Gigantes no passado, empresas lutam para se manter no topo

Elas já foram gigantes. Dominaram o mercado internacional em setores como tecnologia, internet e comunicação. Mas, ao longo dos anos, perderam espaço e tamanho e se tornaram empresas quase comuns. Algumas não conseguiram lidar com a concorrência, outras perderam a batalha da constante inovação para sobreviver ou manter o status.

Um exemplo de empresa bem sucedida que já não vai bem das pernas é a finlandesa Nokia, símbolo do sucesso global no setor de celulares. A companhia perdeu a liderança mundial de venda de smartphones em 2011 e anunciou recentemente a demissão de mais de 10 mil funcionários. Agora, corre o risco de tomar o mesmo caminho de outras antigas potências do mercado. Abaixo, CartaCapital reuniu uma lista de megaempresas que atualmente passam por dificuldades. Confira:

Kodak

De inventora das câmeras de mão à falência? Foto: Viktor Nagornyy/Flickr

A Kodak é, talvez, o maior exemplo de empresa bem sucedida em apuros.

A centenária inventora das câmeras de mão, famosa também por ter milhares de filmes de Hollywood feitos com seus rolos de celulóide e por ter registrado as primeiras imagens da Lua, entrou com pedido de recuperação judicial no Tribunal de Nova York em janeiro deste ano.

O objetivo é reestruturar seus negócios, que perderam espaço para as câmeras digitais pessoais e no cinema.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A empresa recebeu 950 milhões de dólares em uma linha de crédito de 18 meses do Citigroup para se organizar. Seria tempo suficiente para vender algumas de suas 1,1 mil patentes digitais e remodelar os negócios para garantir o salário de 19 mil funcionários.

No auge, a Kodak chegou a empregar 60 mil pessoas e ter 150 bilhões de dólares em valor de mercado. Nos últimos 15 anos, porém, seu preço caiu para 31 bilhões. Desde 2007, não registra lucro, falhou em estancar a perda de recursos e na tentativa de entrar no mercado de impressoras pessoais e comerciais. Até o final de setembro de 2011, a companhia tinha um total de ativos de 5,1 bilhões de dólares, mas com passivos de 6,75 bilhões.

Nokia

A Nokia perdeu em 2011 a liderança mundial em fabricação de celulares. Foto: John.Karakatsanis/Flickr

 

A empresa finlandesa já foi a maior fabricante de aparelhos celulares do mundo, posto que perdeu para a Samsung Electronics no ano passado. E 2011 não foi o melhor momento da empresa. Após 15 anos, a Nokia deixou de ser a líder em vendas de smartphones – que criou em 1996 -, ultrapassada pela Apple e a Samsung.

Há cerca de um ano, atravessa uma profunda reestruturação. Venderá, inclusive, a divisão de telefones de luxo Vertu. Para competir em melhores condições no mercado dos EUA, precisou reduzir o preço de um dos seus aparelhos mais famosos.

Em busca de maior competitividade, a empresa anunciou em junho o corte de até 10 mil empregos até fim de 2013 para reduzir gastos. A ideia é economizar 1,6 bilhão de euros.

No setor de smartphones, a queda estaria relacionada à escolha do sistema operacional dos aparelhos. Enquanto o Android ganha mercado, a Nokia utiliza o criticado Windows Phone desde fevereiro de 2011. Nos últimos cinco anos, a empresa perdeu 90% em valor, dois terços desde o início do uso da nova plataforma.

No final de junho, a Nokia tinha valor de mercado de 9,3 bilhões de dólares. Se quisesse, o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, poderia comprar com folga a empresa com sua fortuna de 15,1 bilhões de dólares. Algo impensável em 2000, quando a companhia valia 269 bilhões.

Yahoo

Em crise, Yahoo tenta não perder mais espaço com as vendas publicitárias. Foto: Yodel Anecdotal/Flickr

O Yahoo já foi gigante e reinou nos primórdios da internet. Mas nos últimos anos perdeu espaço em inovação e disputa com o Google a liderança em publicidade. Chegou inclusive a considerar uma fusão com a AOL, outra gigante da web em decadência.

Com o avanço das redes sociais, o Yahoo sofreu grandes perdas. A companhia que já chegou a valer cerca de 80 bilhões de dólares está avaliada em 22 bilhões. A queda ocorreu conforme a empresa perdia milhões de usuários e receitas de publicidade para o Google e o Facebook.

Em 2008, a companhia, dona do segundo maior sistema de buscas do mundo, rejeitou uma oferta de 47,5 bilhões de dólares feita pela Microsoft ao dizer que a empresa de Bill Gates subestimava a “marca global” da empresa e seus 700 milhões de visitantes por mês.

Na tumultuada gestão de Carol Bartz – demitida em 2011 -, a empresa tentou se reestruturar por meio de cortes de gastos que resultaram em 1,2 mil demissões nos EUA e no debelamento de seu patrimônio, encerrando diversos produtos como o buscador AltaVista, Delicious e Yahoo Buzz. Os esforços, no entanto, não diminuíram os prejuízos.

Sob o comando do Bartz, as vendas publicitárias do Yahoo, carro chefe da empresa, registram perda de 60% no mercado. Além disso, um acordo com o Google para aumentar a receita com o sistema de buscas não teve os resultados esperados. Atualmente, os mercados mais fortes da empresa estão na Ásia.

AOL

Hoje, a marca Huffington Post vale mais que a sua dona, a AOL. Foto: Jason Persse/Flickr

A AOL também surfou nos primórdios da intenet e lucrou bilhões de dólares ao se transformar no maior serviço de provedor da web no mundo. Mas, após o rompimento da fusão com a Time Warner, a companhia perdeu quase 800 milhões de dólares. A junção, que havia ocorrido em 2000, foi considerada extremamente mal-sucedida pelos críticos e rendeu à TW a “obrigação” de sustentar a parceira durante a duração do acordo.

O Google chegou a ser dono de 5% da AOL em 2005. À época, a empresa valia 20 bilhões de dólares. No ano passado, o valor havia despencado para 1,6 bilhão de dólares.

Em 2010, a empresa anunciou ter obtido um prejuízo de 1,06 bilhão de dólares no segundo trimestre daquele ano, que estava relacionada à queda das ações e a venda da rede social Bebo. A renda com os provedores caiu 26%. Na época, era esperado um lucro de 602 milhões de dólares.

Nos anos seguintes, a AOL continuou sofrendo com problemas de receita e conseguiu lucros modestos. Apostou em uma parceria com o Google para dividir as receitas obtidas com as pesquisas e publicidade no conteúdo da AOL no YouTube – principalmente shows musicais, além da busca por novos assinantes.

Para estancar as perdas, em 2011 a empresa comprou o site de notícias Huffington Post por 315 milhões de dólares. O portal é o único de notícias voltado apenas para a internet entre os 10 maiores do mundo. Com cerca de 25 milhões de visitantes mensais, foi o primeiro a ganhar o conceituado prêmio Pulitzer de jornalismo. Mas a crise é tamanha que a marca Huffington Post vale 358,6 milhões de dólares, mais que os 156,3 milhões da AOL, sua dona.

Sharp

Nos anos 80, a fabricante japonesa de eletrônicos era sinônimo de prestígio e eficiência. Foto: Reprodução

Nos anos 80, a fabricante japonesa de eletrônicos era sinônimo de prestígio e eficiência. A empresa conseguiu a marca histórica de não ter sequer um prejuízo anual entre 1953 e 2009, quando já estava em crise há anos. Seu mercado encolheu devido à disputa com a Sony e outras empresas. O clima incerto fez com que a empresa demitisse 1,5 mil funcionários e fechasse duas fábricas de LCD no Japão e algumas linhas de produção, além do corte de salários dos executivos. O prejuízo, naquele ano, foi de 990 milhões de dólares.

A Sharp tenta reverter as perdas desde então, mas apresentou para o fechamento do ano fiscal de 2011 – que terminou em março deste ano – previsão de prejuízo líquido de 4,66 bilhões de dólares.

Para estancar as perdas, a empresa vendeu neste ano 9,9% de suas ações ao Hon Hai Group, grupo de Taiwan que detém o controle de companhias como a Foxconn, por 1,6 bilhão de dólares. O acordo prevê a aquisição por parte da Hon Hai Precision Industry de cerca de 46,5% da unidade de fabricação de painéis de LCD da Sharp, localizada na cidade de Sakai, por 797,7 milhões de dólares. Garante também a compra de até 50% dos painéis produzidos na unidade no prazo de três anos. Especulações apontam que o investimento seria para produzir as telas de uma futura TV da Apple.

Mesmo em crise, a Sharp é líder na produção de LCDs.  Valia, em 2010, 12 bilhões de dólares.

No Brasil, a empresa deixou as prateleiras no final dos anos 90. Retornou operações no País nos anos 2000, mas mantém atuação com impressoras empresariais e televisores de LED da linha Aquos.
Gabriel Bonis/Carta Capital

Imprensa OnLine nos Estados Unidos

Sete grandes tendências da imprensa online nos EUA
por: Flamínio Fantini
blog do Noblat

Vai muito bem a imprensa online nos Estados Unidos. É o que mostra um dos mais abrangentes estudos anuais sobre a mídia americana, divulgado quarta-feira. Focado na indústria de notícias, leva o nome de The State of the News Media.

Faz parte do Projeto para Excelência no Jornalismo, do Pew Research Center, de grande reputação em sua área.

O levantamento chega à oitava edição. Nele, os pesquisadores do Pew abordam aspectos marcantes na produção do noticiário, em 2010, na TV aberta e a cabo, nos jornais impressos e revistas, nas rádios e na internet.

A seguir, compilamos sete das grandes tendências num segmento específico, o da internet. Mais dia, menos dia, elas chegarão também ao Brasil, com intensidade ainda a ser verificada. Se é que já não desembarcaram por aí, sem avisar.

1. Acesso ao noticiário: internet ultrapassa jornal impresso

Em dezembro de 2010, pela primeira vez, 46% dos americanos afirmaram que acessam o noticiário online de diversas áreas pelo menos três vezes por semana, ultrapassando os jornais impressos (40%). Apenas o noticiário local de TVs é mais popular que a internet, com 50% da preferência. Além disso, entre todos os tipos de veículo, somente a internet ganha público para o noticiário, rapidamente, enquanto os demais meios perdem.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

2. Blogs e Twitter: duas agendas completamente diferentes

Blogueiros e tuiteiros demonstram interesses radicalmente diferentes. Em 2010, os blogueiros abordaram praticamente os mesmos assuntos dominantes na mídia convencional. De um ranking dos cinco temas preferidos, nada menos que quatro também lideravam a mídia convencional. São eles: recessão, eleições americanas de 2010, sistema de saúde pública e guerra no Afeganistão. No Twitter, a liderança ficou com quatro das mais importantes marcas da era digital: Apple, Google, o próprio Twitter e o Facebook. Isso sugere que os internautas usam o Twitter, em parte, como um fórum de assuntos de consumo, para divulgar, compartilhar e criticar novos gadgets e avanços tecnológicos.

3. A nova fronteira: celulares, smartphones e tablets

Quase a metade dos americanos (47%) já recebe algum tipo de noticiário local por meio de celulares, smartphones e aparelhos wi-fi (como o Ipad e outros tablets). Em geral, buscam atendimento a necessidades imediatas, como previsão do tempo, condições de trânsito e dicas de comércio local A publicidade paga nesse segmento teve um impressionante salto de 79%, em 2010, e já responde por quase 3% dos gastos em publicidade online.

4. Publicidade: internet também ultrapassa jornal impresso

Pela primeira vez, mais dinheiro foi gasto em veículos online do que em jornais impressos. A publicidade online cresceu 13,9% e chegou a US$ 25,8 bilhões, em 2010. Estima-se em US$ 22,8 bilhões a publicidade nos jornais impressos. A maior parte dos gastos na internet (48%) se deu no marketing de busca, como acontece na área paga do Google. Apenas 23% foram para a publicidade em banners. O marketing de busca gera pouca receita para as empresas que mantêm os sites de notícia. Encontrar formas remuneração pela oferta de conteúdo continua a ser um grande desafio para esses sites.

5. Dependência de novos intermediários no mercado

A indústria da notícia não está mais no comando do seu próprio destino. Tradicional ou voltado para a web, o jornalismo ainda produz a maior parte do conteúdo disponível, mas agora há novos intermediários para se chegar até ao público. Crescentemente, as empresas de jornalismo dependem, por exemplo, de “agregadores de notícia” (a exemplo do Google) e das redes sociais (tipo Facebook), para atrair parcela substantiva de sua audiência. Algo semelhante acontece com a indústria da notícia diante dos fabricantes de celulares, smartphones e tablets, segmentos com os quais passou a dividir receitas comerciais.

6. Resistência ao noticiário online pago

A aceitação de cobrança pelo noticiário é um problema. Até agora, menos de 40 jornais adotaram o pagamento – um número reduzido, já que os EUA têm mais de 1.300 diários. Nos sites que passaram a cobrar pelo serviço, apenas 1% dos usuários optaram por pagar. Até o momento, vêm tendo sucesso apenas os veículos de informação financeira, destinada a um público de elite, como Financial Times e The Wall Street Journal.

7. Um novo ambiente nas redações

Com um número menor de profissionais, as redações contam hoje com jornalistas mais jovens e versáteis, engajados na produção multimídia e no uso de ferramentas de interação com o público, como os blogs. Há uma nova “ecologia da notícia”, com muita experimentação e entusiasmo. Mas também com salários menores, exigência de mais velocidade na produção, menos treinamento e mais trabalho voluntário, resultando em queda na qualidade profissional do jornalismo. Diversas empresas anunciaram, recentemente, contratações numericamente expressivas para trabalho online, como AOL, Bloomberg e Yahoo!.

Leia mais sobre a pesquisa The State of the News Media (em inglês)

Sites de notícias lucram mais que jornais nos EUA, diz estudo

A internet cada vez mais incomoda a receita dos grandes grupos de mídia impressa.

O jornal de papel, como conhecemos, parece estar com os dias contados.

A média diária de exemplares vendidos nos EUA caiu de 62 milhões a 49 milhões desde que há 15 anos a Internet foi se tornando acessível a todos.

O ex-diretor de redação do Washington Post, hoje a cargo de investigar fórmulas digitais para reinventar o negócio do jornalismo, destaca o grande paradoxo que atravessa a imprensa mundial:

“Vivemos uma época horrível para os jornais, mas uma idade de ouro para o jornalismo. Os sítios da Internet dos grandes jornais diários registram um enorme crescimento do numero de leitores”.
O Editor


Leitores já preferem a internet, que vem ganhando espaço rapidamente, segundo o instituto de pesquisa de mídia Pew Research Center.

Pela primeira vez, mais norte-americanos estão lendo notícias na Internet do que em jornais impressos. Com maior audiência, os veículos online também tiveram receita publicitária superior aos resultados dos jornais online nos Estados Unidos em 2010.

As afirmações são do estudo “State of the News Media”, elaborado pelo instituto de pesquisa Pew Research Center, que analisa tendências mundiais da mídia.

Entre os norte-americanos entrevistados, 46% disseram que preferem ler notícias em sites de Internet, enquanto 40% afirmam que têm preferência pelo jornal impresso.

“As pessoas estão gastando mais tempo com a notícia do que nunca.

Mas quando se trata da plataforma de leitura, a web está ganhando terreno rapidamente, enquanto outros setores estão perdendo”, diz o estudo, que está na oitava edição.

Veja também:

* Venda da “Newsweek” encerra uma era

* Crise acentua problemas estruturais dos jornais impressos

* Em ano de PIB recorde, circulação de jornais cresce 1,5%

* Procura por notícias na internet cresce 67% nos EUA

* AOL compra “The Huffington Post”

Acompanhando a tendência, a receita publicitária de jornais impressos caiu 6,4% nos Estados Unidos em 2010, passando a US$ 22,8 bilhões (R$ 38,2 bilhões). Nos últimos quatro anos, a queda foi de 46%.

Enquanto isso, o faturamento com publicidade dos sites de notícias cresceu 13,9% no ano passado e atingiu US$ 25,8 bilhões (R$ 43,2 bilhões).

“Pela primeira vez, mais dinheiro foi gasto com publicidade online do que com propagandas no jornal impresso”, diz o Pew Research Center.

“Enquanto menos norte-americanos estão lendo jornais impressos, mais estão usando celulares e computadores em formato tablet, como o iPad, para obter notícias e informações locais.”

Segundo o estudo, a circulação dos impressos caiu 5% nos dias da semana e 4,5% aos domingos.

A estimativa dos pesquisadores é que as receitas dos jornais fiquem estáveis ou caiam ligeiramente em 2010, depois de terem tido uma queda de 10% de 2003 a 2009.

Os pesquisadores também preveem o corte de empregos nos jornais impressos.

“Esperamos uma perda de cerca de 1.100 a 1.500 pessoas, ou 3% a 4% do total.” Enquanto isso, os veículos online estão contratando funcionários, segundo o estudo, que cita os sites AOL, Yahoo! e “The Huffington Post”, que foi comprado pela AOL por US$ 315 milhões (R$ 528 milhões).

fonte: IG

Paul Allen, fundador da Microsoft, processa empresas de tecnologia

Allen acusa empresas de infrigirem patente registrada nos anos 1990.

O bilionário Paul Allen, co-fundador da Microsoft ao lado de Bill Gates, entrou com um processo na Justiça contra várias companhias gigantes da informática a quem acusa de terem infringido uma patente registrada por uma empresa fundada por ele nos anos 1990.

O processo contra Apple, Yahoo, Facebook, Google e eBay, além de outras seis empresas, afirma que tecnologias para a internet desenvolvidas e patenteadas inicialmente pela Interval Licensing foram copiadas.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Segundo ele, as patentes são a chave de como os sites de comércio eletrônico e de buscas funcionam.

Google, Facebook e eBay imediatamente anunciaram que vão contestar as acusações feitas por Allen.

‘Tendência infeliz’

“Este processo contra algumas das mais inovadoras companhias americanas reflete uma tendência infeliz de pessoas tentando competir nos tribunais ao invés do mercado”, afirmou um porta-voz da Google em um comunicado.

“Inovação – não o litígio – é o que traz ao mercado os tipos de produtos e serviços que beneficiam milhões de pessoas em todo o mundo”, afirma o comunicado.

Um porta-voz da Facebook classificou a ação de Allen de “completamente sem fundamento”.

As outras empresas processadas são AOL, Netflix, Office Depot, Office Max e Staples.

O empresário não indicou a quantia de dinheiro que quer como compensação pelo prejuízo supostamente provocado pelo uso de suas patentes.

Um porta-voz de Allen justificou o processo como uma forma de proteger os investimentos feitos por ele em inovação na internet na década de 1990.

As quatro patentes se referem a formas de mostrar a informação aos consumidores que navegam pela internet.

A tecnologia em questão permite mostrar os conteúdos como notícias, anúncios e cotações de mercado, relacionados à busca de um usuário, de maneira semelhante à que o Google mostra anúncios em sua página.

BBC

Vazamentos de dados, hackers e o exército dos Estados Unidos

Polêmica sobre vazamento de dados envolve hackers, jornalistas e exército

Soldado americano entregou dados a site que ‘vaza’ dados sigilosos.

Depois de contar história para hacker, diálogos foram parar em revista.

Uma história complicada tem se desenrolado lentamente nas últimas três semanas.

Um soldado norte-americano, Bradley Manning, de 22 anos, vazou dados militares para o site Wikileaks, que já publicou parte das informações nada favoráveis à imagem do governo dos Estados Unidos. Manning decidiu falar de suas ações para um hacker, Adrian Lamo.

Sem muita demora, Lamo entregou Manning às autoridades. Depois, a o site da revista Wired publicou a história, com exclusividade e com acesso a todas as conversas entre Manning e Lamo.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O Wikileaks acusa o hacker e o repórter da Wired, o também ex-hacker Kevin Poulsen, por “quebra de ética jornalística”; Lamo também se diz jornalista e deveria ter defendido Manning como uma fonte, segundo críticos e apoiadores que consideram o soldado um herói.

Confira a história completa na coluna Segurança para o PC de hoje.

O soldado Bradley Manning recentemente perdeu o ranking de Especialista no exército.

O soldado Bradley Manning recentemente perdeu o ranking de Especialista no exército.

Manning e o vídeo que catapultou o Wikileaks
Foto:ARquivo Pessoal,/Facebook

Controvérsia não é novidade para o Wikileaks, que tem se envolvido em uma após outra desde a sua criação em 2006. Até recentemente, o fundador do site, o hacker e jornalista australiano Julian Assange, nem sequer aparecia na mídia ou assumia ser o responsável pela página.

Isso mudou radicalmente desde abril, quando o site disponibilizou um vídeo chamado Collateral Murder (Assassinato Colateral), que mostra como o exército dos Estados Unidos matou dois jornalistas e feriu crianças sem nenhum motivo aparente no Iraque. O caso repercutiu na imprensa porque o vídeo estava retido pelo exército; Assange foi biografado e entrevistado por diversos veículos.

O Wikileaks oferece meios para que arquivos secretos sejam vazados com segurança e anonimamente. O vídeo saiu de uma de suas fontes anônimas e isso era tudo o que se sabia.

Antes disso, o Wikileaks havia realizado muitos outros vazamentos, com variadas consequências. Agências de notícia como a Associated Press, formada por um grande número de veículos, doaram dinheiro para custear as operações da Sunshine Press, empresa que gerencia o espaço. O Pentágono já considerava o site um “inimigo da segurança nacional” muito antes de o vídeo ser publicado. No entanto, o caso levou o site a um novo patamar, dando ao Wikileaks cobertura televisiva.

Há um lugar especial no inferno para jornalistas como Lamo e Poulsen”

WikiLeaks

O soldado Bradley Manning disse que foi o responsável por vazar esse vídeo e também outro de um episódio semelhante no Afeganistão. Além disso, 260 mil relatórios diplomáticos teriam sido enviados ao Wikileaks. O site confirmou ter o vídeo do Afeganistão, mas disse jamais ter recebido os 260 mil documentos que Manning afirmou ter vazado. O site não confirmou que Manning é a fonte das informações, porque “não coleta dados pessoais de suas fontes”.

As confissões de Manning foram feitas a Adrian Lamo, um ex-hacker que hoje diz ser jornalista. O blog Threat Level, da Wired, que publicou a história com exclusividade, publicou vários trechos da conversa entre Lamo e Manning. Lamo tem uma relação de anos com o editor do Threat Level, o ex-hacker Kevin Poulsen, que sempre dava cobertura para seus atos de hacking, considerados simples, mas contra grandes empresas.

Além da Wired, apenas o jornal The Washington Post teve acesso às conversas entre Manning e Lamo. Manning teria dito que perdeu um cargo no ranking militar e que seria dispensado por mau comportamento. Nas conversas publicadas pela Wired, Manning diz ter perdido fé no seu trabalho quando viu que protestos políticos contra a corrupção no Iraque estariam sendo tratados como atos de terrorismo pelo exército.

Herói ou vilão e a guerra entre hackers e jornalistas

Se discussões de nível mundial não acontecerem, acho que, como espécie, estamos condenados”

Bradley Manning

O soldado disse a Lamo que queria “fazer uma diferença”, que a publicação do vídeo lhe deu esperança e que estava ansioso pela publicação dos relatórios diplomáticos. “Com sorte teremos debates, discussões a nível mundial e reformas. Se isso não acontecer, acho que, como espécie, estamos condenados”, disse. Manning tem a simpatia de muitos; ele está em uma prisão militar desde o dia 26 de maio. Ainda não foi acusado de nenhum crime, mas deve ser julgado por uma corte marcial.

Kevin Poulsen, o editor da Wired que publicou a história em primeira mão no dia 6 de junho com a exclusividade de acesso total aos logs de conversa entre Lamo e Manning, tem se visto vítima de uma campanha contra sua imagem. Desde o início, o Wikileaks o acusou de quebrar a ética jornalística. No Twitter, o site chegou a postar que “há um lugar especial no inferno para jornalistas como Lamo e Poulsen”.

Da esquerda para a direita: Adrian Lamo, Kevin Mitnick e Kevin Poulsen em 2001.  Foto: Matthew Griffiths/Domínio Público

Um comentário no site BoingBoing referido pelo Wikileaks afirma que Poulsen e Lamo conspiraram contra Manning, trabalhando juntos para fazê-lo confessar seus atos e agindo como “ponte” entre a investigação do governo e o soldado. Ataques para minar a reputação de Poulsen, que já foi preso por hacking – como Lamo – não faltam.

Junto a isso tudo, circula uma foto em que Adrian Lamo, Kevin Mitnick e Kevin Poulsen aparecem juntos e sorrindo em 2001. Poulsen, ao ser confrontado, afirmou que Lamo não é seu amigo, mas apenas uma fonte.

Vale mencionar que o editor do Wikileaks, Julian Assange, também já foi preso por hacking. Saiu por bom comportamento depois de pagar uma fiança.

O último a entrar na roda da polêmica foi o colunista e advogado Glenn Greenwald, da Salon. Após uma conversa com Lamo, Greenwald descobriu que o ex-hacker e “jornalista” convenceu Manning a confiar nele. Lamo disse que poderia tratar o soldado como uma fonte e protegê-lo com a lei de imprensa da Califórnia. Disse até que era um ministro cristão e que poderia tratar a conversa como uma confissão de pecados, sendo obrigado, assim, a jamais revelar nada.

Na verdade, Lamo já tinha contato com o FBI pelo menos desde o dia 24 de maio – as conversas entre Manning e Lamo começaram apenas três dias antes. No dia 25, Lamo se encontrou pessoalmente com agentes do FBI. Lamo justifica suas ações dizendo que agiu “em nome da segurança nacional”. Esta coluna prefere destacar outra afirmação do ex-hacker, que já esteve na prisão: “não quero mais agentes do FBI batendo na minha porta”.

O enigmático fundador da Wikileaks, Julian Assange, cancelou viagens aos Estados Unidos por “questões de segurança”. O enigmático fundador da Wikileaks, Julian Assande
Foto: Peter Erichsen/NMD/CC

Lamo provavelmente ficou com medo de ser envolvido em uma investigação para capturar o soldado que vazou o vídeo e enfrentar problemas por ter ficado quieto. Bradley Manning disse a Lamo que não tinha mais acesso às informações sigilosas e que seria dispensado. Naquele ponto, ele já estava inofensivo, se é que alguma vez representou perigo.

É claro que uma falsa cruzada em nome da segurança é mais interessante do que o medo. No Facebook, há comunidades a favor das ações de Manning. O site BradleyManning.org pede que o jovem seja considerado um herói. Uma petição para libertá-lo já conseguiu 140 assinaturas. O Wikileaks abriu um fundo de defesa para pagar o advogado do soldado “estão dizendo que ele é nossa fonte e por isso vamos defendê-lo”, diz o site, que não confirma se Manning foi mesmo quem vazou as informações.

Problema de confiança

Greenwald observou que a principal fonte de informação da história não pode ser confiada. Adrian Lamo adora aparecer na mídia – necessidade sempre suprida pelas reportagens de Kevin Poulsen. Todo esse caso pode ser apenas mais uma maneira de Lamo se promover, pondera o colunista da Salon. Desde o início da confusão, Lamo já entrou em contradições: para Greenwald, Lamo afirmou que Manning enviou e-mails para iniciar o contato; para o Yahoo! News, a versão foi a de que o soldado apareceu “do nada” no AOL Instant Messenger (AIM); Lamo já disse que considera pessoas que vazam informações “espiões” e “traidores”, mas também revelou já ter doado dinheiro para o Wikileaks.

Enquanto a história não se define, um jovem de 22 anos que tentou mostrar ao mundo segredos que, até o momento, parecem comprometer apenas a imagem do governo dos Estados Unidos e não a vida dos seus cidadãos, está preso e aguardando ser pelo menos acusado de um crime para que possa se defender.

Se os logs de conversa gravados por Lamo tiverem sua veracidade comprovada, Manning provavelmente não tem chance de escapar de uma punição severa. Mesmo assim, o soldado tem ao seu lado vários apoiadores e, a não ser que a história mude seu rumo, deverá ser lembrado como um herói.

Altieres Rohr/G1

*Altieres Rohr é especialista em segurança de computadores e, nesta coluna, vai responder dúvidas, explicar conceitos e dar dicas e esclarecimentos sobre antivírus, firewalls, crimes virtuais, proteção de dados e outros. Ele criou e edita o Linha Defensiva, site e fórum de segurança que oferece um serviço gratuito de remoção de pragas digitais, entre outras atividades. Na coluna “Segurança para o PC”, o especialista também vai tirar dúvidas deixadas pelos leitores na seção de comentários.



Como salvar os jornais

Com o avanço da internet e principalmente dos blogs, os paquidérmicos jornalões, lerdos na divulgação dos fatos, começam a mostrar que estão ficando superados.

A agilidade necessária para acompanhar um mundo cada vez mais tecnológico, não encontra guarida no lento processo de produção de notícias impressas. A notícia surge em tempo real, na internet e principalmente nos celulares. Afinal, o celular é o único aparelho que passa 24 horas com o usuário.

Ninguém fica o tempo todo diante da TV nem do computador, mas porta o celular dia e noite. Milhares de amadores estão atentos para produzir conteúdo através das câmeras cada vez mais sofisticadas dos celulares. Daí a busca incessante para atingir o leitor através da telinha dos aparelhos que, eventualmente, servem para telefonar.

Alguns estudiosos se aprofundam na análise do problema.

O editor

Como salvar os jornais (e o jornalismo)

Walter Isaacson¹ – Estadão

Durante os últimos meses, a crise no jornalismo atingiu proporções de derretimento. Agora é possível contemplar num futuro próximo uma época em que algumas grandes cidades não terão mais seu próprio jornal e as revistas e redes de notícias empregarão apenas um punhado de repórteres.

Há, no entanto, um fato chocante e algo curioso a respeito desta crise. Os jornais têm hoje mais leitores do que nunca. O seu conteúdo, assim como o das revistas de notícias e de outros produtores do jornalismo tradicional, é mais popular do que jamais foi – até mesmo (na verdade, especialmente) entre o público jovem.

O problema é que um número cada vez menor de leitores está pagando pelo que lê. As organizações jornalísticas estão distribuindo gratuita e alegremente as suas notícias. De acordo com um estudo realizado pelo Centro de Pesquisas Pew, no ano passado houve uma virada marcante: nos Estados Unidos, as notícias gratuitas disponíveis na internet foram mais procuradas do que os jornais e revistas pagos que publicavam o mesmo conteúdo. Quem pode se espantar com isso? Até mesmo eu, um antigo viciado em publicações impressas, deixei de assinar o New York Times, porque se o jornal não acha justo cobrar pelo acesso ao seu conteúdo, eu me sentiria um tolo pagando por ele.

Esse modelo comercial não faz sentido. Talvez esse sistema tenha dado a impressão de fazer sentido quando a publicidade eletrônica estava prosperando e qualquer editor parcialmente consciente podia fingir fazer parte do clã que “compreendia” as mudanças da época ao entoar o mantra de que “o futuro” estava na publicidade na internet. Mas quando a publicidade eletrônica entrou em declínio no último trimestre de 2008, o futuro do jornalismo parecia ser gratuito assim como um penhasco íngreme é o futuro de um bando de lemingues.

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Propagandas – Google anuncia AdWords para iPhone e Android

A gigante da internet anunciou ontem (08/12) que formatou as propagandas AdWords de texto e imagem para Android e iPhone.

Outras plataformas móveis que tiverem navegadores com “Full HTML” também poderão contar com o recurso. Segundo o Google, agora os anunciantes serão capazes de usar os dispositivos móveis para criar campanhas junto aos desktops, ou específicas.

O modo de criação da campanha segue o mesmo formato para ambos, e o usuário poderá optar pelo meio de divulgação: se quer apenas em computadores fixos, ou somente nos telefones, ou em ambos.

Durante o processo, será possível obter relatórios de qual dos modos obtém mais cliques e melhor resposta.

O sistema AdWords se baseia em propagandas em forma de links, que são geradas a partir de palavras-chave em sites de busca (como a rede do Google e AOL) criando uma publicidade bem segmentada e, relativamente, barata.
Veja abaixo o vídeo (em Inglês) criado pela Gerente de Marketing de Produtos do Google Mobile, Alexandra Kenin, que ilustra o funcionamento do recém-lançado dispositivo para telas menores:

da Info

Internet. Rei do spam mata família e se suicida

A notícia não é um spam.

Felipe Zmoginski, do Plantão INFO

SÃO PAULO – Após fugir da cadeia nos Estados Unidos, spammer é encontrado morto. Polícia vê suicídio.

Uma tragédia abateu-se sobre o americano Eddie Davidson, conhecido em seu país como “rei do spam no Colorado”. Eddie faturou mais de US$ 3,5 milhões entre 2000 e 2004 com um esquema de envio de mensagens não solicitadas.

Mas, ano passado, acabou condenado a 21 meses de prisão por envio de spam, falsificação de e-mail e fraude fiscal. Há uma semana, o programador escapou da prisão de Florence, no Colorado, onde cumpria pena.

De acordo com os jornais locais e agências de noticias, Eddie foi encontrado morto próximo de sua casa, com uma arma nas mãos. Em sua residência, sua esposa e seu filho de 3 anos também estavam mortos.

A polícia concluiu que o spammer matou sua família e, depois, suicidou-se.

Trajetória

O programador ficou famoso por criar contas falsas no provedor AOL, muito popular nos Estados Unidos, e enviar mensagens a milhões de internautas americanos.

As mensagens continham publicidade de diversas empresas locais, que pagavam a Eddie um percentual de suas vendas com comércio eletrônico.

Crônicas da modernidade – Tecnologia – Celulares.

Blog Cora Rónai


Quando eu penso em celular sempre recorro ao César e à Raquel da Hands. Os dois são meus gurus no assunto. Já assisti a uns 3 workshops deles. Em um destes, eles tocaram em alguns pontos muito interessantes sobre o mercado de telefonia móvel:


1 – Em 2008 mais usuários acessarão a Internet por celulares do que por PCs!

2 – 59% dos usuários já acessam a Web utilizando seus celulares, sendo que 25% utilizam o celular como método primário ou único.

3 – Só em 2005 foram vendidos mais celulares conectados à Internet do que todos os PCs existentes no planeta!

4 – 2,4 Bilhões de celulares conectados à Internet (contra 816 Milhões de PCs)

5 – As vendas de celulares crescem 42% ao ano contra 22% de PCs… muito em breve teremos praticamente um celular por habitante.

6 – O braço de Internet móvel da japonesa NTT DoCoMo (iMode) foi o serviço de Internet mais lucrativo do mundo no ano passado.

7 – A iMode sozinha lucrou mais do que Google, Yahoo, eBay, Amazon e AOL somadas!

8 – No Brasil, são 95 Milhões de Celulares (90 Milhões com SMS Two-Way)
9 – 40 milhões de pessoas já enviaram algum SMS no Brasil


E o César brilhantemente faz algumas perguntas de certa forma constrangedoras e engraçadas ao mesmo tempo:

O que te acordou hoje de manhã?
Você emprestaria seu celular para alguém por 3 horinhas?
Quanto nós estamos dependentes do celular?
E assim por diante…


Agora reparem o que está acontecendo:
ano passado comprei um iPod Nano.
Este ano comprei um Sony W810. Não sei onde ouvir mais mp3!! Ouço no iPod ou no celular? Comprei ano passado uma câmera digital. De onde tiro fotos? Da câmera ou do celular?Seguindo o mesmo raciocínio, imagino o que pensaremos no futuro: onde vou usar o computador? Onde vou usar o cartão de crédito? Onde assistirei à televisão?


Resumindo, até onde vai chegar o celular?