Desigualdade: Monitoramento de aplicativo escancara política de morte pelo coronavírus em localidades pobres do Rio de Janeiro

A roleta da morte. Morrer de fome ou de Coronavirus?
Pandemia agrava fome nas favelas e o Brasil tem 51% de domicílios em áreas adensadas. Em 48% dos domicílios vivem entre 4 a 7 pessoas, enquanto a Pandemia agrava fome nas favelas.

O aplicativo Covid por CEP, criado pelo urbanista Thales Mesentier, foi colocado no ar este mês. A ideia é ajudar no combate à pandemia a partir de dados georreferenciados, oferecendo visualização espacial dos casos da doença na cidade do Rio de Janeiro, de acordo com o código de endereçamento postal. É possível realizar a busca por CEP específico ou navegar pela cidade clicando nos círculos do mapa, que tem cores correspondentes ao número de casos, indicando ainda se houve óbito na localidade.

De acordo com o aplicativo, os dados mostram uma maior concentração dos casos de Covid-19 nas regiões mais ricas da cidade. Porém, em contrapartida, nas regiões mais pobres, sobretudo na Zona Oeste, a taxa de letalidade pelo vírus é muito maior que a média do estado, uma das maiores do país.

Ainda segundo o aplicativo, em toda a capital, os endereços com maior número de mortes em decorrência da infecção por coronavírus são a Rua do Amparo, em Rio das Pedras; Rua São Miguel, na Tijuca; a Estrada dos Caboclos, em Campo Grande; e a Rua Nilópolis, em Realengo. Não podemos nos esquecer que toda a população do Morro do Borel utiliza como código postal o endereço situado na Rua São Miguel, número 500 e que, portanto, os dados devem refletir a realidade da comunidade moradora da favela. A ferramenta mostra que o CEP 20530-420, que corresponde à região, já teve 83 casos, sendo 75 recuperados, 8 óbitos e nenhum caso ativo até o momento.

Os dados do CoronaZap, um sistema de monitoramento colocado em prática por moradores do Borel por meio do WhatsApp, revelam que foram registrados 16 casos na comunidade, sendo 2 confirmados e 14 suspeitos, no período de março a abril deste ano.

É evidente que o número tende a ser muito maior, devido à falta de testes. Ainda assim, os números divulgados não foram contabilizados pelo poder público de maneira particular para o território, isto é, havendo um agrupamento dos casos para o bairro da Tijuca. A falta de uma política de notificação específica e transparente de casos em favelas, aliada à ausência do Estado com políticas públicas plenas para minimizar os impactos da doença nesses territórios, interferem diretamente no comportamento dos moradores em relação às medidas de proteção e segurança contra a Covid-19.

É impossível não se estarrecer com esses dados. É evidente que a pandemia realçou as profundas desigualdades do país, mas poucas coisas denunciam a prática da política de morte quanto o cruzamento dos dados do Covid por CEP, com os dados apresentados pela Rede de Observatórios da Segurança.

Muito se tem falado sobre necropolítica e em como Achille Mbembe avança, nos componentes racial e colonial, a análise da biopolítica de Foucault, para quem o biopoder funciona a partir da divisão entre as pessoas que devem viver e as que devem morrer. Para o filósofo camaronês, em nosso mundo contemporâneo, as armas são dispostas com o objetivo de provocar a destruição máxima de pessoas e criar formas únicas e novas de existência social nas quais vastas populações são submetidas a condições de vida que lhes conferem o estatuto de mortos vivos.

Favelas e o coronavírus (Free-Photos/Pixabay)

A política sanitária adotada pelo poder público nos territórios de favelas e periferias – onde saneamento básico, água potável, atendimento de saúde, entre outros serviços, são precários – evidencia o “deixar morrer” necropolítico, resultando em altos índices de letalidade da infecção por coronavírus em favelas e bairros da Zona Norte e Zona Oeste, longe dos hospitais de campanha montados no Centro e na Zona Sul da cidade, bem como da ampla cobertura da rede privada de saúde e do acesso a testes para diagnóstico da Covid-19.

Da mesma maneira, o aumento do uso da força letal por parte das polícias do Rio de Janeiro em relação ao ano anterior, especialmente em abril e maio, em meio à pandemia e algumas vezes, inclusive, durante ações humanitárias, concretiza a face do “fazer morrer” fruto da política de controle dos corpos por meio da morte.

Vale lembrar que a escalada de mortes decorrentes de intervenção de agente do Estado, durante operações policiais, somente decresceram em junho por imposição judicial em virtude da decisão liminar no bojo da ADPF 635 – Favelas pela Vida, que proibiu ações injustificadas enquanto durar a pandemia.

A maior parte das vítimas fatais da Covid-19 é negra, pobre, de origem periférica ou favelada – estudo liderado pela PUC-Rio mostra que pretos e pardos com baixo índice de escolaridade morrem quatro vezes mais.

Já uma análise da Agência Pública aponta que de cada três negros internados por Covid-19 um morre, a proporção entre brancos é 4,4 internados. Isso diz muito a respeito da situação da classe trabalhadora do Rio de Janeiro, e do enorme desafio em transformar cotidianamente luto em luta para mudar essa realidade de extrema desigualdade social.


Mônica Francisco é presidente da Comissão de Trabalho Legislação Social e Seguridade Social e vice-presidente da Comissão de Combate às Discriminações e Preconceitos de Raça, Cor, Etnia, Religião e Procedência Nacional da Alerj.

Como combater os ‘crapwares’, programas pré-instalados que roubam dados e espaço no seu celular

APP,Facebook,Blog do MesquitaDireito de imagemGETTY IMAGES
O ‘crapware’ rouba espaço precioso no seu celular

Quando você compra um telefone, computador ou tablet, o mais comum é que alguns apps e programas já venham instalados. São os softwares de fábrica, chamados de crapware ou junkware – algo como “softwares lixo”, já que podem ter pouca utilidade e ocupam um espaço que poderia ser usado de outra forma.

Os programas são variados, desde navegadores até redes sociais, áudio-livros ou apps para editar música. Alguns têm prazo de validade – são apenas versões de teste que duram dias ou semanas. Mas outros ficam no seu dispositivo para sempre (e sem a sua permissão).

O problema é que esses softwares gastam dados e memória do celular – e muitas vezes o usuário fica sem espaço para instalar outros apps.

Por isso, muitos usuários da Samsung ficaram indignados quando foi anunciado que o Facebook viria instalado em vários modelos da marca.

‘Estão mentindo para você’

“Se você pergunta aos fabricantes por que instalam esse tipo de coisa, dizem que fazem isso porque estão oferecendo algo adicional. Mas estão mentindo para você”, escreveu o jornalista de tecnologia Adrian Kingsley-Hughes. Na verdade, “fazem isso porque as empresas pagam”. “Os fabricantes de hardware ficam satisfeitos de instalar crapwares em seus novos dispositivos, por alguns poucos dólares.”

Kingsley-Hughes diz que a única exceção é a Apple – o motivo é que a empresa fabrica seu próprio software operacional, o iOS. Samsung e várias outras marcas de celular costumam usar o sistema operacional Android, desenvolvido pela Google.

Ilustração de uma mão segurando um celular - na tela, há um símbolo de uma mão com o polegar para baixoDireito de imagemGETTY IMAGES
O app do Facebook já vem instalado por padrão em alguns dispositivos

Normalmente, é bem difícil se livrar de apps instalados na fábrica. Você pode tentar as três etapas abaixo. Mas, algo importante: em qualquer desses casos, se você tem alguma dúvida sobre desinstalar ou não um app, o melhor é não fazê-lo. É possível que o remédio seja pior que a doença e deixe seu celular instável.

1- Desinstale o app

A maneira mais fácil de ver se um app pode ser desinstalado é apertando o ícone dele durante alguns segundos, até aparecer a opção “desinstalar”. Se ela não aparecer, a saída é tentar achá-la no menu “ajustes”. Mas, de fato, grande parte dos apps foram instalados de forma permanente.

2- Desative ou desabilite

Se você não conseguir desinstalar o app seguindo o passo acima, você pode tentar desabilitá-lo. Para isso, vá em “ajustes” e escolha a opção “desativar” ou “desabilitar”. Essa foi a opção de muitos usuários da Samsung que não queriam ter o Facebook no celular.

Mas saiba que essa não é a opção definitiva para se livrar para sempre do crapware. É sim uma forma de evitar que esses programas sejam executados sem a sua permissão – além de recuperar parte do espaço que utilizam no seu aparelho.

Mão de um homem segurando um celularDireito de imagemGETTY IMAGES
Algumas vezes, não é possível desinstalar um app, mas sim desabilitá-lo

3 – Desinstale com root

Essa opção é um pouco mais complexa, mas efetiva. Para fazer isso, você deve procurar como “desrootear” seu dispositivo – em outras palavras, modificar o sistema operacional para conseguir ter controle total sobre ele. A seguir, é preciso usar um app para desinstalar esses programas à força.

Antes de fazer isso, você precisa saber que desrootear pode levar à perda de garantia do aparelho.

Então, pode ser que não valha a pena executar todo esse processo. Mas, se você quer eliminar os softwares de fábrica definitivamente, essa é a solução.

Sarahah – APP Saudita com 300 milhões de usuários

Somente 3 funcionários e 300 milhões de usuários. Sarahah, o polêmico app saudita de mensagens anônimas.

O aplicativo Sarahah permite enviar mensagens anônimas
Aplicativo ficou entre os mais baixados em mais de 30 países

“Sarahah” quer dizer “honestidade” em árabe mas, nos últimos dias, ganhou um novo significado no universo das redes sociais: dá nome a um aplicativo que viralizou com a premissa de permitir enviar mensagens anônimas a terceiros.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Em julho, o Sarahah ficou no topo do ranking de aplicativos mais baixados na App Store, loja de aplicativos da Apple, em mais de 30 países. No último mês, a rede já reuniu mais de 300 milhões de usuários (número que soma registrados, aqueles que enviam mensagens e visitantes) – enquanto é gerenciada por uma equipe de apenas três pessoas.

No Brasil, a plataforma App Annie mostra que o aplicativo é o nono mais baixado entre aqueles que são gratuitos na App Store.

Qualquer um que tenha o link do perfil de uma determinada pessoa pode enviar mensagens anônimas a ela – ou seja, não é preciso se cadastrar no aplicativo.

“Eu era bem otimista, mas determinei como meta no começo conquistar 1 mil mensagens. Mas agora, temos mais de 300 milhões de mensagens”, comemora o fundador do aplicativo, o saudita Zain al-Abidin Tawfiq, de 29 anos.

A viralização dos recados repletos de honestidade foi facilitada por uma mudança no aplicativo Snapchat, que passou a permitir o envio de links. Assim, usuários do aplicativo de mensagens instantâneas passaram a compartilhar seus perfis no Sarahah.

Mulher usa celular
Desenvolvedores do Sarahah se preparam agora para lidar com o mal uso da ferramenta Direito de imagemGETTY IMAGES

Embora o convite para uso do aplicativo diga “Você está pronto para a honestidade? Receba críticas construtivas dos seus amigos e colegas, em anonimato total”, Tawfiq reconhece que há usos “equivocados” da ferramenta.

Em meio a declarações de amor e revelações de homossexualidade, foram registrados também episódios de bullying e discursos de ódio.

“O uso equivocado é um desafio para todas as redes sociais. No Sarahah, acreditamos que um caso já é muito”, afirma o programador.

“Nós tomamos diversas providências. Eu não quero dar detalhes dessas medidas porque não quero facilitar a atividade de usuários que têm este tipo de conduta. Mas nós temos ferramentas como filtros e bloqueio, e muitas outras técnicas.”

Experiências turbulentas

Por outro lado, o site institucional do aplicativo estimula o uso do Sarahah até no trabalho, enumerando uma série de benefícios: “Melhore seus pontos fortes”; “Fortaleça pontos que devem ser melhorados”.

O site garante que nunca revelará sem consentimento a identidade daqueles que enviaram as mensagens.

Nos últimos anos, outros aplicativos já usaram do anonimato como um atrativo para a troca de mensagens – mas acabaram tendo um desfecho mal sucedido.

No Secret, por exemplo, os internautas podiam compartilhar segredos pública e anonimamente. O aplicativo foi encerrado em 2015, após uma série de problemas como a proliferação de bullying e até suspensões judiciais, como no Brasil.

“Eu acredito na comunicação honesta e aberta e na expressão criativa, e o anonimato é uma grande ferramenta para conquistar isso. Mas é também uma faca de dois gumes, que deve ser manejada com grande respeito e cuidado”, escreveu o fundador do Secret, David Byttow.

O Lulu, que permitia que mulheres avaliassem os homens com notas e caracterizações como “Sai bem na foto” e “Dá sono”, bombou, mas logo enfrentou uma série de problemas, inclusive na Justiça.

O aplicativo foi suspenso e depois relançado, mas hoje não existe mais.

Falha no sistema de criptografia do Whatsapp permite leitura de conversa

Segundo “The Guardian”, causa é a maneira como o app adotou sistema de codificação.

De acordo com matéria publicada no jornal britânico “The Guardian”, o Whatsapp possui uma falha que permite a leitura de conversas dos usuários mesmo que essas estejam criptografadas.

A falha foi descoberta pelo pesquisador da Universidade de Berkeley, na Califórnia (EUA), Tobias Boelter, que chegou a alertar o Facebook (dono do aplicativo de mensagens) sobre a situação, mas a situação não foi resolvida.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Segundo a publicação, a falha acontece na maneira como o aplicativo adotou o seu sistema de criptográfica, um modelo de ponta-a-ponta.

Esse sistema deveria gerar chaves únicas de segurança individual para cada usuário. É através dessas chaves que as mensagens são codificadas e decodificadas.

A criptografia de ponta-a-ponta protege todo o trajeto da comunicação entre as pontas (os participantes) da troca de mensagens. Com esse sistema, nenhum intermediário, nem mesmo o WhatsApp, é capaz de interferir na conversa e obter o que foi compartilhado.

O problema foi que o WhatsApp adaptou o protocolo Signal, desenvolvido pela Open Whisper Systems, que também é usado por outros aplicativos considerados seguros.

Essa alteração faz com que o aplicativo force a troca das chaves de um usuário que não esteja conectado à internet sem que as pessoas que conversem com ele sejam avisadas.

A partir daí, todas as mensagens marcadas como não entregues são criptografas com a nova chave e enviadas novamente, diz a matéria.

Netflix libera conteúdo offline

Não é todo o catálogo que está disponível para download, mas o espectador já pode assistir a algumas produções originais.

Para assistir séries e filmes sem internet é necessário atualizar o aplicativo da Netflix no celular. Por enquanto não é todo o catálogo da empresa que está disponível e os episódios das séries precisam ser baixados individualmente.

Em janeiro se completará um ano que a Netflix decidiu abrir seu serviço para o mundo todo, com exceção da China. Em termos gerais, salvo no caso de promoções conjuntas com operadoras, a Netflix cobra o equivalente a 10 dólares (33 reais) por mês pelo acesso a um catálogo no qual se destaca cada vez mais um conteúdo produzido pelo próprio serviço, somando-se ao das produtoras externas.

The Crown, que gira em torno da vida da Rainha Elizabeth II, da Inglaterra, é o seu sucesso mais recente. Além disso, há Narcos, Orange is the New Black e a já clássica House of Cards.

Na América Latina, a Netflix tem uma estratégia particularmente agressiva.

A Colômbia foi o país escolhido para a entrada da empresa no mercado, devido à sua infraestrutura e a um público mais inclinado a pagar por produtos online, mas foi no México que mais se apostou na criação de séries próprias.

Há alguns meses, o serviço rompeu o acordo com tinha com a Televisa, quando o canal mexicano decidiu lançar o seu próprio serviço de streaming online.

A Netflix, então, ficou sem as novelas, que têm grande aceitação na América Latina.

Mas levou a questão com senso de humor. A empresa tem mais de 70 milhões de assinantes no mundo inteiro, com acesso por celular, tablete, computador ou equipamentos compatíveis conectados no televisor.

A Netflix atendeu a um dos pedidos mais frequentes dos usuários

Reed Hasting, seu fundador e presidente, se destaca pelo seu senso de ironia e seu amor pela concorrência.

Com a Netflix, ele fez uma aposta na tecnologia, passando do mundo analógico para o mundo digital.

Nos primeiros anos da empresa, localizada em Los Gatos, bem perto da sede da Apple em Cupertino, ela funcionava como uma locadora com entrega e retirada em domicílio.

A assinatura permitia que o cliente recebesse em casa, com posterior devolução, um grande número de DVDs.

Seu grande acerto foi, primeiramente, apostar na digitalização e, depois, na produção de séries próprias.
Rosa Gimenez/ElPais

Eleições Municipais 2016 – Aplicativos TSE

Está disponível para download nas lojas da Apple Store e Google Play o aplicativo Candidaturas 2016.

O aplicativo permite que o eleitor tenha acesso às informações dos candidatos que irão concorrer às eleições municipais de outubro e acompanhar a prestação de contas da campanha.

O App. é de fácil manuseio, basta selecionar o estado do candidato e depois a cidade desejada.

Com o aplicativo, o eleitor tem informações dos postulantes aos cargos de prefeitos e vice, além de poder conhecer todos os vereadores.

Também poderá ter acesso às informações pessoais e declaração de bens e dos detalhes do registro da referida candidatura.[ad name=”Retangulos – Direita”]

Todas as informações são obtidas diretamente das bases de dados do Tribunal Superior Eleitoral e atualizada três vezes ao dia, 8h, 14h e 19h.

Ainda, de acordo com o TSE serão lançados, ao todo, 11 aplicativos e já estão disponíveis o Agenda JE (Calendário Eleitoral) e o JE Processos que permite o acompanhamento do trâmite dos processos do Sistema de Acompanhamento Processual e do Processo Judicial Eletrônico.
Fonte: TSE

Tecnologia: Pokémon Go é prenúncio irritante de algo importante

Você já ouviu falar no Pokémon Go, certo? Trata-se do novo jogo extremamente viral, enlouquecedor, invasor de privacidade, extraordinariamente alarmante e metafisicamente desestabilizador para dispositivos móveis feito pela Niantic.

Pokémon GOPokémon GO: o app pode anunciar uma importante mudança tecnológica.

Pode valer US$ 1,8 bilhão ao ano. E pode anunciar uma importante mudança tecnológica.

Conceitualmente, o aplicativo é bastante simples. Olhando por meio de seus telefones, os jogadores podem ver personagens Pokémon sobrepostos ao mundo ao redor deles.

A ideia é “capturar” as criaturas e perseguir diferentes variedades. As crianças adoram isso.

Mas isto não se resume a um jogo: trata-se do uso rudimentar de algo chamado realidade aumentada.

Usando câmeras e sensores, uma RA mais sofisticada pode projetar gráficos gerados por computador no campo de visão de um usuário, normalmente por meio de óculos ou visores especializados.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

É capaz, também, de mostrar o que o usuário está vendo para colaboradores remotos, que podem, por sua vez, manipular quais gráficos são exibidos.

Para a indústria, esta é uma combinação poderosa. Operários estão experimentando capacetes que exibem alertas de segurança e instruções para maquinários.

Engenheiros estão recebendo a ajuda de aparelhos para consertar equipamentos.

Em vez de lerem manuais técnicos, eles podem utilizar headsets que reconhecem o que estão vendo e indicam o que precisa ser feito.

À medida que esses aparelhos evoluírem, os custos cairão, a precisão aumentará, haverá economia de tempo e os ambientes de trabalho se tornarão mais seguros.

É provável que a tecnologia se espalhe. A Lockheed Martin está usando RA para montar aviões de combate. Um dia, ela poderá ser útil em hospitais ou em canteiros de obra.

O sistema de RA da Microsoft, chamado HoloLens, foi enviado a bordo da Estação Espacial Internacional para que o controle de missão possa ajudar com futuros reparos exibindo anotações no campo de visão de um astronauta.

Até mesmo para alguém tecnicamente inepto, a RA poderia simplificar tarefas como montagens de móveis ou trocas de pneus.

Em cada um desses casos, o poder da RA é projetar os dados ilimitados do ciberespaço no mundo físico. Isto dará às pessoas mais informações sobre seu ambiente, novas formas de manipulá-lo e um meio novo e promissor de colaboração.

Em resumo, transformará as pessoas em ciborgues, mas no bom sentido.

Por tudo isso, o Pokémon Go — assim como seu antecessor nas estranhas colisões virtual-físico, o Google Glass — sugere alguns dilemas iminentes.

Como tudo na era digital, o jogo certamente minará a privacidade. Como os anunciantes poderiam fazer uso de um equipamento assim?

E como evitar que todos vagueiem em meio ao trânsito, que sejam roubados ou que caiam de penhascos?

Essas e muitas outras perguntas provavelmente se tornarão mais urgentes quando essa tecnologia emocionante e alarmante decolar.

Até lá, desfrutem desse jogo esquisito, fãs de Pokémon. Vocês estão jogando com o futuro. E isto só vai melhorar daqui para frente.
Da Bloomberg

Aplicativo para celulares ajuda dorminhocos em ônibus de Fortaleza

Apps facilitam a vida dos usuários de ônibus de Fortaleza

A tecnologia tem facilitado a vida de quem depende do transporte público coletivo de Fortaleza.

Os aplicativos Cochilo e Bus-K, disponíveis gratuitamente para celulares com sistema Android, são dois exemplos de que o complexo sistema de transporte tem inspirado os desenvolvedores de apps. Mais úteis, impossível.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Cochilo

Criativo, no mínimo. Essa é a definição do ‘Cochilo’, um alarme para não deixar o passageiro dormir no ponto. Quem dormiu no ônibus sabe como isso é constrangedor.

O app funciona assim: você faz uma busca entre as linhas de ônibus e os pontos de parada, marca a localização que deseja descer e deixar que o alarme avise antecipadamente quando o celular se aproximar do destino desejado. O software também se integra ao Twitter para divulgar à rede de seguidores as opiniões referentes ao sistema de transporte.

O programa foi desenvolvido pela empresa  M2M Solutions, que promete ampliar os serviços do aplicativo para outras cidades do Brasil.

Bus-K

Um grupo de estudantes de engenharia da computação do IFCE  desenvolveu  o aplicativo Bus-K, que disponibiliza todas as linhas de ônibus de Fortaleza e seus pontos de parada catalogados. O app cruza as informações com o serviço de mapas do Google – é preciso estar com o GPS do aparelho ativado – e informa ao usuário onde pegar o ônibus. Se o usuário já estiver no trajeto, avisa quando o usuário está se aproximando da parada de destino.

O projeto fez com os desenvolvedores Marcus Vinicius Pimenta, Solon Alves, João Paulo da Silva e João Cícero Ferreira, resolvessem criar a startup de tecnologia Adapter Tecnologia, que faz parte da incubadora de empresas do IFCE em Fortaleza. Além do projeto que resultou no aplicativo Bus-K, o grupo também desenvolve outras aplicações ligadas a sistemas embarcados.

Mais

Além dos dois apps, uma iniciativa tem chamado atenção de quem anda de ônibus pela cidade de Fortaleza. Trata-se do projeto  “Parada Wi-Fi”,  fruto de uma parceria entre a rede de lojas Ibyte e a fabricante de processadores Intel, que  leva Internet Wi-Fi gratuita a paradas de ônibus. O jornal O POVO já publicou uma matéria sobre o tema.

Serviço

– Para realizar o download do Cochilo, clique aqui.

– Para realizar o download do Bus-K, clique aqui.

Por: Gustavo Vieira/O Povo On line