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A bike que vende café orgânico, purifica o ar e produz energia solar e adubo natural

A bike que vende café orgânico, purifica o ar e produz energia solar e adubo natural

Atenção, amantes da cafeína! Vocês precisam conhecer a startup Wheelys, rede de bikes que promete levar café orgânico da melhor qualidade por um preço acessível à população (já que não demanda um espaço físico e sua manutenção é barata).

Além de servir café 100% orgânico, a bikecafé foi desenvolvida para purificar o ar do local onde está estacionada, transformar os grãos moídos em fertilizantes naturais e gerar energia solar.

O modelo não exige alto investimento inicial e dá ao empreendedor a oportunidade de “seguir” seus clientes. Por exemplo, de manhã ele pedala até uma estação de metrô, a tarde se instala em grandes centros comerciais e aos finais de semana se aconchega em um parque. Desta forma, é possível garantir a rotatividade do serviço e uma boa divulgação.

E mais: além de vários tipos de café, a bikecafé tem espaço para vender lanchinhos — como em uma cafeteria convencional. A iniciativa ainda possui aplicativo que mostra as opções do menu e a localização da franquia mais próxima.

A ideia está em financiamento coletivo e já conseguiu arrecadar 400% do dinheiro necessário para colocar na rua os primeiros protótipos da bikecafé. Já nas primeiras 24h de crowdfunding, o projeto conseguiu a grana suficiente para seguir em frente. Será uma nova tendência?

Para saber mais sobre o negócio social, assista ao vídeo abaixo.

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1ª bike do mundo feita com plástico reciclado é brasileira

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Garrafas PET, embalagens de shampoo, peças de geladeira…

Na mão do artista plástico uruguaio Juan Muzzi, radicado no Brasil, todo tipo de resíduo plástico vira matéria-prima para a produção de bikes. Ele é dono da patente da primeira bicicleta do mundo feita com plástico reciclado. O modelo foi desenvolvido e fabricado no Brasil, mais especificamente em São Paulo, após doze (!) anos de pesquisa.

Tanto esforço valeu a pena! Atualmente a empresa de Muzzi, a MuzziCycle, produz dez mil unidades da bike de plástico reciclado por mês e está, inclusive, com lista de espera de compradores. O sucesso é tanto que a companhia já possui até filial na Holanda e na Argentina.

A fim de pedalar uma dessas por aí? É possível se cadastrar na lista de espera aqui. Os clientes podem optar por comprar a bicicleta inteira ou só o quadro feito com plástico reciclado – e o preço, claro, varia.

Para um futuro próximo, Muzzi planeja aumentar a produção – afinal, mercado ele já percebeu que não falta – e ainda desenvolver um modelo de cadeira de rodas feita com plástico reciclado.

A ideia é que os deficientes físicos não paguem pelo produto, apenas financiem a matéria-prima, que atualmente vem de ONGs que recolhem sucata. Assim, além de ajudar o meio ambiente, o processo ainda gera renda para os catadores. Muito bom, não? Pedala, mundão!

Foto: Divulgação/MuzziCycle

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Construa sua própria bicicleta no Bamboo Bicycle Club

Meio Ambiente,Ecologia,Transportes,BicicletasÉ uma espécie de milagre, transformando uma pilha de paus em uma máquina de viagem.
© Bamboo Bicycle Club (usado com permissão)

Se você gosta de bicicletas e acontece de estar em Londres, Inglaterra, então há um lugar que você deve visitar. É chamado de Bamboo Bicycle Club e é onde os amantes da bicicleta se reúnem para aprender a construir seus próprios passeios. O clube atua há seis anos em Hackney Wick e acaba de se mudar para Canning Town este mês. Por ocasião dessa mudança, parece um bom momento para dar uma olhada no que o Bamboo Bicycle Club está fazendo.

Uma das alegações do clube para a fama é que ele é o único lugar no Reino Unido onde bicicletas de bambu feitas sob medida são construídas a partir do zero por construtores de quadros pela primeira vez. Em outras palavras, você pode entrar com uma experiência zero de construção de bicicletas e ser guiado durante todo o processo de construção ao longo de um curso de dois dias.

Bicicleta,Transportes,Ecologia,Bambu,Meio Ambientelição de clube de bicicleta de bambu
© Bamboo Bicycle Club (usado com permissão)

Outra alegação divertida de fama é que aqui é onde Kate Rawles construiu sua bicicleta de bambu. Dr. Rawles, um filósofo ambiental, completou recentemente uma viagem de 6.000 milhas da Costa Rica até o Cabo Horn em uma bicicleta de bambu chamada Woody. No final de sua jornada, que terminou em fevereiro, ela escreveu:

“Quanto a Woody, a moto de bambu provou ser extremamente resistente e confiável, lidando com extremos de calor e frio, chuva, secura e altitude. Eu praticamente não tinha mecânicos em toda a jornada!”

O bambu é um ótimo material para a construção de bicicletas, porque é muito leve e absorvente de choque. A composição de celulose dispersa os solavancos da estrada, ao invés de conduzi-los através da sela. Frustração com um passeio acidentado é o que levou James Marr, o fundador do clube, a explorar o bambu como material de bicicleta:

“Eu morava na zona rural do País de Gales e andava de bicicleta 17 milhas por dia para o trabalho. No final dos meus passeios, não conseguia sentir minhas mãos – todas as vibrações haviam percorrido a estrutura e entorpecido. Pense nisso assim. Se você bater um pouco de metal, ele fará um som de ‘ting’, como um sino. Se você bater um pouco de bambu, haverá um som fraco e suave. “

A ideia de usar bambu para construir uma bicicleta não é nova; de fato, as bicicletas de bambu existem há muito tempo, com uma patente datada de 1894, mas não são tão propícias à produção em massa quanto o aço e o alumínio, e é por isso que nunca pegaram. O bambu é, no entanto, um material ideal para construtores de casas curiosos que desejam um relacionamento ainda mais pessoal com sua bicicleta, ou para quem a ideia de uma pegada ambiental menor é importante. Esta foi a principal motivação de Rawles :

“O coração desta bicicleta é local e de baixo impacto. As juntas são feitas de cânhamo de Yorkshire embebidas em uma resina ecológica europeia. O bambu veio do Eden Project na Cornualha – uma verdadeira ‘bicicleta caseira’ nesses aspectos. Além disso, o bambu é de longa duração e, teoricamente, reciclável, mesmo que seja impraticável reciclar, certamente será biodegradável.Quantos de nós temos a opção de compostar nossas bicicletas, quando esse triste dia chegar “!”

quadro de bambu
© Bamboo Bicycle Club (usado com permissão)Bicicleta,Transportes,Ecologia,Bambu,Meio Ambiente

Eu amo a ideia de ser capaz de construir o próprio modo de transporte. Ele se encaixa bem com os movimentos de vida lentos que estão se infiltrando na comida, na moda e viajando nos dias de hoje. No momento em que estamos cada vez mais afastados da produção de quase tudo em que confiamos em nossas vidas diárias, um curso de construção de bicicletas é refrescantemente prático, criativo e útil.

O Bamboo Bicycle Club oferece o curso de fim de semana de dois dias mencionado acima, limitado a seis pessoas com dois instrutores e custa £ 495. Alternativamente, você pode comprar um kit de construção doméstica para quadros de bicicletas de estrada, híbrido, de turismo, de pista, de montanha fora de estrada e de bicicleta. Estes começam em £ 285 com frete internacional grátis. Quando perguntei a Marr sobre a quantidade de experiência que se deve ter ao comprar um kit, ele disse que vem com um manual completo e guias de vídeo e foi construído por pessoas de 12 a 90 anos. Até mesmo algumas escolas estão usando o kit. A única coisa que você realmente precisa é de algum espaço para construir.

Bicicleta,Transportes,Ecologia,Bambu,Meio Ambiente Confira Bicycle Club Bamboo website e bela Instagram para mais informações e, claro, muita inspiração de duas rodas.

Alemanha aposta em autobahns para bicicletas

Governo investirá 25 milhões de euros em vias expressas para ciclistas, a serem usadas sobretudo para se deslocar de casa para o trabalho. Menos tráfego nas estradas deve ser apenas um dos benefícios.

Ciclista na AlemanhaPara distâncias maiores, combinação de via expressa e bicicleta elétrica pode ser interessante

O governo federal alemão planeja investir neste ano 25 milhões de euros na expansão de vias expressas para bicicletas. As chamadas autobahns para bicicletas devem ser usadas principalmente pelo número crescente de pessoas que percorrem longas distâncias até o local de trabalho ou estudo.

Sem semáforos nem cruzamentos, seria possível chegar muito mais rapidamente à universidade ou ao trabalho e, ao mesmo tempo, aliviar o tráfego nas estradas. Ir de uma cidade a outra, ou do subúrbio ao centro de bicicleta é uma boa ideia tendo em vista as rodovias congestionadas, a poluição do ar e o sedentarismo.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Quase 17 quilômetros de bicicleta?

Um estudo do Instituto Federal de Pesquisas em Construção, Urbanismo e Desenvolvimento Espacial (BBSR) apontou recentemente que os alemães percorrem, em média, 16,8 quilômetros entre suas casas e o trabalho. É realista o uso de bicicleta para percorrer tais distâncias?

Marcus Peter, da Universidade Técnica de Hamburgo (TUHH), analisou onde faz sentido a construção de vias expressas para bicicletas na região metropolitana da cidade no norte da Alemanha.

“Tal infraestrutura é destinada, principalmente, para pessoas que usam a bicicleta para percorrer uma faixa de entre cinco a dez quilômetros”, explica. “Se o caminho é mais longo, as pessoas tendem a não percorrê-lo de bicicleta.”

Bicicletas elétricas para transportar mercadorias

Mas, mesmo que o trabalhador tenha que percorre, em média, mais de dez quilômetros para chegar a seu local de trabalho, Peter diz que o investimento em autobahns para bicicletas traria vantagens significativas. “Vejo um grande potencial para quem tem que percorrer uma faixa de até dez quilômetros, o que pode gerar um alívio do tráfego nas rodovias”, opina.

O especialista dá razão ao estudo de viabilidade do projeto Radschnelweg Ruhr (via expressa para bicicletas do Ruhr), região no oeste do país. A ideia é que, com seus mais de 100 quilômetros, a autobahn para bicicletas acabe com cerca de 52 mil viagens de carros diárias, percorridas por mais de 400 mil quilômetros.

Além disso, as bicicletas elétricas, que vêm ganhando espaço no país, poderiam contribuir para que mais cidadãos utilizassem as vias expressas. Graças ao seu motor elétrico, pessoas com menos preparo físico também poderiam percorrer distâncias maiores em um período razoável de tempo, e, assim, se beneficiar das autobahns para bicicletas.

Peter vê as vias expressas não somente como uma opção para os trabalhadores, mas aponta que elas poderiam ser usadas também para outros percursos, como para ir ao supermercado ou ao cinema.

Assim, uma via expressa para bicicletas daria mais flexibilidade às pessoas que querem sair à noite e que têm, geralmente, problemas para voltar para casa devido a ônibus e trens que não operam depois de certa hora.

Um pequeno passo na direção certa

Até agora, municípios e estados assumiam os custos sozinhos das vias expressas para bicicletas. Segundo Peter, de uma forma geral, os 25 milhões de euros com os quais o governo federal quer subsidiar a expansão representa “um passo na direção certa”.

A Associação dos Ciclistas da Alemanha (ADFC) também avalia o investimento como um “importante sinal político”. No entanto, o orçamento seria muito pequeno para ser dividido por toda a Alemanha, já que a construção de um quilômetro de via expressa para bicicletas custa entre 500 mil e 2 milhões de euros.

Assim, com o valor de 25 milhões de euros poderiam ser construídos somente de 12 a 50 quilômetros. Por isso, a ADFC pede que o investimento seja multiplicado por dez, o que resultaria em cerca de 300 quilômetros de vias expressas para bicicletas no país.
DW