Neo, um robô que dá aula de idiomas para crianças imigrantes

Segundo pesquisadores alemães, os pequenos aprendem melhor e mais rápido com o androide

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Menino tenta se comunicar com o robô Neo.
Foto Universidade de Bielefeld

Neo, um simpático robô que mede apenas 60 centímetros, pode ver, ouvir e se mover sozinho e, graças ao trabalho de um pequeno grupo de pesquisadores da Universidade de Bielefeld, o pequeno androide está perto de se tornar um professor bem sucedido que poderá ensinar o idioma alemão a dezenas de milhares de crianças imigrantes que chegaram ao país no último ano.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Confrontados com a realidade e as estatísticas – uma em cada três crianças menores de cinco anos na Alemanha são imigrantes –, a equipe liderada pelo professor Stefan Kopp iniciou o projeto L2TOR, que tem um objetivo invejável: em três anos, quer facilitar a aprendizagem do idioma nos jardins de infância.

Os pesquisadores da Universidade de Bielefeld estão convencidos de que se o projeto, financiado pela União Europeia, for bem sucedido, irá revolucionar o ensino, já que os robôs ajudariam as crianças a se tornarem poliglotas.

“Nossa tarefa é fazer com que o robô possa, além de se comunicar, entender a forma de pensar de uma criança”, falou o professor Kopp, especialista em inteligência artificial. “Com isso vamos oferecer às crianças imigrantes a oportunidade de aprender a língua de uma forma divertida. Mas também temos o objetivo de fazer com que as crianças alemãs aprendam um novo idioma, como o inglês”.

No momento, o androide tem sido levado às salas de jardim de infância em Bielefeld, em uma fase experimental. Segundo a equipe de pesquisadores, as crianças se integram perfeitamente com o robô e não têm problemas para se comunicar com Neo. Os estudos realizados, inclusive, mostraram que as crianças poderiam aprender melhor e mais rápido uma língua estrangeira com este androide do que com métodos tradicionais.

Em um primeiro momento, Neo pode ajudar as crianças a construir frases em alemão, mas a ideia é que elas aprendam a dominar a síntese e a gramática com a ajuda do robô em fases posteriores do projeto. Neo também será programado para compreender gestos e mímicas das crianças, para ensiná-las a se expressarem melhor.

Para facilitar a comunicação com as crianças, Neo tem a aparência de um ser humano, pequeno e simpático. O interesse que ele desperta nas crianças, e a possibilidade de que ajude os pequenos a conhecer a língua do país que sua família adotou, convenceu a União Europeia a destinar 3 milhões de euros para promover o projeto, que envolve, além da Universidade de Bielefeld, outras quatro universidades europeias na Grã-Bretanha, Holanda, Bélgica e Turquia.

O trabalho da equipe liderada por Stefan Kopp está apenas começando, mas o grupo de cientistas está convencido de que Neo pode revolucionar o ensino de idiomas estrangeiros. “Quando demonstrarmos sua eficácia, poderemos conseguir em menos de dois anos um pequeno exército de robôs nas salas de aula”, afirma o cientista.
Enrique Müller/ElPais

Robôs x empregos: a automação vai fechar mais vagas do que criar?

Carros que dirigem sozinhos, serviços de entregas feitos por robôs, softwares cuidadores de idosos e “serpentes” cirurgiãs.

Reuters

Alguns especialistas acreditam que robôs podem substituir humanos em determinadas tarefas

A automação promete ganhos milionários para as empresas do setor, mas o que acontece com as pessoas que executam as mesmas tarefas que esses robôs? A nova tecnologia vai ajudá-los a trabalhar de forma mais eficiente ou vai colocar seus empregos em risco?

A discussão ainda é polêmica entre acadêmicos, com alguns convictos de que passar o trabalho para as máquinas aumentará o desemprego, enquanto outros acreditam que a automação vai trazer prosperidade.

Bob, por exemplo, é um guarda de segurança robô que patrulha o local de trabalho, monitorando as salas em 3D e relatando anomalias. Ele é fruto da imaginação de cientistas da Universidade de Birmingham, que insistem que a máquina irá “apoiar os seres humanos e aumentar as suas capacidades”, apesar das preocupações de que a tecnologia poderia, eventualmente, substituir os agentes de segurança humanos.

O Exército dos Estados Unidos, por sua vez, está analisando a substituição de milhares de soldados por veículos de controle remoto para tentar evitar cortes radicais de tropas.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Ascensão dos robôs

Carl Frey, pesquisador da Universidade de Oxford que estudou a ascensão de trabalho computadorizado, ganhou as manchetes quando previu que a automação colocaria até 47% de empregos americanos em “alto risco”.

Sua previsão foi atacada como sendo exagerada por Robert Atkinson, presidente da Fundação Tecnologia da Informação e Inovação, com sede nos Estados Unidos.

Mas Frey mantém sua previsão, insistindo que o número não é tão chocante quando se considera que o processo pode levar duas décadas. Os dois discordam sobre os números, mas concordam que mais máquinas estão chegando ao local de trabalho. No ano passado, o número de robôs industriais vendidos no mundo atingiu um recorde de 179 mil, de acordo com a Federação Internacional de Robótica. Alemanha, Japão e Estados Unidos tornaram-se grandes investidores em tecnologia automatizada, mas há sinais claros de intensificação do uso de máquinas mesmo em países onde o trabalho fabril, que costuma ter salários baixos, é comum.

A China, por exemplo, se tornou no ano passado o maior comprador mundial de robôs industriais. E, de acordo com Frey, as máquinas estão entrando na Índia também. “A Nissan usa robôs industriais para a produção de seus carros no Japão”, diz ele, “mas nós já estamos vendo exemplos do mesmo tipo de empresas tornando-se automatizadas na Índia.” Empresas em todo o mundo estão investindo em tecnologias que podem automatizar uma nova gama de postos de trabalho.

Na Alemanha, por exemplo, a empresa de robótica Kuka está testando uma câmera de TV sem cinegrafista para transmissão ao vivo que promete oferecer uma imagem livre de trepidação. A BBC já usa um sistema de câmera robótica diferente em seus estúdios. Enquanto isso, no Japão, a fabricante de robótica Yaskawa produziu uma robô de dois braços que pode montar produtos em linhas de produção com destreza semelhante à humana.

Rethink Robotics

O robô Baxter foi criado para trabalhar na linha de produção

A Foxconn, uma montadora de iPhones com base na China que emprega mais de um milhão de pessoas, disse à BBC que está investindo em tecnologias de automação para ajudar a absorver sua intensa carga de trabalho. Mas não são apenas as máquinas físicas que estão em ascensão – software “bots”, que simulam ações humanas repetidas vezes, também estão remodelando o local de trabalho.

Em março, o Los Angeles Times publicou automaticamente uma notícia de última hora, graças a um algoritmo que gera uma pequena reportagem quando ocorre um terremoto. E o aplicativo de chamada de taxi Uber, tem a vantagem sobre os concorrentes de combinar automaticamente carros vazios com passageiros sem a necessidade de operadores humanos. Travis Kalanick, fundador do Uber, já afirmou que poderá reduzir os custos ainda mais quando substituir a frota por veículos sem condutor.

Empregos ‘em risco’

Frey diz que o desenvolvimento tecnológico só vai acelerar nos próximos anos. Seu estudo de 2013 descobriu que, de uma amostra de 702 ocupações, quase metade corria o risco de ser informatizada. Alguns trabalhos, como dentista, dependem de capacidade de diagnóstico avançada e, assim, são menos suscetíveis de substituição por uma máquina.

Também são seguras profissões como treinadores esportivos, atores, trabalhadores da área social, bombeiros e, mais obviamente, padres. Mas datilógrafos, agentes imobiliários e vendedores estão entre as ocupações consideradas com alta probabilidade de automatização no futuro, afirma. “Fiquei um pouco surpreso quando chegamos ao número de 47%”, ele disse à BBC.

Getty Images

A empresa japonesa Kokoro criou um robô-recepcionista para escritórios

“Mas a linha entre o homem e a máquina está se tornando cada vez mais tênue. Estamos vendo alguns trabalhos que já foram automatizados, mas ainda não na dimensão em que acreditamos que eles estarão nas próximas décadas.”

Anos de expansão

O professor Atkinson observa que há “um verdadeiro temor de que nós estejamos rumando para a automatização de tanto trabalho que não haverá mais nada para as pessoas fazerem”.

Ele diz acreditar, no entanto, que essas preocupações sejam exageradas. “Nossas estimativas internas são de que, na melhor das hipóteses, um terço dos empregos atuais poderia ser automatizada com a tecnologia existente hoje.” “Mas um dos erros que as pessoas fazem nesta teoria é que não fazem qualquer distinção entre as funções e os empregos.”

“Uma máquina pode fazer uma determinada função, mas os trabalhos da maioria das pessoas envolvem várias funções diferentes. Você não pode automatizar todas as tarefas com uma única máquina.”

Ele acrescenta que a automação só irá melhorar a vida das pessoas: “Meu argumento é que quando uma empresa reduz os custos, a receita extra irá inevitavelmente voltar para os acionistas e empregados. Isso aumenta os gastos do consumidor e cria mais empregos.”

Frey concorda que tal cenário utópico é possível, mas argumenta que as empresas devem se planejar com antecedência para alcançá-lo. “Os últimos 20 anos nos ensinaram que alguns locais se adaptaram bem à revolução do computador e alguns não.” “Muitos estudos têm mostrado como os computadores substituíram o trabalho em muitas das antigas cidades industriais, mas, ao mesmo tempo, esses computadores têm criado uma série de ocupações em outros lugares.”

“Alguns prosperam com as mudanças, e outros não. Tudo depende de como você se adapta.”
Rob Crossley/BBC

Tecnologia transforma pacote de batatas fritas em ‘espião’

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Microsoft e Adobe desenvolveram um algoritmo que pode reconstruir um sinal de áudio apenas analisando as minúsculas vibrações gravadas em vídeo de objetos reagindo a sons.

Foto: MIT

O pacote de batatas foi filmado através de um vidro à prova de som

Cada vez que um som é emitido, as ondas acústicas fazem que os objetos ao redor deste som registrem estas pequenas vibrações, invisíveis a olho nu.

“Quando o som atinge um objeto, faz com que o objeto vibre. O movimento desta vibração cria um sinal visual muito sutil que, geralmente, é invisível a olho nu. As pessoas não percebem que há informação lá”, disse Abe Davis, um dos pesquisadores envolvidos no estudo.

Em uma das experiências os cientistas conseguiram recuperar sons compreensíveis, claros, a partir das vibrações recuperadas de um saco de batatas fritas fotografado a pouco mais de 4,5 metros de distância e atráves de um vidro à prova de som.

A tecnologia pode ser aplicada no mundo da espionagem, transformando vídeos de objetos vibrando em portadores de mensagens secretas que poderão ser decifradas apenas pelos que tiverem o programa adequado.

Outros objetos

Em outras experiências, os cientistas conseguiram extrair sinais de áudio a partir de vídeos de papel alumínio, da superfície de um copo d’água e até das folhas de uma planta em um vaso.

Os pesquisadores tocaram a música infatil popular Mary Had a Little Lamb (“Mary tinha um carneirinho”, em tradução livre) em uma sala onde estava uma planta em um vaso.

A partir de um vídeo da planta, eles conseguiram reconstruir o som da música (ouça ao lado*).

No caso da experiência com o saco de batatas fritas, a equipe conseguiu recriar uma voz humana a partir do vídeo filmado através da parede de vidro à prova de som.

A tecnologia usada nestas experiências é parecida com a de microfones a laser, usados por espiões para escutar conversas medindo as vibrações em superfícies reflexivas.

Mas ao invés de usar um equipamento caro e altamente especializado, os pesquisadores do MIT conseguiram transformar todos os tipos de objetos em microfones.

Janelas cobertas

Os cientistas conseguiram criar um método para extrair com um algoritmo a informação necessária de gravações de vídeo feitas até com câmeras digitais simples.

Além das aplicações no setor de espionagem, Abe Davis afirma que quer investigar se o novo método pode revelar informações sobre a estrutura interna dos objetos.

“Não apenas podemos conseguir informações sobre os sons emitidos perto dos objetos, mas também sobre os próprios objetos, porque cada um responderá ao áudio de uma maneira diferente”, afirmou.

Alexei Efros, professor de engenharia elétrica da Universidade da Califórnia, Berkeley, disse que o trabalho dos cientistas do MIT é inovador.

“Às vezes vemos filmes como os de James Bond e pensamos que são truques de Hollywood. Mas, de repente, já é uma realidade que parece saída de um filme. O assassino que confessou seu crime pode ser delatado pelas vibrações de seu pacote de batatas fritas”, disse Efros ao jornal britânico The Guardian.

Alguns especialistas em espionagem conseguem ver outras implicações e destacam que, no futuro, poderá ser crucial cobrir todas as janelas durante uma conversa mais importante.
BBC

Piercing na língua é capaz de controlar cadeira de rodas

Cientistas nos Estados Unidos descobriram uma forma de fazer com que pessoas possam controlar cadeiras de rodas e computadores usando um piercing na língua.

A descoberta pode ajudar a dar mais independência a pessoas com paralisia. O movimento de um pequeno ímã dentro de um piercing é detectado por sensores e convertido em impulsos eletrônicos, que podem controlar uma série de aparelhos.

A equipe de cientistas disse que está explorando a “destreza incrível” da língua. A pesquisa foi publicada na revista científica Science Translational Medicine.

A equipe da Georgia Institute of Technology percebeu que, devido à grande flexibilidade da língua, um piercing no órgão pode servir para propósitos bem mais ambiciosos do que o meramente decorativo.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Uma grande parte do cérebro é usada para controlar a língua, que tem mecanismos bastante sofisticados usados na fala. Essas partes ficam intactas mesmo em casos de lesão na espinha dorsal, que provocam a paralisia.

“Estamos investigando as capacidades inerentes da língua, que é uma parte tão incrível do corpo”, disse o pesquisador Maysam Ghovanloo à BBC.

Precisão

piercing do tamanho de um feijão produz um campo magnético que muda quando a língua se movimenta. Sensores colocados na bochecha conseguem detectar a posição precisa do piercing.

Em testes feitos com 23 pessoas sem qualquer tipo de paralisia e 11 tetraplégicos, seis posições diferentes dentro da boca foram programadas para mover uma cadeira de rodas elétrica ou controlar um computador. Por exemplo, quando a língua tocava o lado esquerdo da bochecha, a cadeira se mexia para a esquerda.

Em média, as pessoas tetraplégicas conseguiam desempenhar tarefas até três vezes mais rápido e com o mesmo nível de precisão, em comparação com outras tecnologias disponíveis hoje.

Os pesquisadores querem desenvolver comandos colocados em cada um dos dentes da boca, possibilitando a criação de um número “ilimitado” de instruções, permitindo que tetraplégicos possam discar um número de telefone, mudar um canal de televisão ou até mesmo digitar uma mensagem.

“As pessoas serão capazes de fazer mais coisas e de forma mais eficiente”, diz Ghovanloo.

Ele disse que algumas pessoas mais idosas se recusaram a participar da experiência por terem restrições ao uso de um piercing na língua, mas que os mais jovens acharam a experiência “muito legal”.

Os aparelhos testados estão disponíveis somente nos laboratórios. A equipe está estudando formas de aumentar a estabilidade da tecnologia, para conseguir aprová-la junto às autoridades americanas. Isso abriria a possibilidade de se comercializar a descoberta.

O diretor da instituição de pesquisas Spinal Research, Mark Bacon, disse que o objetivo principal da ciência deve continuar sendo a busca por formas de regenerar a espinha dorsal, mas que pessoas tetraplégicas podem se beneficiar muito com a tecnologia criada no laboratório.

“A língua é capaz de comandos tão sofisticados usados na fala que não existe motivo para não se usar esta versatilidade de movimento para controlar aparelhos de forma discreta.”

Ele faz a ressalva de que é importante desenvolver mecanismos que protejam as pessoas de

Novas tecnologias permitem retirada em caixa eletrônico sem cartão

Novos serviços que permitem a retirada de dinheiro em caixas eletrônicos sem o uso de cartão estão sendo introduzidos na Grã-Bretanha.

Clientes dos bancos Royal Bank of Scotland (RBS) ou NatWest – que pertencem ao Grupo RBS – poderão, por meio de seus smartphones, usar um aplicativo de mobile banking (como são conhecidos os aplicativos de telefonia celular para correntistas de bancos) para retirar até 100 libras (cerca de R$ 320).

Os usuários recebem uma senha de seis dígitos para retirar dinheiro em uma máquina de caixa eletrônico.

Um sistema similar foi desenvolvido pela operadora de caixas eletrônicos NCR.

Através dele, os usuários usam seus smartphones para escanear um código de barras nos caixas eletrônicos para retirar dinheiro.

O serviços são mais um novo desenvolvimento dentro de uma tendência há muito prevista de se utilizar smartphones como se fossem carteiras digitais.

‘Simples e seguro’
Representantes do Grupo RBS afirmam que o novo sistema ajudará clientes que esqueceram seus cartões bancários ou que querem realizar transferências bancárias rapidamente.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

“É uma forma simples e segura de fazer com que nossos clientes retirem dinheiro quando quiserem e onde quer que seja”, afirmou Ben Green, que comanda a divisão de telefonia móvel do RBS e do NatWest.

Tela se smartphones com aplicativo do banco RBS

O serviço está disponível para clientes que baixaram o aplicativo gratuito e que utilizam as 8 mil caixas eletrônicas dos bancos RBS, NatWest e do supermercado Tesco na Grã-Bretanha.

O aplicativo, de acordo com representantes do RBS, já foi instalado por 2,6 milhões de pessoas em seus smartphones.

Atualmente, o limite para clientes que usam cartões de crédito e de débito em caixas eletrônicos é de 300 libras (cerca de R$ 960).

Inicialmente, o limite para retirada sem cartões será de 100 libras (cerca de R$ 319,50).

O acesso ao aplicativo exige uma senha e, como medida de segurança, o código necessário para operações de retirada permanece oculto até que o usuário toque na tela de seu smartphone.

Já a tecnologia desenvolvida pela NCR se baseia em um software que permite que pessoas escaneiem um código de barras com seus smartphones nos caixas eletrônicos, que, por sua vez, liberam a quantidade de dinheiro digitada no celular.

Mas a NCR ainda está buscando bancos ou outras instituições financeiras que adotem o seu software.
BBC 

Apple e Google trabalham em aparelhos para usarmos como roupa

A tecnologia muitas vezes desenvolve maneiras de resolver os problemas que cria, e existe um problema que precisa de solução.
Nick Bilton/NY Times

HUD (heads-up display) em cena do "O Exterminador do Futuro: Crônicas de Sarah Connor"

A invenção do smartphone criou um mundo no qual milhões de pessoas passeiam pela vida olhando o tempo todo para seus aparelhos, como Narciso à beira do lago.

Sei disso porque sou uma delas.

E não é provável que elas mudem de hábito no futuro próximo. É realista supor que fiquemos mais e mais absortos na Tela. A tecnologia terá de resolver esse problema, e o fará criando computadores de vestir.

“Computadores de vestir” é um termo amplo. Tecnicamente, um relógio eletrônico sofisticado é um computador de vestir. Mas a versão definitiva dessa tecnologia será uma tela que de algum modo complemente nossa visão com informações e acesso a mídias.

Ao longo dos últimos 12 meses, a Apple e o Google começaram secretamente a trabalhar em projetos que resultarão em computadores de vestir. O objetivo principal das duas empresas é vender mais smartphones. (No caso do Google, vender mais celulares significa que mais anúncios são vistos.)

Google prepara óculos com realidade aumentada, diz site

No Google X, o laboratório secreto do Google, pesquisadores estão trabalhando em periféricos que, ligados ao seu corpo ou à sua roupa, transmitiriam informações a um celular Android.

Pessoas que conhecem o trabalho dizem que o Google contratou engenheiros eletrônicos da Nokia Labs, da Apple e de cursos universitários de engenharia especializados em pequenos computadores de vestir.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]A Apple também realizou experiências com protótipos de produtos capazes de transmitir informações ao iPhone. Esses produtos conceituais também poderiam exibir informações em outros aparelhos da Apple, como um iPod, que a Apple já está nos encorajando a usar no pulso, ao vender modelos Nano com mostrador de relógio.

Uma pessoa que conhece os planos da empresa me disse que “um pequeno grupo de funcionários da Apple” vem conceituando e até desenvolvendo protótipos de aparelhos de vestir.

Uma ideia em discussão é um iPod curvo e de vidro que seria usado em torno do pulso; as pessoas se comunicariam com ele usando o software de inteligência artificial Siri.

O cérebro que une todas essas coisas é o smartphone, que, afinal, é praticamente o primeiro computador de vestir. Os pesquisadores apontaram que o aparelho raramente fica a mais de um metro de distância do usuário. À noite, costuma ficar a centímetros da cama e, para muita gente, substituiu o despertador.

Como resultado, ele servirá de polo central à nossa coleta e compartilhamento de informações. Pense nele como um campo de força que nos envolverá onde estejamos, transmitindo energia e acesso à internet a sensores e telas afixados às nossas roupas.

“Anos atrás, os pesquisadores imaginavam minúsculos computadores que transmitiriam informações à internet”, disse Yael Maguire, cientista visitante no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e na Universidade Harvard. “Não veio como imaginávamos, mas aconteceu: são os smartphones.”

Michael Liebhold, pesquisador sênior especializado em computadores de vestir no Instituto do Futuro, em Palo Alto, Califórnia, prevê que o próximo passo para a tecnologia é misturar o mundo real e o virtual.

Ao longo dos dez próximos anos, diz, é possível que as pessoas passem a usar óculos com telas incorporadas e, eventualmente, lentes de contato com telas funcionais.

“A meninada vai brincar com jogos virtuais com os amigos, nos quais eles correm por um parque e perseguem criaturas virtuais, acumulando pontos”, disse.

A moda deve ser uma das primeiras áreas a sofrer perturbações. Imagine adolescentes que possam desenhar seus trajes virtuais, visíveis por outras pessoas vestindo telas transparentes (head-up displays).

Pais, professores e amigos poderiam ver roupas completamente diferentes. Por exemplo, meus amigos poderiam me ver como um grande gato rosado de bustiê, mas meu chefe me veria com um elegante terno italiano.

Pelo menos espero que seja isso que ele venha a ver.

A alternativa, temo, poderia requerer nova solução tecnológica.

Tradução de PAULO MIGLIACCI/G1

TSE usará hackers para teste nas urnas eletrônicas

Rá, rá, rá! O hacker pode tentar impedir ataques externos. Lembrai-vos do painel do senado! O ataque foi interno e não de hackers.

Agora, o TSE faz tantas exigências para que o hacker possa participar do “desafio” que inviabiliza a ação, pois determina até que programas — somente os homologados pelo tribunal — podem ser usados para tentar “quebrar” a segurança das urnas. Para surtir efeito, o hacker teria que ser deixado completamente livre e, caso usasse algum software proibido, não sofresse sanções posteriores.

Os sistemas são invadidos em todo o mundo com o uso de software não “homologados”. Simples assim!

Para invadir sistemas é necessário a utilização de “equipamentos” que não estão disponíveis no comércio regular. Com as restrições definidas pelo TSE o hacker que assim proceder poderá ser preso.

Outra coisa. Como perguntar não ofende, fica a pergunta para os adeptos de teorias conspiratórias: alguém aí acha que um hacker que achar um “furo” na segurança das urnas irá dizer ou irá ficar calado e tentar vender a informação pra terceiros?

A urna eletrônica não é “nem de perto”, “nem de longe”, 100% segura. O mais elementar programador, com acesso, pode programá-la para “eleger” qualquer candidato. Seja vereador ou presidente da república.

Será que somente os Tupiniquins são suficientemente inteligentes para criar um sistema informatizado imune a ataques internos?

Os países desenvolvidos, com muito maior domínio de tecnologia, não a usam porque não sabem como fabricar uma engenhoca igual? Pensem nisso!

A urna utiliza programas “fechados” cujas linhas de comando de programação não permitem qualquer tipo de fiscalização, na programação, seja pela auditoria dos partidos, seja por auditoria externa.

Existe uma máxima em tecnologia da informação: “Sistema sem fiscalização é sistema inseguro”. Existirá um mínimo de confiabilidade na urna eletrônica, quando o eleitor puder, individualmente, conferir o registro do próprio voto.

A ser digitado o número do título de eleitor pelo mesário, é aberto um banco de dados no interior da urna que coloca, no mesmo “armário” interno da urna, informações do eleitor e a quem ele destinou os votos.

O fundamental princípio do sigilo e da inviolabilidade do voto, fundamentais para o exercício da plena democracia, foi pro espaço.

O editor


O Tribunal Superior Eleitoral informou nesta segunda (26) que todas as inscrições de interessados em participar dos testes públicos de segurança do sistema das urnas eletrônicas, para as eleições de 2010, foram aceitas pela Comissão Disciplinadora do tribunal. Segundo o TSE, os 26 inscritos são profissionais de diversas áreas – ciência da computação, engenharia eletrônica, análise de sistemas e até profissionais em auditoria.

O objetivo é desafiar os hackers e cidadãos a encontrarem falhas na segurança das urnas eletrônicas. Os candidatos propuseram formas diferentes de tentar desviar os votos ou quebrar o sigilo do voto. Os testes são uma experiência única, inédita em termos mundiais, em que a administração pública abre seus sistemas para os cidadãos, inclusive aos hackers, para que façam os testes que entendam necessários.

coluna Claudio Humerto