“Muita coisa ainda vai explodir”, diz Rosinha, criticando a prisão de Garotinho

“Isso tudo é retaliação porque ele entregou na PGR documento com provas contra Cabral e Pezão”

Nesta quinta-feira (17), a prefeita de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, e mulher do ex-governador do Rio Anthony Garotinho, Rosinha Garotinho, criticou a prisão do marido.

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“Isso tudo é retaliação porque ele entregou na PGR [Procuradoria Geral da República] um documento com mais de mil folhas com provas contra o ex-governador Sérgio Cabral, contra Pezão, contra o presidente da Alerj, o ex-presidente da Alerj e outras pessoas de outros poderes que ele denunciou, tudo com provas”, disse Rosinha em entrevista a uma rádio gaúcha.

Ela prosseguiu: “Tem muita coisa ainda que vai explodir. A República está caindo. Muita coisa vai aparecer. Pessoas que já estão inclusive na delação de [Fernando] Cavendish”, completou, se referendo ao ex-dono da empreiteira Delta.

Rosinha questionou a prisão de Garotinho, afirmando que ela se deu por conta do programa social Cheque Cidadão e que não houve roubo.

“O Garotinho foi preso não por roubo, não por enriquecimento ilícito. É por alimentar o povo pobre. É diferente do Cabral.

É diferente de outras pessoas que serão presas porque estão envolvidas na Lava Jato”, disse, completando: “O nosso candidato em Campos perdeu a eleição. E aí ele [Garotinho] é acusado de compra de votos de  Cheque Cidadão, de um programa que nós temos há muito tempo.

Diferente do Sérgio Cabral, que foi preso hoje, diferente de outras pessoas que foram presas porque estão nas delações da Lava Jato do Brasil”.

Garotinho segue internado em hospital do Rio, sob custódia da PF

O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, preso pela Polícia Federal nesta quarta-feira (16), continua internado no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio de Janeiro.

Por volta das 18h15, ele foi retirado da Superintendência da PF, no Centro do Rio, em uma ambulância. A defesa afirma que o secretário tem pressão alta e informou que tentou a transferência do ex-governador para um hospital particular, para que sejam realizados exames mais detalhados.

A Prefeitura teria dado permissão, mas a Polícia Federal negou o pedido.

Garotinho está em observação, sem previsão de alta.

A defesa acusa a PF de contrariar ordens médicas e colocar a saúde do ex-governador em risco, e frisa que o Souza Aguiar não tem estrutura para realizar exames médicos mais detalhados.
JB

A profecia de Brizola sobre o aparelhamento do estado pelos evangélicos

Como Leonel Brizola previu o aparelhamento do estado por grupos evangélicos e a ascensão ao poder de Eduardo Cunha

Brizola eduardo cunha
Leonel Brizola e Eduardo Cunha

Bem que Brizola avisou.

Em dezembro de 1998, ele e Anthony Garotinho, então governador do Rio, tiveram uma briga em torno da escolha do secretariado.

Dizia uma matéria da Folha: “Brizola não aceita a indicação do ex-presidente da seção fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil Sérgio Zveiter para secretário de Justiça, nem a de Eduardo Cunha, presidente da Telerj no governo Collor (90-92), para a Habitação.”

A questão envolvendo Cunha era, para começar, o desconforto pelo fato de ele ter sido presidente da Telerj por obra de Fernando Collor.

Cunha era uma indicação de um deputado federal evangélico chamado Francisco Silva, que apoiou Garotinho na campanha. Dono da rádio Melodia, do Rio, Silva fez fortuna produzindo o inesquecível Atalaia Jurubeba, beberagem para o fígado.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Foi ele quem levou Cunha para os cultos da igreja Sara Nossa Terra há 20 anos, introduzindo-o no pentecostalismo (hoje o presidente da Câmara é membro da Assembleia de Deus em Madureira, maior e mais influente). EC ainda faz inserções diárias na Melodia, encerradas com o bordão “afinal de contas, o povo merece respeito” (rs).

De volta: em 2000, o aparelhamento evangélico no Rio de Janeiro chamou a atenção de Brizola. “O governo tem de ser mais discreto, está vivendo um protestantismo exagerado”, declarou.

Brizola estava incomodado com a Cehab, comandada por Cunha, dona de um dos maiores orçamentos do governo fluminense. Organizou um abaixo assinado pedindo o afastamento de Eduardo Cunha “devido à má-gestão e também aos seus antecedentes”, de acordo com outra reportagem da Folha de S.Paulo.

Seu descontentamento incluía o subsecretário do Gabinete Civil, uma figura chamada Everaldo Dias Ferreira — que viria a se transformar no Pastor Everaldo, aquele que formou com Aécio Neves uma das duplas mais desprezíveis das corridas eleitorais em todos os tempos. Everaldo era ligado à vice-governadora Benedita da Silva, do PT, também evangélica.

“Qual a legitimidade de tantos pastores no governo? Quem são esses pastores da Benedita?”, dizia Brizola. “Vivem posição ambígua, se queixam de tudo, começam a fazer denúncias, mas não deixam os cargos que ocupam. Ora, se o caminhão tá ruim, é só pedir para desembarcar.”

Cunha deixou o cargo naquele ano, após denúncias de irregularidades em licitações. Os processos abertos no Tribunal de Contas do Estado foram arquivados em 2004 e reabertos em 2012.

Brizola enxergou a ocupação evangélica e os monstros que se criavam. O capeta quis que Cunha se tornasse, 15 anos depois, o messias do fundamentalismo religioso no Brasil. Morto em 2004, Leonel Brizola escapou de testemunhar o país ser subjugado por um exército de fanáticos de ocasião.
Por:Kiko Nogueira, DCM

Tópicos do dia – 17/07/2012

08:41:44
Defesa de Delúbio repete: mensalão não existiu.

A defesa de Delúbio Soares entregou aos ministros do STF um memorial contendo a síntese da defesa do ex-tesoureiro do PT. Na peça, os advogados sustentam que o mensalão não existiu. Repisam a tecla segundo a qual o que houve em 2005 foi o pagamento de dívidas de campanhas do PT e de aliados.

Datado de 28 de junho, o documento é subscrito pelos advogados Arnaldo Malheiros filho e Celso Sanchez Vilardi. A dupla anota a certa altura: “Os repasses de valores questionados pela acusação tiveram como única finalidade o pagamento de despesas decorrentes de campanhas eleitorais, tanto dos diretórios estaduais do partido dos trabalhadores, quanto dos partidos que integravam a chamada base aliada.”

Nessa versão, já esmigalhada na CPI dos Correios, no inquérito da Polícia Federal e na denúncia da Procuradoria Geral da República, “o dinheiro utilizado para pagamento de dívidas de campanha foi obtido por meio de empréstimos, junto ao Banco Rural e ao banco BMG.” Empréstimos que, segundo a defesa, “o Banco Central teve a oportunidade de confirmar.”

A defesa do ex-gestor das arcas petistas e ex-parceiro do provedor Marcos Valério acrescenta: “…Não há nenhuma relação entre o repasse do dinheiro e o apoio ao governo, o que desnatura o falacioso ‘mensalão’.” Sob a alegação de que não há provas contra Delúbio, os advogados pedem que ele seja “absolvido das acusações de corrupção ativa e formação de quadrilha.”

Agora está explicado o que Delúbio quis dizer quando afirmou: as denúncias “serão esclarecidas, esquecidas e acabarão virando piada de salão.” Resta agora saber com que cara o STF pretende comparecer à anedota. O julgamento começa no dia 2 de agosto.
blog Josias de Souza

11:38:48
Eleições 2012 – Campanhas eleitorais.

É a Hora do Óleo de Peroba, ou o “enrolation blá,blá,blá”.
Já vivi o bastante para abandonar o otimismo, próprio dos que ignoram a realidade. Testemunho a destruição de terra arrasada que a cidade sofre, e sofreu, há tempos. Não há a menor possibilidade de eu acreditar que quaisquer dessas porcarias, postas como salvadores, irá fazer coisa alguma pelo povo e pela cidade. De onde vem o dinheiro pras campanhas? Quem tem mais de 2 neurônios, o sabe. Então o mandato será para retribuir as doações.
Quando a idade avança vc descobre que a juventude é um campo propício para o cultivo de utopias. E aí, o cacete irá descer bem no seu “quengo”.

Não fará, a mim, a menor diferença qual dos inúteis seja eleito. Todos comprometidos com alianças as mais estaparfudias. Nenhuma boa vontade poderá se opor ao poder dos vereadores, e muito menos aos financiadores das campanhas. Nenhum político brasileiro, desde Deodoro, teve o menor compromisso real com a população brasileira. Enquanto houver pessoas morrendo nos corredores dos hospitais, e banheiros de escolas públicas envergonhando pocilgas, não terei nenhuma condescendência com nenhum candidato seja de qual partido ou a que cargo pretenda se eleger. E será tarde.
Sou assim mesmo, um desmanchador de sonhos. Schopenhauer é otimista em matéria de pessimismo frente a mim.

12:11:30
Reforma do Código Penal

Senado: reforma do Código Penal será prioridade após o recesso parlamentar.
Após o recesso parlamentar, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado dará prioridade para o anteprojeto de reforma do Código Penal.  O anúncio foi dado na última quinta-feira (12) pelo presidente da CCJ, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), que poderá presidir a comissão especial. Apesar de a escolha dos demais membros ainda estar indefinida, Eunício pretende contar com a colaboração dos senadores Aloysio Nunes (PSDB-SP), Ricardo Ferraço (PMDB-ES) e Pedro Taques (PDT-MT) nesse trabalho, caso sua indicação seja confirmada.
coluna Claudio Humberto

16:36:07
Templo é dinheiro

A 11ª Câmara Cível do Rio condenou a Convenção de Ministros e Igrejas Evangélicas a indenizar em R$ 15 mil três fiéis que deram R$ 2 mil, cada, à campanha Muito Mais Que um Projeto, Uma Expressão de Amor em troca de vantagens não cumpridas. A Justiça entendeu se tratar de “propaganda enganosa”.
Ancelmo Goes/O Globo

17:50:36
Garotinho, para encalacrar Sérgio Cabral, entrega 68 quilos de documentos à CPI do Cachoeira.

Ele afirma que o material comprova o envolvimento de Sérgio Cabral com a Delta.
O deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) levou ao plenário da Câmara nesta terça-feira 68 quilos de documentos que, segundo ele, comprovam o suposto envolvimento do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), com a construtora Delta. A pilha de papéis de quase um metro e meio foi repassada ao deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) para ser disponibilizada à CPI do Cachoeira. Leia mais aqui
Ailton de Freita e Adriana Mendes/O Globo


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Eleições 2010. PV e PSDB negociam protocolo para fechar acordo no Rio

Fazemos qualquer negócio! Não é mesmo?
Os mesmos PSDB e DEM que, através de declarações de seus militantes e de alguns de seus(deles) parlamentares, — ignorando o sentido pacificador da Lei de Anistia — têm adjetivado a candidata do PT, Dilma Roussef, de terrorista, agora, de olho nas eleições, monta palanque, no Rio de Janeiro, com o também terrorista e sequestrador — foi um dos que à época do regime militar participou do sequestro do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Charles Burke Elbrick —
Fernando Gabeira. Dois pesos e duas medidas?

Porventura terá o a até então execrado Gabeira de apologista da maconha se transformado em uma madre Tereza?
O Editor


Gabeira (PV), candidato de Serra, em aliança DEM, PSDB, PPS. Marina será linha auxiliar demo-tucana?

O PV e o PSDB estão terminando os últimos detalhes para lançar juntos a candidatura do deputado federal Fernando Gabeira (PV) a governador do Estado do Rio. Um protocolo está sendo negociado para que não haja problemas com a participação do deputado nos palanques dos candidatos à Presidência José Serra (PSDB), atual governador de São Paulo, e Marina Silva, senadora eleita pelo PV do Acre.

O maior problema, segundo Gabeira, é esta dupla candidatura presidencial. O acordo está sendo desenhado para que nenhum dos candidatos se sinta constrangido. “Tudo está sendo feito para que o acordo final seja anunciado nos próximos dias”, explica Gabeira.

A vereadora Aspásia Camargo (PV-RJ) diz que, no partido, tudo está decidido. Ela agora sairá candidata a senadora e Gabeira a governador. “Aqui no PV estadual vimos que não há problema nesta superposição, desde que seja respeitado o protocolo. O Gabeira quer ser governador e teve resultado muito positivo com a coligação que o apoiou a prefeito”, explica.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

No segundo turno de 2008, o deputado perdeu a eleição para prefeito da capital para Eduardo Paes (PMDB) numa disputa acirrada com diferença de apenas 1,6 ponto percentual. Pesquisa feita pelo Datafolha em dezembro mostra que, em uma disputa com o governador Sérgio Cabral (PMDB) e o ex-governador Anthony Garotinho (PR), o deputado fica em terceiro, com 17% dos votos.

Gabeira mostrou-se cauteloso e explicou que só baterá o martelo quando o acordo estiver costurado. No entanto, acredita que isto não será difícil. O deputado também fez questão de afirmar que não sairá candidato a governador se só tiver o apoio do PV. “Não serei candidato só com 30 segundos de televisão”.

A coligação também deve envolver o DEM e o PPS. Para o ex-prefeito Cesar Maia a candidatura já está acertada. “Os quatro partidos darão os candidatos da coligação. Governador do PV, vice e dois senadores do PPS, PSDB e DEM”, afirmou por e-mail.

O governador Aécio Neves (PSDB), que almoçou ontem no Rio com o presidente nacional do DEM, deputado federal Rodrigo Maia, contou que o próprio José Serra tem participado das negociações com Gabeira. Aécio explicou que veio ao Rio para definir as coligações estaduais com o DEM. Ele disse que é necessário definir situações como a do Ceará, onde o senador Tasso Jereissati, principal expoente do PSDB no Estado, não quer enfrentar o atual governador Cid Gomes (PSB), e a do Amazonas onde o partido não tem candidato forte.

Perguntado se a decisão de não concorrer à Presidência da República era irreversível, Aécio afirmou que “irreversível só a morte”. Ele disse que poderá trazer uma contribuição maior à vitória de Serra trabalhando em Minas: “Estou cada vez mais convencido de que vencer em Minas Gerais é muito importante para o nosso candidato à Presidência da República. E para ajudar nessa vitória em Minas Gerais eu devo estar em Minas Gerais. E, obviamente e eventualmente, em outras partes do país, mas devo centrar o meu esforço em Minas.”

Aécio também explicou o que o impediu de receber o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que estarão hoje em Minas para inaugurar obras. Segundo o governador, ele foi comunicado do evento no fim de semana e não teve tempo de modificar sua agenda.

O governador também explicou que não vai se distanciar do presidente. “As pessoas que me conhecem na política sabem que eu não considero alguém meu inimigo ou com ele sou descortês porque está em outro campo político”. E garantiu que, quando o presidente for à Minas e sua agenda permitir, ele o receberá oficialmente e administrativamente como governador do Estado. “Mas os meus compromissos políticos e, acho que isso está absolutamente claro, estão no campo da oposição”.

Paola de Moura/VALOR

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