Guerra eletrônica: Coreia do Norte é suspeita de atacar computadores do governo dos Estados Unidos

Uma declaração de guerra cibernética

Governos de Estados Unidos e Coreia do Sul sofrem ataque organizado pela internet. Coreia do Norte é suspeita

Dezenas de sites governamentais e de empresas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul sofreram um ciberataque maciço que começou no fim semana e se estendia até ontem. A agência de espionagem sul-coreana atribuiu a responsabilidade pelo ataque, que atingiu até mesmo as páginas oficiais dos governos dos países, à “Coreia do Norte ou a grupos próximos” ao país.

A operação coordenada de ataque cibernético atingiu pelo menos 35 sites nos dois países. Entre os sites atingidos nos EUA estão os da Casa Branca, dos departamentos de Defesa, de Estado, de Segurança Interna e do Tesouro, da Agência de Segurança Nacional, o da Bolsa de Valores de Nova York e o do jornal “Washington Post”. Na Coreia do Sul, entre os alvos dos ciberataques estão o site da Presidência, do Ministério da Defesa, do Parlamento, do maior portal de internet do país, de bancos e do jornal “Chosun Ilbo”.

A maioria dos órgãos conseguiu reagir aos ataques. Mas diversos sites sul-coreanos saíram totalmente do ar por dias. Nos EUA, os sites dos departamentos do Tesouro e do Transporte, do Serviço Secreto e da Comissão Federal de Comércio pararam de funcionar em diversos momentos nos últimos dias.

“Este não é um ataque simples feito por um único hacker, mas parece que foi cuidadosamente planejado e executado por uma organização específica ou no nível de um Estado”, afirmou, em nota, o Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul. Para a comissão de Inteligência do Parlamento sul-coreano, os espiões disseram que o principal suspeito é a Coreia do Norte.