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Quando a solidão vira rotina

Solidão em tempos modernosAplicativo Tinder

Aplicativos de namoro como o Tinder são cada vez mais populares

Pular de encontro para encontro com ajuda de um app, optar pela vida “single”, casar consigo mesmo. A solidão faz parte da vida moderna e, se for passageira, pode até fazer bem. O problema começa quando ela vira rotina.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Verena* está se arrumando para mais um encontro. Após 19 primeiros encontros, ela parte para o 20º candidato. A advogada, que vive em São Paulo, tem 34 anos e está solteira há seis. Ela marcou o encontro num parque da cidade e saiu do escritório a tempo de ver o pôr do sol com seu match.

Sim, ela o conheceu num aplicativo de namoro. Sugeriu o parque porque os outros 19 encontros aconteceram em barzinhos ou em restaurantes. Queria algo diferente. “Quem sabe ajuda?”, pensou.

A advogada tem um bom círculo de amigos, eventualmente sai para dançar, vê a família regularmente nos almoços de domingo, mas, no fundo, está triste. Uma tia já perguntou se ela é lésbica. “Qual o seu problema, menina?”, questionou. Ela mesma se pergunta se é feia, se é muito exigente, o que pode fazer para melhorar. Ela tem medo de morrer sozinha, de ficar “para titia”.

Psicólogos da Universidade de Chicago estudaram o que acontece com pessoas que se sentem sozinhas de forma permanente. John Cacciopo, professor do Centro de Neurociências Cognitivas e Sociais, e mais dois colegas examinaram 230 pessoas ao longo de onze anos. No início do estudo, essas pessoas tinham entre 50 e 68 anos de idade e, ao fim, entre 61 e 79 anos.

No estudo, publicado na revista especializada Personality and Social Psychology Bulletin, ficou comprovado que as pessoas se tornaram egocêntricas por permanecerem sozinhas durante tantos anos. Quem se sente solitário e tem poucos relacionamentos gratificantes acaba por se concentrar em si mesmo.

Os psicólogos também descobriram que, ao contrário, aqueles que já no início do estudo eram mais egocêntricos do que os outros, se sentiam frequentemente ainda mais sozinhos anos depois. “Quem se concentra muito em si corre o risco de ficar preso no sentimento de solidão no longo prazo. E o solitário tende a girar mais e mais em torno de si com o passar do tempo. É um círculo vicioso”, concluíram os pesquisadores.

Os psicólogos deixaram claro que, em princípio, a solidão não é algo negativo, desde que não dure muito tempo. Do ponto de vista evolutivo é até bom se sentir sozinho. Assim como a dor física sinaliza que a pessoa deve cuidar do seu corpo, o sentimento de solidão alerta que a pessoa precisa cuidar de suas relações sociais. O problema começa quando a solidão se estabelece na vida da pessoa.

Em seus estudos em diferentes países, Cacciopo descobriu que, em média, cerca de 30% a 40% das pessoas se sentem sozinhas. A população de solteiros nos Estados Unidos é hoje 30% maior do que em 1980.

No Brasil, o número de pessoas morando sozinhas não é tão alto, mas também cresceu. Segundo dados do IBGE, em 2005 cerca de 10% dos lares brasileiros abrigavam pessoas vivendo sozinhas. Em 2015, esse número saltou para 14,6%.

A região metropolitana com maior proporção de pessoas morando sozinhas em 2015 era Porto Alegre, com 19,3% dos lares. Em seguida, vinha a região metropolitana do Rio de Janeiro, com 19%. São Paulo aparece com 14,9%.

Subir ao altar sozinha

Em meio a esse contexto, vem ganhando força a chamada sologamia, o casamento consigo mesmo. O número de mulheres que vêm dizendo “sim” a si mesmas está aumentando consideravelmente nos EUA e no Japão.

Nos Estados Unidos, a moda de jurar amor eterno por si mesmo já existe há alguns anos, mas vem se intensificando. No país asiático, mulheres solteiras ainda não são consideradas membros plenos da sociedade. Até por isso, muitas pagam o equivalente a 7 mil reais para casar consigo mesmas.

Em geral, mulheres que se dedicaram aos estudos e à profissão, mas que sonhavam em um dia se casar, se vestem de branco, sobem ao altar de braço dado com o pai e, finalmente, colocam uma aliança na mão esquerda. Mas, em tempos de inflação de dates pelo Tinder, não há um noivo ao lado delas.

O solo wedding ainda não é reconhecido nem pela igreja nem pelo cartório, mas, para mulheres que vivem com o estigma de não terem sido “escolhidas”, esta é uma maneira de lutar contra o patriarcado e as convenções sociais.

“As pessoas estão medrosas e cansadas”

O filósofo Luiz Felipe Pondé afirma que a sociedade sempre inventa uma moda para dar um título a um comportamento. “À dificuldade de partilhar a vida com uma pessoa, agora se dá o nome de single. Não é mais solteiro ou sozinho, é single”, aponta.Para viver com alguém, você tem de fazer concessões, precisa ser corajoso, tem de investir na pessoa com todos os riscos que o ‘investimento’ traz. E as pessoas estão medrosas e cansadas.”

Quanto ao casamento consigo mesmo, Pondé é taxativo: “Chegamos ao cúmulo da entropia afetiva da humanidade.” O filósofo vê nessa ritualística algo muito pior do que alguém exigir o direito de casar com seu cachorro. “Porque pelo menos o cachorro é outro ser vivo. Casar consigo mesmo é mais ou menos o direito de me declarar klingon, raça de alienígenas da série Star Trek”, critica.

“Hoje, as pessoas querem dizer que escolhem o sexo, a raça, assim como escolhem o desodorante. Tem gente que diz que é de outro planeta. Eles estão em missão na Terra e querem ser reconhecidos como tal. É o transgênero, o transracial e o transplanetário. Agora existe a pessoa que exige o direito de casar consigo mesmo”,diz.

Verena ainda não pensa no autocasamento. Ela ficou animada após seu mais recente encontro amoroso. A conversa fluiu, os dois riram bastante. Ele era bonito, eles se beijaram, e o beijo foi bom. Mas ele não escreveu depois. Ela, então, mandou um whatsapp: “Gostei muito de te conhecer.” E ele respondeu um dia depois: “Eu também, muito obrigada pela tarde (emoji piscando).”

Smartphones – Aplicativos

Como organizar os ícones do celular para economizar tempoÍcones de aplicativos organizados da melhor maneira para ganhar tempo.

Essas estratégias nos permitem acessar aplicativos de forma mais rápida

Ícones de aplicativos organizados da melhor maneira para ganhar tempo

Quantas vezes um usuário consulta o celular ao longo do dia? Um estudo revelou esse dado e o número é realmente impactante: se estima que uma pessoa toque a tela de seu smartphone em média 2.716 por dia.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

A cifra pode parecer desmedida, mas nos dá uma ideia da importância do dispositivo em nosso dia a dia, e devido à intensidade do uso, uma mudança de hábitos pode ter muitíssimo impacto com relação ao tempo que dedicamos ao aparelho.

Sem dúvidas, a maioria dos usuários perde muito tempo procurando e abrindo aplicativos: ler uma mensagem no Facebook, dar uma olhada em sites, e ligar para alguém… Nesse baile de apps muitos segundos são desperdiçados, a não ser que tenhamos tudo muito bem organizado.

Os fabricantes de celulares e de seus sistemas operacionais conhecem bem essa problemática e se esforçam ao máximo para oferecer soluções e interfaces simples para o usuário. Enquanto realizam pesquisas para continuar avançando em outros sistemas de relação com o usuário (como os assistentes de voz, por exemplo), a melhor alternativa parece ser a que Apple propôs em seu iPhone original: uma série de ícones repartidos pela tela que o usuário pode organizar como preferir. No entanto, essa liberdade pode resultar em uma economia ou perda de tempo considerável. Então, como devemos organizar os aplicativos na tela do celular?

A organização perfeita da tela inicial

A maneira como os ícones dos aplicativos estão distribuídos pode nos fazer perder muito tempo. Quem nunca se viu meio perdido deslizando os dedos sobre a tela para encontrar determinado aplicativo? Quantas vezes recorremos ao botão de pesquisar disponível no menu para achá-lo? Nesse terreno, a liberdade para o usuário é total, e a pior parte é que não existe uma receita que seja útil para todas as pessoas. No entanto, há critérios que cada usuário pode aplicar de acordo com o uso que faça do celular.

A tela principal e a dock

Independentemente do critério utilizado para organizar os ícones, na tela principal e na dock (barra de ícones inferior) deveriam estar, sempre, aqueles aplicativos utilizados com mais frequência, por uma questão de pura lógica. O acesso à home e à dock é imediato, e cada segundo conta.

Organização por categorias

Quando lançaram as lojas de aplicativos, o catálogo de apps disponíveis era muito limitado, mas, agora, com a expansão das mesmas, o número parece interminável, o que representa um problema na hora de organizá-los.

Para facilitar as coisas, os sistemas operativos passaram a oferecer a possibilidade de criar pastas, que podem agrupar ícones de acordo com determinados temas: esse sistema propõe reunir os aplicativos por conteúdo (música, bancos, jogos, etc.), sempre respeitando a regra anterior de manter os mais usados na tela principal. O maior inconveniente desse sistema é a necessidade de ser muito disciplinado na hora de organizar as pastas e ter boa memória para saber onde buscar cada aplicativo depois.

É possível organizar os ícones por temas, agrupando os aplicativos de acordo com o conteúdo (música, bancos, jogos)

Organização por frequência de uso

Outra possibilidade pela qual optam muitos proprietários é distribuir os apps de acordo com a frequência de uso: os mais próximos à home são os mais utilizados, relegando os demais às telas posteriores. A grande desvantagem desse critério é que, cedo ou tarde, nosso celular acaba se transformando na casa da mãe Joana, e, ao final, nos vemos obrigados a usar o sistema de buscas 90% das vezes.

Organização por cores

Embora pareça mentira, organizar os aplicativos pela cor de seus ícones pode ser extremamente eficaz se o usuário for minuciosamente disciplinado e tiver memória fotográfica (ou, melhor dizendo, cromática). Para colocar esse sistema em prática basta agrupar os apps de acordo com a cor de seus ícones (Facebook e Twitter, por exemplo, seriam colocados na mesma pasta). Assim, se torna mais fácil acessá-los, se sabemos bem a cor de cada um.

Deixar espaços livres e manter uma limpeza a nível visual

Embora não se trate exatamente de um método de organização, manter espaços vazios nas sucessivas telas, e não ter medo de acrescentar mais, pode ajudar a acelerar a velocidade de acesso aos aplicativos. Uma interface limpa faz com que seja muito mais fácil encontrá-los.

“WhatsApp da terapia” estreia no Brasil com mensalidade de R$ 299

Aplicativo conecta pacientes a psicólogos e permite troca de mensagens criptografadas

Dois brasileiros criaram um aplicativo que funciona como se fosse um WhatsApp voltado para a orientação psicológica.

Yonathan Yuri Faber e Renan Tupin são os cofundadores do Fala Freud, um app que conecta pessoas a psicólogos e cobra mensalidade de 299 reais.
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O aplicativo funciona com aprovação do Conselho Federal de Psicologia.

Em junho, o Fala Freud enfrentava resistência do órgão, mas, após adequações no site, ele foi aprovado no final de outubro deste ano, em conformidade com a Resolução CFP nº 11/2012.

Como detalhamos nesta matéria, o Fala Freud permite que os usuários consultem psicólogos ao longo do dia, solicitando orientações sobre as situações que enfrentam.

No primeiro acesso, o paciente passa por uma triagem com um profissional que avalia se ele está apto para participar da plataforma ou se ele requer atendimento psicológico presencial ou mesmo intensivo.

O usuário poderá enviar mensagens de texto, voz e vídeos contando sobre o que está passando. O psicólogo, então, responde com as orientações adequadas.

O atendimento psicológico será documentado e reportado à empresa, com o objetivo de avaliar o progresso do paciente.

Segundo Faber, a maioria das pessoas cadastradas do aplicativo neste primeiro momento são mulheres.

“Estou bem satisfeito com o andamento do app, a aprovação do Conselho abre muitas portas. O objetivo do Fala Freud é levar a terapia a todos. O valor é acessível, praticamente qualquer dono de smartphone pode pagar. Queremos entregar bem-estar às pessoas”, afirmou Faber, em entrevista exclusiva a EXAME.com.

O Fala Freud está disponível para smartphones Android e iPhones.

O pagamento é realizado via cartão de crédito e todas as mensagens trocadas entre paciente e psicólogo são criptografadas para evitar problemas com vazamentos ou interceptação de dados — assim como acontece no WhatsApp.
Por Lucas Agrela/Exame

Tecnologia e Educação:A ciência da computação vai virar o novo inglês?

Futura CodeFutura Code School: cursos incluem desde oficinas, de dois dias, até cursos regulares, de até 3 anos.

Nigri é fundador e sócio de uma escola de programação, a Futura Code School. A ideia de começar esse negócio surgiu depois de um pedido do presidente Barack Obama a crianças americanas: “Não comprem um novo videogame. Desenvolvam um”.

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Nem jovem, nem programador, Nigri ouviu as palavras do presidente. “Quando assisti [ao vídeo no qual Obama diz isso], pensei: ‘É o Obama se dirigindo às crianças e pedindo para que elas aprendam a programar. O que isso significa?’”, conta a EXAME.com.

O pedido de Obama fazia parte do projeto “Hour of Code”, que conta com ícones como Bill Gates, cofundador da Microsoft, e Mark Zuckerberg, cofundador e CEO do Facebook. Com as palavras de Obama ainda ecoando em sua cabeça, Nigri uniu-se ao sócio e físico Mário Menezes. Da parceria nasceu a escola que ensina ao público de seis a 17 anos os conceitos da programação.

Localizada no bairro de Perdizes, em São Paulo, a escola oferece cursos usando um sistema de aprendizado simples e lúdico. As aulas têm como base a criação de jogos e aplicativos. Para isso, são utilizadas plataformas como Scratch, Blockly e Stencyl, que “ilustram” códigos por meio de blocos. A ideia é ensinar a lógica da programação antes das linguagens em si.

A Futura Code também atende a escolas que desejam incluir a programação em sua grade curricular. A instituição tem uma vertente social que inclui parcerias com ONGs e oferece aulas gratuitas para crianças que não têm condições de pagar.

SuperGeeksSuperGeeks: o curso regular se divide em nove fases e envolve uma imersão por todas as áreas – Foto:Divulgação/SuperGeeks Jardins

Mais do que uma brincadeira

Também adotando plataformas de programação em blocos, a Supergeeks é outra escola que investe na tendência. O fundador Marco Giroto morou nos Estados Unidos e percebeu que a presença da disciplina nas escolas já estava mais consolidada.

“Quando cheguei, notei um movimento em prol da ciência da computação. Quis trazer a ideia ao Brasil”, relembra. Marco aprendeu a programar aos 12 anos e acredita que a experiência foi importante. “Aprender a programar fez com que meu pensamento se tornasse lógico, com facilidade para resolução de problemas. A criatividade também é constantemente usada e treinada.”

Ele e a esposa, Vanessa Ban, deram início ao projeto no final de 2013. A ideia era oferecer aulas a escolas, mas nenhuma instituição procurada se interessou. A alternativa foi abrir uma unidade própria; hoje já são mais de 30 pelo país. A escola atende a alunos de sete a 16 anos e a duração dos cursos varia de um mês a cinco anos (este é dividido em nove fases e envolve programação avançada).

EXAME.com acompanhou uma aula na unidade SuperGeeks Jardins, em São Paulo. Turmas de até 12 alunos integram um jogo online estilo RPG no qual cada aluno é um personagem. Participar positivamente, como respondendo a perguntas, dá pontos ao aluno e faz com que ele suba de nível. O oposto ocorre caso o aluno atrapalhe a aula.

O fundador enfatiza que a habilidade não deve ser encarada somente como rumo profissional. “A programação não serve só para a criança se tornar programadora; não aprendemos matemática para sermos matemáticos e biologia para sermos biólogos. São coisas relacionadas à nossa vida, e com a programação não é diferente.”

Reinventando o tradicional

A expansão dessa área tem feito com que instituições tradicionais se adaptem. O Colégio Elvira Brandão, de São Paulo, reestruturou as disciplinas de tecnologia e passou a incluir a programação no cotidiano dos estudantes.

Enquanto no ensino integral os alunos têm um currículo extra dedicado à tecnologia, no regular os professores incluem a programação como ferramenta no ensino das matérias escolares.

“A escola tem 112 anos e está consciente de que, se não se reinventar, não sobrevive mais 100 anos”, explica Renato Judice, diretor da instituição. Ele detalha que as mudanças, adotadas a partir de 2015, estão sendo aos poucos absorvidas pelos alunos. “Muitos dão retorno positivo e demonstram empolgação; outros ainda estão se acostumando”, explica.

O novo inglês?

Mitchel Resnick, diretor do grupo Lifelong Kindergarten, do MIT Media Lab, defendeu que aprender programação é tão importante quanto ler ou escrever. Já no Brasil, tem sido comum comparar a importância dessa habilidade com a do aprendizado de inglês.

“Há 20, 30 anos, houve o boom das escolas de inglês, que não eram consideradas tão importantes. Com o tempo, essa habilidade passou a ser mais necessária”, diz Jayme Nigri, da Futura Code. “A programação é, também, uma linguagem universal, mas não tenho a convicção de que chegou para substituir o inglês.”

Já para Marco Giroto, da SuperGeeks, o inglês corre o risco de perder sua posição. “Vejo o aprendizado da ciência da computação como mais importante”, diz. Ele destaca que a nova geração tem motivos para ir atrás desse aprendizado. “O pessoal que vai estar trabalhando daqui a 10 anos, terá dificuldade maior de arrumar emprego se não tiver esse conhecimento. A língua mais falada no mundo é o mandarim, mas poderíamos dizer que é o binário.”
Ana Laura Prado/EXAME.com

A proibição do Waze e o direito à comunicação

/ra/pequena/Pub/GP/p4/2016/09/09/Opiniao/Imagens/Vivo/WEB-10-09-ilustra-pag3.jpgO poder público pode reprimir as condutas ilícitas dos motoristas, mas isso não autoriza a supressão do direito fundamental à comunicação de todos os cidadãos brasileiros.

 Ericson M. Scorsim¹

O Projeto de Lei 5.596, de 2013, aprovado na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara dos Deputados, dispõe sobre a proibição do uso de aplicativos, redes sociais e quaisquer outros recursos na internet para alertar motoristas sobre a ocorrência e localização de blitz de trânsito. O projeto de lei será ainda analisado por outras comissões legislativas da Câmara dos Deputados.

Segundo o projeto de lei, o provedor de aplicações de internet tem a obrigação de tornar indisponível o conteúdo associado ao aplicativo ou à rede social.

Como sanção pelo descumprimento da regra, o projeto de lei prevê que o infrator terá de pagar multa de até R$ 50 mil, multa também aplicável à pessoa que fornecer informações sobre a ocorrência e localização de blitz para aplicativos, redes sociais ou quaisquer outros recursos na internet.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Em outras palavras, se aprovado este projeto de lei, fica proibida a utilização de aplicativos como o Waze, bem como a criação de páginas nas redes sociais destinadas a alertar os motoristas sobre a ocorrência e localização de blitz de trânsito.

Há desproporcionalidade entre a medida legislativa e a finalidade por ela buscada

Ora, este projeto de lei é contrário às diretrizes do Marco Civil da Internet, que estabelecem a plena liberdade de expressão, informação e comunicação, no âmbito da cidadania. O projeto de lei atinge em cheio o núcleo essencial do direito fundamental dos cidadãos quanto à utilização de aplicativos de internet.

O Marco Civil da Internet ainda garante a plena liberdade dos modelos de negócios na internet e, consequentemente, a liberdade da empresa provedora de aplicações de internet. De fato, a empresa de tecnologia responsável pelo provimento do aplicativo com informações relacionadas ao trânsito não pode ser responsabilizada em lei pela conduta de seus respectivos usuários.

Além disso, há desproporcionalidade entre a medida legislativa e a finalidade por ela buscada (segurança no trânsito), daí a sua potencial inconstitucionalidade.

Em vez de se adotar uma medida legislativa, extrema (a proibição do uso de aplicativos e redes sociais para fins de alerta de motoristas sobre ocorrência de blitz de trânsito), o Legislativo poderia adotar medidas de fomento à realização de campanhas educativas relacionadas ao trânsito, especialmente sobre o comportamento dos motoristas.

Sem dúvida alguma, o poder público tem a obrigação de fiscalizar a aplicação das regras do Código Nacional de Trânsito, inclusive com a repressão das condutas ilícitas dos motoristas, mas isso não autoriza a adoção de medida legislativa excessiva, com a supressão do direito fundamental à comunicação de todos os cidadãos brasileiros.

O direito à comunicação por aplicativos é protegido pela Constituição Federal, daí o controle rigoroso quanto ao exame da constitucionalidade de medidas restritivas a direitos fundamentais, tal como o direito à comunicação digital.

Tema relevante, que envolve o direito e as novas tecnologias, com alto impacto sobre os cidadãos brasileiros, razão pela qual o referido projeto de lei merece análise bastante cuidadosa.

¹Ericson M. Scorsim, mestre e doutor em Direito, é advogado especializado em Direito das Comunicações e autor do e-book Direito das Comunicações.

Comissão da Câmara aprova projeto para proibir Waze

Os indigentes atacam novamente. Será que essa corja não têm coisas muito mais sérias a fazer? Agora ficar preocupado com um aplicativo… esse políticos ficam brincando de trabalhar.
No meio do trololó há essa gracinha“…aplicativo ou funcionalidade que identifique radares ou blitze pelo caminho”. Hahahaha! Então vão proibir todos os GPS, já que todos indicam os radares?
José Mesquita


Projeto quer vetar uso de aplicativos que avisem a ocorrência de blitze

 | HENRY MILLEO / Gazeta do Povo

HENRY MILLEO / Gazeta do Povo

A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (30) um projeto que pode atrapalhar o futuro do aplicativo de navegação em mapas Waze no Brasil: de autoria do deputado Major Fábio (PROS-PB) o projeto de lei nº 5596, de 2013, pretende proibir o uso de aplicativos e redes sociais que alertem motoristas sobre a ocorrência de blitze no trânsito.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O texto pretende alterar o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), instituindo como infração o ato de conduzir veículo com dispositivo, aplicativo ou funcionalidade que identifique radares ou blitze pelo caminho. O Waze não comentou o assunto.

A partir da aprovação na comissão de tecnologia, o projeto segue para a Comissão de Viação e Transportes (CVT) e para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Incompleto.

Para Francisco Brito Cruz, diretor do instituto de pesquisa de direito digital Internet Lab, a aprovação do projeto na Comissão foi uma surpresa.

“Nenhum dos dados apresentados na audiência pública foi levado em conta no projeto de lei”, disse o pesquisador, que participou do debate sobre a proposta.

Para ele, “a preocupação com as blitz não será resolvida com bloqueio do Waze”, e a proibição desse tipo de aplicativo pode causar “prejuízos à inovação”, além de impedir que as pessoas usem o Waze quando precisam pedir ajuda às autoridades policiais.

O especialista criticou ainda a forma como o debate sobre o assunto foi conduzido. Ele acredita que houve pouca participação do relator do projeto, Major Fábio.

O projeto também desagradou a ativistas, que usaram as redes sociais para opinar sobre o tema: no Twitter, o chefe executivo de pesquisas do Instituto Beta – Instituto e Democracia, Paulo Rená, disse que “o PL tem redação incoerente e confusa, e ainda contradiz dispositivos claros do Marco Civil da Internet”.

Google lança aplicativo para chamadas de vídeo

Duo promete fazer ligações para celulares com sistema Android ou iOS e funcionar até mesmo com conexões de internet mais lentas. Função permite ao usuário ver quem o contata antes de aceitar a ligação.

Layout do novo aplicativo para chamadas de vídeo da Google
Google anuncia Duo como aplicativo mais simples e confiável para chamadas de vídeo

A gigante da internet Google lançou nesta terça-feira (16/08) um aplicativo para chamadas de vídeo que promete funcionar mesmo com uma conexão de internet lenta.

Com o app, batizado de Duo, a empresa apresenta uma alternativa aos serviços já existentes.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O Duo não difere muito dos correntes Skype, da Microsoft, Facebook Messenger ou o FaceTime, da Apple.

A grande novidade do aplicativo é a função chamada de Toc, Toc, que permite ao destinatário ver quem o está chamando antes de aceitar a ligação.

Além dessa opção, a Google afirma que o aplicativo funciona até mesmo com conexões de internet mais lentas, ao reduzir “de forma elegante” a resolução para manter a chamada.

“Para chamadas de vídeo em movimento, o Duo alterna automaticamente entre Wi-Fi e conexão de celular sem deixar cair a ligação”, ressaltou o engenheiro de software da Google Justin Uberti.

Lançamento de Duo e Allo
Além de Duo, empresa lança novo aplicativo para mensagens de texto

O Duo necessita apenas de um número de telefone para estabelecer uma ligação com um contato, não importanto se ele tem um celular com o sistema operacional Android ou iOS. Alguns serviços concorrentes exigem que ambos os participantes da ligação tenham uma conta para usá-los.

O Duo é anunciado pela Google como o aplicativo mais simples e confiável para chamadas de vídeo existente no mercado.

Esse é o primeiro dos dois programas que a gigante da internet planeja lançar nos próximos meses.

A empresa prepara ainda um novo serviço de mensagens de texto, chamado de Allo.

Nos próximos dias, o Duo estará disponível para ser baixado em todo mundo gratuitamente, tanto para sistemas Android, como para o iOS da Apple.
CN/ap/rtr

A briga de gato e rato contra apps que ameaçam ganha-pão do Facebook

Quase cada centavo que o Facebook ganha vem de propaganda e, por isso, qualquer ameaça a este modelo coloca a rede social em risco.

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Aplicativos e softwares podem acabar com o ganha-pão do Facebook
Image copyrightGETTY IMAGES

Para evitar o pior, o Facebook está tentando sair à frente em sua batalha contra o Adblock Plus, o aplicativo que oferece software para bloquear propagandas que aparecem para os cerca de 100 milhões de usuários da rede social.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Na semana passada, o Facebook fez ajustes em seu feed de notícias para que o Adblock Plus (e outros programas parecidos) não conseguisse mais encontrar as propagandas. Os ajustes enganam o software para que ele pense que as propagandas são apenas posts normais.

O Adblock Plus reagiu e já encontrou uma alternativa. Na quinta-feira passada, a empresa escreveu que “nesta rodada da luta de gato e rato, parece que o rato venceu”.

O Adblock Plus ainda comemorava a vitória quando o Facebook apresentou sua nova solução para driblar o Adblock Plus e ainda lançou um alerta para os usuários.

Andrew Bosworth, conhecido como Boz, chefe de propaganda no Facebook, escreveu no Twitter que “estas novas tentativas não bloqueiam apenas as propagandas, mas também os posts de amigos e de outras páginas (da web que o usuário segue)”.

“Vamos cuidar deste assunto.”

Controle

Boz e a equipe de propaganda do Facebook não demoraram para reagir à medida do Adblock Plus e, horas depois de o app ter divulgado sua solução, a rede social já começava a rodar seu novo código que desativa a nova solução do Adblock.

“Bloqueadores de propaganda são instrumentos grosseiros e por isso nós nos concentramos em construir ferramentas como as preferências de anúncios, para colocar o controle nas mãos das pessoas”, informou o Facebook em uma declaração.

As primeiras tentativas de livrar as pessoas de propaganda apenas paravam os anúncios pop-up.

Mas o aplicativo Adblock Plus é bem mais sofisticado: consegue filtrar propagandas que passam antes de vídeos e ainda remove outros anúncios menos intrusivos em páginas visitadas.

No entanto, a noção do que é intrusivo não é igual para todos. Muitos preferem se ver livre de toda e qualquer propaganda quando estão navegando.

AFP
Empresas como Facebook e Google ganham dinheiro, tanto em computadores como celulares, com a propaganda – Image copyrightAFP

Em particular quando estão usando o Google e o Facebook, que construíram seu negócio graças à propagandas personalizadas e à coleta de grande quantidade de dados dos usuários.

E é por causa desta publicidade que Google e Facebook são grátis – e certamente vão continuar sendo. O dinheiro tem que sair de algum lugar e, por enquanto, vem das propagandas.

Seletivo

Existe uma outra polêmica cercando o Adblock Plus. O app não bloqueia propagandas em todos os sites.

A empresa tem uma lista de sites que passam livremente e, para entrar nesta lista, a companhia interessada precisa pagar ao Adblock Plus.

Alguns chamam isto de extorsão mas a empresa discorda e explica que tem um papel importante controlando as propagandas online.

Andrew Bosworth diz que o Facebook não vai pagar para entrar nesta lista.

“Ao invés de pagar para as empresas de bloqueio de publicidade – e algumas destas companhias já nos convidaram – estamos colocando o controle nas mãos dos usuários com nossa atualização de preferências de propagandas e outros controles de anúncios”, escreveu o diretor de propaganda do Facebook.

Como se tornar invisível no WhatsApp e outros truques ‘nível especialista’

Se não dá pra sumir, saiba como evitar que vejam o horário da sua última conexão, a sua foto de perfil…

Whatsapp,Blog do Mesquita,Privacidade 01 O WhastApp é o aplicativo mais usado no Brasil: 9 em cada 10 brasileiros conectados à internet usam a ferramenta de comunicação, segundo recente pesquisa do Conecta, do Instituto Ibope. O aplicativo se tornou um meio de comunicação empregado por boa parte do mundo.

É tanta gente que às vezes isso pode causar problemas: a quantidade de mensagens (especialmente geradas em grupos), assim como a informação pessoal que o aplicativo oferece sobre o usuário — como a hora de última conexão ou o temido duplo tique azul —, eventualmente faz do WhatsApp mais um problema do que uma solução.

Para aquelas ocasiões em que você preferia não estar no aplicativo, ou pelo menos ser incomodado o mínimo possível, existem alguns truques para se tornar quase invisível ou, que remédio, não ficar tão exposto ao bombardeio de mensagens. E, para quem por alguma razão não puder parar de usá-lo, outra rodada de dicas para não acabar puxando os cabelos.

Truques para ficar ‘invisível’ no WhatsApp

1. Elimine o horário da sua última conexão

Para que ninguém possa fofocar sobre quando foi a última vez que você olhou o aplicativo antes de ir para a cama, siga os seguintes passos tanto no Android como no iOS para iPhone: entre no menu do WhatsApp, selecione ajuste>conta>privacidade>visto por último. Nesse menu você pode escolher quem consegue ver a hora da conexão — se todo mundo (inclusive pessoas que não estiverem na sua agenda, mas tiverem o seu número de telefone), só os seus contatos ou ninguém. Ao escolher ninguém, você tampouco poderá ver a hora de conexão dos seus contatos.

2. Elimine o duplo tique azul

Whatsapp,Blog do Mesquita,Privacidade 02Tanto no Android como no iOS, na parte inferior do mesmo menu “privacidade” onde você modifica o item “visto por último”, há uma marcação ativada chamada “confirmações de leitura”.

Se desativá-la, seus contatos deixarão de ver o duplo tique azul quando você ler as mensagens, mas você tampouco receberá essa confirmação quando os outros lerem as suas.

3. Torne a sua foto de perfil visível apenas para os seus contatos

Para evitar que pessoas alheias aos seus contatos possam ver sua foto de perfil, selecione “meus contatos” no item “foto de perfil”, no menu “privacidade”. Se preferir que nem os seus contatos possam vê-la, marque a opção “ninguém”.

4. Interrompa o aplicativo

Whatsapp,Blog do Mesquita,Privacidade 03Um truque muito útil quando você quer evitar receber mensagens e deseja que seus contatos vejam apenas o primeiro tique cinza de “enviado”, mas não o segundo, de “recebido”, sem a necessidade de desinstalar o aplicativo ou desligar o celular, é forçar uma pausa no aplicativo.

Para isso, no Android é preciso ir aos ajustes do próprio celular, chegar ao “administrador de aplicativos” e procurar o WhatsApp. Uma vez ali, apertar o botão de “forçar paralisação”. Você não receberá mensagens nem notificações enquanto não entrar no aplicativo outra vez.

No iOS, é preciso um duplo clique rápido sobre o botão circular do iPhone.

Aparecerão todos os aplicativos abertos em segundo plano; selecione WhatsApp e deslize o dedo de baixo para cima.

5. Aplicativo para ficar invisível

Whatsapp,Blog do Mesquita,Privacidade 04Quem quiser fazer fofoca sobre o horário da última conexão e receber os tiques azuis das suas conversas sem a necessidade de expor os próprios pode usar aplicativos que permitem ler as mensagens sem a necessidade de entrar no aplicativo, do modo que nem a hora de conexão nem o tique azul mudarão.

Um dos mais populares é o Stealth App, embora a versão sem publicidade custe mais do que o próprio WhatsApp.

Truques para não enlouquecer

1. Responda do computador

Se você precisa estar atento ao WhatsApp e não pode ficar com um olho no celular e outro no computador, é possível abrir sua conta do aplicativo pelo site whatsapp.com.

2. Marcar mensagens como não lidas

Whatsapp,Blog do Mesquita,Privacidade 05As últimas versões do WhatsApp se inspiraram no e-mail para incorporar uma nova utilidade: a de marcar mensagens como não lidas.

Se você já tiver lido uma mensagem, mas quiser revê-la depois, mantenha o dedo sobre uma conversa para abrir um minimenu do Android.

Nele, selecione “marcar como não lido”. Atenção: selecionar “não lido” não implica que a pessoa que escreveu a mensagem não verá o tique azul correspondente. Ocorre o mesmo ao eliminar uma conversa: ela será apagada do seu celular, mas não do aparelho da pessoa com quem você estiver conversando.

No caso do iOS, deslize o dedo da esquerda para a direita sobre a conversa já lida e ative a opção de marcá-la como não lida.

3. Evite que os arquivos sejam baixados automaticamente

Sim, as mil felicitações natalinas que você recebeu foram muito divertidas, mas talvez você não ache tanta graça quando receber a conta do celular: por default, o WhatsApp baixa todas as imagens enviadas quando você está conectado à rede de dados da telefonia móvel, mas isso pode ser evitado. No menu de ajustes do Android, selecione chat e chamadas>download automático>conectado a dados móveis, e desative o item “imagens”.

No iOS, o acesso pode ser feito a partir dos “ajustes” do aplicativo, e então “uso de dados”. Surgirá o menu “dowload automático de mídia”. Nele é possível desativar os itens “imagens”, “áudio” e “vídeo”.
Pablo Cantó/ElPais

Tecnologia: WhatsApp ganha suporte para o envio de documentos

WhatsApp: app ganhou suporte ao envio de arquvios em PDF

WhatsApp em smartphone da Samsung e iPhone

O aplicativo de mensagens WhatsAppganhou suporte para o envio de documentos em sua última atualização.

Agora, é possível mandar arquivos no formato PDF para os amigos.

Textos do Word, planilhas do Excel ou apresentações do PowerPoint ainda não podem ser compartilhadas no aplicativo.

A novidade foi anunciada há algum tempo, mas começa a chegar aos usuários nesta semana.

O recurso pode ser útil para usuários corporativos – e WhatsApp já declarou seu interesse em ser usado em empresas, mediante assinatura do serviço.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Para enviar um documento no WhatsApp, basta clicar no ícone de anexos, ao lado do botão de chamadas de voz.

Lá, você verá que ainda existem seis opções e a primeira é chamada Documentos.

Os ícones para envio de foto e vídeo foram unificados na galeria.

WhatsApp – envio de documentos

Outra mudança no aplicativo do WhatsApp com essa atualização é o visual da página perfil de um contato ou grupo.

O status e o número de telefone passam a aparecer juntos. Para ver o status de alguém, é preciso selecionar o item – deixando assim menos visível o recurso que deu vida ao WhatsApp.

Quem quiser usar os novos recursos do app em um smartphone com sistema Android pode se inscrever gratuitamente no programa de testes da empresa.

As novidades devem chegar a todos os usuários nas próximas semanas.
Lucas Agrela/EXAME.com