Cachoeira diz que vai colocar a boca no trombone

Impressionante como tudo parece modismo na taba dos Tupiniquins.

Agora todo e qualquer malfeitor – Cachoeira, Marcos Valério… – têm algo a dizer sobre a sujeira sob os tapetes da política brasileira.

Mas nenhum fala nada dos corruptores. Parece até que todo esse ervanário caiu de paraquedas no bolso dos políticos.

Simultaneamente, como que por milagre, alguns nominhos fatos e versões quase não se houve o sussurro nas sarjetas – Perillo, Policarpo Jr, Azeredo, Arruda, a pasta rosa, a fita da Veja, o grampo Gilmar Mendes X Demóstenes Torres…

Apesar das denúncias do Senado Fernando Collor, não percebo nenhum movimento do neopaladino da moralidade brasileira para investigar as relações do procurador Roberto Gurgel com a revista Veja.

Se essa Cachoeira desaguar, o PSDB e demais partidos correm o risco de afogamento.
José Mesquita – Editor


Cachoeira ameaça: “Sou o Garganta Profunda do PT”

Enigmático, contraventor deixa prisão em Goiânia dizendo que revelará tudo que sabe “amanhã”, após conversar com seu advogado.

Ele também prometeu revelações sobre a Delta.

“Vou falar de alguns personagens que a Delta tem participado da vida deles (sic). Esses personagens estão na CPI”, disparou[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O contraventor Carlinhos Cachoeira adotou um tom enigmático e ameaçou fazer revelações bombásticas ainda esta semana ao deixar a prisão em Goiânia por volta das 18h50 desta terça-feira.

De dentro do carro, em rápido contato com os jornalistas, disse que é o “Garganta profunda do PT”.

Ele também afirmou que vai falar quem está envolvido em negócios da Delta. A informação é do jornal O Popular, de Goiânia.

Garganta profunda é como ficou conhecido um informante do jornal The Washington Post na década de 70 no escândalo de Watergate que acabou derrubando o presidente dos EUA Richard Nixon.

Posteriormente foi revelado que o tal “Garganta Profunda” era o então vice-presidente do FBI W. Mark Felt.

Cachoeira tinha um sorriso meio amarrado no rosto e disse que a justiça foi feita. Sua liberação foi concedida pelo desembargador federal Tourinho Neto.

“Justiça foi feita né… este processo vai ser trancado, pois as provas foram colhidas ilegalmente”, disse Cachoeira.
Brasil247

Opinião – Ainda há juízes em Berlim, Alckmin!

O Tribunal Superior Eleitoral, em parecer técnico publicado no site do tribunal, recomendou a rejeição da prestação de contas do candidato à Presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, e do comitê financeiro do partido na campanha de 2006.

No exame das contas do impoluto candidato, os técnicos que examinam contas eleitorais e partidárias detectaram diversas infrações, entre elas “doações de fontes vedadas” – seriam delubianos recursos não contabilazados? – no total de R$ 326.600.

Aguardamos todos nós, os indignados com o valerioduto petista, que a mídia parcial – a mesma que se auto-amordaça no silêncio das peraltices mineiras do Senador Azeredo – e os dedos rígidos dos Catões, tucanos, DEM e quejandos, não só se voltem acusadores para o “íntegro” paulistano, como das tribunas e das redações o acusem, também, de chefe de quadrilha.

Opinião – Pizza à mineira

Para poder fazer aprovar a CPMF no Senado, o governo do grande chefe dos tupiniquins, manobrou para que a mesa do senado arquivasse um processo movido contra o inventor do valerioduto, o Senador tucano Eduardo Azeredo.

O estranho é o silêncio do PT que sendo vítima de processo semelhante, levou a fama de ter criado o mensalão e, agora, ajudou a enterrar o caso.

O senador mineiro é acusado de comandar o esquema de corrupção do “mensalão mineiro”, que distribuiu cerca de R$ 100 milhões em campanha eleitoral em 1998, quando tentava se reeleger governador de Minas. A lógica usado pelos senadores para arquivar o processo contra Azeredo foi a mesma no caso Gim Argelo (PDT-DF): a quebra de decoro teria acontecido antes de o parlamentar tomar posse.

Veja quem foram os “pizzaiolos”: César Borges (PR-BA), Tião Viana (PT-AC) e Magno Malta (PR-ES) votaram pelo sobrestamento do processo. Papaléo Paes (PSDB-AP) e Efraim Moraes (DEM-PB), votaram pelo arquivamento.

Entre os membros da mesa apenas os senadores Gerson Camata (PMDB-ES) e Álvaro Dias (PSDB-PR), votaram pelo encaminhamento do processo ao Conselho de Ética.