Gabeira, candidato a prefeito, “emaluqueceu”

Desde a participação no sequestro do Embaixador Americano no Brasil, passando pela sunga de crochê pós exílio, que o eco-chato Fernando Gabeira que, de repente não mais que de repente, tornou-se no arauto maior da moralidade no legislativo brasileiro, demonstra não saber diferir a ficção romântica “cheguevariana” da realidade brasileira.

Travestido agora em candidato à Prefeitura do Infelicitado Rio de Janeiro – Benedita da Silva, a família Soprano dos Garotinhos e Rosinhas, o maluquete “factóidista” César Maia – o agora onírico arauto da “canabis” prossegue na sanha para se transformar em personagem do Stanislaw Ponte Preta.

Confira a matéria do jornalista Hélio Fernandes da Tribuna da Imprensa.

“Candidato” a prefeito, Gabeira “emaluqueceu”. A eleição do Rio virou uma gargalhada só.

Assim que lançou sua candidatura a prefeito, “apoiado” por forças que representavam tudo que ele combateu a vida inteira, falei ao próprio Fernando Gabeira pelo telefone: “Gabeira, você está me dizendo que só aceitou ser candidato com total transparência?”

Ele ficou em silêncio, continuei: “Mas você está se juntando a grupos que além de não terem votos, a vida inteira brigaram com a transparência. Você está destruindo um passado brilhante”.

Falamos mais um tempo, divagamos, Gabeira compreendeu que eu estava com a razão, mas já não tinha mais espaço para retrocesso. E começou a campanha, desastradamente, apresentou até agora três “propostas-malucas”.

1 – Para preservar o serviço médico dos hospitais do Rio que já foram dos melhores do Brasil, quando aqui era Distrito Federal e depois Estado da Guanabara, fazia a seguinte proposta às “cervejeiras”, que todos sabem que faturam muito.

Explicação de Gabeira: “Como a maioria dos cidadãos que vão aos hospitais é para procurar as emergências geralmente atingidos por motoristas que dirigem embriagados, as cervejeiras patrocinariam e financiariam essas emergências”.

Alguma coisa deve estar transtornando a cabeça de um homem que já foi jornalista lúcido e atuante. Como é que alguém poderia acreditar que as “cervejeiras” iriam financiar tratamentos de emergência, passando recibo que esses acidentes são provocados por motoristas que dirigem embriagados?

2 – Os garis passariam a se chamar de “pedagogos sociais”. Trabalhariam com dois cartões pendurados na frente da camisa. Um cartão AMARELO e um cartão VERMELHO. Se eles assistissem alguém cometer uma ilegalidade, como por exemplo jogar sujeira nas ruas, dariam a esse cidadão o cartão AMARELO. E daí, o que aconteceria?

O cartão VERMELHO seria dado para fatos mais graves ou para carros que cometessem imprudência, avançassem o sinal do trânsito, por aí. Esses levariam o cartão. E depois, exatamente como o cartão AMARELO, o que aconteceria?

3 – Esta última não seria admitida nem no Manicômio Judiciário. A sugestão de Fernando Gabeira, candidato a prefeito: “Fazer naufragar um navio na altura das Cagarras para atrair turistas. Estes gostariam de nadar e submergir no meio dos destroços do navio”. Imaginem só, as Cagarras representam áreas ecologicamente perfeitas, quase um santuário.

Amazônia. Marina Silva, Mangabeira Unger e Lula

A questão da exoneração da Ministra Marina Silva aparenta envolver mais coisas do que supõe a nossa vão filosofia. E a, se é que ele a tem, do grande chefe dos Tupiniquins. Abaixo alguns trechos “pinçados” da coluna do Elio Gaspari no O Globo.

“…O drible pareceu fácil. Lula criou um plano de desenvolvimento da Amazônia e entregou-o ao ministro Roberto Mangabeira Unger, que transita do nada ao futuro. Fez isso porque supunha que bastava chamar a ministra Marina de “mãe do PAS” e o ego da senhora estaria amaciado.

Nosso Guia se esqueceu da tenacidade das pessoas alfabetizadas aos 16 anos ou que, como Marinete, sua irmã, foram empregadas domésticas. A “metamorfose ambulante” enganou-se. Dando a impressão de que o colonialismo pernóstico do jornal inglês “The Independent” tem alguma razão: “[A Amazônia] é importante demais para ser deixada aos brasileiros”.

Não tendo perdido o juízo, a ministra preferiu perder o pescoço. Feito o estrago, as patrulhas do Planalto espalharam que Marina Silva foi indelicada, pois foi-se embora sem pedir demissão.

Faz tempo que Madame Natasha ensina: “Só em português que se pede demissão”. Nos outros idiomas, demissão se dá. Marina Silva exonerou o governo e nisso não houve indelicadeza.

Num sinal dos deuses, dona Marina fechou a conta no mesmo dia em que o ex-ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, foi denunciado pelo Ministério Público por gestão fraudulenta, corrupção passiva e formação de quadrilha.

Seria exagero concordar com o professor Mangabeira quando ele disse que “o governo Lula é o mais corrupto da nossa história”, mas Rondeau é o sétimo ministro de Lula levado à barra dos tribunais pelos procuradores da República. Seu gabinete ultrapassou a taxa de 10% de maganos acusados de malfeitorias. (O ministério de Lula já teve 65 titulares.)

Estão nos tribunais Antonio Palocci, José Dirceu, Luiz Gushiken, Humberto Costa, Benedita da Silva e o doutor Silas. Walfrido Mares Guia está denunciado por conta de práticas anteriores ao atual governo. Essa é a turma que saiu porque não podia ficar. Marina Silva é de outro plantel, o dos que foram embora porque não quiseram permanecer.”