Eleições 2014: A Oposição segundo Arthur Virgílio

Oposição

Recentemente, o senador Aécio Neves proferiu discurso de densa repercussão.

Conceitual e ao mesmo tempo prático, abordou temas como a injusta concentração de recursos na União, em desfavor de Estados e Municípios.

Incessantemente aparteado, reafirmou sua habilidade política.

É forte nome para a disputa de 2014, junto com Alckmin, Serra, Perillo.

O PSDB será insensato se não realizar prévias, acolhendo para delas participarem os nomes dispostos ao cotejo democrático.

Não há sentido em escolha que passe ao largo da militância.

Poucos são menos sábios que milhares de cérebros e corações.

Lula, “vendeu” Dilma afrontando a legislação eleitoral.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Pelas primárias, teríamos obtido espaço legal e privilegiado para nossas propostas, transformando pré-candidatos em líderes que, depois, se uniriam em torno do vencedor para lhe dar peso político e votos.

A providência que se requer de um partido que venceu duas eleições presidenciais, mas perdeu as três últimas, é que se una com maturidade e vigor. Discurso afinado com a sociedade promove nomes e gera perspectiva de vitória; personalismos dão no contrário.

Os adversários não têm limites na luta para conservar o poder que garante “empregos” e oportunidades “empresariais” a tantos “companheiros”.

A autofagia é caminho curto para nova derrota, péssima para o PSDB e seus aliados, pior ainda para o País.

Nossa democracia prescinde de PRIs e “mexicanização”.

Choque de egos leva ao insucesso.

As lideranças se unem sincera e firmemente ou a luta perde o sentido e a perspectiva de poder se esvai.

Correr o país; debater com a sociedade, inclusive pelas mídias sociais; ser claro em matéria econômica; reformas; políticas sociais; meio ambiente; Amazônia; ciência e tecnologia.

Falar aos empresários, trabalhadores, jovens e mulheres.

No Congresso, oposição não episódica, dura que, entretanto, não boicote o País.

O senador Jorge Viana disse a Aécio ser ele o tipo de oposicionista que qualquer governo gostaria de ter.

O líder mineiro haverá de provar o contrário: oposição efetiva é aquela que nenhum governo gosta de enfrentar.

O destino do PSDB está em suas próprias mãos.

Honremos Covas e as conquistas do período Fernando Henrique.

O destino do País poderá cruzar-se com o nosso, se trocarmos o nanismo pela grandeza.

Arthur Virgílio é diplomata. Foi líder do PSDB no Senado
blog do Noblat

Eleições 2010: as oposições e os adjetivos inúteis

O articulista do texto abaixo, a par o refinamento vernacular e educação dialética ambivalentemente exposta, ao criticar, e condenar com justa razão, os impropérios com os quais o chefe dos Tupiniquins vocifera contra a oposição, esquece (?) de também descer o malho nos iracundos Arthur Virgílio e ACM Neto, que da tribuna do congresso ameaçaram aplicar surra física no presidente da república.

E quando o ‘ariano’ Jorge Bornhausen, ex PFL e atual DEM, disse com todas as letras, referindo-se ao PT que: “Felizmente nos veremos livres dessa ‘raça’ por pelo menos 30 anos” estava correto?

Essa oposição “generosa” da qual se jactam tucanos de alta plumagem foi somente para “marcar território” para Aécio Neves.

Convém lembrar que enquanto o governo Lula lutava em todos as áreas para conseguir trazer as olimpíadas e a copa do mundo para o Brasil, a ‘generosa’ oposição sempre se manifestou contra.

Basta consultar os anais do congresso.
O Editor


Uma das peculiaridades do Brasil, além da inevitável jaboticaba, é que aqui nem o governo e nem a oposição sabem exatamente o que significa ser oposição, e qual o seu verdadeiro papel institucional num regime democrático.

A “soi disant” oposição, formada basicamente pelo PSDB,o DEM e o PPS, passou quatro e depois mais quatro anos brincando de esconde-esconde com as suas próprias convicções, se é que tinha algumas, e até mesmo com as suas próprias realizações,como se se envergonhasse de ter eliminado a inflação, de ter privatizado velhos e ineficientes elefantes brancos, de ter saneado o sistema bancário, de ter estabelecido regras civilizadas de responsabilidade fiscal – enfim, de ter plantado as sementes de uma estabilidade econômica sólida e sustentável e com ela os fundamentos para a modernização do País.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Deixando-se acuar covardemente pela avassaladora popularidade do presidente da República, a oposição, nas duas tentativas que fez de substitui-lo no governo, se acomodou à agenda que interessava a ele e ao seu partido, de tal forma que, em 2006, seu candidato, Geraldo Alckmin, não se constrangeu em usar um macacão cheio de logotipos de estatais para mostrar que não pretendia privatizá-las, e na tentativa deste ano, José Serra chegou a ensaiar um anódino pós-lulismo, colocando a imagem do presidente em seu horário eleitoral.

Além disso, encaixou o golpe da propaganda governista que transformou as concessões de exploração de petróleo em privatizações, e acabou tentando devolver ao governo a acusação de “privatizador”, transformando esquizofrenicamente uma virtude em pecado.

Essa é a parte que cabe à oposição.

No que diz respeito ao governo, o presidente Lula não se cansou de maltratar a oposição durante a campanha eleitoral, chegando quase a lhe negar a legitimidade, ao chamá-la de “turma do contra”, ao pedir a “extirpação” de um dos partidos que a compõem, e a chamar o futuro governador eleito de São Paulo de “aquele sujeito”,entre outras delicadezas.

No dia em que a presidente eleita,ao lado dele, deu a sua primeira entrevista coletiva – por sinal tranqüila, ponderada e civilizada, muito longe dos arranques quase apopléticos da campanha eleitoral- Lula não perdeu a chance de reiterar a sua estranha forma de encarar o papel da oposição numa democracia.

Ele pediu para ela um tratamento melhor daquele que deram a ele durante os oitos anos de seu governo.Pela estranha noção de democracia do presidente, considerando aquilo que de fato aconteceu durante os oito anos,só a unanimidade lhe serve.

“Contra mim,não tem problema, podem continuar raivosos, do jeito que sempre foram.Mas a partir de 1º de janeiro, que eles olhassem um pouco mais para o Brasil, que eles torcessem para que o Brasil desse certo”.

Além de ser uma acusação sobre cuja gravidade o presidente parece não ter refletido- dizer que a oposição torce para o Brasil dar errado é uma figura de retórica irresponsável e desmedida, como foram muitas das falas do presidente ao longo dos oito anos – é muito irônico que venham da boca do patrono de um partido que votou contra rigorosamente todas as propostas que colocaram o País nos trilhos, desde o Plano Real até o Proer, sem falar da recusa em votar em Tancredo Neves no Colégio Eleitoral na eleição que marcou o fim da ditadura, e em homologar a Constituição de 1988.

O Brasil tem muito a aprender para chegar à plenitude da democracia, até que um presidente deixe de chamar a oposição de “raivosa” e que um dos mais destacados líderes dessa oposição, o vitorioso senador eleito Aécio Neves, deixe de prometer uma “oposição responsável e generosa”.

Uma democracia de verdade não precisa ser condicionada por adjetivos inúteis.

Sandro Vaia é jornalista. Foi repórter, redator e editor do Jornal da Tarde, diretor de Redação da revista Afinal, diretor de Informação da Agência Estado e diretor de Redação de “O Estado de S.Paulo”. É autor do livro “A Ilha Roubada”, (editora Barcarolla) sobre a blogueira cubana Yoani Sanchez.. E.mail: svaia@uol.com.br

Eleições 2010: Lula cortou a cabeça de senadores desafetos

Lula impõe derrota aos algozes e remodela o Senado

Tasso e Virgílio, dois dos ‘pesos pesados’ da oposição que a ‘onda Lula’ engolfou

A infantaria acionada por Lula contra os “algozes” de seu governo surtiu efeitos devastadores no Senado.

Foram à bandeja os escalpos de vários pesos pesados da oposição. Entre os senadores que tiveram a cabeça apartada do pescoço estão:

Arthur Virgilio (PSDB-AM), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Marco Maciel (DEM-PE), Efraim Morais (DEM-PB), Heráclito Fortes (DEM-PI) e Mão Santa (PSC-PI).

Do grupo de desafetos que Lula jurara de morte eleitoral, salvou-se apenas José Agripino Maia (RN), reeleito no Rio Grande do Norte.

Na hipótese de prevalecer sobre José Serra no segundo turno da eleição presidencial, Dilma Rousseff terá no “novo” Senado uma maioria larga.

Sob Lula, o governo arrostou dificuldades para aprovar até leis ordinárias. Emendas constitucionais, que exigem 49 votos, só saíam a fórceps.

Há no Senado, 81 cadeiras. Na nova composição, a maioria governista passa dos 50 votos.

Só o PMDB e o PT, sócios majoritários do consórcio que gravita ao redor do comitê de Dilma, somam 35 votos.

Levando-se ao balaio os senadores de legendas menores – PP, PR, PSB, PDT, PRB e PCdoB — chega-se a 53 votos. Adicionando-se o PTB, atinge-se 58.

Expurgando-se três dissidentes do PMDB – os já conhecidos Jarbas Vasconcelos (PE) e Pedro Simon (RS) e o eleito Luiz Henrique (SC)-, fica-se com 55.

É um quorum de sonho. Se dispusesse de semelhante maioria em 2007, Lula talvez tivesse impedido o enterro da CPMF.

A presidência do Senado de 2011 continuará nas mãos do PMDB, cuja bancada foi tonificada. Tinha 18 senadores. Agora dispõe de 20.

O PT saltou da quarta para a segunda posição. Sua bancada foi de oito para 15 senadores. Só não chegou a 16 porque Aécio Neves não permitiu.

Além de eleger-se senador por Minas, o tucano Aécio carregou consigo Itamar Franco (PPS). Com isso, deixou pelo caminho Fernando Pimentel (PT).

Entre as novas estrelas do PT no Senado estão: Marta Suplicy (SP), Jorge Viana (AC), Lindberg Farias (RJ), Gleisi Hoffman (PR)…

…Wellington Dias (PI), Walter Pinheiro (BA) e José Pimentel (CE) – um dos responsáveis pela primeira derrota eleitoral da carreira de Tasso Jereissati.

De resto, reelegeram-se os petistas Paulo Paim (RS) e Fátima Cleide (RO), esta última uma estrela apagada.

Na composição atual, PSDB e DEM dividem a segunda colocação, cada um com 14 senadores. No “novo” Senado, a oposição vai definhar.

Os tucanos passarão a compor a terceira bancada –dez senadores. Entre eles Marconi Perillo, que disputa o governo de Goiás. Elegendo-se, ficam nove.

Seriam oito tucanos, não fosse uma surpresa produzida pelas urnas de São Paulo. Elegeu-se ali, à frente de Marta Suplicy, o grão-tucano Aloysio Nunes Ferreira.

O DEM foi, entre todas as legendas, a que mais definhou. De seus 14 senadores, restaram seis. A tribo ‘demo’ compõe agora a quarta bancada.

Um pedaço do infortúnio do DEM em Brasília se deve ao seu sucesso nos Estados. Dois titulares do DEM viraram governadores. Raimundo Colombo prevaleceu em Santa Catarina. Rosalba Ciarlini, no Rio Grande do Norte.

Ambos dispunham de mais quatro anos de mandato no Senado. A cadeira de Colombo será herdara por Casildo Maldaner (PMDB).

No assento de Rosalba será acomodado Garibaldi Alves (PMDB). Vem a ser o pai de Garibaldi Alves Filho (PMDB), reeleito neste domingo junto com Agripino Maia.

Para enfrentar no Senado um eventual governo Dilma, restaria a tucanos e ‘demos’ tentar uma aliança com outras legendas miúdas.

Porém, ainda que promovam acordos pontuais com PSOL, PMN e PPS, os dois maiores partidos da oposição reunirão em torno de si algo como duas dezenas de votos.

Lula tanto fez que proveu para Dilma o Senado que não teve. Se vencer, José Serra terá de atrair os partidos que hoje dão suporte ao governo petista.

Difícil não é. Partidos como o PMDB e assemelhados têm vocação para o governismo. Apoiam qualquer governo. Desde que recebam cargos e verbas.

Serra teria de se recompor com José Sarney. Velho desafeto do tucano, Sarney fez barba, cabelo e bigode neste domingo.

No governo do Maranhão, manteve-se a filha Roseana. Para o Senado, reelegeram-se os amigos Edison Lobão (MA) e Gilvan Borges (AP). E elegeu-se João Alberto (MA).

De quebra, renovou o mandato Renan Calheiros (PMDB-AL), aliado de todas as horas. Com esse cacife, Sarney já cogita recandidatar-se à presidência do “novo” Senado.

blog Josias de Souza

Eleições 2010 e Ficha Limpa: o povo é o autor do projeto

Atenção, senadores! Desta vez, o autor é o povo

O líder do governo no Senado desafinou, nesta quarta-feira, ao jogar um balde de água fria na moralizadora medida que pretende barrar candidatos com ficha suja na justiça.

O texto aprovado pela Câmara será encaminhado ao senado nos próximos dias, mas a pressão a favor da lei chegou antes.

Os defensores do projeto Ficha Limpa desembarcaram direto no gabinete do presidente Sarney e obtiveram dele a promessa de priorizar a votação.

A pressa se justifica, uma vez que, segundo interpretação majoritária, se a lei for promulgada até 9 de junho, poderá ser aplicada ainda nas eleições deste ano.

Na contramão do uníssono em favor do projeto, Jucá deixou claro que, como líder do governo, não tem compromisso com a data de votação – o que frustra todo o esforço feito até aqui.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

E mais: o senador considera que há aspectos da lei que precisam ser detalhados, como o que estabelece que a inelegibilidade do candidato virá em decorrência da condenação por decisão judicial de um “colegiado”. “O que é ‘um colegiado’? Isto precisa ficar claro!”, afirma.

O comentário sinaliza na direção de outro temor dos defensores da lei: o de que o Senado modificará o texto arduamente negociado com os deputados, forçando, assim, a devolução do projeto à Câmara.

A prioridade de Jucá é a votação do pré-sal, em torno da qual a oposição faz guerra de guerrilha. O líder Artur Virgílio, do PSDB, pressiona para que a questão dos royalties seja definida já, e não depois das eleições. O tucano faz marola, aposta no desgaste do governo, ciente da inviabilidade política de sua pretensão.

Jucá, por sua vez, vende caro o apoio ao Ficha Limpa, justamente para tentar abrir caminho para os projetos do pré-sal, cuja votação tem precedência, em função da urgência constitucional.

No frigir dos ovos, há pouca sinceridade e muito teatro político nas declarações sobre o tema. Mas seria prudente que os senadores atentassem para a importância de um fato, acima do mérito do projeto: o texto, de iniciativa popular, busca iniciar uma faxina na política, tão necessária quanto óbvia, e, surpreendentemente, venceu etapas dificílimas, até chegar às mãos dos senadores. Vai queimar feito batata quente, se não for tratado com a devida deferência.

blog da Cristina Lemos

Eleições 2010: PSDB ‘esconderá’ FHC no lançamento da candidatura de Serraá

No lançamento de Serra, PSDB decide “esconder” FHC

Nem FHC, nem Aécio, falarão no lançamento de Serra, mas “talvez uma mulher”, será a… Yeda? (LF)

Ex-presidente fica fora da lista de oradores de evento marcado para 10 de abril

Tucano minimiza encontro com Joaquim Roriz (PSC) e diz ter sido procurado pelo ex-governador do DF, que desmentiu a informação

O PSDB deixou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de fora da lista de oradores do evento de lançamento da pré-candidatura de José Serra à Presidência da República.

O presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), afirmou ontem que, no encontro no dia 10 de abril, só discursarão ele, o pré-candidato Serra, os presidentes do DEM, Rodrigo Maia (RJ), e do PPS, Roberto Freire (PE), e “talvez uma mulher”.

Ao ser indagado se FHC falaria no encontro, Guerra respondeu: “Esquece o Fernando Henrique. Você está parecendo a [ministra e pré-candidata do PT a presidente] Dilma Rousseff falando do FHC”.

O PSDB não confirmou a presença do ex-presidente. O senador Arthur Virgílio (AM) defendeu a ida de FHC, ainda que não faça discurso, pela “figura que representa”.

A oposição quer reunir cerca de 3.000 pessoas no Centro de Eventos Brasil 21, em Brasília, das 9h às 13h, no dia 10.

Roriz

FHC minimizou ontem a importância do encontro ocorrido entre ele e o ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC) na última segunda-feira.

O ex-presidente afirmou que o ex-governador “bateu na porta de sua casa” e que ele não poderia ter deixado de recebê-lo.

“Ele foi até a minha casa dizer que era candidato”, disse o tucano sobre a intenção do colega, sem mencionar o apoio manifestado pelo ex-governador à candidatura de Serra ao Planalto.

Roriz (PSC) desmentiu o ex-presidente. Em nota, disse que foi procurado pelo PSDB, que lhe ofereceu a legenda para uma aliança na capital federal.

Em resposta às críticas dos tucanos, que reagiram com irritação ao encontro entre ele e FHC, Roriz disse que “jamais procurou ninguém”.

O encontro causou mal-estar na cúpula do PSDB porque o nome de Roriz, que lidera as pesquisas para o governo do Distrito Federal, é apontado pela Polícia Federal como possível próximo alvo da Operação Caixa de Pandora.

Noeli Menezes e Fernanda Odilla/Folha de São Paulo

Eleições 2010 e a fábula da formiga e do elefante

Sina de formiga

Era um inferno. Sempre que passava por ali, o elefante esmagava a entrada do formigueiro. Então as formigas decidiram reagir. Um dia, aos milhares, saltaram sobre o elefante e começaram a picá-lo.

Com um abanão das orelhas, o elefante livrou-se delas.

Restou uma agarrada ao seu pescoço. “Esgana o bicho, esgana”, gritavam as outras em coro.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]O elefante da história está mais para Lula, aprovado por oito entre dez brasileiros, assim como as formigas estão mais para a oposição — PSDB, PPS, DEM em fase terminal e uma fatia do PMDB.

Quem será a formiga que insiste inutilmente em esganar o elefante? Arthur Virgílio, líder do PSDB no Senado?

Ora, Arthur anda sumido desde que perdeu a batalha pelo afastamento de José Sarney da presidência do Senado.

Há duas semanas, voou para um café da manhã com Barack Obama em Washington. Imaginava trocar ideias com ele. Havia dois mil convidados. O Amazonas de Arthur é fortaleza do lulismo. Ele pretende se reeleger. Sabe como é…

A formiguinha suicida seria José Agripino Maia, líder do DEM no Senado? Agripino anda muito ocupado com o escândalo que engoliu o único governador do seu partido, José Roberto Arruda, do DF, preso numa cela da Polícia Federal, em Brasília. O escândalo ainda ameaça engolir o vice Paulo Octávio, do DEM.

E Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB? Poupemos Guerra. O coração dele bate acelerado diante da demora do governador José Serra, de São Paulo, em se declarar candidato à vaga de Lula. E bate aflito diante do risco de o próprio Guerra não se reeleger senador por Pernambuco. É uma carga dupla e bastante pesada

De Aécio Neves, outra estrela do infausto formigueiro, diga-se que jamais aprovaria o plano de um ataque em massa ao elefante. Se dependesse dele, o formigueiro simplesmente teria mudado de endereço para escapar de eventuais danos. Como não o levaram em conta, mergulhou terra adentro e foi cuidar de sua vida.

Tudo deu certo para Lula desde que se elegeu presidente em 2002. Seu governo sobreviveu ao explosivo escândalo do mensalão. A economia cresceu. Milhões de brasileiros ascenderam à classe C. A maioria dos partidos se rendeu aos seus encantos. E o PT à candidata que ele sacou do bolso.

Dizem que a próxima será a primeira eleição em 21 anos na qual os brasileiros estarão impedidos de votar em Lula. De fato, é verdade.

Mas na prática, não. Dilma só existe como candidata porque Lula a inventou. Nada mais direto, pois, do que o apelo que orientará sua campanha: votar em Dilma significa votar em Lula.

Caberá à oposição separar os dois — fácil, não? A ela caberá também a difícil tarefa de vender Serra como o melhor candidato pós-Lula.

Melhor até mesmo do que Dilma, a quem Lula escolheu.

E logo quem? E logo Serra, que concorreu contra Lula em 2002. Se Serra tivesse vencido, não haveria Lula presidente por duas vezes. Oh, céus!

O ex-metalúrgico que chegou ao lugar antes privativo dos verdadeiros donos do poder deixou de pertencer à categoria dos homens comuns — embora daí extraia sua força. Foi promovido nos últimos oito anos à condição de mito. E como tal deverá ser encarado pelas futuras gerações. É improvável que alguém como ele reprise sua trajetória.

A oposição se propõe a derrotar um mito. E tentará fazê-lo sem reunir sua força máxima.

Serra está pronto para conversar com Aécio sobre a vaga de vice em sua chapa.

Quanto a isso, há duas coisas mais ou menos certas.

Serra oferecerá a vaga a Aécio.

E Aécio a recusará.

Descarte-se a hipótese de Serra sugerir: “Bem, nesse caso, você sai para presidente com meu apoio e eu irei disputar um novo mandato de governador”. Aécio tem a resposta na ponta da língua: “Agora é tarde. Quis ser candidato. Sugeri a realização de prévias dentro do partido. Não fui ouvido. Serei candidato ao Senado”.

E aí, José? Aí, José só vencerá a eleição se Dilma acabar perdendo para ela mesma.

Ricardo Noblat/O Globo

Bolsa Celular?

Brasil: da série “me engana que eu gosto”!

Mais uma inovação populista e eleitoreira, só imaginável na taba dos Tupiniquins, agora dividida em dus outras tabas: o Absurdistão e o Vaselinastão.

O Editor


Se viável, bolsa-celular foi sonegada por 7 anos, diz PSDB

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse estranhar a discussão de uma bolsa-celular às vésperas das eleições presidenciais.

Ele defendeu a convocação do ministro das Comunicações, Hélio Costa, ao Senado, para explicar os detalhes do projeto.

– Sou a favor da ampliação dos celulares para a população. Mas é uma coincidência fazer o programa antes de eleições. Se é assim tão viável, existiu uma sonegação de sete anos, já que o governo poderia ter dado o benefício em seu primeiro ano, e não no último. O ministro tem de vir aqui explicar o programa e mostrar que não é algo eleitoreiro.

blog do Noblat

Venezuela e mercosul: Chávez matará o Mercosul afirma senador Arthur Virgílio

“Estamos antecipando a Missa de 7º Dia do Mercosul“, advertiu o líder do PSDB, Arthur Virgílio, ao manifestar-se nesta quinta (29) sobre a aprovação da entrada da Venezuela ao bloco econômico.

Para ele, o Mercosul, “que já não vai bem das pernas”, com a entrada da Venezuela tenderá ao isolamento. Segundo o líder tucano, a Venezuela se sustenta “graças ao estiolamento da única riqueza com que foi aquinhoado pela natureza, o petróleo, cuja exploração, sob o governo de Hugo Chávez, não se modernizou”.

Embora previsível a derrota da oposição na Comissão de Relações Exteriores, Arthur Virgílio assinalou que o debate não fora em vão, porque “diminuiu muito o número de senadores que exaltavam as supostas qualidades de Chávez”.

coluna Claudio Humberto

Senado continua a casa da mãe Joana. Pagou curso de capoeira em Cingapura !!!

Brasil: da série “só dói quando eu rio!”

“Cuméquié?” Curso de capoeira em Cingapura? “Ôcéis tão de sacanagem cun nóis”?
Essa nem Zé Bêdêu, o derradeiro abestado crédulo da Praça do Ferreira, em Fortaleza, consegue ‘engolir e digerir’, mesmo atendendo à ‘delicada’ sugestão do ‘nutricionista’ Collor ‘aquilo roxo’ de Mello
.

Pois é, abestalhados Tupiniquins. A coisa tá mudando pra que tudo continue igual.

— José “a crise não é minha, é do senado” Sarney, continua com o bigode aboletado no trono digno das intrigas de um Ricardo III;

Arthur Virgílio ‘pagou’ a quebra de decoro com a devolução da grana que recebeu indevidamente, e continua cobrando moralidade dos outros;

o bigode do Mercadante continua renunciavelmente irrenunciável falando abobrinhas;

Collor de Mello, Lulista desde criancinha, continua com o olhar furibundo provocando indigestão na ética e na moralidade;

Romero Jucá, com mais processos na justiça que o Daniel Dantas, é líder do “honrado” governo do apedeuta, e é relator de CPI para apurar falcatruas na Petrobras. Há, há, há;

e, no conjunto da ‘obra’, os senadores continuam ‘obrando’ nas nossas cabeças e metendo a mão no seu, no meu, no nosso sofrido dinheirinho.

Acham pouco? Leiam aí abaixo mais uma ‘pequena’ amostra do conteúdo do saco de maldades que suas (deles) ex-celências nos proporcionam.

O editor

PS 1. Estou procurando no portal do senado, e alhures, a informação que foram assinados, pela mesa diretora do senado, novos atos secretos para validar outros atos secretos. Uáu!

PS 2. 19 dos 81 senadores em exercício (sic) são suplentes que não tiveram um só votinho >>aqui

PS 3. Pra não se sentirem diminuídos nesses assuntos de mão grande, os deputados federais aprovaram a lei que cria mais 7mil novos cargos de vereadores.

PS 4. Que tal um só insignificante diazinho sem senadores e deputados, pra não congestionar a boca do caixa, não aumentando o tráfego entre os trêfegos?


Entre cursos pagos pelo Senado no exterior, há capoeira em Cingapura e inglês no Havaí

A lista de cursos pagos, parcial ou integralmente, e de licenças remuneradas concedidas pelo Senado a seus servidores para atividades em escolas e congressos no Brasil e no exterior revela distorções e casos considerados absurdos. Servidores fizeram cursos como medicina do sono em São Paulo, judô no Japão, capoeira em Cingapura, contraterrorismo em Washington, cultura italiana em Florença, inglês no Havaí, problemas europeus em Portugal, ou tecnologia da informação no Vale do Silício, nos Estados Unidos.

O documento com os dados foi enviado ao líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM). Surpreso com o tamanho da lista, mesmo com dados restritos, Virgílio, autor do requerimento de informações, fez nova solicitação à Casa. Quer detalhes sobre quanto se gastou de dinheiro público, por exemplo, com um funcionário que fez curso de inglês no Havaí por quase três meses, em 2005.

Desde 1991, servidores do Senado correram o mundo participando de 129 cursos ou congressos, sendo 94 com ônus limitado para a Casa (com salário e/ou curso pagos), 23 com licença-capacitação (direito a cada cinco anos trabalhados, com salário pago), quatro sem ônus (licença sem vencimentos), e oito com ônus total (diárias, curso, passagens, salário pagos). Na lista, constam também cursos e experiências qualificadas.

A licença-capacitação é concedida ao servidor efetivo a cada cinco anos trabalhados. Ele tem direito a 90 dias de licença remunerada para fazer o curso que quiser. Mas há casos de quatro servidores que fizeram cursos parcialmente pagos pelo Senado, com duração de mais de quatro anos.

– O levantamento é confuso. Não dá para ver a lotação de cada servidor beneficiado com essas licenças, quem tem direito, quanto o Senado pagou , se é funcionário de carreira ou comissionado. Vou pedir à 1ª secretaria mais informações. Quero saber, por exemplo, por que um profissional do Senado tem que fazer um curso de Gestalt/terapia e congraçamento familiar. Nem sei o que é isso. E por que um curso de capoeira em Cingapura e de inglês no Havaí? – disse Virgílio.

– O Arthur ainda não me pediu para complementar o levantamento. Se ele pedir, vamos responder. No caso da licença-capacitação de 90 dias é de lei. Os outros, em que o servidor ficou fora quatro anos, nós vamos investigar e ver caso a caso – disse Heráclito Fortes (DEM-PI), 1º secretário.

“Interesse da administração”

Na lista, constam informações sobre oito servidores que fizeram cursos no exterior com todas as despesas pagas pelo Senado, como publicou na segunda-feira o GLOBO. Um deles é Marcos Magalhães Aguiar, que participou do XV Congresso Internacional de Arquivos – Arquivos, Memória e Conhecimento, entre 23 e 29 de junho de 2004 em Viena, Áustria, com ônus total para a Casa. Segundo Marcos, consultor legislativo, seu afastamento se deu por solicitação de treinamento externo, e atendeu ao requisito de interesse real e comprovado da administração.

– O evento não era apenas treinamento ou apresentação de trabalho, mas constituía oportunidade para o Arquivo do Senado Federal pleitear representação na Seção de Arquivos dos Parlamentos e de Partidos Políticos do Conselho Internacional de Arquivos. O Senado Federal tem uma política de formação e qualificação de servidores. Se há desvios, que sejam apurados – justificou.

– No máximo, o Senado pagou parcialmente os salários desses servidores, como está previsto na lei do Regime Jurídico Único. Muitos simplesmente pediram licença não remunerada para fazerem cursos de mestrado e doutorado, arcando com os custos – completou o consultor jurídico do Senado Marcos José Mendes, do Centro de Altos Estudos do Senado.

Maria Lima/O Globo

Sarney dobra salário de acessor que é autor de blog

Conforme eu já havia comentado em posts anteriores, o censor chefe José Sarney mantém uma tropa de choque para atuar a seus (dele) favor. É um direito de expressão que ele cerceia a outros, como no caso da censura ao Estado de São Paulo que já vigora a quase 2 meses.

O editor

Sarney dobra salário de assessor blogueiro

Depois de se referir aos senadores que faziam oposição a Sarney como ‘patetas’ e ‘vermes golpistas’, assessor, que tinha salário de R$ 3,4 mil, recebeu aumento e agora vai ganhar R$ 7,4 mil

No auge da crise do Senado, o blogueiro Said Dib se referia aos senadores que faziam oposição ao presidente José Sarney (PMDB-AP) como “patetas” e “vermes golpistas”. Na época, ele era assessor de Sarney na Presidência da Casa com salário de R$ 3,4 mil. Passada a turbulência, com Sarney livre dos processos por quebra de decoro no Conselho de Ética, Dib teve seu salário mais do que duplicado: um despacho de Sarney, publicado ontem, elevou o salário do blogueiro para R$ 7,4 mil.

Dib, que se diz “assessor de imprensa de Sarney”, classifica, em seu blog pessoal na internet, parlamentares como Arthur Virgílio (PSDB-AM) e José Nery (PSDB-PA) de “vermes golpistas”. Na última quarta-feira, 16, repetiu as acusações. “Quero que eles me processem. São vermes porque estão contra a instituição Senado”. No blog, ele chama o senador Renato Casagrande (PSB-ES) de “pateta”. “É uma pateta mesmo, oportunista”, afirmou.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]A estratégia de Sarney para promover Barbosa foi transferi-lo da Presidência do Senado para o Órgão Central de Execução e Coordenação, vinculado à Diretoria-Geral. É um setor que abrigou – por meio de atos secretos – apadrinhados de senadores e do ex-diretor-geral Agaciel Maia.

Dib é funcionário da Presidência do Senado desde 1º de fevereiro de 2003, quando Sarney assumiu o comando da Casa pela segunda vez. Segundo os registros eletrônicos do sistema de publicação, ele sempre foi lotado na presidência, inclusive no período de outros presidentes, como Renan Calheiros (PMDB-AL) e Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN).

Segundo funcionários, Dib nunca apareceu para trabalhar na presidência e, se mantiver as tarefas que vem exercendo a serviço de Sarney, não deve cumprir expediente na diretoria-geral. Além do blog pessoal, Dib cuida do site Amapá no Congresso, produzido diretamente do gabinete do Sarney com o objetivo de divulgar as atividades parlamentares do senador.

O servidor nega que a promoção salarial tenha ligação com a defesa ferrenha que vem fazendo do patrão. Ele considera baixo o salário que recebia até hoje, de R$ 3,4 mil. “Até quem vive de entregar coisas no Senado ganha isso”, disse. Na opinião dele, os ataques aos senadores não conflitam com seu cargo de funcionário da Casa. “Sou um cidadão, é algo particular, para me manifestar. O presidente Sarney é inocente de tudo.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.