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Deep Web; Não estamos prontos para ela

Antes de chegar ao ponto alto desta discussão, é necessário entender o que é a Deep Web e o por quê ela é objeto para as mais novas lendas urbanas que saem do mundo real.

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Primeiramente, vamos definir a função do site de buscas Google que, na verdade é um organizador de índice para acesso ao que se procura. Simplificadamente, o buscador torna possível encontrar algo, como notícias, imagens, vídeos, documentos etc., apenas pela identificação de palavras-chave. Ou seja, não é necessário que você tenha o endereço virtual completo. É possível que, por meio de significações, se encontre o que está dentro de uma página.

A partir desta definição chula, pode-se dizer que, o que buscamos através do Google, é distribuído em um índice que classifica as posições (1º, 2º, 3º e, assim sucessivamente) de acordo com a frequência de acessos e outros fatores, como publicidade. Ou seja, a popularidade de um site o faz aparecer no topo das buscas.

Os resultados, em índice, apresentados pelo site só estão visíveis aos navegadores por não ter um conteúdo impróprio, não infringir leis comuns e específicas para internet, dentre outras questões que não afetam nenhuma pessoa, empresa, ou a sociedade, em geral.

Deste modo, todo conteúdo impróprio, sigiloso, criminoso, ilegal fica abaixo da linha de buscas, portanto “escondido” das buscas. Para acessá-lo, é preciso um navegador próprio, conhecimento e estômago.

O que há de tão ruim na Deep Web?

Na verdade, não seria nada ruim se pessoas não a alimentassem com conteúdo ilegal, ou a utilizassem como meio de se manter anônimo, portanto, livre para compartilhar do que quiser.

O “benefício” de se estar na Deep Web é não poder ser identificado pelo IP do computador. Partindo disto, facções, gangues, terroristas, pedófilos, necrófilos, redes de prostituição, assassinos a utilizam e oferecem seus serviços livres dos olhos da lei, da ética, da moral, do respeito, da compaixão e de todos os aspectos que são necessárias para se viver em sociedade.

O que há de bom?

Entretanto, coisas positivas já surgiram deste lugar, como o Wikileaks, fundado pelo sueco Julian Assange. O jornalista esteve na mira do governo norte-americano depois de publicar documentos que comprovariam o massacre do exército dos EUA sobre civis, no Afeganistão. Outro episódio, foi a exposição do vídeo de uma cerimônia da igreja da Cientologia, em 2010. Os atos religiosos eram mantido sob sigilo, pelos seus membros, porém vieram à tona com os Anonymous. Muitas outras manifestações em prol de direitos cívicos são organizadas na DW.

Porque não acessá-la?

A informação é o que move o mundo, principalmente nos dias de hoje. Entretanto de que serve deter a informação sem poder compreendê-la? Adorno e Horkheimer já questionavam o esclarecimento e seu papel como verdade absoluta para justificar os nossos atos. Existe real justificativa para explicar o acesso a searas que não deveriam ser alcançadas? É como querer tocar o lado mais sombrio do homem. Já não vemos o bastante no dia a dia?

A popularização da Deep Web pode significar a formação de uma nova sociedade. O virtual, tão real como nunca, traria nova significação ao mundo que conhecemos. Esta mutação já ocorre, mas ainda mantém intocável a construção da sensibilidade humana em relação ao seu contato com o mundo. Estaríamos prontos para despir mais uma camada de humanidade? Por isso, ainda sugiro que fiquemos longe do que nos corrompe.
Obvius

Por que a navegação anônima na internet, ou navegação ‘pornô’, não é tão protegida como parece

A maioria dos navegadores mais populares oferece uma opção de navegação anônima que, supostamente, não deixa rastros. 

Thinkstock
Muitas pessoas podem estar espionando enquanto você navega na web
Image copyright THINKSTOCK

Pode haver muitas razões para ativar esse modo, conhecido popularmente como “navegação pornô”.

Além de ocultar provas de que você visitou sites que considera inconvenientes, a navegação incógnita também evita que os sites coletem informações do usuário. Ou, pelo menos, é o que promete.

“Podem haver ocasiões em que você não queira que as pessoas que tenham acesso ao seu equipamento vejam essa informação”, afirma o Firefox.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O Chrome também avisa ao usuário que ele pode navegar anonimamente.

Mas nos dois casos, assim como em outros navegadores populares, há um alerta, normalmente, em “letras minúsculas”, informando ao usuário que ele não ficará totalmente escondido: o registro de tudo o que ele fez ainda vai permanecer.

Informações personalizadas

A verdade é que a navegação anônima não oferece muita privacidade.

Google Chrome
O Google Chrome avisa que você não fica invisível ao entrar no modo de navegação anônima – Image copyright GOOGLE CHROME

Mas antes de entrar nesta questão, é preciso saber que tipo de informação é recolhida pelos navegadores e todos os outros envolvidos enquanto uma pessoa está na web.

“Sempre que fazemos uma busca através de um navegador da web estamos enviando dados a alguns servidores (Google, Microsoft, Apple etc)”, disse à BBC Mundo Ricardo Vega, blogueiro espanhol criador da página especializada em tecnologia ricveal.com.

“Junto com nossos dados de busca, também é enviado outro tipo de informação como a localização, navegador usado, idioma ou o dispositivo”, acrescentou.

Todos estes dados são valiosos para o gigantes do setor de tecnologia. Eles permitem, como as próprias empresas afirmam, “conhecer o usuário”.

“Permite que elas nos dividam em grupos e ofereçam publicidade muito personalizada, o que se transforma no núcleo de negócio por trás do Google ou do Bing”, afirmou Vega.

“Além disso essas informações também podem ser usadas em estudos de mercado, tendências de busca e outra classe de indicadores estatísticos que essas empresas podem explorar através de tecnologias como a do ‘Big Data’.”

Sem ser seguido

Apesar dos problemas, a navegação incógnita tem suas vantagens.

“Permite que você navegue pela web sem guardar nenhum tipo de informação sobre os sites que visita”, explica o navegador Firefox.

O navegador não guarda “um registro dos sites que visita”, segundo o Chrome.

E isso é útil para evitar que outros serviços, como o Facebook ou o próprio Google, sigam seus movimentos pela web.

Firefox
O Firefox também alerta para as ressalvas de sua navegação incógnita
Image copyright FIREFOX

Alguns especialistas em segurança afirmam que é uma boa ideia entrar no modo privado quando a pessoa está fazendo transações bancárias, por exemplo.

Mas a equipe de segurança do S2 Grupo, uma empresa especializada em segurança informática, afirma que esse modo de navegação simplesmente evita que sejam guardados dados em seu computador.

“Com certeza não manda os cookies das sessões anteriores. Mas podem continuar rastreando por outros parâmetros”, afirmou a empresa.

De acordo com o alerta do Chrome, o seu provedor de internet, os sites que você visita e o seu empregador (caso você esteja usando o computador do trabalho) podem rastreá-lo.

E, embora tenham saído da lista do Chrome, as organizações de vigilância ou “agentes secretos” e os programas de malware também podem rastrear cada passo dado na web.

O que fazer?

O blogueiro Ricardo Vega afirma que a privacidade não está a salvo quando você navega na web e para tentar mudar isso “é necessário muito trabalho da parte do usuário”.

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Casos recentes demonstraram que organismos de segurança sempre acabam encontra formas de investigar o que as pessoas fazem na web
Image copyright THINKSTOCK

“Casos como de Julian Assange ou Edward Snowden mostram como podemos proteger nossa identidade tomando precauções extraordinárias”, acrescentou.

Buscadores que prometem a navegação privada, como o DuckDuckGo, tentam resolver o problema com a criptografia e com promessas de não coletar nem armazenar nenhum tipo de dado. Mas, de acordo com especialista, esse tipo de site não é infalível.

O S2 Grupo afirma que uma busca privada absoluta só seria possível “usando várias ferramentas e métodos que não estão tecnicamente ao alcance do conhecimento de qualquer usuário”.

E uma destas ferramentas, segundo Vega, é “a comunicação encriptada ponto a ponto ou o uso de VPN (Virtual Private Networks).

“No fim, acho que a privacidade, assim como no mundo físico, é uma questão de confiança entre todos os atores que participam do processo de envio e recepção da informação”, disse o blogueiro.

Internet e anonimato

Temor com anonimato na Internet supera preocupação com a censura

Ao longo de toda a história universal não se registra um só caso, através dos milênios, em que uma obra de arte, um tratado científico ou documento político que numa época tenha sofrido censura ou interdição, e que, depois não tenha sido veiculado livremente sem censura de espécie alguma.

A censura, portanto, está sempre na contramão da existência, freiando a evolução da cultura e assim a da própria espécie humana.

Ela, no fundo, apenas retarda o processo de percepção e se transforma sempre num obstáculo ultrapassado degrau por degrau.

No Brasil, a ditadura militar que se instalou em 64 e acabou, parcialmente em 79, e depois totalmente em 85 com a eleição de Tancredo Neves e a posse de José Sarney, fornece uma série interminável de exemplos ridículos. “O Último Tango Em Paris”, um deles, hoje exibido nas sessões da tarde das tevês.

Outro, o livro “O Casamento”, de Nelson Rodrigues. Mais um, a novela “Roque Santeiro”. Mas há centenas de outros, a exibição do Ballet Bolshoi, pela Rede Globo, composições de Chico Buarque, Vinícius de Moraes e Tom Jobim.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Assistindo a palestra dos jornalistas e escritores Carlos Heitor Cony, meu velho amigo do Correio da Manhã, e de Artur Xexéo, sábado passado, no espaço cultural de Furnas, aberto ao tema da arte, eu pretendia colocar esta questão-símbolo, incluindo os episódios judiciais que envolveram os escritores Émile Zola (caso Dreyfuss), Gustave Flaubert (‘Madame Bovary”) e D. H. Lawrence, “O Amante de Lady Chatterley”, mas perdi a oportunidade de ouvi-los sobre a censura que, no passado, desabou sobre tais obras altamente importantes.

Perdi a oportunidade de focalizar o assunto, que daria margem às colocações e palavras inteligentes de Cony e Xexéo, porque o espaço terminou sendo absorvido pelo temor ao anonimato que está transbordando na Internet, nos sites, nos blogs, twitters, enfim nas telas mágicas dos computadores.

A platéia que ocupava o auditório de Furnas, aberta a participação, revelou-se intensamente preocupada com o fenômeno para o qual, na verdade, não há nem censura, tampouco limites.

Porém tal temor não era manifestado somente pelo público, mas igualmente pelos dois artistas. Referiram-se ao que classificaram como lixo cibernético, perigoso e contaminador. Não são manifestações de arte, ou opiniões independentes sobre as questões de hoje.

Em número acentuadamente alto representam absurdos, agressões seguidas, sintomas de desequilíbrio emocional, além de aberrações, ofensas e até perversões. São comuns no espaço livre porque seus autores usam facilmente o anonimato e, sentindo-se isolados como se viajassem além da realidade numa espécie de nave espacial fora de lei da gravidade responsável, consideram-se imunes à lógica.

Combater qualquer tipo de censura à arte, à ciência, à política, é simples. Basta citar os artigos 5, 220 e 222 da Constituição Federal. Impedem taxativamente qualquer tipo de censura ou restrição à livre manifestação do pensamento. É o que afirma, por exemplo, item 4 do artigo 5º.

Mas o mesmo dispositivo veda o anonimato e assegura o direito de resposta. O parágrafo 3º do artigo 222 estende exatamente o mesmo princípio à comunicação eletrônica. Mas como exercer concretamente tal direito? Como fixar a responsabilidade se as sombras protegem os autores das agressões à inteligência, à moral e à ética?

O terrível episódio dos assassinatos múltiplos e covardes da escola de Realengo serve de emblema. Basta conferir o que está nos sites e blogs. Preocupou intensamente Cony e Xexéo. Expressaram isso em Furnas. Preocupa a todos nós.

Não se trata de censurar. Mas o de colocar pelo menos o fim ao anonimato, aliás como a própria Constituição determina. Cada um diz o que quer. Mas fica responsável pelo que afirmar. Estritamente dentro da lei e da liberdade. E também da responsabilidade.

Pedro de Couto/Tribuna da Imprensa

Natal: Doador misterioso transforma vida de mãe no sertão de Pernambuco

Em abril, o Bom Dia encontrou Renata e os filhos em uma jornada exaustiva pela sobrevivência. Oito meses depois, o jornal reencontrou Renata, grávida de oito meses, os três filhos e algumas conquistas para comemorar.

Viver do lixo. Retirar das sobras o que comer, o que vestir, os brinquedos para as crianças. Em abril de 2010, o Bom Dia Brasil encontrou Renata Silva e os três filhos em uma jornada exaustiva e degradante pela sobrevivência, em Arcoverde, no sertão de Pernambuco. Na carroça, as crianças se equilibravam, enquanto a mãe amamentava a caçula.

Oito meses depois, o jornal reencontrou Renata, grávida de oito meses, os três filhos e algumas conquistas para comemorar.


A casa simples, quase sem móveis, foi reformada. Ganhou mais um quarto e energia elétrica. O fogão e a geladeira são novos, assim como as camas e os colchões.

“Quando vocês fizeram a reportagem, eu vivia catando lixo, comia coisa do lixo, botava meus filhos para trabalhar junto comigo porque não tinha com quem deixar”, lembra Renata.

A história da Renata e dos três filhos emocionou e despertou a atenção de um brasileiro de forma especial. Ele não se conformou em ver as dificuldades diante da televisão e resolveu transformar a realidade da família. Distante, no anonimato, um voluntário mostrou que Papai Noel existe e que pode estar presente todos os dias do ano.

Renata nunca viu o anjo da guarda que age através da assistente social Luciana Karla. Ela faz as compras, paga as despesas e não deixa faltar nada para a família, como deseja o protetor anônimo.

“Só conheço mesmo a voz pelo telefone. O que ele quer em troca é só a família junta, que não se disperse de jeito nenhum”, conta Luciana.

Neste Natal, pela primeira vez, as crianças não vão brincar com as bonecas retiradas do lixo. Elas ganharam presentes novinhos.

“Estou mais feliz porque eu ganhei uma boneca”, comemora a menina Maria.

Renata, que é órfã e vive separada do marido, é pura gratidão. Até voltou a sonhar.

“Espero uma vida melhor para o futuro. Tanto para mim quanto para os meus filhos. Acredito que hoje em dia eu posso dizer que posso até a chegar a me formar. Eu tinha meu sonho de me formar em Direito para ser alguém na vida e dar o mesmo futuro aos meus filhos. Estou começando a acreditar que Deus existe e que tudo está mudando”, se emociona Renata.

Globo/Bom dia Brasil