Senador Aécio Neves perde ação movida contra Google, Yahoo e Bing

Aécio Neves,Blog do MesquitaO senador Aécio Neves perdeu uma ação judicial que movia desde 2013 contra os principais sites de busca, Google, Yahoo e Bing.

Neves pedia a remoção de links que direcionavam a notícias que o acusavam de ter desviado 43 bilhões de reais na Saúde no período em que era governador de Minas Gerais, entre 2003 e 2010.

Os advogados de Neves alegam que as notícias foram espalhadas por uma “quadrilha virtual” com o intuito de difamar o candidato.

Na sentença, o juiz Martinez reconheceu que as notícias eram falsas, mas refletiu que inibir o acesso à informação “representa um retrocesso à livre manifestação”.

Os advogados tentaram negociar com os sites de busca, mas não chegaram a um acordo.

Segundo reportagem da Folha de São Paulo, Neves vai recorrer contra a decisão do juiz Rodrigo Garcia Martinez, do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Procurado pela Folha, o Google afirmou que não houve nenhuma mudança nos seus critérios de busca. “As buscas são produzidas automaticamente, baseadas em fatores como a popularidade dos termos.

Periodicamente fazemos atualizações, e os termos que aparecem no preenchimento automático podem mudar ao longo do tempo”, afirmou a empresa.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Fonte: Folha de São Paulo

Internet. Como aparecer bem nas ferramentas de buscas

Redes Sociais Marketing Blog do MesquitaÉ sabido, e pesquisas apuradas indicam isso, que 95% das pessoas chegam pela primeira vez a um site através das ferramentas de buscas (Google,Yahoo, Bing).

Fica patente que para que o site de sua empresa ou seu blog sejam acessados, eles precisam aparecer na primeira página das buscas.

E é aí que entram os profissionais especializados em otimizar a programação dos sites.
O Editor


Sites devem ser formulados para figurar em mecanismos de busca.

Um dos grandes desafios das pequenas e médias empresas é colocar seus sites em evidência nos mecanismos de busca.

Figurar entre os primeiros links que sites como o Google mostram em uma busca pode ser a diferença para aumentar as vendas.

Segundo levantamento da consultoria WBI Brasil, feito neste ano com 4.431 pessoas, 64% dos internautas clicam somente nos três primeiros resultados ao pesquisar produtos e serviços.

“Só os que fazem uso correto de títulos e descrições ganham visibilidade nas páginas do Google ou do Yahoo!”, aponta Paulo Floriano, consultor da TerraForum, especializada em portais corporativos.

Por falta de conhecimento técnico, o representante da loja de artigos esportivos Gorilaz Paintball, Douglas Wilhelm, 22, não nomeou, no endereço virtual da empresa, os produtos vendidos pela companhia. “Isso impediu que os internautas nos localizassem por palavras-chave”, avalia.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Wilhelm só reverteu o problema ao contratar um otimizador, profissional que interfere na arquitetura de sites a fim de melhorar sua posição nas pesquisas on-line. “Saltamos da quinta para a primeira página do Google e registramos um aumento de 20% nas vendas.”

Há dez anos, Luis Fornasiari, 42, batizou sua empresa de ADL Traduções, para que figurasse no início das listas telefônicas, que são organizadas em ordem alfabética. Ele também se diz satisfeito com os resultados da otimização feita em sua página da internet.

“Após chegarmos ao terceiro lugar na busca de páginas brasileiras do Google [pela palavra-chave “traduções’], a procura por nossos serviços duplicou”, relata o empresário.

Soluções

Empresas de marketing e profissionais autônomos oferecem pacotes variados para colocar páginas virtuais no topo das buscas. É preciso, no entanto, pesquisar preços.

O especialista em otimização Ruy Miranda cobra no mínimo R$ 200 para aprimorar detalhes básicos, enquanto Anlipolmar Centivilli, dono da consultoria OSC Internet, informa que a liderança nas pesquisas pode custar R$ 20 mil por ano.

“Faço cálculos para atender a centenas de critérios que demonstrem aos bancos de dados que o site tem conteúdo útil e idôneo e, portanto, merece estar na frente dos concorrentes”, explica Miranda.

Segundo Floriano, da TerraForum, quanto mais links a página receber de outros endereços, melhor será a sua hierarquia em buscadores.

Para o consultor, o ideal é que a empresa faça o planejamento da colocação nas pesquisas antes mesmo de criar o seu site. “Imagens e vídeos devem ser bem descritos, e o conteúdo, facilmente localizável.”
Folha de São Paulo – Taís Laporta

Graph Search: A ferramenta de buscas do Facebook

Facebook lança ferramenta para busca interna ‘social’, a ‘Graph Search’

De acordo com a rede, mecanismo facilitará descobrir os gostos e lugares frequentados pelos amigos dos usuários; sistema não concorre com o Google.

O Facebook anunciou nesta terça (15) o lançamento de um sistema de busca interno, que pesquisa a base de amigos do usuário para oferecer respostas como “quem mora em São Paulo e gosta de futebol”, ou “quantas pessoas solteiras moram no Itaim e gostam de Star Wars”.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Chamado de ‘Graph Search‘ (ou Busca Social), a ferramenta não é concorrente do Google, como se esperava que o Facebook fosse anunciar, e sim um mecanismo para filtrar os gostos dos amigos e/ou de quem o disponibilizou publicamente. O sistema começará a ser oferecido gradualmente, a partir desta semana.

Durante o anúncio, o CEO da rede, Mark Zuckerberg, disse que o sistema ajudará a interligar as pessoas que usam o Facebook. “Acreditamos nesse conceito para ajudar as pessoas de todo mundo a se conectarem”, disse. É uma das coisas mais legais que já fizemos, mas quero deixar claro que ainda está na fase beta (testes)”, afirma.

“Nossa base de dados é grande e crescente. São 1 bilhão de pessoas, 240 bilhões de fotos e trilhão de conexões”, disse. “Mas não estamos indexando a web”, explicou.

graphsearch

Os executivos deixaram bem claro que não se trata de uma pesquisa por palavras-chave, como a dos motores de busca tradicionais. O sistema funciona por perguntas e filtros, e exibe pessoas e marcas, em vez de links – por exemplo, quem gosta de um determinado seriado e/ou um filme, ou quais as páginas desses seriados/filmes.

O conteúdo disponível para busca global será aquele que o usuário marcar como público. Se for fechado para amigos, somente eles encontrarão aquelas informações, disseram os executivos.

A Busca Social também permite buscar fotos tiradas em um determinado lugar – em Paris ou em um parque, por exemplo – ou por data. Elas serão exibidas por ordem de ‘popularidade’ (com mais likes, comentários e compartilhamentos). “É como o Google Image Search, mas somente com  fotos de amigos e imagens disponíveis publicamente”, disse Tom Stocky, diretor de produtos da Facebook.

Parceria com Bing
Zuckerberg disse que a ferramenta será útil também para empresas recrutarem usando o FB. “Buscar quem são amigos dos meus funcionários é um bom começo”, disse.
Um uso apontado é o descobrir restaurantes ou profissionais recomendados pelos amigos. Uma busca por “restaurantes indianos que meus amigos curtem” irá exibir uma página com os mais populares dentro da base de amigos do usuário, por exemplo. O mesmo vale para “médicos que eles frequentam”.
Outra função do sistema é que o usuário “descubra o mundo”, disse Zuckerberg. Um exemplo é “músicas preferidas de pessoas que gostam de teatro”, por exemplo. A ideia é formar conexões a partir de gostos em comum, explica o CEO.

A empresa também disse que o sistema tradicional de buscas (o instant search), por pessoas, grupos e marcas, está mais rápido. A rede social disse ter reforçado a parceria com o mecanismo da Microsoft, o Bing, para exibir resultados que não estão disponíveis na base de usuários – a pesquisa na web.

Zuckerberg disse que, antes de o sistema ficar disponível globalmente, o usuário será alertado para revisar o conteúdo que está disponível publicamente – desmarcando fotos ou “check-ins”, por exemplo.
IDGNow

Sites de busca investem em sistema de pesquisa mais ‘humano’

Esqueça os robôs humanoides e os mordomos mecânicos educados, que põem a mesa e colocam as crianças para dormir, típicos de filmes de ficção científica.

Os primeiros traços de humanidade incorporados por máquinas já começam a aparecer, em grande escala, nas ferramentas de buscas.

GOOGLE SAPIENS

Sites de busca investem em sistema de pesquisa mais ‘humano’
Sites têm de entender seus desejos, diz primeiro funcionário do Google

Amit Singhal, engenheiro sênior do Google, disse ao “Wall Street Journal” que, nos próximos meses, o mecanismo de busca da empresa será mais parecido com “a forma como os humanos entendem o mundo”.

É a próxima geração das buscas, processo em curso “há vários anos”, segundo ele.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Singhal fala da busca semântica, sistema incorporado pelo Siri (assistente virtual da Apple presente no iPhone 4S) e por outro punhado de serviços que estão no mercado, como Wolfram Alpha, Sensebot e Yummly.

Atualmente, o modelo de buscas está baseado na relevância dos conteúdos dos sites e na quantidade de compartilhamentos do link da página, entre outros fatores.

Na busca semântica, esse modelo funciona a partir do cruzamento de dados, que são “interpretados” pelas máquinas para compreender o sentido dos termos buscados e, assim, oferecer resultados cada vez mais eficazes.

Trocando em miúdos: ao fazer uma busca, você poderá receber uma resposta direta, como um ser humano daria, em vez das grandes listas de endereços atuais.

“Fizemos progresso com a conversão de dados em informação e podemos dizer que estamos engatinhando na direção correta para transformar informação em conhecimento para as pessoas”, disse o Google em nota à Folha.

Apesar de o buscador Bing ainda estar em fase beta, a Microsoft também mostrou sinais de que pretende investir na busca semântica.

A companhia comprou, em 2008, a start-up de pesquisa inteligente Powerset e incorporou elementos semânticos ao Bing (por enquanto, apenas na versão norte-americana), tais como respostas diretas e simples para perguntas como “quando é a Páscoa?”.

PROATIVIDADE

O sistema semântico, quando aperfeiçoado, vai se tornar tão bom que não será preciso nem fazer as buscas, preveem os mais otimistas.

Segundo Rui Tramontin, professor-doutor de engenharia da computação na Universidade Federal de Santa Catarina, as possibilidades são gigantescas.

“Em um futuro próximo, o seu celular será capaz de captar uma dúvida sua durante uma conversa. Ou, de posse de seus gostos, ele poderá sugerir filmes ou restaurantes que sirvam seu tipo de comida, sem que você precise fazer pesquisa alguma. Será tudo baseado em contexto.”
ALEXANDRE ORRICO/Folha de S.Paulo

Ilustração de Caco  Galhardo/Folha Press


Google: Fora do funil

Enquanto o Google amplia seu filtro, outros buscadores optam por uma internet menos direcionada por dados pessoais.
Por Murilo Roncolato/Estadão

O Google mudou, unificou e simplificou sua política de privacidade na semana que passou e deixou entidades que zelam pelo respeito à proteção de dados pessoais e transparência na internet em alerta. Preocupada com as reações, a empresa faz agora uma “campanha educacional” para explicar as mudanças que devem afetar o modo como vemos a internet através dessa grande vitrine chamada Google.

A mudança faz que 60 dos seus produtos (como YouTube, Picasa e Gmail) sigam apenas uma política de privacidade. Antes, cada serviço tinha uma política própria. Com isso a empresa ganha a capacidade de associar informações pessoais do usuário. Oficialmente, a diretora de privacidade do Google, Alma Whitten, se pronunciou dizendo que essa “associação” já era feita antes entre os serviços, a novidade é que agora eles mesmos se habilitaram a combinar históricos de buscas do YouTube a outras informações pessoais, cedidas pelo usuário ou não.

Historicamente, o Google tem modificado seu algoritmo de buscas que determina quais páginas exibir a partir dos termos buscados para tornar os resultados cada mais personalizados. Ele vincula informações obtidas pelo acompanhamento da navegação do usuário por meio de cookies (esteja ele logado ou não), como localização e conteúdo compartilhado por amigos ou pelo próprio usuário em redes sociais.

A nova política dá mais uma passo nessa aventura do Google que pode resultar, como se preocupam alguns estudiosos, na criação de “bolhas”, fechando os usuários em círculos de temas e pessoas que o isolam da grande web.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O Google é o buscador mais usado no mundo (com 90,2% do tráfego no Brasil, segundo a Hitwise, e 66,2% nos EUA, segundo a Comscore) e atual dono do maior banco de páginas indexadas de toda a web. Em 2008, ano em que o último dado foi divulgado, o número estava em mais de 1 trilhão. Embora a disputa seja desigual, há outros buscadores úteis na web (veja abaixo) que vão além do Bing, que pertence à Microsoft, e do Yahoo.

Para conquistar o público mais preocupado com privacidade, sites como Startpage e DuckDuckGo usam o tema como meta para ganhar popularidade. O Duck-DuckGo, por exemplo, saltou de 200 mil visitas diárias em fevereiro de 2011 para 500 mil em dezembro e 1 milhão na segunda semana do mês passado.

O criador do site, Gabriel Weinberg, é um ex-estudante do MIT. Apesar do crescimento, ele já disse não ter dinheiro para competir com Google e Microsoft que atualizam seus bancos de dados periodicamente. Por isso, optou por construir um buscador melhor se concentrando no que considera “valores de longo prazo”: respostas instantâneas, com menos spam, privacidade de verdade e uma melhor experiência de pesquisa global.

Na bolha. No blog do Google, Whitten escreveu: “Se estiver logado no Google, você espera que nossos produtos trabalhem lindamente juntos”. Será mesmo?

Eli Pariser, autor do livro The Filter Bubble – What the internet is hiding from you (Bolha-filtro – O que a internet está escondendo de você, ed. Penguin, sem edição brasileira), disse em um TED de 2011 que, ao contrário do que se pensava originalmente, a web não é um ambiente livre dos “curadores” da informação.

“O que vemos é uma troca de bastão dos curadores humanos para os algoritmos”, disse. “Se os algoritmos decidirão o que veremos, precisamos ter certeza de que eles não estarão atados apenas à relevância, mas também a coisas importantes, desconfortáveis, desafiadoras, de outros pontos de vista.”

A empresa californiana alega que as alterações em seus algoritmos sempre tiveram o objetivo de oferecer o conteúdo mais relevante e confiável para o usuário. Por isso a necessidade de guardar informações pessoais. Por outro lado, o rendimento do Google vem da publicidade por meio dos anúncios direcionados. E dados pessoais do usuário são necessários para isso.

Em entrevista ao Link, Ken Auletta, autor de Googled (Ed. Agir), diz que o “cabo de guerra” entre atender anunciantes e ajudar usuários pode fazer que ele perca a credibilidade conquistada nos 14 anos de existência.

“O Google se gabava de ser livre e neutro. Mas hoje ele também produz seu próprio conteúdo e luta para manter os usuários em seus sites em favor próprio, colocando-os no topo dos resultados ”, diz o escritor e jornalista americano. “Em paralelo, ele descobriu que os anunciantes desejam obter mais informações, por isso, como o Facebook e outros sites, procura extrair mais dados dos usuários. Isto pode ser compartilhado com os anunciantes que estão dispostos a pagar o preço por estas informações.”

Alternativas

Bing: O buscador da Microsoft segue quase a mesma lógica de privacidade que o Google e tem um banco de páginas indexadas menor que o rival. Não busca vídeos e não relaciona imagens e outras categorias de busca na página de resultados. Br.bing.com

Yahoo: É dos mais antigos. Em 2010 fez acordo com a Microsoft e passou a usar o motor do Bing. Logo, resultados (e termos de privacidade) são os mesmos. Leva vantagem por ter buscas de vídeos, o Yahoo Respostas e filtro para busca no Twitter ou na Wikipedia. Br.search.yahoo.com

DuckDuckGo: Criado no fim de 2008, não guarda dados de navegação e faz uso de um misto de motores de busca (Yahoo, Wikipedia, Wolfram Alpha, além do DuckDuckBot). Tem recebido investimentos e usuários. Duckduckgo.com

Startpage: Usa o sistema do Google, mas é configurado para garantir a privacidade: não registra IP, não usa cookies e permite acessar páginas por proxy (“copia” o conteúdo da página e mostra no próprio site). Startpage.com

Blekko: Prioriza qualidade a quantidade. Tem um número menor de páginas indexadas e exclui páginas de spam ou que inflam artificialmente sua relevância. Grava dados de navegação, IP e informações de redes sociais caso o usuário esteja logado. Blekko.com

Ask: Além de exibir resultados tradicionais, tem um sistema de perguntas e respostas feito pelos usuários. Guarda todos os dados do usuário (termos de busca, browser, IP), além de e-mail e dados acrescentadas por quem se registra. Ask.com

Microsoft lança aplicativo de busca para iPad

Buscador ‘Bing’ chega oficialmente ao tablet da Apple.
A Microsoft lançou uma versão do seu aplicativo gratuito de buscas, Bing, para o tablet da Apple.
App rodará apenas em versões do sistema iOS 4.2 ou superior.

Assim como no site, o Bing terá atualizações diárias da tela de fundo (Foto: Reprodução/Engadget)

Mais do que uma versão para iPhone adaptada para o iPad, o aplicativo foi desenvolvio especialmente para essa plataforma e conta com um asernal de mimos para agradar o usuário.

Entre eles, uma seção específica para cinéfilos buscarem por filmes e trailers e ajudar a encontrar o cinema mais próximo.

Conta ainda com uma área com uma relação dos termos mais buscados e mapas com múltiplas visualizações que ajudam passo a passo a chegar no destino, além de informações sobre as condições do trânsito.

A previsão do tempo também não foi deixada de fora, o usuário pode escolher até cinco cidades que terão atualizações contínuas das condições do clima.

A busca por comando de voz está presente caso não se queira, ou não seja possível usar a interface de toque.

G1


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Google: pesquisa social é o futuro

A Google está se tornando mais social.

Em um movimento que reconhece que as fontes de informação na web estão mudando, a empresa anunciou novas ferramentas que permitem a busca pelo conteúdo criado pelos seus amigos.

“Como sempre, queremos ajudá-lo a encontrar as respostas mais relevantes entre os bilhões de páginas interligadas na Internet, mas nós sabemos que a importância não se limita às páginas web.

Se trata também de relacionamentos”, disse a empresa.

A partir desta semana, em primeiro lugar nos EUA, depois em outros mercados mundiais, misturado aos seus resultados no Google, encontraremos links dos nossos contatos, amigos e familiares.

Se você quer um hotel em Salvador, por exemplo, e um amigo escreveu um post sobre isso ou compartilhou uma imagem em um site, ele aparecerá nos resultados de pesquisa do Google.

“Isso significa que os usuários começarão a ver mais dos amigos e colegas de trabalho, com notas que foram criadas e compartilhadas por eles e que aparecerão junto aos resultados de pesquisa”, explica a Google.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Nos resultados sociais aparecerá também uma imagem do contato que publicou a nota para que o usuário possa identificar e discernir a sua relevância.

Além disso, a empresa permitirá que usuários monitorem suas contas e decidam quais informações desejam compartilhar, o que é público e o que é privado, ou seja, acessível somente para determinadas pessoas.

O serviço permitirá que os usuários coloquem à disposição dos amigos, informações de sites como Twitter, Flickr, YouTube ou o Google Buzz.

O Facebook ficou de fora! A rede de mais de 600 milhões de usuários não compartilha informações com terceiros, pelo que, não é culpa da Google esta ausência.

Em outubro do ano passado, a Microsoft anunciou uma parceria com o Facebook para trazer suas informações para os resultados do Bing.

O sistema permite saber se, ao procurar um filme, algum amigo do Facebook já deu um “Curtir”.

A relação entre Google e Facebook não é muito boa e a ausência da rede neste novo recurso do navegador subtrai um pouco de brilho no seu anúncio.

Algumas semanas atrás, a Google tirou o acesso do Facebook aos dados do Gmail, alegando que o site era um “beco sem saída” para as informações.

Além disso, o anúncio mostra que os motores de busca estão cada vez mais conscientes da importância das comunidades virtuais como fontes de informação.

Lentamente, as pessoas confiam mais nos amigos e menos nos sites da web, o que leva editores de sites como eu a focar ainda mais nossa atenção nas redes sociais e rever nossa estratégia.

A relevância da informação é determinada pelo número de contatos de uma pessoa, a partilha do seu conhecimentos, quantos seguidores tem e quantas vezes as pessoas deram um “Curtir” no que foi escrito por alguém, usando o Facebook como exemplo.

“As pessoas não vão nem perceber que estão procurando em redes sociais, porque há muita informação sobre eles próprios.

Mudarão os hábitos de pesquisa, mesmo sem perceber”, disse à BBC, Jonathan Allen, editor do site Search Engine Watch.

blog SempreTops

Google X Qi Lu, o chinês por trás do Bing

O chinês que desafia o Google

Não. Ele não é da equipe de censura do governo da China. Qi Lu é o cérebro que criou o buscador Bing, da Microsoft


Fotografia feita com múltiplas exposições de Qi Lu na sede brasileira da Microsoft, em São Paulo. Ele é responsável pela estratégia on-line da empresa

Dois anos atrás, o presidente da Microsoft, Steve Ballmer, foi procurar no Yahoo!, ex-líder de buscas da internet, o executivo responsável pelo serviço. O chinês Qi Lu, celebrado nas rodas de entusiastas de programação e, nas palavras do próprio Ballmer, “o cara que mais entende no mundo do negócio de buscas na internet”, era anunciado como chefe de divisão de internet da Microsoft. A empresa acreditava que Qi Lu ajudaria numa pretensa fusão do Yahoo! com a Microsoft, que acabou não acontecendo. E, principalmente: ele seria o responsável por construir uma ferramenta que colocasse a Microsoft em condições de briga com o Google.

A resposta de Qi Lu foi o buscador Bing, lançado em junho de 2009. O Bing usava estratégia quase oposta à do Google. No lugar de uma página branca, com pouquíssimo texto e priorizando a caixa de buscas, o Bing criou um site com fotos exuberantes e vários atalhos para serviços, consultas de viagens etc. Seu mecanismo de busca inovou, com tecnologias para achar resultados instantâneos, rastreando posts recentes em redes sociais como o Twitter. Alguns recursos que o Google foi obrigado a copiar. Por isso, foi eleito pela revista americana Fast Company como uma das 100 pessoas mais criativas de 2010.

A briga com o gigante Google pode ter sido moldada para Qi Lu, um homem acostumado a superar obstáculos. Ele nasceu em Xangai no início dos anos 60, em meio à Revolução Cultural chinesa. Por causa da perseguição da ditadura, seus pais o mandaram ainda garoto para a casa do avô, na província de Jiangsu. Lu passou sua infância num vilarejo habitado por 400 famílias, onde predominava a agricultura de subsistência.

A figura mais notável da comunidade era a professora. Uma única, que dava aula para todos os alunos, independentemente da matéria e da série das crianças. “A professora tinha status de rainha”, afirma Qi Lu. “Era a única que comia carne todos os dias do ano.” Segundo ele, para o resto dos habitantes, comer carne era um privilégio que acontecia apenas uma vez por ano. Depois de passar por exames apertados, conseguiu uma vaga na Fundan University, em Xangai. “No início dos anos 80, só 3% dos jovens que se formavam no ensino fundamental ingressavam na universidade.”

No Yahoo!, engenheiros produziram camisetas com a mensagem:
“Eu trabalhei com Qi Lu. E você?”

A vida de Qi Lu ganhou outro rumo quando ele foi assistir a uma apresentação do professor Edmund M. Clarke, da universidade americana Carnegie Mellon. Clarke ficou impressionado com as perguntas feitas pelo jovem chinês e resolveu oferecer-lhe uma bolsa de estudos para Ph.D. Clarke pagou a inscrição de US$ 45, equivalente a quatro salários e meio de Qi Lu como professor universitário na China. Qi Lu passou no exame e mudou-se para os Estados Unidos. Enquanto estudava, começou a trabalhar na IBM, em 1996. Ajudou a desenvolver o Altavista, um dos primeiros buscadores. Depois foi chamado para o Yahoo!. Dez anos depois, quando saiu, liderava um time de 3 mil engenheiros, que o homenageou com uma camiseta com as frases: “Eu trabalhei com Qi Lu. E você?”.

Mesmo com todos os méritos de seu passado, incluindo a criação do Bing, a vida de Qi Lu está longe de ser tranquila. O Bing ainda não passou de 12% de participação nas buscas. O Google tem mais que o dobro de todos os concorrentes. Apesar de a Microsoft ter conseguido bons resultados financeiros no último trimestre, a área de internet, chefiada por Qi Lu, vem amargando prejuízos desde 2005.

Qi Lu afirma que isso apenas mostra que a Microsoft está investindo na criação da melhor tecnologia, independentemente dos retornos financeiros. “O principal caminho para ser o maior é ser o melhor”, diz. “O Bing representa para as buscas uma evolução similar à que a TV em cores representou para a branco e preto.”

O executivo afirma que respeita muito o trabalho feito até hoje pelo Google e reconhece que eles são os responsáveis pela base do mercado de buscas como o conhecemos hoje. Mas diz que a estratégia da Microsoft é oferecer ferramentas mais sofisticadas, que trabalhem melhor com o conteúdo de vídeo, gráficos e sejam íntimas às redes sociais. Para Qi Lu, os líderes em buscas dos próximos dez anos serão os que adicionarem o componente social nas buscas.

Como parte dessa estratégia, a Microsoft mantém uma relação estreita com o Facebook, a maior rede social do mundo, com mais de 500 milhões de usuários. E também é um dos acionistas do Facebook (em 2007, investiu US$ 240 milhões no site). “Quando você toma uma decisão a partir de uma busca de um produto ou de um serviço, ela é baseada em duas fontes: opiniões de usuários em geral e a de especialistas”, afirma.

“Agora suas buscas vão consultar diretamente as pessoas que você conhece e confia.” Isso sem sair da página inicial das buscas. O raciocínio faz sentido. Mas Qi Lu tem de correr. Não apenas o Google investe em melhorar seu produto, mas o próprio Facebook pode aplicar essas ideias antes dele.

Bruno Ferrari/G1

Google e a busca em tempo real

O que muda com a busca em tempo real do Google

Um dos principais objetivos do Google no ano fora alcançado: a criação de um serviço de busca em tempo real. Anunciado ontem, na Califórnia, nos Estados Unidos, o recurso conduz a principal marca de buscas na web a um artifício na qual não tinha dominio até então.

O que faz plataformas sociais como Facebook e Twitter tornarem-se tão valiosas com o uso desenfreado de um número cada vez maior de pessoas é a possibilidade de saber o que acontece no mundo neste momento. E o Google, de forma até desesperada, alcançou tal princípio, dois meses após o anúncio da parceria entre Facebook, Twitter e Bing, buscador da Microsoft.

Agora, toda vez que procurar por um termo na versão inglesa do Google, terá respostas distribuídas e captadas de diversas fontes. Inclusive da rede de mensagens de até 140 caracteres, o que permite iniciar uma discussão sobre qual é a relevância do conteúdo produzido, já que o resultado é apresentado de forma cronólogica.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Trata-se da pesquisa que possibilita a extração de conteúdos antes não indexados, além das tradicionais notíciais produzidas por veículos, atualizações do Yahoo Respostas e Wikipedia e conteúdos públicos previamente autorizados por seus usuários de redes sociais como o Facebook e o MySpace. O que explica a divulgação de uma “carta aberta” de Mark Zuckerberg, fundador do Facebook.

A novidade de agregar a maior quantidade de informações em um único ambiente virtual está disponível apenas em uma versão (inglês) e a promessa do Google é que este recurso seja lançado nas próximas semanas em escala global, inclusive o português (Brasil).

O Google divulgou um vídeo explicando o que muda:

Veja

Google e o monopólio das buscas

Procure, mas talvez não encontre

Adam Raff *

À medida que nos tornamos cada vez mais dependentes da internet, precisamos nos preocupar cada vez mais com a sua regulamentação. A Comissão Federal das Comunicações dos Estados Unidos (FCC, na sigla em inglês) propôs normas de “neutralidade na rede”, que proibiriam as provedoras de internet de discriminar ou de cobrar prêmios para determinados serviços ou aplicações na rede. A comissão está certa em estabelecer que a garantia de igual acesso à infraestrutura da internet é vital, mas erra ao dirigir suas regulamentações apenas a provedoras de serviços, como AT&T e Comcast.

Hoje, mecanismos de busca como Google, Yahoo e o novo Bing, da Microsoft, tornaram-se os guardiães da internet, e o papel crucial que eles desempenham dirigindo os usuários para os sites da rede implica que agora são um componente essencial de sua infraestrutura, como a rede física em si. A FCC precisa ir além da neutralidade na rede e incluir a “neutralidade na busca”: o princípio segundo o qual os mecanismos de busca não deveriam ser submetidos a políticas editoriais, com exceção da abrangência e da imparcialidade dos seus resultados, e basear-se exclusivamente na relevância.

A necessidade da neutralidade da busca é particularmente premente porque um único grupo, o Google, detém um poder de mercado enorme em suas mãos. Com 71% do mercado de buscas nos EUA (e 90% na Grã-Bretanha), o predomínio do Google tanto na busca quanto na publicidade das buscas confere à companhia um controle preponderante.

As receitas do Google superaram os US$ 21 bilhões em 2008, mas isso não é nada perto das centenas de bilhões de dólares das receitas de outras companhias, que o Google controla indiretamente mediante os seus resultados de busca e os links patrocinados.

Uma das maneiras pelas quais o Google explora esse controle é pela imposição de “penalidades” disfarçadas que podem atingir sites legítimos e úteis da rede, excluindo-os inteiramente de seus resultados de busca ou colocando-os tão em baixo nos rankings que, provavelmente, nunca serão encontrados. Foi assim que, durante três anos, o site de busca vertical e de comparação de preços da minha companhia, a Foundem, efetivamente “desapareceu” da internet.

Outra maneira pela qual o Google explora seu controle é mediante a colocação preferencial. Com a introdução, em 2007, do que chamou de “busca universal”, o Google começou a promover seus próprios serviços no topo ou perto do topo dos seus resultados de busca, passando por cima dos algoritmos que utiliza para classificar os serviços das outras. Agora, ele favorece seus próprios resultados de comparação de preços para pesquisas de produtos, seus próprios resultados de mapas para consultas de geografia, seus próprios resultados em matéria de notícias para consultas tópicas, e seus próprios resultados do YouTube para consultas sobre vídeo. E os planos declarados do Google de busca universal deixam claro que este é apenas o começo.

Como seu predomínio no mercado de busca global e sua capacidade de punir os concorrentes colocando seus próprios serviços no topo dos resultados de buscas, o Google dispõe de uma vantagem competitiva praticamente inatacável. E pode usufruir desta vantagem muito além dos limites das buscas de qualquer serviço que escolher. Sempre que faz isto, as companhias que estão atuando na internet são derrubadas, as que se estabeleceram recentemente são suprimidas e a inovação é ameaçada.

O tratamento dispensado pelo Google à Foundem asfixiou nosso crescimento e limitou o desenvolvimento da nossa tecnologia inovadora para buscas. A colocação preferencial do Google Maps contribuiu para tirar a MapQuest de sua posição de líder em serviços de mapeamento online nos EUA praticamente da noite para o dia. O preço das ações da TomTom, fabricante de sistemas de navegação, caiu cerca de 40% nas semanas que se seguiram ao anúncio do serviço gratuito de navegação por satélite, mais detalhado, do Google. E a RightMove, o portal líder para imóveis na Grã-Bretanha, perdeu 10% do seu valor de mercado no mês de dezembro, somente por causa do boato de que o Google planejava introduzir um serviço local de busca de imóveis.

Sem normas de neutralidade de busca para restringir a vantagem competitiva do Google, poderemos caminhar para um mundo sombriamente uniforme de Google Tudo – Google Viagens, Google Finanças, Google Seguros, Google Imóveis, Google Telecoms, e, evidentemente, Google Livros.

Alguns dirão que o Google é tão inovador que não devemos nos preocupar. Mas a companhia não é tão inovadora quanto as pessoas consideram em geral. Google Maps, Google Earth, Google Groups, Google Docs, Google Analytics, Android e muitos outros produtos Google baseiam-se em tecnologia que o Google adquiriu, e não que inventou.

Os próprios AdWords e AdSense, os motores econômicos extraordinariamente eficientes que determinaram o sucesso meteórico do Google, são essencialmente invenções emprestadas de outros: o Google adquiriu a AdSense com a compra da Applied Semantics em 2003; e a AdWords, embora desenvolvida pelo Google, é usada com licença de seus inventores, a companhia Overture.

O Google reconheceu imediatamente a ameaça à abertura e à inovação para o poder de mercado das provedoras de serviços da internet, e há muito tempo é um dos principais defensores da neutralidade da rede.

Mas, agora, enfrenta uma escolha difícil. Adotará a neutralidade de busca como extensão lógica da neutralidade da rede que protege realmente o igual acesso à internet? Ou tentará argumentar que o poder discriminatório de mercado é de certo modo perigoso nas mãos de uma companhia de telecomunicações ou a cabo, mas inócuo nas mãos de um mecanismo de busca esmagadoramente predominante? A FCC agora convida a comentar publicamente as normas de neutralidade de rede que propõe, de modo que ainda há tempo para convencer a comissão a ampliar o alcance de suas regulamentações. Particularmente, ela deveria garantir que os princípios de transparência e não discriminação sejam aplicados aos mecanismos de busca e também às provedoras de serviços. A alternativa é uma internet em que a inovação poderá ser esmagada à vontade por um mecanismo de busca todo-poderoso.

* Adam Raffé um dos fundadores da Foundem, empresa de tecnologia de Internet

Estadão