Stratolaunch o maior avião do mundo

Maior avião do mundo sai à pista

o avião mais grande do mundoO Stratolaunch, fora do hangar no deserto de Mojave. APRIL KELLER AFP

O Stratolaunch, do cofundador da Microsoft Paul Allen, foi projetado para colocar foguetes em órbita

O avião Stratolaunch, uma gigantesca aeronave de duas cabines e uma asa de 117 metros de envergadura, criado para colocar foguetes em órbita, saiu na quarta-feira, dia 31 de maio, pela primeira vez do hangar onde está sendo montado no deserto de Mojave (Califórnia) para seus primeiros testes.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

O maior equipamento voador já construído é um projeto da companhia Stratolaunch Systems, do multimilionário filantropo e cofundador da Microsoft Paul Allen. O lançamento de teste está previsto para 2019.

O maior avião do mundo é formado por dois corpos, unidos por sua asa de 117 metros — mais do que o comprimento de um campo de futebol profissional —, mede 72 metros da ponta à cauda e sua altura máxima é de 15 metros na cauda.

Tem seis motores como os usados por um Boeing 747 e pesa 227 toneladas. Foi criado para carregar foguetes e satélites a baixas órbitas da Terra, desde que a carga não pese mais de 590 toneladas. O aspecto é de um catamarã aéreo.

O avião se desloca por terra graças a suas 28 rodas, com as quais terá de percorrer e tomar velocidade de decolagem durante os 3,6 quilômetros de pista de que vai precisar para alçar voo, diante dos dois quilômetros necessários para um avião comercial convencional.

Já no ar, o plano consiste em subir até uma altitude máxima de 10,6 quilômetros, colocar a carga em órbita e voltar.

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“Isso marca o fim da fase inicial de construção da aeronave e o início da fase de testes em terra (…): motores e taxiamento [deslocamento pela pista] antes do primeiro voo”, afirmou Jean Floyd, presidente da empresa, em um comunicado em função do início da fase de teses.

“O Stratolaunch está em vias de realizar seu primeiro teste de lançamento [ao espaço] em 2019”, afirmou Floyd.

O plano é colocar em órbita um foguete Pegasus XL, usado normalmente para transportar satélites. O foguete iria para decolagem no meio das duas fuselagens do avião gigantesco.

“Isso marca um passo histórico em nosso trabalho para alcançar a visão de Paul G. Allen de dar acesso à órbita baixa da Terra”, acrescentou o executivo.

O comunicado da empresa anuncia que nos próximos meses “começarão os testes de terra e voo” nas pistas do Mojave. O objetivo é fazer a primeira demonstração de lançamento em 2019.
Com dados do El Pais

Caixas Pretas ainda são necessárias na aviação?

Por que a aviação ainda precisa das caixas-pretas?

Detalhe de caixa-pretaApesar do nome, uma caixa-preta precisa ter cores brilhantes para ser mais facilmente localizada – Image copyrightBLOOMBERG

Levou quase um mês para que equipes de investigação de acidentes aéreos encontrassem os destroços do voo 804 da Egypt Air, que caiu no Mar Mediterrâneo em maio. Mais alguns dias foram necessários para que se recuperassem as duas caixas-pretas do Airbus A320, que estavam a 3 mil metros de profundidade. Os dois aparelhos continham informações cruciais para que as causas do acidente fossem apuradas.

Vivemos em uma era em que a Nasa poder monitorar e operar um veículo em Marte, a milhões de quilômetros da Terra. E que smartphones podem recebem informações em tempo real. Por que, então, não conseguimos rastrear mais precisamente a localização de aviões comerciais ou transmitir remotamente as informações das caixas-pretas?

A ideia de que as famílias de passageiros podem ter de esperar meses para descobrir o que aconteceu com seus entes queridos – ou mais de dois anos, como no caso do voo MH370 da Malásia, que desapareceu em 2014 e ainda não foi encontrado – é difícil de entender.

Autoridades e companhias do setor aéreo vêm discutindo possíveis mudanças, mas o que importa é que, mesmo usando tecnologia antiga para os dias de hoje, a caixa-preta é uma ferramenta eficaz – e essencial.

O que são as caixas-pretas?

Elas têm o tamanho de uma caixa de sapatos. Pesam de 3kg a 5kg e custam cerca de US$ 60 mil por unidade. Ficam normalmente localizadas na cauda da aeronave – o que, em teoria, as deixa mais protegidas em caso de impacto – e são equipadas com um localizador. O dispositivo pode funcionar por até 90 dias e em profundidades de até 6 mil metros, no caso de acidentes envolvendo água.

Caixa-preta do voo da Germanwings que bateu nos AlpesMesmo quando danificadas, caixas-pretas podem ajudar muito a solucionar acidentes – Image copyrightAP

Aeronaves carregam dois tipos de gravador. O primeiro registra dados de voo – 88 leituras diferentes (altitude e velocidade em relação ao solo, por exemplo) durante as últimas 25 horas de voo.

O outro é um aparelho que grava as últimas duas horas de conversa entre a tripulação, bem como sons ambientes. “O gravador de dados de voo explica como um acidente ocorreu, ao passo que o gravador no cockpit vai dizer o porquê”, explica Greg Marshall, vice-presidente da ONG americana Flight Safety Foundation, que presta consultoria em assuntos de segurança para a indústria aeroespacial.

Curiosamente, os dois gravadores são de cor laranja para serem mais fáceis de serem encontradas. A cor preta na nomenclatura pode ter vindo do fato de que as caixas por vezes ficam queimadas. Outra especulação é que o termo caixa-preta vem dos anos 1940, quando os aparelhos usavam filme fotográfico e, por isso, precisavam ser escuros no interior.

Arcas de tesouro “indestrutíveis”

Cada gravador de dados de voo conta com hardware protegido por uma “couraça”. Sensores ao longo da fuselagem do avião acumulam dados e enviam para um aparelho intermediário, chamado unidade de aquisição de dados de voo, que então os envia para serem armazenados nos chips de memória da caixa-preta.

Os gravadores de voz funcionam de maneira semelhante. Microfones no cockpit captam o áudio e o enviam para chips de memória.

As caixas-pretas são projetadas para proteger seu “cérebro” – as placas de memória com os dados – e por isso ficam em um compartimento de alumínio revestido por quase 3cm de material isolante, que suporta altas temperaturas, e um estojo externo de titânio ou aço. O pacote é submetido a testes rigorosos, pois precisa sobreviver a um desastre de avião – mais especificamente a impactos de mais de 3.400 vezes a força da gravidade, além de passar uma hora sob temperaturas de até 1.100 graus Celsius.

Foto do voo MH370, da Malaysia Airways
O voo MH370 da Malaysia Airways desapareceu há mais dois anos
Image copyrightAP

Elas também têm capacidade para resistir 30 dias em água salgada, são resistentes à gasolina de avião e a cinco minutos sob pressão de 351 toneladas por centímetro quadrado. Isso não significa que os gravadores sejam indestrutíveis, mas eles são recuperados frequentemente e por isso continuam sendo usados.

Uma criação urgente

As caixas-pretas como conhecemos hoje surgiram na década de 1950, quando viagens aéreas se tornaram um pouco mais comuns e criaram a necessidade de coletar informações sobre voos. “Antes dos gravadores, as causas de alguns acidentes podiam apenas ser teorizadas, mas não conhecidas”, explica Marshall. “Hoje, o volume de informações por elas coletados é vital para os investigadores. Ajuda a acelerar as investigações, a identificar fatores que contribuem para acidentes e permite que autoridades promovam mudanças”.

As caixas-pretas mudaram um bocado desde que as autoridades americanas exigiram seu uso em voos, em 1958, após uma série de acidentes envolvendo o De Havilland Comet, o primeiro grande avião comercial de passageiros. As aeronaves estavam quebrando em pleno ar por causa das mudanças de pressão sobre a fuselagem durante o voo e, embora investigadores britânicos conseguissem descobrir a causa dos acidentes fazendo testes em aviões intactos, estava claro que mais informações eram necessárias.

Os primeiros gravadores mediam apenas cinco parâmetros – direção de voo, altitude, velocidade em relação ao solo, aceleração e tempo. Tudo isso com base em marcas gravadas em uma folha de metal. Nos anos 1960, o governo americano impôs o uso de gravadores de voz – as caixas-pretas passaram a operar com fitas magnéticas.

A partir dos anos 1980, graças à evolução tecnológica, ficou mais simples coletar um volume de informação muito maior que outrora por conta da informatização. Graças ao advento de gravadores do tipo solid state, que armazenam informações em lotes de chips sem necessidade de partes móveis, este volume ampliado de informação ficou também mais seguro. Hoje, a tecnologia evoluiu ainda mais rapidamente. Mas ainda precisamos localizar e recuperar as caixas-pretas dos locais de acidentes.

Investigadores examinam caixa-preta em acidente no EgitoInformações armazenadas em caixas-pretas podem ser cruciais para desvendar o mistério por trás de acidentes – Image copyrightEPA

O que elas fazem bem

São raros os casos em que as caixas-pretas são perdidas ou destruídas, mas há exemplos relevantes. Além do voo MH370, por exemplo, os gravadores dos dois aviões que se chocaram com as Torres Gêmeas no 11 de Setembro jamais foram recuperados.

“É, certamente, uma anomalia em nossas investigações. E é muito raro que um gravador seja encontrado e seus dados estejam inacessíveis. A não ser que seja um modelo mais antigo”, explica Sarah McComb, do National Transportation Safety Board, a agência americana que investiga acidentes aéreos.

Por vezes, a informação armazenada nos gravadores pode esclarecer rapidamente o que aconteceu. Quando o voo 9525 da Germanwings caiu nos Alpes franceses, em março de 2015, o gravador de dados de voo revelou que a pessoa no controle propositalmente iniciou uma descida e aumentou a velocidade da aeronave antes do impacto. Já o gravador de voz captou o áudio do piloto batendo na porta da cabine de comando e pedindo que ela fosse aberta.

Os investigadores tinham as informações que precisavam para concluir que o copiloto, Andreas Lubitz, tinha trancou o colega do lado de fora e deliberadamente jogou o avião contra as montanhas.

Mas esses gravadores ainda contêm tecnologia dos anos 1990. E embora gravadores de memória tipo solid state tenham evoluído, há alternativas a considerar. Alguns tipos de aviões militares, por exemplo, usam gravadores em células flutuantes que ejetam no momento do impacto. Companhias aéreas hoje conseguem transmitir dados de voo em tempo real, mas especialistas em segurança querem mais. Alguns, por exemplo, querem câmeras internas de vídeo no cockpit.

O De Havilland Comet, popular nos anos 50 e 60Acidentes com o De Havilland Comet, o primeiro grande avião comercial de passageiros, fizeram com que autoridades americanas impusessem o uso de caixas-pretas – Image copyrightGETTY IMAGES

“O equipamento que temos hoje é bem eficiente, mas continuamos fazendo recomendações em áreas onde a tecnologia está melhorando”, diz McComb.

Por que não algo mais high tech?

É complicado fazer mudanças muito radicais na indústria, por uma série de fatores. A NTSB, por exemplo, desde a década passada recomenda o uso de câmeras no cockpit, mas sindicatos de pilotos se opõem, alegando que isso fere a privacidade dos pilotos – em especial o fato de que, em caso de acidente, as famílias poderiam ver o vídeo da morte de seus entes queridos divulgado publicamente.

Mas a Organização Internacional para a Aviação Civil, com sede no Canadá, e que é ligada à ONU, recentemente adotou novos padrões que a partir de 2018 recomendam a companhias aéreas a monitorar suas aeronaves a cada 15 minutos em situações normais de voo e a cada minuto em casos de emergências a partir de 2021.

Algumas empresas já começaram a fazer testes por conta própria. A Qatar Airlines, por exemplo, planeja adotar um sistema de transmissão total de dados de voo. A Airbus negocia com autoridades de aviação na Europa a adoção de caixas-pretas ejetáveis.
BBC/Elise Craig

Meio Ambiente: mais de 500 toneladas de chumbo são jogadas do ar todos os anos!

A prova de que estamos sendo pulverizados com veneno: mais de 500 toneladas de chumbo são jogadas do ar todos os anos!

Você mora ou já pensou em morar perto de algum aeroporto?

Infelizmente, estamos aqui para dizer que essa não é uma boa ideia.

Primeiro pelo barulho perturbador, causado pelo aviões.

Não ignore essa informação, pois a poluição sonora pode elevar a pressão sanguínea, causar insônia e muito estresse.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

No entanto, há outro problema que muita gente desconhece: o combustível das aeronaves  com motor a pistão, ou seja, aquelas de pequeno porte que possuem hélices..

Para quem não sabe, a gasolina desses aviões é extremamente tóxica, pois contém chumbo.

Um estudo realizado por Marie Lynn Miranda, da Universidade de Duke, descobriu que os níveis desse metal no sangue das crianças que vivem a 500 metros de aeroportos eram maiores do que as que viviam na mesma região, porém distantes das áreas de pouso.

Talvez você esteja se perguntando se isso é muito sério.

Vamos explicar: quanto mais chumbo em crianças entre 1 e 5 anos de idade, maiores os transtornos comportamentais e de aprendizado.

The New England Journal Of Medicine publicou uma matéria sobre os níveis de QI.

Acredite: a cada dez microgramas por decilitro de chumbo no sangue de crianças, os níveis de QI  caem 4,6 pontos.

Infelizmente, não só as crianças são vítimas  do combustível cheio de chumbo que vaza dos aviões.

Ele contamina o meio ambiente, atingindo rios, plantas e animais.

E seres humanos adultos também podem sofrer com:

– Irritação na pele, nos olhos e nas vias respiratórias

– Edema pulmonar

– Hipotireoidismo

– Acúmulo de metal no leite materno

– Aborto espontâneo

Se o contato for mais direto, com a inalação da gasolina, você pode ter:

– Náuseas

– Dor na cabeça

– Perda da consciência

– Tontura

Qualquer pessoa pode se contaminar com o chumbo através das vias respiratórias, da pele e da digestão.

O problema é que o metal pesado se apresenta como partículas capazes de serem transportadas a longas distâncias pelo vento.

E o pior é que, só nos Estados Unidos, de acordo com dados da revista General Aviation News, anualmente mais de 500 toneladas de chumbo são despejados nos ares pelos aviões.

Há algumas alternativas para evitar a contaminação pelo chumbo, como a substituição da gasolina de avião por etanol hidratado.

Além deste, também há os biocombustíveis, como óleos vegetais, feitos com pinhão manso, babaçu, falso linho e algas.

Em tempo: no Brasil e na maioria dos países, o chumbo somente é utilizado na gasolina de aviação.

Bilionário misterioso transforma Boeing 747 em ‘mansão que voa’

Avião se assemelha a hotel cinco estrelas
Um bilionário misterioso transformou um Boeing 747 em uma legítima ‘mansão’ que voa.

(Greenpoint Technologies)

A reforma da aeronave custou o equivalente a R$ 2 bilhões e levou três anos para ser concluída. O avião inclui dormitórios, um restaurante e até mesmo uma zona VIP para relaxar.

(Greenpoint Technologies)
Cômodo pode ser usado como quarto

O Boeing 747 pode transportar normalmente até 600 pessoas, mas o modelo foi customizado para atender prioritariamente uma única pessoa.

Imagens cedidas à BBC Brasil pela Greenpoint Technologies, empresa responsável pelas modificações, mostram o interior do avião, que se assemelha a um hotel cinco estrelas.

(Greenpoint Technologies)
Reforma da aeronave custou o equivalente a R$ 2 bilhões

A aeronave possui uma suíte master, um ‘aeroloft’ com um quarto para oito camas e uma grande sala de jantar, com uma cozinha adjacente.

(Greenpoint Technologies)
Boeing também é equipado com uma sala de conferência e um escritório

O Boeing também é equipado com uma sala de conferência e um escritório.

A Greenpoint Technologies informou que, por questões de confidencialidade, não divulga o nome de seus clientes.

(Reuters)
Boeing 747 foi o modelo escolhido para passar pelas modificações

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Especialistas nos EUA e França veem jato de Campos ‘invertido’ em vídeo

O avião que transportava o candidato à presidência Eduardo Campos e seis outras pessoas pode ter voado “invertido”, ou seja, “com a barriga para cima” antes de sofrer a queda, segundo alguns especialistas ouvidos pela BBC Brasil na França e nos Estados Unidos.

Local do acidente do avião que levava Eduardo Campos, em foto de 14 de agosto (Reuters)

É possível que, ao arremeter, o avião estivesse a uma velocidade baixa em relação ao peso, diz analista

O avião Cessna Citation caiu em Santos, no litoral de São Paulo, no dia 13. A BBC Brasil pediu a especialistas em aviação para analisar o vídeo que mostra a aeronave ainda no céu, poucos segundos antes de sua queda.

O vídeo foi divulgado nesta semana por uma afiliada da TV Globo. As imagens do momento da queda foram filmadas por uma câmera instalada em um prédio em construção.

O especialista em aviação Jean Serrat, ex-piloto da Air France e ex-vice presidente do Sindicato Nacional dos Pilotos de Linha (SNPL) da França, acha que o avião estava invertido pouco antes da queda e ressalta que, se isso ocorreu, foi erro de pilotagem.

“É possível pensar que na hora de arremeter (procedimento em que o piloto, durante um pouso que não pode ser efetuado, decide voltar a subir) o avião estivesse a uma velocidade muito baixa em relação ao seu peso”, diz Serrat.

“Isso ainda é mais acentuado se o piloto estiver fazendo uma curva para mudar a trajetória”, diz Serrat. “Uma asa do avião pode ter perdido a sustentação, fazendo com que o avião virasse e ficasse em posição invertida, caindo de costas em alta velocidade”, afirma o especialista, ressaltando que se trata de uma hipótese.

“Como a altitude era muito baixa, o piloto não tinha mais tempo para retomar o controle e fazer manobras para recuperar o voo”, acrescenta o ex-piloto.

“Ou o piloto não fez os procedimentos corretos com o flat da asa ou não estava na velocidade adequada no momento de arremeter o avião. O avião caiu em grande velocidade e com ângulo de descida muito superior ao normal”, acrescenta.

Para Gérard Arnoux, ex-presidente do Sindicato dos Pilotos da Air France (SPAF), que realizou investigações paralelas sobre o acidente com o voo Rio-Paris da companhia aérea, em 2009, o piloto do Cessna que transportava Campos “perdeu o controle” da aeronave.

“O avião caiu com uma inclinação muito forte e com velocidade muito elevada”, diz Arnoux.

Mas diferentemente de outros especialistas ouvidos pela BBC Brasil, Arnoux diz não achar, ao observar as imagens do vídeo, que o avião estivesse invertido no momento da queda.

‘Fora de controle’

Após assistir ao vídeo, o especialista americano Peter Goelz, ex-diretor da National Transportation Safety Board (NTSB), agência responsável pela investigação de acidentes aéreos nos EUA, também destacou o fato de o avião parecer estar invertido.

“Parece que o piloto perdeu completamente o controle”, disse Goelz à BBC Brasil.

Ao comentar a hipótese de desorientação espacial do piloto, o americano diz que “é possível ocorrer”, mas salienta que, “em um avião como o Citation, que tem sistemas de controle de voo muito sofisticados, é pouco provável que seja apenas isso, deve haver algo mais”.

Segundo especialistas, desastres aéreos costumam ser resultado de um conjunto de fatores.

Apesar de ressaltar que é muito difícil, neste momento, determinar o que causou o acidente, Goelz acredita que os investigadores também irão concentrar sua atenção, entre outros fatores, sobre as condições meteorológicas na hora do desastre.

Pressão

O americano destaca que um dos fatores observados nesse tipo de acidente é a possível pressão sobre a tripulação para voar mesmo com mau tempo. Goelz lembra que houve nos EUA vários casos de acidentes aéreos com políticos eleitos ou candidatos em condições semelhantes.

Em 2000, o governador do Estado do Missouri, Mel Carnahan, morreu em um desastre aéreo durante sua campanha para o Senado. O avião, um Cessna pilotado pelo filho do candidato, caiu em uma área de floresta durante uma tempestade, matando as três pessoas a bordo.

Em 2002, o senador Paul Wellstone, de Minnesota, que buscava a reeleição, morreu 11 dias antes do pleito, em um acidente que matou outras sete pessoas, entre elas sua mulher e sua filha, também durante mau tempo.

“Como há um candidato ou autoridade eleita a bordo, e ele tem um compromisso, há maior pressão sobre a tripulação para completar o voo, completar a missão”, afirma Goelz.

“Tenho certeza de que as pessoas (investigando o acidente no Brasil) estão preocupadas com isso. Que esta tripulação queria completar sua missão para o candidato. E com o tempo ruim. Em circunstâncias normais, sem o candidato no avião, talvez não o tivessem feito.”

Técnicos americanos da NTSB, da Federal Aviation Administration (FAA), autoridade da aviação civil dos EUA e da Cessna, fabricante da aeronave, com sede nos EUA, foram enviados ao Brasil para auxiliar nas investigações. Também foram enviados técnicos do Canadá, país da fabricante do motor, a Pratt & Whitney Canada.
Daniela Fernandes e Alessandra Correa/Da França e dos Estados Unidos para a BBC Brasil

11 de setembro – Divulgado vídeo inédito do ataque terrorista ao WTC

Fotos-torres-gemeas-11-de-Setembro-Ataque-terroristas Na véspera dos oito anos dos ataques ao World Trade Center, em Nova York, foram divulgadas novas imagens da tragédia.

Elas foram feitas desde o Brooklyn e mostram avião batendo no 2º prédio.

Imagens inéditas dos atentados do 11 de Setembro foram divulgadas nesta quinta-feira (10), véspera do oitavo aniversário dos ataques terroristas em Nova York.

Vídeos inéditos do ataque ao World Trade Center no dia 11 de Setembro

Ela foram gravadas a partir do bairro nova-iorquino do Brooklyn, por um amador. Nelas, a fumaça preta é vista saindo de uma das torres gêmeas, enquanto um avião atinge a outra.

Papéis voam pelo céu. Alguns vão parar nas mãos do cinegrafista.

Na noite daquele dia, outro câmera flagra bombeiros desolados e exaustos passando por ruas cheias de poeira em Manhattan. A fachada destruída do World Trade Center é vista atrás deles.

Fonte Saiu no Jornal 

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Avião Air France – Encontrados 41 corpos no acidente do Airbus

 
Primeiros corpos resgatados vão para o Recife nesta quarta-feira.
Destroços retirados por franceses não serão repassados a brasileiros.

O tenente-brigadeiro Ramon Cardoso afirmou, nesta terça-feira (9), que já foram resgatados 41 corpos de vítimas do acidente com o Airbus da Air France.

Os 16 primeiros corpos resgatados, que já estão em Fernando de Noronha, serão levados de helicóptero para o Recife na tarde de quarta-feira (10). Segundo Cardoso, 25 corpos estão embarcados na Fragata Bosísio, que deixa a área de buscas em direção a Fernando de Noronha.

O Airbus da Air France transportava 228 pessoas de 32 nacionalidades, entre passageiros e tripulantes. O voo, de número 447, deixou o Rio de Janeiro no dia 31 de maio às 19h30 (horário de Brasília) e fez o último contato de voz às 22h33. Às 22h48, o avião saiu da cobertura do radar de Fernando de Noronha.

As equipes de buscas vão continuar o trabalho durante a noite desta terça-feira, concentradas nas áreas em que foram localizados os corpos. “Todos os barcos que estão na área de buscas têm condições de guardar os corpos encontrados até a chegada de embarcações maiores”, afirmou Cardoso.

Aeronaves e navios franceses trabalham em conjunto com as embarcações brasileiras.

Veja a área onde ocorrem as buscas por destroços e corpos

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Clique para ampliar

“Se o mar estiver forte ou se os ventos estiverem fortes, vão atrapalhar o trabalho de passar os corpos dos barcos para os helicópteros”, disse Cardoso. “São calculados cerca de 40 minutos de operação para que cada helicóptero efetue o resgate dos corpos. Eles têm capacidade para resgatar oito corpos de cada vez.”

Destroços
O oficial afirma que houve ajuda do governo americano apenas durante as buscas por possíveis sobreviventes, no início das operações. “Desconheço ajuda do governo americano”, disse. 

Segundo Cardoso, os destroços encontrados por navios franceses não precisam ser repassados aos militares brasileiros. O Escritório francês de Investigação e Análise (BEA), responsável pelas averiguações sobre a tragédia, vai receber e cuidar de todos os destroços.

Porém, no caso de vítimas, os navios franceses que encontrarem corpos vão enviá-los para perícia no Recife. De acordo com Cardoso, todos os corpos que foram avistados já foram recolhidos.

Na quarta-feira (10), as buscas entrarão na área de Dakar, porque as correntes podem ter levado corpos para a região. “Mas todas as áreas em que estamos fazendo as buscas estão dentro do planejado”, afirmou Cardoso.

 Segundo a Aeronáutica, dois investigadores franceses vão chegar ao país. Não há informações sobre o local onde vão ficar ou as atividades dos investigadores franceses no Brasil. “Se houver necessidade de algum apoio, nós poderemos fornecer. Para que eles não tenham que trazer determinados equipamentos, poderiam ser utilizados aqueles já disponíveis aqui”, afirmou.

Veja a nota oficial da Marinha e da Aeronáutica

 O Comando da Marinha e o Comando da Aeronáutica informam que até este momento um total de 41 corpos foi resgatado, sendo que 25 deles encontram-se embarcados na Fragata Bossio.

Os 16 primeiros corpos resgatados, que estão em Fernando de Noronha, serão transportados por uma aeronave Hércules C-130 para a Base Area de Recife nesta quarta-feira, 10 de junho, no período da tarde.

As ações de busca e resgate continuarão durante a noite de hoje, a exemplo do que tem ocorrido, e estarão concentradas nos pontos onde foram localizados os corpos.
O governo Francês solicitou o ingresso, em águas jurisdicionais brasileiras, de dois rebocadores de alto-mar contratados pela França: o Fairmount Expedition e o Fairmount Glacier, que levarão a bordo 40 toneladas de equipamentos para auxílio às buscas dos destroços. Além disso, o Submarino Nuclear Meraude, o Navio de Pesquisa Porquoi Ps e o Navio Anfíbio Mistral, estão seguindo para a área das buscas, em coordenação com o SALVAERO.

CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA MARINHA
CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA AERONÁUTICA

Fonte: Saiu no Jornal

Air France – Encontrados os corpos no acidente do Airbus

foto-air-bus-aviao-corpos-acidente-air-franceAvião da Air France desapareceu no trajeto entre Rio e Paris.
Estavam a bordo 228 pessoas, entre passageiros e tripulantes.

A Aeronáutica anunciou neste sábado (6), durante entrevista no Recife (PE), que encontrou corpos de ocupantes do Airbus da Air France que desapareceu na noite do último dia 31 no trajeto entre o Rio de Janeiro e Paris. Segundo a Aeronáutica, na manhã deste sábado foram resgatados na água peças e corpos de vítimas do voo 447 da Air France.

 A aeronave transportava 228 pessoas de 32 nacionalidades, entre passageiros e tripulantes.

 O voo 447 da Air France deixou o Rio de Janeiro às 19h30 (horário de Brasília) e fez o último contato de voz às 22h33. Às 22h48, o avião saiu da cobertura do radar de Fernando de Noronha. De acordo com investigadores franceses, em um intervalo de quatro minutos, o avião emitiu 24 mensagens automáticas com sinais de anomalias no voo, das quais 14 entre 23h10 e 23h11.

Toda a estrutura pra receber os corpos já foi montada na base da aeronáutica em Fernando de Noronha.

Na manhã deste sábado, peritos da Polícia Federal, especialistas em identificação humana, desembarcaram em Fernando de Noronha.

 Fonte: Blog Saiu no Jornal

Avião Hércules C-130 cai na Indonésia, 97 mortos

INDONESIA-CRASH/
Avião militar Hércules C-130 com 109 pessoas a bordo atingiu quatro imóveis durante a queda

Pelo menos 97 pessoas morreram na queda de um avião militar nesta terça-feira, 19, com mais de cem pessoas a bordo na ilha indonésia de Java, informou um porta-voz aeroportuário. O aparelho, um Hércules C-130 que decolou de Jacarta, transportava 96 passageiros e 13 tripulantes que participavam de uma missão rotineira de treinamento. Até o momento, não se sabe o que levou a aeronave a perder altura e bater em quatro imóveis antes de aterrissar em um arrozal na província de Java Oriental.

Rustam Pakaya, o chefe do centro de crises do Ministério da Saúde, disse à Reuters por telefone que 97 pessoas foram mortas e 15 feridas, incluindo algumas que estavam no solo.

O comandante Bambang Samoedro, da força área com base perto do local do acidente, afirma que 90 morreram. “Nós identificamos 105 pessoas. Cinco delas sofreram ferimentos leves, 10 ferimentos graves e o resto morreu”, disse Samoedro por telefone.

A televisão indonésia mostrou imagens de uma floresta em chamas no local do acidente, nas proximidades da cidade de Madian, e de onde se via soldados retirando em macas os corpos das vítimas. Segundo os relatos das testemunhas, apenas a parte de trás do avião não ficou totalmente destruída.

Há apenas uma semana, a Força Aérea da Indonésia ordenou a inspeção de toda a sua frota de Hércules C-130 depois de um deles ter de pousar em Papua sem o trem de aterrissagem traseiro.

Sete acidentes aéreos – com um total de 37 mortes – foram registrados nos últimos dois meses na Indonésia, um país no qual a média destes incidentes é de 2,1 por cada milhão de voos. O mais grave deles aconteceu no dia 7 de abril, quando 24 soldados perderam a vida quando o avião no qual viajavam se chocou contra um hangar do aeroporto de Bandung, no oeste de Java.

A Comissão Europeia proibiu em 2007 a todas as companhias aéreas indonésias de sobrevoar seu espaço aéreo, porque descumpriam as normas comunitárias sobre segurança.

do Estadão