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Meio Ambiente: A poluição microplástica está em toda parte

A poluição por plásticos é uma preocupação global crescente. Grandes pedaços de plástico foram encontrados em quase toda parte da Terra, das praias mais visitadas às ilhas remotas e desabitadas. Como a vida selvagem é regularmente exposta à poluição por plásticos, geralmente perguntamos que efeitos os plásticos têm sobre os animais.

Com o tempo, os macroplásticos (detritos de plástico com mais de cinco milímetros de tamanho) se decompõem em pequenas partículas chamadas microplásticos (menores que cinco milímetros), que podem persistir no ambiente por centenas de anos.Ambiente,MicroPlásticos,Poluição,Oceanos,Alimentos,Blog do Mesquita 01

Sabe-se que os macroplásticos causam efeitos prejudiciais à vida selvagem. Animais individuais podem ingerir pedaços grandes ou enredar-se em itens de plástico, como equipamentos de pesca, e sufocar ou morrer de fome. Embora não haja dúvida de que os macroplásticos são prejudiciais à vida selvagem, os efeitos dos microplásticos não são tão diretos.Meio Ambiente,Plásticos,Oceanos,Poluição,Blog do Mesquita 05

Enquanto muitos estudos descobrem que os microplásticos podem afetar a expressão gênica, o crescimento, a reprodução ou a sobrevivência de um animal, outros concluem que os microplásticos não têm efeitos negativos. A falta de um consenso claro torna mais difícil para os tomadores de decisão adotarem políticas eficazes para mitigar a poluição por plásticos.

Nem todos os plásticos são iguais

Recentemente, aprofundamos a pesquisa que analisou como a poluição por plásticos afeta a vida selvagem aquática e terrestre.

Descobrimos que, embora os macroplásticos continuem causando efeitos prejudiciais a animais individuais, eles também estão causando mudanças em larga escala nas populações de animais, comunidades e ecossistemas. Por exemplo, a poluição plástica pode introduzir espécies invasoras em novos habitats transportando organismos a centenas de quilômetros de sua faixa nativa, alterando a composição das espécies em uma comunidade.Ambiente & Ecologia,Poluição,Vida Selvagem,Oceanos,Plástico

Os efeitos dos microplásticos, no entanto, são muito mais complicados. Dos estudos que incluímos em nossa revisão, quase metade (45%) constatou que os microplásticos causavam um efeito. Alguns estudos observaram que os microplásticos fizeram com que os animais tivessem vidas mais curtas, comessem menos ou nadassem mais devagar, e outros viram mudanças no número de filhotes produzidos e mudanças nos genes sendo expressos. No entanto, 55% dos estudos não detectaram efeitos.

Por que alguns estudos detectam efeitos enquanto outros não? Existem várias possibilidades. Por um lado, os pesquisadores usaram diferentes desenhos experimentais em seus experimentos de laboratório.

Há também a questão do uso do termo microplástico, que se refere a uma mistura complexa de plásticos que variam em material (como polietileno, poliestireno ou cloreto de polivinil), os produtos químicos associados a eles (incluindo aditivos, cargas e corantes), além de seu tamanho e forma. Cada uma dessas características, juntamente com a quantidade de plástico ao qual o animal é exposto no experimento, pode afetar seu potencial de detectar um efeito.

Microfibras e microesferas

Por exemplo, vimos que, quando os estudos expuseram crustáceos ao poliestireno, um tipo de plástico usado para fazer recipientes, tampas e talheres descartáveis, os crustáceos geralmente produziam mais descendentes. Mas quando foram expostos ao polietileno ou ao tereftalato de polietileno, usado para fazer sacolas plásticas e garrafas de bebidas, os crustáceos produziram menos filhos.

As microesferas são encontradas em produtos esfoliantes, como produtos de limpeza de rosto e creme dental. Vários países proibiram sua produção e venda. Crédito: Shutterstock

Vários países, incluindo Canadá, Reino Unido e Estados Unidos, proibiram recentemente as microesferas de plástico – as esferas e fragmentos esféricos em lavagem de rosto, esfoliação corporal e pasta de dentes – porque estavam contaminando o meio ambiente e poderiam causar efeitos negativos em animais aquáticos. Embora essa legislação reduza um tipo de microplástico no meio ambiente, é irrelevante para muitos outros.

Também descobriu-se que estudos usando partículas menores têm maior probabilidade de detectar um efeito. Isso ocorre porque partículas menores são mais facilmente consumidas por pequenos organismos ou porque podem se mover através da membrana celular e causar efeitos nocivos, como inflamação.

No que diz respeito à forma do plástico, as microfibras (de roupas ou cordas) e os fragmentos tiveram maior probabilidade de afetar negativamente o organismo em comparação com as esferas (dos produtos de limpeza facial). Por exemplo, um estudo descobriu que as microfibras eram mais tóxicas para uma espécie de camarão marinho do que fragmentos ou esferas microplásticos.

Finalmente, pode-se esperar que os animais sejam mais prejudicados quando expostos a concentrações mais altas de microplásticos. Embora seja verdade que os crustáceos tenham mais probabilidade de morrer quando expostos a doses crescentes de microplásticos, o efeito na reprodução foi mais complexo. O número de filhotes aumentou com doses extremamente altas, mas diminuiu com doses mais baixas, semelhante ao observado no ambiente.Ecologia,Plásticos,Microplásticos,Meio Ambiente,Ambiente,Natureza,Poluição,Crimes Ambientais,Fauna & Flora,Blog do Mesquita,Brasil

Muitos tipos, muitos resultados

Com base em nossa análise, acreditamos que pesquisas futuras precisam reconhecer a complexidade dos microplásticos e os cientistas precisam projetar seus testes estrategicamente para que possamos realmente entender como os diferentes tipos, tamanhos, formas, doses e a duração da exposição aos microplásticos afetam a vida selvagem.

Somente se tivermos uma melhor compreensão de como os diferentes tipos, formas e concentrações de microplásticos afetam a vida selvagem podemos tomar melhores decisões políticas. Se, por exemplo, as microfibras são realmente mais nocivas que as esferas, poderíamos concentrar nossa atenção em impedir que essas fibras entrem em nossas vias navegáveis ​​por fontes conhecidas, como máquinas de lavar.

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O que se descobriu até agora sobre o óleo no Nordeste

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Mancha de óleo na praia de Peroba, Alagoas

Enquanto o petróleo avança pelo litoral brasileiro e já pode chegar ao Sudeste, investigação se concentra em navio grego como provável origem do desastre. Entenda o que foi divulgado até agora e a extensão dos danos.

Desde o final de agosto, praias do Nordeste brasileiro vêm sendo atingidas por manchas de petróleo. Segundo uma ampla investigação da Polícia Federal, em parceria com a Marinha e outras instituições, o responsável é um navio de bandeira grega, que fugiu sem alertar sobre o vazamento, e o óleo é venezuelano.

O principal suspeito

O navio de bandeira grega Bouboulina é o principal suspeito de ser o responsável pelo vazamento do óleo nas praias do Nordeste, segundo afirmaram procuradores da República em representação encaminhada à Justiça Federal.

O Bouboulina atracou na Venezuela em 15 de julho, ficou ali por três dias, e continuou viagem rumo a Cingapura, pelo Atlântico, vindo a aportar apenas na África do Sul. Foi no trajeto que ocorreu o vazamento

Segundo os investigadores, há fortes indícios de que a empresa Delta Tankers, o comandante do navio e tripulação deixaram de comunicar às autoridades competentes sobre o vazamento no Atlântico.

A Grécia é líder global em transporte de petróleo, com 24% do mercado mundial, segundo relatório da agência das Nações Unidas sobre comércio e desenvolvimento.

O Ministério Público Federal (MPF) afirmou, em comunicado, que a embarcação investigada pela PF ficou quatro dias retida nos Estados Unidos devido a “incorreções de procedimentos operacionais no sistema de separação de água e óleo para descarga do mar”.

O marco zero

Os investigadores da PF dizem terem conseguido achar a localização da mancha inicial de petróleo em águas internacionais, a aproximadamente 700 quilômetros da costa brasileira.

A partir da localização da mancha inicial – o derramamento teria ocorrido entre os dias 28 e 29 de julho – foi possível identificar o único navio petroleiro que navegou pela área suspeita.

Por meio do uso de técnicas de geointeligência e cálculos oceanográficos regressivos, chegou-se então ao navio de bandeira grega.

Selo venezuelano

A Marinha disse ainda que o óleo coletado nas praias do litoral nordestino foi submetido a análises em laboratórios que comprovaram ser originário de campos petrolíferos da Venezuela.

Estudos feitos pela Petrobras e pela Universidade Federal da Bahia já haviam apontado que o óleo que chegou à costa do Nordeste foi produzido na Venezuela.

Extensão dos danos

O último boletim do Ibama, da quinta-feira última, indica que 286 locais em 98 cidades do Nordeste foram atingidos pelas manchas de óleo.

Um terço das mais de 280 localidades atingidas chegaram a ser limpas, mas viram a poluição retornar ao menos uma vez. Ao todo, 83 praias e outras localidades tiveram a reincidência da contaminação, segundo um levantamento do portal G1.

O Instituto de Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) diz que o óleo pode chegar aos estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro. O órgão foi acionado pelo comitê de crise do governo federal e atua para detectar movimentação do óleo no mar.

Um relatório entregue na sexta-feira ao comitê de crise aponta que as manchas podem estar “represadas” em alto mar e sendo arrastadas por correntes marítimas, podendo se mover ainda por bastante tempo e chegar ao Sudeste, especificamente ao Espírito Santo e ao norte do Rio de Janeiro. A possibilidade de que as manchas avancem ainda mais em direção ao sul é tratada como remota, dadas as características geográficas da região, que oferecem uma espécie de proteção natural.

Risco para Abrolhos

As manchas de óleo de origem desconhecida que atingem o litoral do Nordeste começaram a aparecer na região de Abrolhos, que abriga o arquipélago homônimo, no sul da Bahia, e a maior biodiversidade marinha de todo o Atlântico Sul. Especialistas preveem uma catástrofe ambiental se o óleo chegar em grande quantidade até ali.

A ONG Conservação Internacional relata ter encontrado óleo, nesta semana, em Canavieiras, Belmonte e Santa Cruz de Cabrália, na região de Abrolhos, que engloba o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos e compreende os ecossistemas marinhos e costeiros entre a foz do Rio Jequitinhonha, em Canavieiras (BA), e do Rio Doce, em Linhares (ES), além dos bancos marinhos de Abrolhos e de Royal Charlotte.

Criado em 1983, o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos abriga as cinco ilhas do arquipélago e ainda não foi atingido pelas manchas de óleo. A área é rica em corais e o principal berçário de baleias jubarte da costa brasileira. O turismo e a pesca na região são fonte de renda para cerca de 100 mil pessoas.

Limpeza

No auge da crise, críticos apontaram que a população, os municípios e os estados das regiões afetadas estavam basicamente tendo que limpar sozinhos as praias, recifes e manguezais atingidos pelas manchas de óleo.

Segundo a Marinha, os estados de Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraíba estão com todas as suas praias limpas, e os esforços estão agora concentrados na limpeza de cinco praias de Alagoas (Maragogi, Japaratinga, Barra de São Miguel, Feliz Deserto e Coruripe) e de uma na Bahia (Moreré).

Até esta semana, haviam sido retiradas mais de 2 mil toneladas de resíduos de óleo das praias no Nordeste. No total, foram empregados mais de 3.100 militares, 19 navios e três helicópteros da Marinha, além de 5 mil militares do Exército e seis aeronaves da Força Aérea Brasileira.

Eles se somam a 140 servidores do Ibama, 40 do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e 440 funcionários da Petrobras, além de funcionários de órgãos estaduais e municipais.

Com o governo Bolsonaro criticado pela demora e falta de ações efetivas para conter o desastre ambiental no Nordeste, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles,chegou a insinuar, sem provas, que o Greenpeace, uma das principais ONGs ambientais do mundo, seria responsável pela situação.

Outra hipótese

A Marinha contesta categoricamente um estudo da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) que sugeriu que as manchas de petróleo podem ter origem em um grande vazamento abaixo da superfície do mar.

Um pesquisador do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis), vinculado à Ufal, apontou a identificação de um “enorme vazamento de óleo, em formato de meia lua, com 55 quilômetros de extensão e 6 quilômetros de largura, a uma distância de 54 quilômetros da costa do Nordeste”.

De acordo com a assessoria de imprensa da Marinha, não há tal registro de mancha de óleo na região ao sul da Bahia. Para a Marinha, a imagem de satélite pode ter mostrado uma nuvem espessa.

RPR/dw/ots

Japão constrói casa inacreditável apenas com materiais descartados

O arquiteto japonês Hiroshi Nakamura, do escritório Hiroshi Nakamura & NAP, acaba de ganhar o WAN Awards 2016 na categoria Edifícios Sustentáveis.

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O incrível projeto responsável pelo prêmio é o Kamikatz Public House, uma loja de artigos diversos e pub que simboliza o compromisso da cidade japonesa de Kamikatsu com o desperdício zero, tendo atingido uma taxa de reciclagem de 80%.

A estrutura da casa ecologicamente correta foi toda construída com materiais recuperados e mostra a reutilização e reciclagem de maneiras criativas e inspiradoras. Como uma janela de oito metros feita de uma mistura de janelas subtraídas de casas próximas que foram abandonadas, que traz brisa fresca no verão, enquanto um aquecedor de radiação de carbono neutro aquece a estrutura no inverno.

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Hiroshi utilizou também azulejos recuperados para o piso, um candelabro de garrafa e jornais antigos como papel de parede, e o exterior da casa foi todo revestido com placas de cedro localmente produzidas e coloridas com tinta de origem natural.arquiteturaresidenciamaterial-reciclado9sustentabilidadeecologiahiroshi-nakamurablog-do-mesquita-03

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