Fotografia – Flagrantes – Porque hoje é sábado

Primeiro desce redondo. Numa boa. Depois humilha e mata!

Fotos Flagrantes Humor Cachaça antes de matar humilha…”o que dá pra rir dá pra chorar…”


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Opinião dos outros – O bolso, a parte mais sensível do corpo humano

Um Iraque por ano, é o balanço trágico das mortes por acidentes de trânsito, nas ruas e estradas do Brasil. Ainda persistem os desvairados que esbravejam contra os radares que comprovadamente têm contribuído para a redução da macabra estatística. Não é aceitável, também, artistas e outros formadores de opinião, alugarem suas (deles) imagens para publicidade de bebidas alcoólicas, esta, o principal gatilho para o tamanho da tragédia. Confira artigo do blog do Noblat.

Para combater a violência no trânsito, a receita universal privilegia campanhas educativas, punições rigorosas e fiscalização permanente. Por aqui as campanhas são rarefeitas, as punições brandas e a fiscalização precária.

Pesquisa nacional realizada antes da adoção do atual Código de Trânsito em 1998 descobriu que de cada 100 motoristas envolvidos em acidentes com mortes, 99 escaparam sem nenhum tipo de castigo.

Você conhece ou ouviu falar de alguém que esteja preso, condenado por ter provocado mortes no trânsito? Eu não conheço. Nem ouvi falar.

82% dos motoristas brasileiros admitem já ter dirigido depois de ingerir três doses, ou mais, de bebida alcoólica, segundo pesquisa da Secretaria Nacional Antidrogas

88% dos mortos em acidentes de trânsito no Rio de Janeiro em 2006 apresentavam álcool no sangue, informa estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

196 pessoas morreram nas rodovias federais durante o feriadão do Natal do ano passado, o maior número de vítimas da violência do trânsito dos últimos vinte anos

É emblemático do clima de impunidade ampla, geral e irrestrita o caso do jogador Edmundo, o Animal, recém-contratado pelo Vasco.

Em dezembro de 1995, a 120 quilômetros por hora, ele bateu com seu jipe Cherokee em um Fiat Uno no bairro da Lagoa, no Rio de Janeiro. Morreram três pessoas. Duas ficaram feridas. Por falta de frascos, o Hospital Souza Aguiar não realizou testes de dosagem alcoólica em Edmundo.

Os advogados de Edmundo retardaram o julgamento dele por três anos. Para isso entraram na Justiça com 11 recursos. Finalmente, em março de 1999, Edmundo foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Rio à pena de quatro anos e meio de prisão em regime semi-aberto.

Foi recolhido ao xilindró? Que nada. Desde então seus advogados impetraram mais sete recursos para suspender o processo. O mais recente deles foi negado em junho do ano passado.

Acerta em cheio o ministro Tarso Genro, da Justiça, quando patrocina um projeto de lei que reajusta em 63% todas as multas previstas no Código de Trânsito. O reajuste poderia até que ser maior.

Quem for pego, por exemplo, trafegando a uma velocidade 20% superior ao limite permitido será multado em R$ 933. Hoje, pagaria R$ 572. Haverá multas que excederão em 50% o valor do carro.

É o bolso, estúpido, a parte mais sensível do corpo humano. Mais até do que a liberdade que ele desfruta de ir e vir.

Saiu na mídia – O lobby da cachaça, carnaval e morte

Com propriedade e contundência, o Jornal O Povo resume a tragédia que assola o Brasil, criminosamente transformado em Iraque, por conta do alcoolismo.

Lobby das bebidas
Jornal o Povo – Coluna Vertical

A guerra do Ministério da Saúde contra as bebidas alcoólicas começa a ser travada com força a partir do carnaval, com o início do período legislativo. O Governo tem dois projetos de lei que afetam o setor. Um deles restringe a propaganda em rádio e televisão e outro o consumo.

Segundo dados do Ministério todos os dias, 150 mil brasileiros dirigem embriagados, aumentando as estatísticas de acidentes de trânsito e os gastos do SUS. Porém, a missão do ministro José Gomes Temporão – que já enfrenta criticas com relação aos crescentes números da febre amarela e do dengue – não será fácil.

Segundo levantamento do site Congresso em Foco, 51 deputados e 11 senadores receberam juntos R$ 4,5 milhões de fabricantes de cerveja, vinho e cachaça como ajuda na campanha. Onze governadores também foram beneficiados.

No Ceará, os deputados Léo Alcântara (PR) e Paulo Henrique Lustosa (PMDB) receberam, respectivamente, R$ 30 mil da Ambev e R$ 50 mil da Schincariol.

Fica a questão. Nossos parlamentares votariam contra seus próprios patrocinadores?