Ketterer Kunst – Artes Plásticas – Ex-Libris

Ao contrário do que muitos pensam, o “ex-líbris” não é uma marca do autor em sua obra, mas uma etiqueta que se coloca dentro dos livros, como sinal de propriedade.

Bastante utilizada por livreiros a partir do século XVI, o “ex-líbris” é um desenho que, eventualmente acompanhado por alguma frase em latim, identifica o proprietário do livro. Não raro, os motes continham um jogo de palavras, do tipo “Libro libertas” ou “Seja livre o homem por meio dos livros”.

Além de denotar preocupação artística, o “ex-líbris” tinha e tem por objetivo identificar o dono do volume em caso de desvio ou furto.

Ainda hoje, na Europa, colecionam-se e permutam-se “ex-líbris” e, no Brasil, fundou-se no Rio de Janeiro, há poucos anos, a Sociedade de Amadores Brasileiros de Ex-líbris.

Paul Klee – Pinturas – Artes Plásticas

Paul Klee nasceu em Berna, Suíça, no dia 18 de dezembro de 1879. Filho de um professor de música do conservatório de Berna e de uma cantora de ópera. Com sete anos começou a estudar música e logo aprendeu a tocar violino. Nessa época já mostrava grande interesse e habilidades pela pintura e desenho.

Em 1898 frequentou no atelier do pintor Heinrich Knirr quando aprendeu desenho figurativo. Em 1900 ingressou na Academia de Munique onde estudou durante dois anos com o professor alemão Frans Von Stuck e se familiarizou com o estilo Art Nouveau. Em 1901 foi estudar na Itália, em companhia do seu amigo e escultor Hermann Haller. Esteve em Roma, Florença e Nápoles e se encantou com a arte renascentista.

De regresso a Berna continuou suas atividades na música e nas artes plásticas. Em 1905, passou 15 dias em Paris onde entrou em contato com a arte impressionista. Nessa época, desenvolveu diversos trabalhos inspirados nas obras de Van Gogh, Cézanne e Matisse. Em 1906, começou a expor suas obras em Berna, Zurique e Basiléia. Nesse mesmo ano, casou-se com a pianista Lily Stumpf, com quem teve um filho.

Em 1911, Paul Klee associou-se ao grupo artístico e literário “O Cavaleiro Azul”, formado por Franz Marc, Wassily Kandinsky, entre outros, que em 18 de dezembro desse mesmo ano, realizou sua primeira exposição em Munique. Em 1912, inspirado no cubismo e na arte abstrata, começou a trabalhar com aquarelas pálidas e paisagens primitivas. São desse período as obras, “In The Quarry” (1913), “Houses Near The Gravel Pit” (1913) e “Hammamente With Its Mosque” (1914).

Artes Plásticas – As Xilogravuras de Lucie Schreiner

Lucie Schreiner é natural do interior do Paraná. Nasceu em Marechal Cândido Rondon, em 15 de maio de 1981. Se formou em Geografia em 2005 indo morar no Acre em 2007, onde trabalhou como professora. Em Rio Branco freqüentou  o Curso Livre de Artes plásticas na Usina de Artes, onde teve aulas de desenho, pintura, aquarela, arte digital e gravura.

Seu primeiro contato com a técnica de xilogravura foi em 2009 com o gravador André de Miranda.

E neste mesmo ano fez a sua primeira exposição de xilogravura na Galeria Juvenal Antunes de Rio Branco, com a série Filhos da Terra.

Desde então, não parou com seus estudos e de forma autoditada vem aprimorando seus entalhes.

Em 2011 retornou para o Paraná onde realizou as exposições individuais “Caleidoscópio” e  “Sonhos Gravados” no Ecomuseu da Usina de Itaipu em Foz do Iguaçu.

Participou de bienais, entre elas a 5° Bienal Internacional de Santo André; 3° Bienal Internacional de Gravura Lívio AbramoAraraquara São Paulo e da Biennale Internazionale di opere di carta – Palazzo Fogazzaro, Schio, Italia. Recebeu prêmio de melhor gravura no Salão Hélio Mello, Rio Branco Acre.

Tem obras na Pinacoteca Memorial Fundação Cristiano Varella Hospital do Câncer Muriaé – MG;  na Pinacoteca de Araraquara – SP e na Coleção Municipal de Schio, Italia. Ministrou oficinas de xilogravura, na Unila – Universidade Federal da Integração Latino-Americana e na Unioeste – Universidade Estadual do Oeste do Paraná.