como se nada tivesse acontecido.
  8. Meu maior sonho é morar no Brasil da “grande mídia”. Lá, é só desenvolvimento, não tem desemprego, fome, muitas oportunidades para os empreendedores, até a pandemia já acabou. Um paraíso!
  9. Ernesto Araújo se diz abandonado e sente “ficha caindo” sobre Bolsonaro
  10. Não me deixo enganar; esse disse/desdiz dos generais, é somente um balão de ensaio.