Fernando Henrique Cardoso; no cupim dos outros…

PT PSDB Cupim Blog do MesquitaO sociólogo e ex-presidente da república Fernando Henrique Cardoso, aposta na senilidade costumeira dos superficiais que usam antolhos, e confiado na caducidade da história, usa retórica demagógica para prospectar cupins no mobiliário dos outros.

Tal e qual os petistas, o mais emplumado dos tucanos tenta sair do ostracismo ao qual a história o destinou.

Como relembrar é preciso…

Em mais uma investida contra a casa da mãe Joana que é o  governo do PT, FHC reclamou da “cupinização do Estado”, a “substituição de técnicos por militantes é o cupim que vai minando a estrutura pública”, disse.

Ah é, é?

Sua (dele) ex-celência esquece que nomeou o genro como presidente da ANP (Agência Nacional do Petróleo)?

Um personagem humorístico, acho que da lavra do Jô Soares, dizia que “genro não é parente”.

Para o inefável Fernando Henrique Cardoso, o genro não era militante e nem cupim… era genro.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]No embalo das declarações estapafúrdias o ex-presidente, com a empáfia que é própria dos nécios, completa: “no meu governo os Diretores da Caixa e do BB eram indicados por mérito”.

Ah é, é?

Ficamos nós, os Tupininquins, espantados com a nossa beatitude de crédulos, sem entender porque FHC nomeou o ilustríssimo senhor Emílio Carrazai, como presidente da Caixa Econômica Federal, apadrinhado pelo seu vice, o pefelista, ops!, democrata Marco Maciel, durante quase todo seu segundo mandato e que bateu a porta quando da intervenção da PF na casa de Roseana Sarney.

Que meritória, então, não foi a nomeação do Sr. Ricardo Sérgio de Oliveira —  lembram da privatização das Teles quando esse elemento disse ao telefone para FHC que “estava no limite da irresponsabilidade?  —  ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil?

Fernando Henrique Cardoso, contumaz citador de Norberto Bobbio¹, poderia ter seguido a lei que obriga a preencher os cargos nos bancos públicos exclusivamente com funcionários de carreira, limitando as nomeações externas aos presidentes e vice-presidentes. Preferiu cupinizar a administração  com pessoas externas às instituições.

Como já disse em outras ocasiões, petistas, tucanos, democratas e todo o resto da sopa de letrinhas que forma o bando – que por genorsidade ímpar, os brasileiros chamamos de partidos políticos – só diferem, entre si quanto ao tipo de abrigo que usam: se poleiro emporcalhado ou a lama dos charcos das pocilgas.

No meio, recebendo os salpicos, nós o povo.

Ao enveredar pelo reino dos térmites, da família dos Isópteras, o cínico autor do “esqueçam o que escrevi”, cria o axioma segundo o qual “militantes tucanos, demos e quejandos aliados não são cupins”.

Leia na Revista Forum – O Caixa 2 Tucano foi condenado.Você sabia? O caso Encol

¹ Filósofo Italiano:  “Para decidir, o cidadão precisa primeiro saber, depois entender. Se abortam uma discussão, não querem que se saiba, entenda e decida” (Do livro ‘Teoria Geral de Política’, de Norberto Bobbio, CAMPUS).

Eike Batista e o X da questão

Espanto Blog do MesquiatBrasil: da série “perguntar não ofende”

1) Como uma empresa de Eike Batista que está passando por dificuldades sérias de caixa faz uma compra de U$250 milhões em uma participação no campo de Oliva na bacia de Santos?
2) E por que essa mesma empresa com dificuldades sérias de caixa arremata 13 novos blocos na região equatorial na última rodada de leilões da ANP?
Ps. No momento é bom lembrar que o Banco Santander dos EUA, em 2012, deu uma notícia exclusiva para o canal Bloomberg, um dos mais vistos do mundo: “Em 2014, Eike Batista não terá mais recursos de caixa”.


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Brasil aumenta soberania marítima na área do pré-sal

Mudança incorpora área de 960 mil km² à zona de soberania nacional no mar, hoje de 3,5 milhões de km²

Medida, que não conta com aval da ONU, amplia direitos do Brasil para exploração de petróleo e gás.

O Brasil decidiu não esperar o aval da ONU (Organização das Nações Unidas) para expandir, além das 200 milhas náuticas, as fronteiras de sua soberania sobre recursos minerais como petróleo e gás no fundo do mar.

A partir de uma resolução interministerial publicada na última sexta-feira, qualquer nação ou empresa que queira prospectar recursos minerais na Plataforma Continental Brasileira terá de pedir autorização ao governo.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Segundo a Folha apurou, a decisão foi tomada após consulta da Petrobras, que poderá ter até 50% do capital nas mãos da União assim que for concluído o processo de capitalização em curso.

Hoje, a União detém 39,8% da empresa.

A mudança incorpora 960 mil km2, quase quatro vezes o Estado de São Paulo, à zona de soberania nacional, hoje de cerca de 3,5 milhões de km2.

É uma área cobiçada em razão da possível existência de novas reservas de petróleo na área do pré-sal.

DIREITO DO MAR

A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, de 1982, abre a brecha para que países reivindiquem direitos sobre o oceano a até 350 milhas náuticas de sua costa. Além, portanto, da Zona Econômica Exclusiva, de 200 milhas.

Para que essa incorporação ocorra, os países signatários da convenção precisam entregar à ONU um mapeamento de sua plataforma continental, espécie de extensão submarina do território soberano.

O Brasil encaminhou esse pedido à ONU em 2004, mas, três anos depois, a organização rejeitou a proposta, após questionamento dos EUA.

Depois, a ONU requisitou que o governo brasileiro reformulasse o pleito.

A ONU não aceitou incluir 190 mil km2 distribuídos desde o Amazonas até a região Sul do país. Segundo a Marinha, o Brasil discordou e pretende apresentar nova proposta até 2012.

Consultada pela Petrobras, porém, a Cirm (Comissão Interministerial para os Recursos do Mar) entendeu que o país não precisa esperar a chancela da ONU.

Agora, cabe à ANP (Agência Nacional de Petróleo) decidir sobre as pesquisas de recursos minerais na área. Procurada, a ANP não se manifestou.

Um decreto de 1988 e uma lei de 1993 já definiam que qualquer investigação científica na plataforma continental só poderia ser feita por outras nações com autorização do governo e acompanhamento da Marinha, e que o Brasil exerce direitos de soberania sobre ela para fins de exploração de recursos naturais.

Além disso, o país se ancora no fato de que a ONU não estabelece condições e limitações de soberania sobre a plataforma continental.

GEOLOGIA DA CONFUSÃO

Plataformas continentais são extensões planas ou quase planas do leito submarino, que terminam nos abismos oceânicos.

Elas são formadas por rochas sedimentares -exatamente o tipo de rocha na qual se formam o petróleo e o gás natural. Daí o interesse estratégico da Petrobras nessas regiões.

O único país que concluiu o levantamento de sua plataforma antes do Brasil foi a Rússia.

O pleito da Rússia também foi questionado, uma vez que incluía porções do Ártico em disputa entre EUA, Canadá, Dinamarca e Noruega.

Em 2007, a Rússia mandou um minissubmarino ao Ártico para lançar no fundo do mar uma bandeira russa -simbolizando a suposta soberania do país sobre os recursos minerais da região.

A expedição causou um incidente diplomático com o Canadá, que chamou o feito de “impostura”.

País quer elevar domínio na costa do NE

A área marítima que o governo brasileiro incorporou estende mar adentro boa parte das fronteiras de onde estão hoje os principais campos de petróleo descobertos pelo país na última década.

Os campos Tupi, Carioca, Guará e Júpiter, ao longo da costa Sudeste-Sul, estão situados bem no limite da zona econômica exclusiva de 200 milhas náuticas.

O país também está determinado a ampliar sua soberania da região do Cone do Amazonas, entre a costa do Nordeste e os limites com a Guiana Francesa.

José Ernesto Credencio e Claudio Angelo/Folha de S. Paulo

Petrobrás já é a sexta maior fornecedora do combustível dos EUA

País tende a ser grande exportador de petróleo

Depois de um susto em 2008, o Brasil retomou a autossuficiência na produção de petróleo este ano e tende a se consolidar como grande exportador nos próximos anos. A Petrobrás já ultrapassou a marca de 500 mil barris de petróleo exportados por dia e é hoje a sexta maior vendedora de petróleo para o mercado norte-americano. O crescimento das exportações vai provocar mudanças na área de comércio exterior de petróleo derivados da companhia.

A retomada da autossuficiência é fruto do crescimento da produção nacional, em torno de 7%, sem acompanhamento equivalente do mercado de combustíveis – que deve fechar o ano com alta de apenas 2%. Em 2008, dois anos após a conquista da autossuficiência, o Brasil voltou a ser importador líquido de petróleo e derivados, com cerca de 3 milhões de barris a mais do que os 158 milhões de barris exportados, movimento causado pelo aquecimento da economia.

Este ano, dados coletados até agora pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) indicam que haverá grande folga nas exportações. Até outubro, o Brasil exportou 241, 1 milhões de barris de petróleo e derivados, uma média de 795,9 mil barris por dia. As importações somaram 202,8 milhões de barris, ou 669,3 mil barris por dia. O bom desempenho foi provocado pela alta de 41,4% nas exportações de petróleo cru, que chegaram a 534 mil barris por dia.

Já as importações de petróleo e derivados caíram durante o ano, em 6,2% e 15,5%, respectivamente. O Brasil é importador de petróleo leve, que é misturado ao pesado óleo nacional nas refinarias para a produção de combustíveis de maior valor, como gasolina e diesel. As importações de petróleo cru somam 398 mil barris por dia, em média, nos dez meses do ano.

“Contando apenas o petróleo cru, o Brasil será expressivamente autossuficiente em 2010”, diz o analista de petróleo da consultoria Tendências, Walter de Vitto, lembrando que há novos projetos de produção em desenvolvimento, como Parque das Conchas e Frade – que já estão em operação, mas atingem a capacidade máxima no ano que vem -, Cachalote e Tupi. Essas duas últimas terão, somadas, capacidade para produzir 200 mil barris por dia.

“Vamos ter um crescimento muito significativo de produção. O mercado vai crescer também, mas em menor escala. Essa é uma tendência geral daqui pra frente”, concorda o diretor de abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa. Segundo ele, a Petrobrás fechará 2009 com superávit financeiro em sua balança comercial de petróleo, o primeiro na história da companhia – até setembro, o saldo positivo soma US$ 1,8 bilhão.

Costa diz que o petróleo brasileiro já não tem tanta diferença de preço em relação ao petróleo importado pelo País, de melhor qualidade. Isso porque os cortes de produção da Organização dos Países Exportadores do Petróleo (Opep) e problemas de produção no México e na Venezuela reduziram a disponibilidade de petróleo pesado no mercado internacional. “O petróleo pesado valorizou. O mundo precisa dele para produzir óleo combustível, bunker, asfalto.”

Até pouco tempo atrás, a marca Marlim era sinônimo de petróleo brasileiro no mercado externo. Maior campo produtor do País até o ano passado, Marlim está perdendo espaço para Roncador (os dois estão na Bacia de Campos), que após a entrada das plataformas P-52 e P-54 tem a maior produção entre os campos brasileiros. Costa diz que a empresa tem vendido grandes volumes de Roncador no mercado internacional.

O aumento das exportações já levou a empresa a iniciar uma reformulação em sua área de trading, com capacitação de pessoal e reavaliação da logística e de procedimentos, diz Costa. “A gente vai sair de uma posição compradora para posição vendedora. E obviamente é mais complicado vender do que comprar”, comenta. A estatal conta hoje com escritórios em Houston, Londres, Pequim e Cingapura, além de uma unidade no Japão, mais voltada para o etanol.

Por outro lado, o novo cenário expõe uma lacuna nos investimentos históricos no setor de petróleo brasileiro. “A capacidade de refino está no limite. Toda a capacidade adicional de petróleo terá de ser colocada no mercado externo”, diz Vitto, da Tendências. Hoje, o Brasil tem capacidade para refinar 1,85 milhão de barris por dia. Na média do ano, a produção nacional de petróleo da Petrobrás está em 2 milhões de barris por dia.

A Petrobrás tem quatro grandes refinarias projetadas, mas a primeira delas, em Pernambuco, só deve começar a operar em 2012. Já a refinaria do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) inicia operações em 2013. As duas foram projetadas antes da confirmação do pré-sal e, por isso, planejadas para processar o óleo pesado da Bacia de Campos.

Nicola Pamplona/O Globo

Agência Nacional de Petróleo é feudo do PCdoB

Brasil: da série “O Tamanho do Buraco”!

O partidão, mais socialista – com os deles – , do que nunca, trata de acomodar a curriola vermelhinha nas melhores têtas do Estado.

Olhem aí a lista das sinecuras.

Argh!

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Haroldo Lima, ex-deputado federal (PCdoB-BA), ocupa cargos estratégicos da ANP só com correligionários, como os novos diretores Magda Chambriard e Allan Kardec Duailibe Barros Filho, da Comissão Estadual do PCdoB-MA.

A maioria sem afinidade com petróleo e gás, como o ex-cobrador de ônibus e ex-vereador Alcides Araújo dos Santos, chefe do escritório da ANP-SP.

Militante gaúcho

O superintendente de abastecimento da Agência Nacional do Petróleo é Edson Menezes da Silva, do PCdoB-RS, um ex-deputado federal.

O pernambucano

Superintendente de Planejamento e Pesquisa, Florival Rodrigues de Carvalho, tem em seu currículo a filiação ao PCdoB de Pernambuco.

Ex-maridão

Luiz Augusto Araújo Marques, do PCdoB, ex-marido da ex-deputada Jandira Feghali, chefia o Escritório da ANP no Distrito Federal.

Base eleitoral

Ex-vereador de Caetité e membro do diretório regional do PCdoB-BA, Francisco Nelson Castro Neves chefia o escritório da ANP no Nordeste.

Petróleo brasileiro na mira dos gringos

Parafraseando Zé Bêdêu, o derradeiro abestado crédulo da Praça do Ferreira: “aí tem”!

Coluna Claudio Humberto

EUA elogiam ‘transparência brasileira’ no setor petrolífero

O embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Clifford Sobel, disse hoje (17), na feira Rio Oil & Gas, que o governo brasileiro vem trabalhando com “muita transparência e tem “honrando os contratos pré-estabelcidos” no setor petrolífero. As afirmações foram feitas sobre a decisão do governo de retirar os blocos offshore (no mar) da 12ª Rodada de Licitações de Áreas que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) vai realizar em dezembro.

Na rodada, o Brasil só negociará blocos terrestres. Sobre o interesse dos Estados Unidos no setor petrolífero brasileiro e em particular no pré-sal, Sobel considerou importante lembrar que essa é a primeira vez que o Departamento de Comércio dos EUA monta um pavilhão na Rio Oil & Gas.  Isso é uma demonstração do início de um interesse do setor comercial petrolífero americano na realidade brasileira.

Campo de Tupi tem mais da metade do gás de todo o Brasil

Segundo estimativas da Petrobras, as reservas estimadas de gás natural para o Campo de Tupi, na área do pré-sal da Bacia de Santos, estão entre 176 bilhões e 256 bilhões de metros cúbicos; equivalente a mais da metade das reservas atuais da Petrobras no país, que somam 330 bilhões de metros cúbicos.

Estas reservas, tornariam o país auto-suficiente na produção de gás, sem levar em conta o potencial do megacampo de gás natural de Júpiter, também no pré-sal. Devido o elevado potencial para a produção de gás nos campos do pré-sal, a estatal brasileira começa a desenvolver estudos sobre a melhor forma de explorar e viabilizar a comercialização deste gás, inclusive com foco voltado também para o mercado externo, dependendo da oferta interna do país.