Hackers revelam 25 novos postos do serviço secreto do Canadá

Canadá só reconheceu até agora, publicamente, a presença de postos de CSIS em algumas capitais de países aliados. Anonymous,Blog do Mesquita

As autoridades do Canadá estão investigando o roubo por parte do grupo de hackers de documentos sobre o serviço secreto do país, conhecido pela sigla CSIS, informou nesta terça-feira a imprensa canadense.

Grupo Anonymous divulgou documentos secretos do governo canadense que revelam que o CSIS conta com 25 postos no exterior.

O jornal National Post disse hoje que o grupo Anonymous divulgou documentos secretos do governo canadense que revelam que o CSIS conta com 25 postos no exterior.

Aparentemente, o grupo de hackers divulgou na internet os documentos em represália pela morte, na semana passada, de um ativista do Anonymous por disparos da Polícia Montada do Canadá na província de Colúmbia Britânica, no oeste do país.

O grupo cibernético ameaçou com represálias se as autoridades canadenses não identificassem o agente autor dos disparos e o acusavam pela morte do ativista, identificado como James McIntyre, de 48 anos.
Fonte:Terra


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Hackers do Anonymous e criador do Facebook reagem a ataque em Paris

Segurança Privacidade Internet Hackers Blog do MesquitaO grupo de hackers Anonymous anunciou que irá combater extremistas islâmicos após o ataque ao escritório da revista satírica “Charlie Hebdo”, em Paris, na quarta (7).

Em vídeo publicado no YouTube e noticiado pelo site da emissora “CNN”, o grupo promete espionar a atividade de grupos terroristas na internet e derrubar seus sites e contas nas redes sociais. A mensagem é endereçada à “al Qaeda, ao Estado Islâmico e outros terroristas”.

“Nós, Anonymous de todo o mundo, decidimos declarar guerra contra vocês terroristas”, diz no vídeo uma pessoa com a máscara de Guy Fawkes, símbolo do grupo.

No Twitter, a conta @OpCharlieHebdo, atribuída à ação do Anonymous no caso da “Charlie Hebdo”, pede auxílio de seus seguidores. “Você quer nos ajudar? Encontre perfis no Twitter de terroristas e denuncie-os”.

Em outra mensagem, o perfil diz: “A #FreePress (imprensa livre, em tradução) nos liberta da ignorância. Extremistas, nos aguardem”.

Essa não foi a primeira manifestação do Anonymous após o ataque em Paris. Na quarta (7), o grupo divulgou um manifesto em vários idiomas anunciando uma “reação maciça” por parte do grupo, que já atacou diversos sites governamentais e de operadoras de cartões de crédito.

“Enojados e chocados, não podemos recuar, é nossa responsabilidade reagir. (…) Ameaçar a liberdade de expresão é um ataque direto à democracia”, diz o texto.

Recado de Zuckerberg
Criador do Facebook, o norte-americano Mark Zuckerberg se manifestou nesta sexta-feira (9) a respeito do ataque à sede da “Charlie Hebdo”. Em seu perfil na rede social, Zuckerberg afirmou que é preciso rejeitar que “um grupo de extremistas tente silenciar as vozes e as opiniões de todos mundo” e que não irá deixar que isso aconteça no Facebook.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

“Alguns anos atrás, um extremista no Paquistão me sentenciou à morte porque o Facebook se recusou a banir um conteúdo sobre Maomé que o ofendeu. Nós defendemos isso porque diferentes vozes – mesmo que ofensiva em algumas vezes – podem fazer do mundo um lugar melhor e mais interessante”, afirma Zuckerberg. “Estou comprometido em construir um serviço onde você pode falar livremente sem medo de violência.
G1

O jornalismo diante do assassinato de reputações

Marat,Blog do Mesquita,Mídia,ImpensaO jornalismo está sendo colocado diante de um novo e pra lá de complexo dilema.

Trata-se do delicado problema da gestão de reputações pessoais e institucionais na internet, uma área da comunicação pública que passou a ser considerada estratégica pelos principais organismos de segurança de nações, como os Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Inglaterra. [Estes países formam a Five Eyes Alliance (Aliança dos Cinco Olhos); detalhes aqui.]

Documentos confidenciais do ultrasecreto JTRIG (Joint Threat Research Intelligence Group – Grupo Conjunto de Pesquisas e Inteligência sobre Ameaças) revelam como já está desenvolvida a estratégia de desmoralizar pessoas e organizações por meio da “fabricação” de informações para veiculação em redes sociais – e daí para a imprensa.

O documento foi publicado pelo site Intercept e integra o material entregue por Edward Snowden ao jornalista Glenn Greenwald.

Trata-se de mais um front da guerra cibernética onde os objetivos estratégicos são cada vez mais de natureza imaterial, ou seja, a eliminação física está sendo substituída pelo chamado “assassinato” de reputações graças à manipulação de dados e informações.

A nova estratégia, embora incruenta, não é menos letal, já que destrói a imagem e a credibilidade pública de pessoas e instituições sem a necessidade de processo criminal prévio.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A imprensa, consciente ou inconscientemente, é parte essencial nesse processo porque é ela que leva até as pessoas as notícias sobre as quais serão construídas decisões e opiniões.

Esta não é uma função nova, só que na era da internet a forma como fatos, dados e eventos passam a circular em redes sociais, por exemplo, é muito menos transparente do que antes, e a mídia acaba pescando matéria-prima informativa em ambientes muitas vezes nebulosos.

Isso torna extremamente difícil a identificação da origem e reais objetivos de uma informação que é inserida num blog irrelevante, de onde vai para o Twitter ou Facebook, e daí para o correio eletrônico de algum repórter, editor ou de um jornalista blogueiro. Este processo pode ser instantâneo, dependendo da natureza e formatação do material veiculado.

É quase impossível fazer uma distinção clara e efetiva do material voltado para o assassinato de reputações das informações de genuíno interesse social. O certo é que ambos passam pela imprensa, apesar de atualmente eles estarem cada vez mais circulando sem mediação jornalística.

Muitos lamentam o fato de a imprensa ter perdido o monopólio da certificação de origem de notícias, mas isdo já não é mais materialmente possível diante da superoferta informativa gerada pela internet.

A reputação e imagem pessoais passaram a ser o alvo mais estratégico na política cibernética depois que grupos de crackers [programadores que destroem senhas para invadir ilegalmente bancos de dados; não confundir com hackers, que são pesquisadores em computação, geralmente jovens] passaram a usar seus conhecimentos em computação e telemática para invadir bancos de dados, extrair informações comprometedoras e publicá-las nas redes sociais de forma anônima.

Foram eles os responsáveis pelo surgimento do Anonymous, um grupo sobre o qual se tem muito pouca informação e que pode ser considerado uma síntese das contradições da política na internet: visibilidade e anonimato ao mesmo tempo.

O Anonymous , objeto de uma pesquisa da antropóloga norte-americana Gabriela Coleman, professora da Universidade McGill, ganhou o status de um fantasma cibernético – perfil que, paradoxalmente, acabou sendo adotado também pelos serviços de inteligência da Aliança dos Cinco Olhos.

Ambos procuram visibilidade para seus atos porque estão interessados no efeito midiático dos mesmos, já que usam intensamente um elemento que a imprensa supervaloriza: o segredo. Mas mostram uma preocupação obsessiva com o anonimato porque estão conscientes de que seus métodos são socialmente condenáveis.

Tanto um quanto outro busca a destruição de reputações.

O Anonymous revelando os segredos sujos de governos, empresas e personalidades, enquanto organizações como a JTRIG criam perfis falsos, dados incorretos, versões adulteradas e notícias inverídicas para confundir o público e neutralizar adversários por meio do descrédito. Matar implica um alto custo social, ao passo que o descrédito rende juros altos.

O problema é que tudo isso acaba se transformando em matéria-prima para o jornalista, que se torna corresponsável por crimes de imagem e reputação, sobre os quais ele, na maioria dos casos, não tem a menor consciência.
Carlos Castilho/Observatório da Imprensa

A internet precisa indenizar suas vítimas

Por Evgeny Morozov ¹
O grande paradoxo da internet atual é que a web parece cada vez menos ordeira, no exato momento em que as companhias de tecnologia decidiram pregar as virtudes da ordem e do controle.

O Facebook serve como exemplo: recentemente, foi apanhado ainda hospedando fotos que usuários haviam pedido que fossem excluídas três anos atrás, enquanto um defeito em seu sistema de segurança permitia acesso público às fotos privadas de seu fundador, Mark Zuckerberg. Outro exemplo é o grupo de hackers Anonymous, que continua a divulgar informações pessoais sobre cidadãos privados e autoridades governamentais, com o objetivo de expressar grandes princípios políticos (ou como simples diversão). Há também a popular rede social Path, que recentemente foi flagrada transferindo conteúdo dos celulares de seus usuários para seus servidores.

Por sorte, o Path ao menos tomou algumas precauções de segurança. Sem elas, as agendas de contatos de seus 2 milhões de usuários já poderiam ter sido adquiridas pelo Anonymous. Isso não só representaria um ataque à privacidade dos usuários como poderia macular suas reputações. Afinal, quem pode saber que informações embaraçosas eles armazenam em seus celulares? Algo semelhante aconteceu no passado: em 2010, o Google estragou o lançamento do Google Buzz ao revelar os nomes dos contatos de e-mail mais frequentes de seus usuários –o que dificilmente serviu para melhorar a reputação do serviço.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O que se pode fazer? Uma solução seria tornar a web um lugar menos anônimo, para que seja possível rastrear e punir as ações de organizações como o Anonymous. Outra seria aceitar que desastres como esses são inevitáveis e manter o foco em administrar bem a reputação pessoal on-line. Diversas “start-ups” já vêm alardeando sua capacidade de rebaixar informações desfavoráveis sobre um usuário a posições menos visíveis em uma lista de retorno de buscas. O serviço pode custar milhares de dólares, o que criaria uma nova disparidade digital entre ricos e pobres.

A terceira solução, mais popular, é aceitar o chamado “direito de ser esquecido” – um direito tão ambíguo que nem mesmo seus proponentes costumam conseguir defini-lo. Em sua forma mais fraca, é questão de bom senso: os usuários deveriam ter a capacidade de excluir qualquer informação sobre si mesmos que tenham inserido em serviços on-line. Na forma mais forte -sob a qual usuários poderiam excluir informações pessoais em sites de terceiros ou serviços de busca -, é uma solução pouco realista e excessivamente restritiva.

No entanto, o “direito de ser esquecido” pouco fará para mitigar fiascos como o do Google Buzz ou o do Path, quanto menos regulamentará as ações do Anonymous. Embora possa servir para limitar a distribuição de informações divulgadas inadvertidamente, não consolará os usuários cuja reputação já tenha sido prejudicada pela distribuição inicial da informação. Às vezes, basta vislumbrar uma informação comprometedora para que danos sejam causados; o “direito de ser esquecido” pode fazer com que informações desse tipo desapareçam da internet –mas não fará com que sejam esquecidas pelos amigos ou parceiros de negócios da parte ofendida.

Eis uma solução mais elegante: precisamos de um sistema de seguro compulsório contra desastres on-line. Pois a revelação acidental de uma informação on-line não passa de um desastre on-line – um feroz tsunami artificial capaz de destruir uma reputação da mesma forma que um tsunami real destruiria uma casa.

Assim, caso o Facebook se esqueça de excluir a foto que um usuário achou ter apagado anos atrás, ou o Google divulgue acidentalmente toda a lista de contatos dele  – e, mais importante, se o usuário for capaz de provar que isso lhe causou danos verificáveis (por exemplo, um ex-namorado maluco começou a perseguir uma usuária on-line por conta disso), a pessoa teria direito a compensação monetária.

Então caberia a ela decidir se aceita o dinheiro e começa uma vida nova na rede ou se usará os serviços de uma das “start-ups” mencionadas acima para reparar sua reputação on-line. E as quantias não precisam ser modestas; já que apenas uma pequena proporção de usuários sofre danos reais com revelações como essas, um pequeno pagamento mensal de todos os usuários bastaria para levantar fundos substanciais a serem usados na ajuda a quem de fato esteja com problemas.

O esquema tem muitas vantagens. Acima de tudo, ele não interfere na maneira pela qual a internet funciona. Não existe necessidade de eliminar o anonimato on-line ou de criar uma estrutura sofisticada de censura, algo que o “direito de ser esquecido” requereria. Segundo, ele oferece às vítimas dos tsunamis da informação ao menos um resquício de compensação adequada. Seria o fim das promessas vagas de que “isso não voltará a acontecer”; as vítimas receberiam dinheiro vivo. Terceiro, seria uma forma de nivelar o jogo no que tange o acesso aos serviços de proteção à reputação on-line e promoveria o ideal de igualdade – porque não seriam mais apenas os ricos que seriam capazes de pagar milhares de dólares para reparar suas reputações.

O mais importante é que o sistema preserva o espírito de inovação da internet. As companhias de internet não precisariam reformular seus modelos de negócios a fim de acomodar as demandas mais exóticas associadas ao “direito de ser esquecido”. Da mesma forma, usuários comuns que já estejam sentindo certa paranoia quanto às suas reputações não precisariam excluir todas as suas contas da internet nem teriam de virar eremitas digitais. Mesmo que o Anonymous revele todos os fatos conhecidos sobre suas vidas, eles receberiam ao menos alguma compensação monetária.

Esse seguro de reputações on-line não é uma panaceia, claro –não deveria substituir o Estado de Direito como ferramenta primária de promoção do interesse público. Empresas descuidadas com os dados de seus usuários ainda deveriam ser processadas e multadas. Mas um esquema de seguros como esse ofereceria algum consolo àqueles de nós que se viram lançados aos confins mais kafkianos da internet.

Por que tornar o sistema compulsório? As pessoas que não usam a internet não deveriam ser isentas? Infelizmente, uma pessoa não precisa usar a internet para ter sua privacidade invadida por ela. Alguém pode ser identificado em uma foto embaraçosa no Facebook sem saber coisa alguma sobre o Facebook. Da mesma forma, quando o Anonymous ataca os bancos de dados on-line de agências do governo, todo cidadão se torna uma possível vítima.

É claro que, como acontece com toda proposta inovadora, existem centenas de detalhes a resolver. Mas esses não representam desafios intransponíveis. De fato, algumas seguradoras – entre as quais gigantes como a AIG – já oferecem a seus clientes empresariais “seguros de reputação” semelhantes ao seguro para vítimas da internet. O necessário agora seria torná-los acessíveis e úteis para os indivíduos, resolvendo algumas das questões mais prementes.

Por exemplo, medir ou mesmo definir o que constitui “dano” a uma reputação on-line pode ser complicado. Mas a crescente quantificação de nosso status social na web – onde somos definidos e avaliados com base nos amigos que temos online– pode em breve tornar essa tarefa mais fácil.

Além disso, deveríamos evitar a criação de um risco moral, ou seja, dar aos usuários incentivos para distribuir fotos embaraçosas de si mesmos na internet com o objetivo de receber indenização por isso no futuro. Ao mesmo tempo, também será um desafio garantir que os indivíduos em risco – aqueles que têm contas genuínas em múltiplas plataformas de internet – não sofram discriminação ou tenham de pagar demais às seguradoras. Mas esse princípio de seleção adversa pode ser superado caso o programa de seguros seja administrado pelo governo.

Da perspectiva da inovação, seria possível afirmar que os interesses da sociedade são servidos quando temos grande número de usuários testando o maior número possível de novos serviços da internet. Portanto, conferir a eles o seguro on-line mais abrangente pode até mesmo representar um objetivo digno, na arena da política pública.

Não avaliar os benefícios de esquemas de seguros como o proposto e ao mesmo tempo abraçar slogans populistas vagos tais como o “direito de ser esquecido” é orientar indevidamente uma política de internet. Uma política de internet inteligente, por outro lado, deveria se ocupar com a maximização do “bem-estar de informação” e fazer seu melhor para criar e defender um “Estado de bem-estar da informação”. Uma rede de segurança digital poderia tornar a internet mais humana sem prejudicar a inovação.
Folha.Com

Tradução de PAULO MIGLIACCI
¹ Evgeny Morozov é pesquisador-visitante da Universidade Stanford e analista da New America Foundation. É autor de “The Net Delusion: The Dark Side of Internet Freedom” (a ilusão da rede: o lado sombrio da liberdade na internet). Tem artigos publicados em jornais e revistas como “The New York Times”, “The Wall Street Journal”, ” Financial Times” e “The Economist”. Lançará em 2012 o livro “Silicon Democracy” (a democracia do silício). Escreve às segundas-feiras, a cada quatro semanas.

Exército brasileiro prepara sistema de prevenção contra ataques cibernéticos

Forças Armadas terão programa que simula ataques contra redes institucionais.
O Exército brasileiro anunciou a compra de novos softwares para segurança e prevenção contra ataques cibernéticos.
As medidas fazem parte de um planejamento mais abrangente do governo brasileiro para criar um sistema de defesa e contra-ataque de possíveis ameaças a páginas e redes institucionais e de proteção a dados sensíveis.

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“Hoje temos um preparo mínimo para cenários de ataque. Temos uma grande rede, a EBnet, que reúne os quartéis em todo o país, e ela está bem blindada, mas há pontos de vulnerabilidade”, disse à BBC Brasil o general Antonino Santos Guerra, diretor do Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército (Ccomgex).

Em janeiro, as Forças Armadas concluíram duas licitações para a compra de um antivírus e de um programa que simula ataques cibernéticos, no valor total de cerca de R$ 6 milhões. Os dois programas serão desenvolvidos por empresas brasileiras.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Na última sexta-feira, o grupo de hackers Anonymous Brasil atacou o site do Banco Central e as páginas dos bancos BMG, Citibank e PanAmericano, que ficaram temporariamente instáveis.
O grupo também assumiu a autoria de ataques aos sites dos bancos Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e HSBC, que aconteceram durante a semana.

Também na última sexta-feira, o FBI anunciou que está investigando como ativistas ligados ao grupo Anonymous conseguiram interceptar uma conferência telefônica entre agentes americanos e a britânica Scotland Yard, em que discutiam ações legais contra os hackers.

Outros ataques em sites institucionais americanos e gregos foram registrados.

Defesa cibernética
“Os ataques que registramos até agora são parecidos com os que acontecem em qualquer empresa. Tentativas de roubos de senhas, negações de serviço, etc. Mas o modo como se obtém uma senha de banco é o mesmo que se pode usar para obter dados confidenciais do Exército. E já tivemos sites do governo derrubados”, afirma Guerra.

Segundo o general, o simulador de guerra cibernética treinará os oficiais em pelo menos 25 cenários de diversos tipos de ataque contra redes semelhantes às do Exército.

A Ccomgex, que coordena a compra do antivírus e do simulador de ataques cibernéticos faz parte do Centro de Defesa Cibernética do Exército (CDCiber), criado em 2010 para concentrar a administração de todas as ações de proteção virtual da organização.

O programa adquirido por R$ 5,1 milhões será desenvolvido pela empresa carioca Decatron e atualizado de acordo com as necessidades da organização, o que deve facilitar a manutenção do sistema de segurança, de acordo com o general.

O antivírus, no valor de R$ 800 mil, também está em fase de desenvolvimento e deverá ser entregue pela empresa BluePex, de Campinas (SP), dentro de 12 meses.

“O desenvolvimento de softwares no Brasil é muito competitivo, está avançando. Para garantir a participação de empresas nacionais, temos que fazer as coisas em uma escalada.”
General Antonino Guerra, do Ccomgex

O diretor do Ccomgex diz que a preferência por empresas nacionais para o programa de proteção do Exército deve estimular a competição e o avanço das empresas de tecnologia e sistemas de segurança no Brasil.

Por isso, as empresas que venceram as licitações terão prazos maiores para realizar mudanças customizadas nos programas, de acordo com as necessidades das Forças Armadas.

O orçamento previsto para o CDCiber em 2012 é de R$ 83 milhões, que devem ser destinados a pelo menos outras quatro aquisições que incluem equipamentos, softwares e o treinamento de pelo menos 500 oficiais.

“Temos cursos externos para militares das três forças e também no mercado universitário, para pós-graduações. No futuro, queremos contratar pessoas que conhecem a área para trabalhar aqui, ou que possam dar consultoria”, disse Guerra.

Roubos eletrônicos
O especialista em segurança cibernética Mikko Hypponen, da empresa finlandesa F-Secure, diz que o Brasil se distingue de outros países pela frequência de ataques cibernéticos relacionados ao roubo de dinheiro.

No entanto, o país já começa a registrar ataques a sites de instituições governamentais e empresas privadas de grupos de ativistas, como o Anonymous e o LulzSec, que tem “divisões” nacionais.

“Na maioria dos países, os ataques são feitos por pessoas de fora. O Brasil é diferente porque boa parte dos ataques alveja os bancos e a maioria deles é feita por pessoas do próprio país”, disse Hypponnen à BBC Brasil.

Segundo o especialista, o Brasil é considerado o número 1 em criar “cavalos de Troia”, espécies de programas maliciosos, para atacar bancos.

“Esses programas nem tentam romper os sistemas de segurança do bancos, que são, em geral, muito bons no Brasil. Mas eles infectam os computadores pessoais dos clientes, para poder entrar em suas contas quando elas acessam os bancos online”, explica.

Brasil é considerado o número 1 em ataques de “cavalos de tróia” que ajudam a roubar bancos.
Para o general Antonino Guerra, o Brasil ainda não precisa se preocupar com ataques realizados por outros países nem com a espionagem de seus cidadãos. “Somos um pais pacífico, não é esse o tipo de problema que temos aqui”, diz.

No entanto, Hypponnen acredita que o governo brasileiro precisará se preocupar também com a segurança de empresas privadas, caso queira prevenir possíveis crises.

“Boa parte da infraestrutura crítica do Brasil não é gerida pelo governo e sim por companhias privadas, como a telefonia e as usinas nucleares. Para garantir que o país conseguirá operar durante uma crise, é preciso garantir que essa infraestrutura continuará a funcionar. O governo tem que ter um papel mais ativo em ajudar as empresas a protegerem suas redes”, afirma.
Em comunicado enviado à BBC Brasil, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI) disse que “os ataques mais preocupantes são aqueles que visam acesso indevido a informações sigilosas da Administração Pública Federal” e afirmou que a preparação do órgão contra possíveis ataques tem sido “adequada”.

De acordo com o Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança (CERT), que reúne notificações de ataques eletrônicos em todo o país, o Brasil registrou quase 400 mil ataques a computadores em 2011.

Cerca de metade das fraudes registradas, segundo o CERT, foram páginas falsas, geralmente de bancos, criadas para roubar dinheiro dos usuários. A outra metade das notificações corresponde quase completamente aos cavalos de Troia, que dão acesso a contas bancárias quando elas são acessadas pela internet.

O centro, que recebe dados de empresas, universidades, provedores de Internet e Grupos de Segurança e Resposta a Incidentes (CSIRT), diz que as segundas-feiras são os dias com mais incidentes reportados e que mais de 80% dos ataques tem origem no Brasil.

Segundo dados da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), as fraudes bancárias realizadas pela internet e computadores dos clientes custaram R$ 685 milhões aos bancos só no primeiro semestre de 2011, 36% a mais do que no mesmo período em 2010.
Camilla Costa/BBC Brasil

Tópicos do dia – 04/02/2012

09:18:34
Dilma, demissão de ministros e Recursos Humanos
Fosse gerente de RH em uma empresa qualquer da iniciativa privada, Dona Dilma já teria sido demitida por incompetência na seleção e recrutamento de gerentes. Ou não?
Palocci, Alfredo Nascimento, Wagner Rossi, Pedro Novais, Orlando Silva, Carlos Lupi, Mário Negromonte, e um Aguinaldo a caminho da lixeira da pretensa faxineira.

09:27:32
Dilma, Cuba e Guantánamo
Impressiona, na visita de Dilma a Cuba, como algumas pessoas notáveis aqui no Brasil ainda não aceitam, a esta altura do campeonato, a democracia como um valor universal. Todo mundo tem o direito de ir e vir, divergir, de se reunir, protestar ou militar num partido que não seja o único do pedaço. Além disso, o desrespeito aos direitos humanos é hediondo, seja em Guantânamo ou Havana.
Ancelmo Gois

09:47:10
Hackers e Bancos
Sistema de pagamentos da Redecard falha em dia de ataque hacker
O sistema de pagamentos da credenciadora de cartões Redecard ficou fora do ar durante parte desta sexta-feira, 3, causando transtornos e prejuízos, segundo relatos de empresas e consumidores. O dia foi marcado por mais uma onda de ataques cibernéticos a sites de instituições financeiras e entidades, todos de autoria do grupo Anonymous.

A Redecard admite que sua página na internet apresentou intermitência ao longo do dia “em função de uma sobrecarga de acessos”, mas nega que o fato tenha interferido na funcionalidade das transações da rede de pagamentos. A credenciadora afirma ainda que não houve o comprometimento da segurança dos dados dos clientes.

O site de compras coletivas Peixe Urbano foi uma das empresas afetadas. Em nota, a companhia diz que o link para pagamento via Redecard ficou intermitente nesta sexta-feira. O impacto, segundo o site, foi minimizado pelo fato de os usuários terem outras formas de transação disponíveis.

Durante a tarde, o Twitter do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do Peixe Urbano orientou os clientes a usarem outros meios de pagamento, uma vez que “toda a Redecard está fora do ar”, segundo escreveu a empresa no microblog.
Bianca Pinto Lima/Estadão.com.br 


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Tópicos do dia – 25/01/2012

08:41:14
Hackers ameaçam atacar Facebook
Um suposto membro do grupo Anonymous diz que pretende atacar o Facebook. Um vídeo foi publicado no YouTube pelo usuário “AnonymousVoice777” e traz o que seria uma mensagem do grupo sobre como hackers simpatizantes podem participar da “Operação Blecaute Global”, identificada pela tralha #OpGlobalBlackout no Twitter. A ofensiva foi marcada para este sábado, dia 28 de janeiro, por volta de meia-noite nos Estados Unidos, madrugada aqui no Brasil. “Embora o Facebook tenha 60 mil servidores, é possível derrubá-lo”, diz o narrador do vídeo, que pede a seus colaboradores que “não tenham medo”, pois é “a chance mais recente” de uma ação global contra a rede social.
Informação do jornal O Globo.

09:09:47
“Vado a M@#$A” Battisti.
Cesare Battisti faz negócios, e turismo, às nossas custas.
De uma maneira ou de outra, o seu, o meu, o nosso sofrido dinheirinho, finda “pingando umas merrecas” em algum inútil sindicato. Agrora leiam essa:
Assim é fácil!
O Sindicato dos Petroleiros-RJ bancou a viagem de Cesare Battisti ao Fórum Social Temático, em Porto Alegre (RS), onde ontem o terrorista vendeu seu livro. Nem a editora nem ele coçaram o bolso. Só o nosso.
coluna Claudio Humberto

13:09:55
Alô alô dona Dilma!
A carta da blogueira Yoani Sáchez – hiper-ultra censurada pelos decrépitos ditadores de Cuba, Raul e Fidel – solicitando à presidente Dilma sua (dela) interferência para obter autorização para poder vir ao Brasil receber um prêmio, continua no fundo de alguma gaveta planaltina. Até agora, ‘necas de pitibiriba’ de resposta da dama da faxina na Taba dos Tupiniquins.

13:40:10
Brasil: da série “perguntar não ofende”!
Ouço noticiário – rádio CBN – que o Ministério da Saúde faz questionário junto ao sofrido paciente – bote paciente nisso – Tupiniquim, visando saber a sua (dele) opinião quanto à qualidade (?) (mais uma figura de retórica) do atendimento no SUS.
1. Precisa aplicar questionário?
2. Que tal o ministro procurar atendimento em um hospital do SUS disfarçado de povo?

15:03:54
Foxconn recebe isenção fiscal
A Foxconn foi habilitada nesta quarta (25) a receber incentivos fiscais do governo para fabricar iPads no Brasil. A portaria interministerial foi publicada no Diário Oficial da União. O governo afirmou que a fabricante tem interesse em produzir o tablet da Apple. Os incentivos envolvem a isenção dos impostos como IPI, PIS e Cofins. A portaria foi assinada pelos ministros Guido Mantega (Fazenda), Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e pelo então ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, que, desde terça, está no comando do Ministério da Educação.
Informações do Estadão.


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Hackers revelam dados de chefe do FBI

Pelas redes sociais, grupo divulga endereços de Mueller, sua esposa e filhas, emails da família e celular

O grupo de hackers Anonymous publicou nesta sexta-feira em diversas redes sociais dados pessoais do diretor do FBI, Robert Mueller, como parte de uma operação em represália ao fechamento da página de downloads Megaupload, realizado na quinta-feira pelas autoridades policiais dos Estados Unidos.

Os dados mostram os endereços de Mueller, sua esposa e suas filhas, além dos endereços de e-mail da família e os números de telefone.

O grupo Anonymous, que na quinta-feira deixou fora de funcionamento por um tempo as páginas do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, do FBI e da produtora Universal Music, entre outras, avisou que tomará medidas contra as atuações do Governo americano sobre a limitação de publicações na rede.

Além de revelar os dados pessoais de Mueller, entre as ações desta sexta-feira, os hackers bloquearam a página da loja online da Warner Bros e a da Agência Neozelandesa contra o Crime Organizado e Financeiro, que colaborou com o FBI para a detenção dos fundadores da Megaupload.

Trata-se, afirma o grupo, do “maior ataque jamais realizado por Anonymous” no qual participam pelo menos 5.635 pessoas.

O FBI anunciou na quinta-feira o fechamento da página de downloads Megaupload após uma investigação de dois anos que terminou com a detenção de quatro pessoas na Nova Zelândia por um suposto delito de pirataria na internet.

As autoridades acusam a Megauploud de participar de “uma organização delitiva responsável por uma enorme rede de pirataria informática mundial” que causou mais de US$ 500 milhões em danos aos direitos autorais.

O FBI afirmou que a operação não tem conexão com o projeto de lei antipirataria SOPA, promovido pelo Congresso dos EUA, e que provocou o “blecaute” esta semana de várias páginas em sinal de protesto.
EFE

Empresa de segurança americana discutia projeto de ‘supervírus’

Praga seria ‘quase impossível’ de remover.

HBGary discutia projeto com contratada do governo.

HBGary trabalhou junto da HBGary Federal, que teve seus e-mails hackeados. Site da HBGary Federal segue fora do ar. (Foto: Reprodução)

Uma coleção e-mails vazada da empresa de segurança HBGary após invasão do Anonymous revela um projeto de desenvolvimento de um vírus do tipo rootkit – que se camufla no sistema para dar o controle do computador a um invasor.

O projeto do vírus, codinome Magenta, foi enviado por um funcionário ao cofundador da HBGary, Greg Hoglund, que o encaminhou à Farallon Research, uma empresa cujo objetivo é “conectar tecnologias comerciais avançadas e as empresas que as constroem com as necessidades do governo dos Estados Unidos”.

Não nos e-mails vazados nenhuma outra informação sobre o futuro da proposta ou se ela foi aceita.

O e-mail à Farallon é datado do dia 7 de janeiro de 2011.

A proposta, encontrada entre dados vazamentos pelo site de jornalismo colaborativo Crowdleaks, explica como o código malicioso seria capaz de permanecer no sistema de tal forma que seria muito difícil detectá-lo ou removê-lo.

Ele usaria “4kb ou menos” de memória e poderia aceitar comandos externos – para controlar a máquina infectada – de formas diversas, inclusive burlando firewalls.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Hoglund é o responsável pelo site Rootkit.com, conhecido por ser uma biblioteca virtual de recursos – de defesa e ataque – relacionados a pragas digitais que se camuflam no sistema e permitem ao invasor manter tudo sob controle de forma invisível, roubando dados e realizando outras atividades maliciosas.

Stuxnet

A HBGary recebeu uma cópia do Stuxnet da fabricante de antivírus McAfee.

A análise dos documentos pelo Crowdleaks aponta para um possível interesse de fazer a companhia não se pronunciar publicamente o vírus, que atacou centrífugas nucleares no Irã e pode ter sido criado por agentes dos Estados Unidos e Israel.

A empresa discutia a relação do vírus com os sistemas de segurança dos Estados Unidos – apontando a vulnerabilidade de órgãos como a Administração de Segurança de Transportes (TSA).

A empresa também tinha conexões na Agência de Segurança Nacional norte-americana (NSA). Em um e-mail, Aaron Barr, responsável pela companhia relacionada HBGary Federal, fornece seu número de telefone a Cheryl D. Peace, que trabalha na NSA em um cargo desconhecido, mas que era diretora de cibersegurança do Departamento de Segurança Nacional dos EUA em 2004.

Altieres Rohr/G1