“Merkel tem sangue nas mãos”

Cerca de mil alemães protestam em frente à sede do Governo federal, acusando a chanceler de responsabilidade pelo atentado em Berlim

Cartaz do partido AfD pedindo a renúncia de Merkel, em frente à Chancelaria, em Berlim.
Cartaz do partido AfD pedindo a renúncia de Merkel, em frente à Chancelaria, em Berlim. MARKUS SCHREIBER AP

De um lado, o gabinete onde Angela Merkel despacha. Do outro, cerca de mil alemães indignados com a chanceler da Alemanha. Sentem que o atentado da última segunda-feira em Berlim lhes dá a razão.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Os riscos sobre os quais advertiram por tanto tempo finalmente chegaram ao coração do país. E a grande responsável, pensa a esmagadora maioria entre estes manifestantes, é a mulher que permitiu a entrada na Alemanha de centenas de milhares de imigrantes muçulmanos.

“É triste que tenhamos precisado passar por algo assim para que muita gente se dê conta. Mas acredito que agora vão prestar mais atenção em nós. Um país que não protege suas fronteiras não pode ser um país em paz”, diz o aposentado Peter, que não revela seu sobrenome ao jornalista.

Os organizadores da concentração realizada na tarde de quarta-feira em frente à sede da Chancelaria diziam que o objetivo era homenagear as vítimas atropeladas na segunda-feira por um caminhão numa feira de Natal na parte ocidental da capital alemã, num ataque que deixou 12 mortos e dezenas de feridos. As velas nas mãos de alguns participantes podiam sugerir uma vigília como outra qualquer.

Mas a mensagem política é evidente. Por todo lado há cartazes de “Fora Merkel” e “Proteja as fronteiras”. Aqui ninguém estranha que líderes ultradireitistas de meia Europa tenham responsabilizado a chefa do Executivo alemão por esse ataque jihadista. “Claro. Ela tem as mãos manchadas de sangue”, diz Daniel, que também se nega a informar seu sobrenome e prefere abreviar ao máximo a conversa.

Os jornalistas não são os profissionais mais queridos por aqui. “Talvez não seja a única culpada, mas certamente é cúmplice”, observa Stephan Schmidt, que trabalha como assessor do partido xenófobo Alternativa para a Alemanha (AfD).

A crise dos refugiados dividiu a sociedade alemã em três grupos: os que se manifestam a favor da integração; os que defendem o fechamento de fronteiras e expulsões em massa; e uma grande maioria que fica num meio termo.

Uma cena reflete com perfeição essa polarização crescente. “Perpetradores de cadáveres”, grita um homem, do outro lado do cordão policial, aos manifestantes anti-Merkel, que são, em sua grande maioria, simpatizantes da AfD. “Protetor de terroristas”, responde outro, que porta a bandeira vermelha com uma cruz amarela e preta, símbolo dos militares alemães que atentaram contra Hitler em 1944 e que foi adotada nos últimos anos por manifestantes de movimentos ultraconservadores.

O protesto, que teve o apoio de líderes relevantes da AfD, não foi um sucesso. O partido, que aspira a ser decisivo depois das eleições do ano que vem, só consegue mobilizar cerca de mil cidadãos numa cidade de 3,5 milhões de habitantes.

O frio de quase zero grau não ajuda. Muitos dos manifestantes ouvidos procedem de Dresden, a cidade da antiga Alemanha Oriental que é o berço do movimento islamofóbico Pegida e capital da Saxônia, Estado líder em ataques contra centros de refugiados. “Sim, venho de Dresden, o centro da resistência patriótica”, responde, orgulhoso, o aposentado Peter.
ElPais

WikiLeaks: EUA espionaram Netanyahu, Berlusconi e Ban Ki-moon

EUA espionaram Netanyahu, Berlusconi e Ban Ki-moon, segundo WikiLeaksNovos documentos revelam espionagem por parte da NSA a líderes mundiais

O WikiLeaks é uma organização criada por Julian Assange (Fonte: Reprodução/Wikipedia)

Novos documentos divulgados nesta segunda-feira, 22, pelo site Wikileaks revelaram que a Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês) espionou líderes mundiais como o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, o ex-premier da Itália Silvio Berlusconi e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

De acordo com a organização criada por Julian Assange, a NSA realizou escutas em um encontro entre Ban Ki-moon e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Uma conversa entre Netanyahu e Berlousconi também teria sido alvo de espionagem norte-americana, além de um encontro entre responsáveis de comércio do alto escalão da UE e do Japão, e uma reunião particular entre Berlusconi, Merkel e o ex-presidente da França Nicolás Sarkozy.

Os documentos mostram que Angela Merkel e Ban Ki-moon conversaram sobre como combater a mudança climática.

Já Netanyahu teria pedido a Berlusconi ajuda para lidar com o governo dos EUA, e Sarkozy teria alertado o ex-premier italiano sobre os perigos do sistema bancário de seu país.

Julian Assange afirmou que “será interessante ver a reação da ONU, já que se o secretário-geral pode ser um alvo (da espionagem dos EUA) sem nenhuma consequência, então qualquer um, desde um líder mundial a um varredor de rua, estaria em risco”.

Fontes:
Uol – Wikileaks revela espionagem dos EUA a Netanyahu, Berlusconi e Ban Ki-moon

Analista diz que Alemanha planeja secretamente participar do BRICS

A ideia seria detonar cada vez mais o Dólar entrando para o BRICS; EUA temem que a potência da Europa entre para o grupo

O analista financeiro Jim Willie sensacionalmente afirma que a Alemanha está se preparando para abandonar o sistema unipolar apoiado pela NATO e os EUA em favor de unir as nações BRICS, e que é por isso que a NSA foi pego espionando Angela Merkel e outros líderes alemães.

Em entrevista à dos EUA Watchdog Greg Hunter, Willie, um analista de estatística que tem um PhD em estatísticas, afirmou que a verdadeira razão por trás do recente escândalo de vigilância da NSA segmentação Alemanha foi centrado em torno do medo dos Estados Unidos de que o grande centro financeiro da Europa está olhando para escapar a partir de um colapso do dólar inevitável.
“Eu acho que eles estão olhando para obter detalhes sobre ajudar a Rússia sobre dumping ao dólar. Eu acho que eles estão à procura de detalhes para um movimento secreto para a Alemanha para fugir do dólar e juntar os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Isso é exatamente o que eu acho que eles vão fazer “, disse Willie.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]
No início deste mês, os países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), anunciou a criação de um novo $ 100.000.000.000 dólar anti-dólar alternativa banco FMI a ser baseada em Xangai e presidido por Moscou.
Putin lançou o novo sistema, dizendo que foi projetado para “ajudar a prevenir o assédio dos países que não concordam com algumas decisões de política externa feitas pelos Estados Unidos e seus aliados,” um sinal claro de que a Rússia e outros países do BRICS estão se movendo para criar um novo sistema econômico que é contraditório com o FMI eo Banco Mundial.
Oferecendo uma visão sobre a atitude da elite ocidental em relação à Rússia, comentários feitos por nomes como o ex-embaixador americano no Iraque Christopher R. Hill sugerem que Moscou está cada vez mais sendo visto como um Estado pária. Em abril, Hill disse que a resposta da Rússia à Ucrânia crise fez com que Moscou tinha traído a “nova ordem mundial” tem sido uma parte de nos últimos 25 anos.
Em outro sinal de que as nações BRICS estão se movendo para criar um modelo inteiramente novo multi-polar contraditório para o oeste, os cinco países também estão construindo um backbone de Internet alternativa que irá contornar os Estados Unidos, a fim de evitar a NSA de espionagem.
Willie também liga o movimento da Alemanha para a filmagem da semana passada para baixo da Malásia Airlines Flight 17, que tem sido explorada por os EUA e Grã-Bretanha para pressionar por sanções mais severas sobre a Rússia, apesar do fato de que eles tiveram pouco efeito até agora e só parecem ser prejudicar os interesses comerciais dos países da Europa continental.
“Aqui está o grande, grande conseqüência. Os EUA estão basicamente dizendo Europa você tem duas opções aqui. Junte-se a nós com a guerra contra a Rússia. Junte-se a nós com as sanções contra a Rússia. Junte-se a nós em constante guerra e conflitos, isolamento e destruição à sua economia e da negação do seu abastecimento de energia e remoção de contratos.
Junte-se a nós com esta guerra e sanções, porque nós realmente gostaria que você mantenha o regime dólar indo. Eles vão dizer que estava cansado do dólar. . . . Estamos empurrando Alemanha. Não se preocupe com a França, não se preocupe com a Inglaterra, se preocupar com a Alemanha. Alemanha tem 3.000 empresas que fazem negócios ativo no momento. Elesnão vão se juntar a sanções-período. ”
Portal americano Info Wars

Copa 2014: Por que não vaiamos Angela Merkel?

Logomarca Marco Civil na InternetNesta primeira fase da Copa do Mundo no Brasil, a mídia demonstrou que nem só de craques, dribles ou gols vive uma cobertura futebolística.

A presença de representantes governamentais e da realeza mundial nas primeiras partidas comprova a importância da união entre popularidade e visibilidade que só o futebol parece conseguir.

Mas, em uma tentativa de conter os temas dentro das quatro linhas, a mídia brasileira perdeu uma boa oportunidade de pautar um outro gol canarinho: o Marco Civil da Internet.

Na busca por ser um modelo para uma rede aberta e livre, ainda inédito em outros países, tal formato sobre os direitos digitais criou laços entre Brasil e a Alemanha de Angela Merkel para além do megaevento esportivo.

Porém, sobrepujada por dribles assertivos da mídia brasileira, que optou por relacionar a visita da chanceler alemã ao futebol, quase nada se ouviu sobre seu compromisso diplomático. Nem sobre sua política, tida como austera, que derrotou de goleada os portugueses antes mesmo das equipes entrarem em campo. Ao contrário do que ocorreu com Dilma, para Angela nada de vaias, somente alguns aplausos que ecoaram bem mais alto nas notícias do que no estádio.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Assim, quando em campo, a grande mídia mostrou que se deixa atravessar – em todas as editorias – por um protocolo próprio do jornalismo esportivo contemporâneo, no qual os critérios de noticiabilidade assumem uma tendência a valorizar o banal e ignorar o essencial. Exalta-se o espetáculo e suplanta-se o fato.

Um importante tópico

Seguindo esse modelo, a visita da chanceler alemã ao Brasil a convite da presidente Dilma assumiu tons de férias em solo baiano. Alçada ao posto de celebridade, as matérias sobre ela não se esforçaram em ultrapassar os flagrantes comportamentais do contato de Angela com a cultura brasileira.

Conhecida pela rigidez, os relatos que pipocaram na mídia seguiram uma descrição quase etnográfica desse encontro de culturas. Tom que marcou a narrativa de textos e imagens, como a notícia publicado na página de esportes do site de O Globo [“Angela Merkel acompanha a estreia da Alemanha na Copa”] que se esmerou em divulgar: “Logo que chegou, [Merkel] bebeu água de coco e pareceu gostar muito.”

Ao priorizar a “Merkel torcedora”, a mídia brasileira não focou na sua parceria com o Brasil, gerando somente “mídia espontânea” para a equipe alemã. Contudo, de acordo com o portal de notícias Deutsche Welle, o encontro entre Dilma e Merkel versou sobre diversos interesses comuns, como o comércio entre os dois países – a Alemanha é o parceiro comercial europeu número 1 do Brasil – e os empenhos mútuos sobre livre comércio entre Mercosul e União Europeia.

Para além dos temas comerciais, perdemos a chance de debater um importante tópico da pauta das duas governantes: a busca por uma política global da internet. Parceiros no embate à espionagem norte-americana realizada pela Agência de Segurança Nacional (NSA) – da qual foram alvos –, os governos de Dilma e Angela foram protagonistas ao propor à ONU, em 2013, um projeto de resolução sobre o direito à privacidade digital, que parece estar só no início.

Meras peças publicitárias

Com a recente aprovação do Marco Civil da Internet – uma ação pioneira que se caracteriza por ser um instrumento normativo que assegura direitos e deveres pautados na cidadania no “caos” da rede –, a mídia brasileira perdeu o timing. E deixou passar em branco um bom momento para se instaurar um debate público sobre a questão que une duas importantes lideranças mundiais e diz respeito a todos.

A discussão sobre o Marco Civil leva a repensar o direito à comunicação e ao acesso à informação, bem como todo um modelo de cidadania – dentro ou fora da rede. Assim, é preciso levar em consideração que, com a ampliação e promoção de uma internet aberta e livre, o que se pretende não é só um maior contato com os diversos conteúdos ali diariamente incluídos, mas promover um acesso amplo à cultura e à educação por meio de um canal de comunicação que acata a pluralidade e a livre expressão responsável.

Com esse movimento, é de se esperar que tal acesso gere uma demanda que atinja diretamente os grandes monopólios da comunicação brasileira, que logo terão que rever não só seu modus operandi como todo seu modelo econômico e de negócios. Padrão este cunhado em um período tão conservador quanto autoritário, no qual ao mesmo tempo em que era incentivado o “salve a seleção”, abafava-se, de forma violenta, o grito por liberdade.

Nessa “batalha” por um modelo de internet livre e aberta, o que se percebe é que a aclamada liberdade de expressão não se separa da democratização mais ampla dos meios de comunicação como um todo. Para tanto, será preciso enfrentar a mobilidade de termos seminais para a comunicação social, como democracia e liberdade. Conceitos que não admitem simplificações e que, por isso mesmo, parecem nunca assumir, por parte da mídia brasileira, uma nítida conotação. Na dúvida, a mídia vai tateando de acordo com seus interesses. Por um lado, generaliza a presença da governante europeia em tchauzinhos amistosos e visitas caridosas e, por outro, localiza a presidente brasileira, e todo o seu governo, no aviltamento das vaias e xingamentos.

Em comum, um esforço midiático que acaba por desfazer as condições imprescindíveis de acesso à informação – capaz de promover a participação, o debate e a gestão pública e democrática de forma qualificada –, dentro e fora dos estádios, em prol de fazer de tais episódios, apenas, peças publicitárias.

***

Por: Lyana Thédiga de Miranda é jornalista, publicitária e doutoranda em Educação

Como os líderes mundiais lidam com o temor da espionagem?

Angela Merkel, chanceler alemã. Foto: APAngela Merkel usa tanto seu aparelho que é conhecida como ‘chanceler do celular’.

A reação mais comum à notícia de que a chanceler alemã, Angela Merkel, teve seu telefone grampeado pela agência americana de segurança NSA é a de resignação.

Muitos vão além e dizem que a experiente e importante líder deveria ter tomado melhores precauções contra espionagem.

Para o ex-embaixador americano na Otan, Kurt Volker, “todos os países praticam espionagem”, e ele não entende como as pessoas podem ter ficado surpresas com as revelações desta semana.

Já Alan West, que foi ministro da Segurança no governo do ex-premiê britânico Gordon Brown, afirma que “sempre trabalhou presumindo” que suas ligações telefônicas estavam sendo ouvidas por outras pessoas.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

“Eu tenho certeza de que estavam [ouvindo minhas conversas]”, disse ele à BBC. “Eu não acho que seja surpreendente que alguém tente ouvir as ligações. Se você é chefe de Estado, há muitas pessoas, não só Estados, escutando.”

“Há empresas e todos os tipos de pessoas que querem ouvir o que você está falando, e eu acho que é preciso ser extremamente cauteloso.”

Um ex-diplomata britânico, que não quis revelar seu nome, disse à BBC que também sempre se comportou ao telefone como se algum intruso estivesse escutando sua conversa.

Isso, em algumas ocasiões, era até uma vantagem para ele, já que podia tentar influenciar – através de seu comportamento ao telefone – as pessoas que ele especulava que estariam o escutando.

Mas ele ressalta que, ao ler relatórios sobre pessoas cujas ligações eram monitoradas pelo seu órgão, também precisava levar em consideração que elas estavam jogando o mesmo jogo.

O ex-ministro do Interior britânico David Blunkett disse recentemente que Nicolas Sarkozy – na época em que o francês foi ministro do Interior de seu país – tentou poupar tempo em uma negociação bilateral ao revelar que já conhecia a posição britânica, pois seu serviço secreto havia interceptado e-mails.

Mas nem todos são tão indiscretos.

Clare Short, que atraiu a fúria do governo britânico em 2004 ao revelar que as autoridades tinham grampeado o telefone do então secretário geral da ONU, Kofi Annan, disse que estava “chocada” com as revelações sobre Angela Merkel.

Short, que foi ministra britânica do Desenvolvimento Internacional, não acredita que Merkel está manifestando indignação apenas para ganhar apoio do povo alemão – muitos deles ainda perturbados com memórias da polícia secreta Stasi, da Alemanha Oriental.

Nicolas Sarkozy. Foto: Getty
Nicolas Sarkozy teria revelado em reunião com britânicos conteúdo de conversa interceptada

“Eu tenho certeza de que ela está muito irada e triste. Eles eram todos amigos, mas agora [ela sente] que eles não confiam mais nela”, diz Short.

Blair e o celular

A política diz que recebia com frequência relatórios sobre conversas privadas de Annan, e que isso começou a incomodá-la bastante com a proximidade da guerra do Iraque.

Ela lembra da experiência surreal de conversar com Annan pelo telefone, sabendo que alguma pessoa estava transcrevendo tudo que era dito pelos dois.

Entre 1997 e 2003, quando esteve no gabinete do então premiê britânico Tony Blair, ela diz não ter recebido relatórios sobre o que os líderes de outras potências aliadas à Grã-Bretanha estavam falando.

Mas ela diz ter sido abordada por vários diretores do MI6 – a agência britânica de inteligência – oferecendo serviços para espionar líderes de países africanos, muitos deles aliados dos britânicos.

“Eu disse ‘é claro que não, nós não queremos espionar as pessoas com as quais trabalhamos'”, diz ela à BBC.

Ela também desmente um boato comum sobre Tony Blair, de que o ex-premiê nunca usou telefones celulares quando esteve no cargo. Para ela, isso pode ter sido um boato espalhado pelo próprio governo.

“Faz ele parecer mais um imperador”, diz ela.

Todos os chefes de Estado, pelo menos no mundo ocidental, têm acesso a telefones celulares com códigos cifrados e outras formas seguras de comunicação.

‘Bolha da Casa Branca’

O problema colocado diante dos agentes de segurança é conseguir convencer seus chefes sobre os perigos da espionagem.

Pouco depois de chegar ao poder em 2008, o presidente americano, Barack Obama, conseguiu convencer seu serviço secreto a deixá-lo portar seu próprio Blackberry, apesar de que temores de que o aparelho revelaria seu paradeiro, o expondo a ataques virtuais.

Obama teria ficado frustrado com a necessidade de viver dentro da “bolha da Casa Branca”, com sua comunicação com o resto do mundo interrompida, e sem acesso a pessoas normais.

O Blackberry do presidente aparece em algumas fotografias, revelando que ele ainda possui um pequeno grau de liberdade para usá-lo.

Na França, políticos do primeiro escalão possuem uma intranet e uma rede de telefones seguras – mas muitos relutam em usar o sistema, por ser lento demais.

O presidente francês, François Hollande, teria conseguido manter o “direito” conquistado por seu antecessor, Nicolas Sarkozy, de portar o próprio aparelho celular.

Em 10 Downing Street – sede do Executivo britânico, em Londres – é proibido entrar com telefones celulares, que são confiscados na entrada.

Todas as ligações que chegam ao prédio passam por um sistema seguro de telefones.

O governo britânico segue evitando parecer alarmado demais com o escândalo de espionagem.

Perguntado sobre se o premiê David Cameron ainda usa seu telefone celular, o porta-voz oficial disse: “Não o vi usando qualquer outro aparelho até agora”.
Brian Wheeler/BBC News

Dilma defende integração viária e ferroviária com Chile

Após encontro com Piñera, presidente também anuncia acordo que permitirá ao Brasil usar base chilena na Antártida.

Após reunir-se neste sábado, em Santiago, com o mandatário chileno, Sebastián Piñera, a presidente brasileira Dilma Rousseff disse que os dois países precisam se integrar por meio de rodovias e ferrovias, construindo uma ponte entre o Atlântico e o Pacífico.

Encontro dos dois presidentes ocorreu no Palácio de la Moneda, sede do Executivo chileno.

“Apesar de não termos fronteira, temos grande possibilidade de interligação”, afirmou a presidente. “Esse corredor interoceânico rodoviário e ferroviário liga dois elementos fundamentais do comércio mundial, o comércio do Atlântico e do Pacífico”.

O encontro dos dois presidentes ocorreu no Palácio de la Moneda, sede do Executivo chileno. Na reunião, ambos firmaram um acordo que permitirá o uso de uma base chilena na Antártida por pesquisadores brasileiros enquanto a unidade brasileira é reconstruída. A estação Comandante Ferraz foi destruída num incêndio em fevereiro de 2012.

Cooperação educacional

Os dois mandatários firmaram ainda um acordo que prevê aprofundar a cooperação dos dois países na área educacional, por meio do intercâmbio de professores, pesquisadores e estudantes e da facilitação para a validação de diplomas. Outro acordo prevê cooperação na área de políticas culturais.

O encontro entre Dilma e Piñera ocorreu à margem da 1ª Cúpula União Europeia – Celac (Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos), que se inicia neste sábado.

Antes de participar do evento, Dilma deve se reunir separadamente com os presidentes do México e da Argentina (Henrique Peña Nieto e Cristina Kirchner) e com a chanceler alemã, Angela Merkel.
BBC Brasil

Tópicos do dia – 06/06/2012

11:46:20
Por que não processa os canalhas Ministro Gilmar Mendes?

Leiam abaixo:
Ilimar Franco, O Globo
Reação do ministro Gilmar Mendes (STF) ao documento da assessoria do PT sobre os citados na investigação da PF:
“Não é um fato normal. É coisa de canalha, de gângster mesmo. Passar isso (o conteúdo das escutas da PF) para a mídia é coisa de fascistas. Eles (os petistas) estavam extorquindo o Toffoli e o Fux (ministros do STF). Oprimindo os dois. Estou indignado com essa estória de Berlim. Não vamos tratar como normal o que não é normal. Estamos lidando com bandidos.”

Como perguntar não ofende, lá vou eu:
Por que Vossa Excelência não processa os nominados canalhas e gangstere’? Afinal aprendi em elementares cartilhas de ensino do bê-a-bá do Direito que extorsão, injúria, difamação, calúnia, corrupção ativa (corrupção/tentativa praticada pelo agente contra qualquer funcionário público no exercíco das funções) são crimes tipificados no CPB. O acontecido foi nas fraldas do mês de Abril!!!

12:06:29
Brasil: da série “coerência mandou lembrança, ou fazemos qualquer negócio”.

Serra formaliza aliança com o PR. E dai? Acontece que esse mesmo partido apoiou Lula, e Dilma, sendo depois expulso por corrupção, do governo. Como é que esse cidadão, Serra, quer que eu lhe dê crédito?

13:21:28
Titanic econômico europeu encalha no iceberg da crise inciada nos USA em 2008.

O compartimento, antes estanque, de Herr Merkel, começa a fazer água.
Enquanto isso a Inglaterra continua ao largo do provável naugrágio, embora em uma instável e precária canoinha, pouco ou quase nada resistente à marolas mais flamengas.


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Tópicos do dia – 15/05/2012

08:54:50
Estadão mostra que a Delta sempre foi uma empresa picareta.
Oportuna reportagem da Agência Estado mostra que a empreiteira Delta sempre foi uma empresa inidônea, que dava golpes na praça, prejudicando inclusive pequenos comerciantes do interior. Em Mauriti, uma cidade cearense de 45 mil moradores, a quase 500 quilômetros de Fortaleza, no sertão do Cariri, moram muitas vítimas da empresa, que tocava um dos principais canteiros da transposição das águas do Rio São Francisco.

Há três anos, a empresa iniciou a obra de um trecho de 39 quilômetros de canal e passou a dar o ritmo do comércio, da política e até da agricultura local. Quando o escândalo veio à tona, no começo de abril, a construtora demitiu 80% dos seus mil operários no município, encostou os 145 caminhões, escavadeiras e tratores e rompeu contrato com as empresas agregadas, que saíram da cidade sem pagar as contas nas oficinas, lojas de autopeças e imobiliárias familiares.

O Estadão mostra que, por causa do calote, a Delta e suas agregadas estão com nome sujo na feira da praça central, nas farmácias, nas mercearias e no setor mecânico. Vendas para diretores das empresas, só à vista.

Na Autopeças Mauriti, o dono proibiu a entrada dos homens do consórcio. Ericon Gomes de Lima, o proprietário, diz que sofreu um calote de R$ 27,6 mil, o que o teria obrigado a demitir um dos quatro funcionários da casa.

“Não foi uma surpresa ver a Delta envolvida nessa história. Eu já tinha recebido cano no ano passado. Voltei a dar bobeira e negociar. Agora, o consórcio me deu um calote de R$ 27 mil”, relata Lima. “Todas as agregadas chegavam para comprar em nome da Delta, que se nega a nos ajudar a receber. É um absurdo porque foi a Delta que trouxe para cá esse comboio de ladrões”, diz, acentuando: “Se meu funcionário rouba, eu sou o culpado.”
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa

12:33:13
Congresso vai liberar mineração em áreas indígenas
As reservas indígenas do país poderão ser liberadas para a exploração de recursos minerais, o que hoje é proibido por lei. O tema polêmico ficou no limbo durante quase duas décadas e ressurgiu no início do ano, com a retomada, pelo Congresso, do Projeto de Lei 1.610, que trata da mineração em terras indígenas. Uma Comissão Especial foi criada na Câmara para tratar exclusivamente do assunto.

A previsão é que um substitutivo do texto original seja votado e encaminhado ao Senado na primeira quinzena de julho, para depois seguir à sanção presidencial. A proposta, se for adiante como está, deve alterar radicalmente o mapa da exploração mineral no país.

Segundo o projeto, a entrada de empresas nas terras indígenas ficará condicionada ao pagamento de royalties aos índios que tiverem áreas afetadas pela lavra. A empresa que explorar o minério terá de pagar algo entre 2% e 3% da receita bruta do negócio durante todo o tempo de exploração. Para administrar esse dinheiro, será criado um fundo específico.
A proposta em andamento também altera o modelo de autorização para exploração mineral. Hoje, a permissão de lavra é dada pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) ao primeiro empreendedor que apresentar o estudo técnico e o pedido de exploração da área, isto é, o critério é a ordem de chegada. No caso das reservas indígenas, essa exploração ficaria condicionada à realização de leilões.
A empresa interessada teria de ganhar uma concessão para explorar a região, a qual teria a sua viabilidade exploratória atestada por levantamentos preliminares feitos pelo governo. A licitação das áreas só ocorreria após a realização de audiências com as comunidades indígenas e a emissão de laudos antropológico, ambiental e mineral, além da emissão da Licença Ambiental Prévia concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
(Transcrito do Valor Econômico)

12:59:59
CPMI do Cachoeira: continua a cínica manobra para ocultar a verdade. Por quê?
Concluio entre governista e oposição pretende selecionar o que os Tupiniquins podem ou não podem saber sobre a lama que deságua cachoeira abaixo. O primeiro passo foi a instituição de sessões secretas. Ou nos mobilizamos, ou a pizza será reduzida a uma empada. Lewmbrem-se: um dos piazzaiolos é o Collor.

14:55:07
Brasil: da série “…e bate o bumbo!”
Dona Dilma, Projeto Carinhoso, Getúlio Vargas e Evita.
Mais um assistencialismo. Não mudou nada desde Getúlio, o famigerado ditador, – criador do execrável Filinto Müller/DIP – que com seu funesto assistencialismo, foi pranteado como o pai dos pobres, transformando o assistencialismo em política de governo. Continuam os clones de Evita. E bate o bumbo, desafinado, da política palanqueira, pra desespero dos ouvidos afinados de Pixinguinha.

15:05:39
O Euro e o Cavalo de Troia
Ah!, como a história da dominação não se alterou com os milênios.
Da Troia de Helena à Grécia do Euro, o circo, o cerco e o círculo permanecem.
Só o cavalo que mudou de forma.

17:13:56
Avião que levava Hollande a Berlim é atingido por raio e volta a Paris.
O avião que levava o novo presidente francês, François Hollande, para a Alemanha foi atingido por um raio e teve que retornar a Paris, informou nesta terça-feira a rede de TV americana CNN.

Hollande, que tomou posse na manhã de hoje, viajava a Berlim para se reunir com a chanceler alemã, Angela Merkel. Após o contratempo, ele já embarcou em uma segunda aeronave e está a caminho da Alemanha.

No entanto, o líder francês deve chegar a Berlim com cerca de uma hora e meia de atraso para o encontro com Merk.
Folha.com 


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Tópicos do dia – 26/02/2012

08:58:55
Agora o sol brilha e Schopenhauer resplandece.
Alguns irão mergulhar nos verdes mares bravios, ou quedarem-se, quais pastéis em fritura, nas escaldantes areias praianas abundandes em silicone. Outros irão mergulhar no universo confortador das penumbras existenciais de Schopenhauer.
E então, deparar-se-ão mesmo é com a estupidez generalizada em alta na bolsa da imbecilidade humana. Mais um dia de Obamas; Fautãos; o risível, por medíocre, Boris Casoy cuulpando o apedeuta do agreste por tudo, inclusive pelo aparecimento de varicocele nos testículos de cabritos Alpinos; ‘Fraulein’ Merkels, o Guderian redivivo, sem “panzers”, mas com euros; Cháves e genocidas cubanos; blá blá blá da “debacle”, mais uma, da civilização Grega e demais farsantes reprersentantes do capital; das imbecilidades ancoradas em axiológicos saberes teológicas; herr Ratzinger incluso; os que acreditam na possibilidade de paz entre nações; os que usam boininha do assassino da “ternura” Guevara; das vestais pseudo moralistas de todas as matizes que infestam a mídia; de periclitantes ministros equilibrados em poleiros de galinheiros, de uma prosaica Comissão da Verdade em um governo de contumazes, notórios e finórios mentirosos; e de uma ou outra inútil madame cujo único feito foi “receber” ‘os fulanos e fulanas’ em seu ‘ap’ para comemorar o esbajamento do ócio.
Ps. Hoje amanheci “cágôta”.

09:02:50
Boris Casoy acusa Lula pela morte da madame, contraventora, da Daslu.
O rizível beócio em breve credidatará ao filho da Dona Milu?, o seguinte:

  1. pela perda do gol do perna de pau do Flamengo;
  2. a derrota de alguma escola de samba;
  3. o descarrilhamento no metro de Buenos Aires;
  4. o câncer do Cháves;
  5. a inundação no Acre;
  6. a queda do pedaço de foguete no Maranhão;
  7. mais uma candidatura do Serra a algum cargo eletivo, seja lá qual for;

E se o mundo acabar mesmo em 2012, o Casoy irá dizer que o responsável foi o Lula. Por conta de beócios assim, prenhes de estupidez ideológica, é que o analfa de Garanhuns se tornou popular. A crítica feita com o fígado, só tem acolhida junto aos que pensam igual, não tendo credibilidade aos estranhos à tribo.
Veja o vídeo hilário – > aqui 

09:30:35
Sob o sol das ambições, e acusações de corrupção, derrete, na frigideira planaltina, a manteiga de Mantega.


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Tópicos do dia – 23/02/2012

11:08:19
Alemanha: após Guderian, avança com a Blitzkrieg econômica.

A Alemanha percebeu que não dominaria a Europa, pós Versalhes, com os tanques de Guderian, e, o faz hoje com o poder do Marco Alemão, que alguns ingênuos chamam de Euro. Após os paraquedistas na segunda guerra, o potentado alemão desembarca novamente na Grécia com as seguintes “divisões” econômicas:
1. redução de 22% no salário mínimo
2. demissão de 150 mil funcionários públicos
3. aumento do desemprego nas atividades privadas
4. corte nos investimentos sociais
5. a diminuição no valor das aposentadorias
6. privatização de empresas públicas.
PS. Fraulein Merkel prepara agora a Blitzkrieg financeira para enfiá-la goela abaixo na Espanha, Portugal, França, além daquele monte de paísecos que vão do Báltico aos Balcãs e ao Mediterrâneo.

11:13:34
Planalto favorece Apple em licitações
Editais de licitação para a compra de tablets beneficiam produto da Apple. Segundo informações da Folha de SP, órgãos do governo federal copiam nos editais especificações técnicas exclusivas do iPad 2. A medida causa a exclusão automática de aparelhos fabricados por outras empresas. Atualmente, mais de dez fabricantes de tablets atuam no Brasil. Como exemplo de favorecimento, o jornal menciona uma licitação realizada pelo Planalto em outubro para a aquisição de 42 tablets para autoridades e assessores. Na época, a Presidência praticamente “copiou e colou” trechos do site da Apple. Ao ser questionada sobre o caso, a Presidência negou irregularidades,  e afirmou que as especificações correspondem à sua necessidade garantindo que a competição não foi descartada, já que existem vários fornecedores de um mesmo produto.

15:49:30
Jornalista Paulo Henrique Amorim condenado por racismo
Editor do blog Conversa Afiada e ex- estrela do jornalismo Global foi condenado a pagar a quantia de R$30 Mil – que deverá ser feita a uma instituição de caridade – conforme sentença proferida pelo juiz Daniel Felipe Machado.
Além da multa o jornalista terá que se retratar publicamente por uma publicação considerada racista em seu blog.
A ação foi movida pelo jornalista Heraldo Pereira, da TV Globo. Heraldo Pereira questionava a análise feita por Amorim, na qual chamava o colega de profissão de “negro de alma branca” e insinuava que Heraldo fosse empregado do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.
O juiz decidiu que na retratação Amorim deverá publicar nos jornais Correio Braziliense e Folha de S. Paulo, um texto com o título “Retratação de Paulo Henrique Amorim Concernente à Ação 010.01.1.043464-9”.


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