Mensalão: Chinaglia, PT, quer Roberto Jefferson calado.

Jefferson diz que Chinaglia, líder do governo, lhe propôs ‘saída’ para evitar denúncia do mensalão.

A 15 dias do início do julgamento do mensalão no STF, o deputado cassado Roberto Jefferson, denunciante do escândalo, foi alvejado por uma homenagem.

Numa espécie de convenção-desagravo, o réu foi reconduzido à presidência do PTB. Comandará a legenda por mais três anos, até 2015.

A convenção partidária estava marcada para novembro.

Deve-se a antecipação a uma sugestão do advogado Luiz Francisco Corrêa Barbosa.

Defensor de Jefferson na ação penal do Supremo, o doutor acredita que a solidariedade partidária de alguma maneira resulta em benefício à imagem do seu cliente.

Polêmico incurável, Jefferson serviu-se da reaparição para revolver o baú do caso que eletrificou o primeiro reinado de Lula.

Em entrevista à repórter Débora Bergamasco, contou que o petismo tentou convencê-lo a ficar de bico calado em 2005, quando foram levantados os véus dos negócios trançados pelo PTB nos Correios.

[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]“Me foi oferecida a troca: eu sairia da presidência do PTB, a daria ao Walfrido [dos Mares Guia, então ministro de Lula]. Seria nomeado um delegado ferrabrás para o processo. E o relatório seria pela minha absolvição, pelo não indiciamento. Quer dizer, eu viveria de joelhos, sairia pela porta dos fundos.”

Jefferson prosseguiu:

“Eu falei: ‘Não vou, não. Entrei pela porta da frente e vou sair pela porta da frente. Ou vocês arrumam isso que vocês montaram ou vou explodir isso’.

Não toparam e foi o que eu fiz. Acharam que ia me acovardar, que eu tinha jeito de Valdemar Costa Neto [ex-presidente do extinto PL, agora PR, outro réu do mensalão], que ia renunciar para depois voltar.

De joelho eu não vivo, caio de pé. Fiz o que tinha que fazer. Fui julgado errado pela turma do PT.”

Perguntou-se a Jefferson quem lhe propôs trocar o silêncio sobre o mensalão pela proteção na investigação dos Correios. E ele:

“O líder do governo Chinaglia foi à minha casa e fez a proposta. Eu disse: ‘Não tem a menor chance de dar certo. Não vai para frente’.”

Deputado federal pelo PT de São Paulo, Arlindo Chinaglia é, hoje, líder de Dilma Rousseff na Câmara.
blog Josias de Souza

Eleições. Mais beneficiários dos ‘recursos não contabilizados’

Não tem como esconder. Era só uma questão de tempo. Embora a carga da imprensa parcial tenha sido em cima dos petralhas, mensaleiros e cuequeiros valerianos, o tempo vai levantando o tapete da cachorrada dos financiamentos via caixa 2. Em todos os partidos!

O site Às Claras, revela o tamanho do buraco imoral de suas (deles) ex-celências:
Nas eleições municipais de 2008, as empresas do grupo doaram R$ 5,96 milhões. O campeão foi o comitê financeiro do DEM de São Paulo, o prefeito Gilberto Kassab era o candidato. Tamanho da ‘ mão grande’: R$ 3 milhões.

Doações diretas para os candidatos: o prefeito de Curitiba, Beto Richa, do ético PSDB , pegou R$ 300 mil; pra não ficar atrás da mamata a canditada do PT Gleisi Hoffmann (PT), mulher do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, embolsou de recursos não contabilizados R$ 500 mil; o também petista João da Costa (PE), com R$ 200 mil.

A Camargo Corrêa já havia sido a maior doadora individual da campanha à Prefeitura de São Paulo de José Serra (PSDB) em 2004, com R$ 1,016 milhão. Kassab era o vice de Serra.

Ao todo a desinteressada empreteira Camargo Corrêa doou,  R$ 4,18 milhões em 2004. Dos 10 candidatos que mais receberam, 5 eram do PT, 3, do PSDB e 1, do então PFL (hoje DEM).

Os dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostram que, na corrida presidencial de 2006, empresas do grupo doaram R$ 3,54 milhões para o comitê de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Geraldo Alckmin (PSDB) recebeu R$ 400 mil. Em 2006, foram mais de R$ 13 milhões doados. O senador Garibaldi Alves (PMDB) recebeu R$ 400 mil, o governador Aécio Neves (PSDB-MG) e a senadora Roseana Sarney (PMDB), R$ 300 mil, cada um. O senador Aloizio Mercadante (PT), R$ 200 mil, assim como o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT).

A desinteressada empreiteira fez a doação de toda essa grana por pura filantropia. Jamais passou na cabeça de seus dirigentes nenhuma intenção de obter vantagens futuras com tais ínclitas e éticas figuras públicas.

Não escapa ninguém. Interessante que sempre se aponta o corrupto. Nunca o corruptor. Um, não existe sem o outro. Agora começam a surgir os abastecedores dos caixas 2. E nós que pensávamos que “castelos” eram coisas somente do deputado Edmar Moreira.

O editor

Camargo é a ‘doadora-mãe’ de campanhas

A empreiteira Camargo Corrêa, alvo da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal, foi a “doadora-mãe” da campanha de 2006, financiando candidatos de todos os partidos.

A construtora gastou perto de R$ 7,3 milhões em doações para figuras ilustres do PSDB (R$ 1,7 milhão para 25 candidatos), PFL (R$ 1,5 milhão, treze campanhas). PT e PMDB (R$ R$ 1,3 milhão cada) para 14 e 16 candidatos, respectivamente.
‘Investimentos’

A Camargo Corrêa ajudou a eleger uma bancada e tanto: 46 deputados federais, 26 estaduais e o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE).

Bancada petista

Alguns petistas receberam doações da empreiteira: Arlindo Chinaglia (R$ 120 mil), Janete Pietá (R$ 250 mil) e Cândido Vacarezza (R$ 43 mil).

Ex-ministro também

O ex-ministro da Educação de FHC Paulo Renato Souza (PSDB) recebeu R$ 100 mil da Camargo Corrêa para sua última campanha.

coluna Claudio Humberto

Deputados evitam receber salário através de cheques

Brasil: da série “O Tamanho do Buraco”!

Hoje a coisa tá braba. Não tem pra ninguém!
Suas (deles) ex-celências, os depufedes federais — é diminuto mesmo, que é o tamanho moral que eles possuem — sob a “renovada” presidência de Michel Temer, continuam, pedra a pedra, ops, cédula a cédula, construindo, cada qual a seu modo, castelos com o nosso sofrido dinheirinho.
Alguns, veja matéria abaixo, já se precavendo de futuros “rolos” vão mutretando manobras para esconderem as “traquinagens”.
Argh!

Cliente especial

À revelia do contrato firmado em 2007 pela Câmara com o BB e a CEF, quatro deputados, além do degolado corregedor Edmar Moreira (DEM-MG), recebem seus R$ 16,5 mil mensais em dinheiro vivo, expediente utilizado por quem receia ter a conta bloqueada pela Justiça.

No caso de Moreira, a concessão foi feita sob a presidência de Aldo Rebelo (PC do B-SP) e renovada por Arlindo Chinaglia (PT-SP). O dono do castelo alegou “motivos pessoais”.

A Câmara se recusa a informar quem são os outros quatro deputados que sacam seus salários na boca do caixa. A administração da Casa diz apenas ter o respaldo de um “parecer técnico”.

da Folha de São Paulo

Garilbadi Alves e o aumento de vereadores

A indecência promulgada por suas (deles) ex-celências os senadores, provocou tamanha reação popular, que o presidente do senado, o lerdo Garibaldi Alves — imaginem um debate entre o potiguar câmara lenta e o sonífero paulista Suplicy (este também conhecido como internet discada) está pedindo arrego.

Garibaldi recua e diz que reação da opinião pública pede reflexão sobre PEC dos Vereadores.

O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), admitiu nesta segunda-feira que a promulgação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que aumentou em 7.343 o número de vereadores em todo o país deve ficar para 2009. Garibaldi reconheceu ainda que, diante da pressão popular, o Congresso pode resgatar as discussões sobre o limite dos gastos das Câmaras Municipais e que os efeitos do texto só devem valer para as eleições de 2012.

A mudança no tom de discurso de Garibaldi, que vinha defendendo com toda força a validação da parte da PEC aprovada na semana passada pelo Senado, indicam interlocutores, representa que o presidente da Casa não tem mais tanta certeza no aval do STF (Supremo Tribunal Federal) ao mandado de segurança apresentado na última sexta-feira para obrigar a Câmara a promulgar o texto.

O novo entendimento é de que o argumento do Senado de que outras PEC já foram promulgadas parcialmente, neste caso, pode ser derrubado, uma vez que a mudança feita pelo Senado muda o mérito do texto.

Quando as PEC que promoveram a reforma da Previdência e reforma Trabalhista, por exemplo, foram promulgadas com o texto alterado, não havia nenhuma mudança que alterasse o mérito de um mesmo artigo do texto. Quando senadores alteraram acabaram suprimindo todo o artigo modificado. No caso da PEC dos Vereadores, os dois artigos estavam condicionados.

“Essa questão vai ficar para fevereiro quando o Judiciário vai dar seu veredicto sobre uma prerrogativa que eu achei que foi violada, apenas isso. Eu achei que o processo de votação como estava concluído teria que ser promulgado”, afirmou Garibaldi.

Garibaldi disse que a repercussão negativa e as críticas por ter suprimido o artigo 2 da PEC, que diminuía em 0,5% os percentuais das receitas municipais que se podem destinar às Câmaras de Vereadores  – uma economia de R$ 1,5 bilhão -, poderão retomar as discussões sobre a limitação dos gastos da Câmara.

“Mas eu entendo que a reação da opinião pública nos leva a refletir sobre o que foi decidido. A opinião pública tem que ser ouvida de tal modo que a PEC poderá até só entrar em vigor em 2012”, disse Garibaldi.

A PEC aprovada pelo Senado tratou apenas da ampliação das cadeiras das Câmaras. O senador Cesar Borges (PR-BA), que relatou o texto, colocou em uma PEC paralela a questão dos gastos das Câmaras, que seria debatida ao longo do próximo ano. Para Borges, não há problema jurídico em dividir as duas questões.

Polêmica
A polêmica em torno da PEC começou na semana passada quando a Mesa Diretora barrou o aumento no número de vereadores aprovado Senado. Na reunião da Mesa, a cúpula da Câmara resolveu, por unanimidade, não assinar a proposta. A matéria, que já tinha passado pela Câmara, só precisava da assinatura dos deputados para passar a valer.

Os deputados alegaram que os senadores modificaram substancialmente o texto. O advogado-geral do Senado, Luiz Fernando Bandeira de Mello Filho, ingressou na sexta-feira com um mandado de segurança pedindo que o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, concedesse uma liminar obrigando a Câmara a assinar a PEC.

O documento, de dez páginas, sustenta que ao tomar esta decisão fere a Constituição porque a Câmara não tem o direito de vetar a promulgação de uma PEC, ainda mais tendo sido aprovada de acordo com os ritos tradicionais, em dois turnos pelas duas Casas Legislativas.

O advogado-geral do Senado alegou que existe entendimento jurídico de que é legal o fato de se promulgar uma parte da PEC e remanejar parte do texto para uma proposta paralela  – tal medida ocorreu na análise das reformas do Judiciário e da Previdência, que foram promulgadas parcialmente.

Segundo a Secretaria-geral da Mesa Diretora da Câmara, o pedido de explicações do STF ao presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), ainda não foi oficializado.

por Márcio Falcão – Folha Online

Câmara vai “torrar” 1,5 milhão em mobília

Brasil: da série “Acorda Brasil”!

Pois é, amigo. Veja o que sua (dele) ex-celência Arlindo Chinaglia — mais que um nome, uma rima, né? presidente da câmara dos deputados, vai fazer com o seu, o meu, o nosso sofrido dinheirinho.

Argh!

Chinaglia: R$ 1,5 milhão de mobília nova

Arlindo Chinaglia é um fracasso como presidente da Câmara dos Deputados, onde todos gostariam até de antecipar o fim da sua gestão, que acaba em fevereiro, mas no quesito gastança ele é imbatível: vai torrar R$ 1,5 milhão só para renovar o mobiliário dos apartamentos de suas excelências, na compra de 192 mesas de jantar, em madeira maciça de ipê, e 576 cadeiras.

Apesar de a maioria morar em hotéis e flats.

coluna Claudio Humberto

STF e Câmara Federal em choque pela fidelidade partidária

Chinaglia rebate críticas e diz que há ministros que ficam sentados em cima de processos

Ayres Britto diz que foi “mal interpretado’; troca de farpa foi pela demora da Câmara em cassar Brito Neto que saiu do DEM e foi para o PRB

A decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de manter a punição por infidelidade partidária detonou mais uma crise entre os Poderes.

Ontem, da cadeira da presidência, Arlindo Chinaglia (PT-SP) rebateu as críticas do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Carlos Ayres Britto, sobre a lentidão do Legislativo, dizendo que sabe de casos de ministros que ficam “sentados meses em cima de processos e não deliberam”.

Irritado, Chinaglia desqualificou Ayres Britto ao afirmar que prefere conversar com Gilmar Mendes, que é presidente do STF, e que nem todos podem cobrar agilidade.

“Poucos têm autoridade para dizer que nós somos lerdos, principalmente um ministro a quem respeitamos. Mas amizade à parte, vamos fazer a defesa do Poder. Se necessário for exemplificar, exemplificarei, há casos concretos. Há caso em que o juiz fica um, dois, três, seis meses e não delibera. Então, estou dando um recado claro: vamos manter a relação entre os Poderes e com quem tem o poder de representar cada um deles. Aqui, vamos conduzir de acordo com as regras, como sempre fizemos”, afirmou.

A troca de farpas acontece pela suposta demora da Câmara em cumprir determinação do TSE de declarar a perda de mandato de Walter Brito Neto (PRB-PB), primeiro deputado federal cassado por infidelidade partidária que deixou o DEM pelo PRB após 27 de março de 2007, data limite estabelecida para trocas.

da Folha de São Paulo
Maria Clara Cabral e Felipe Seligman