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Suíços ligaram Paulo Preto ao PCC quando revelaram contas secretas ao Brasil

Pode ter sido um erro de análise dos suíços, segundo investigadores da Lava Jato responsáveis pela prisão do homem apontado como operador de propinas do PSDB.Paulo Preto,Corrupção,Rodoanel,PSDB,Alckmin,Serra,Aloysio Nunes Ferreira,Tucanoduto,Blog do MesquitaPaulo Vieira da Silva, o Paulo Preto, apontado como operador de propinas do PSDB.
José Cruz / Agência Brasil

A revelação de quatro contas secretas atribuídas ao ex-presidente da Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, foi feita por autoridades suíças em uma comunicação espontânea ao Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional do Ministério da Justiça, em Brasília.

Paulo Preto é apontado como operador de propinas do PSDB e, segundo os investigadores da Lava Jato, ele manteve um bunker com mais de R$ 100 milhões para esconder dinheiro pago pelas empreiteiras com contratos com os governos tucanos de São Paulo.

Datado de 17 de agosto de 2017, o ofício de cinco páginas, assinado pela procuradora suíça Graziella de Falco Haldeman, trazia os dados de quatro contas numeradas no banco Border & CIE, com sede em Genebra, em nome da offshore Groupe Nantes cujo controlador seria Paulo Preto. Na ocasião, as contas tinham 35 milhões de francos suíços (R$ 130 milhões, pelo câmbio de hoje), que foram bloqueados.

Reprodução

No ofício, a procuradora Haldeman lista informações que tornariam Paulo Preto, ex-dirigente de estatal, uma pessoa politicamente exposta, exemplificando com as suspeitas de desvios no Rodoanel e recebimento de propina da Camargo Corrêa, que foram alvo da operação da Castelo de Areia (que foi anulada pelo Superior Tribunal de Justiça).

Mas, em seguida, a procuradora suíça afirma que Paulo Vieira de Souza teria pago a pessoas vinculadas ao PCC. Diz o trecho: “Verifica-se igualmente que Paulo Vieira de Souza teria pago comissões ocultas a pessoas vinculadas com uma organização chamada
‘Primeiro Comando da Capital’.”

Aqui trecho da tradução juramentada para o ofício da procuradora suíça.

O ofício foi repassado à Procuradoria Geral da República e, de lá, a procuradores de São Paulo e do Paraná – no caso destes últimos, dando origem à fase deflagrada hoje da Lava Jato, que levou Paulo Preto para a cadeia.

A suposta ligação de Paulo Preto com o PCC provavelmente pode ter sido um erro dos analistas suíços que instruíram a procuradora, de acordo com investigadores da Lava Jato que falaram ao BuzzFeed News na tarde desta terça (19).

Fontes em Brasília e Curitiba disseram que não havia elementos concretos ou qualquer indício de ligação entre o operador de propinas do PSDB e a facção criminosa que domina os presídios de São Paulo e de vários Estados brasileiros.

“A organização criminosa dele é outra”, disse, com ironia, um investigador ao BuzzFeed News.

O BuzzFeed News ainda não conseguiu contato com a defesa de Paulo Vieira. Assim que isso acontecer, este post será atualizado.

Lava Jato: Bumlai entrega mais políticos

A lista do Bumlai se amplia.

Hipopótamo,Bocão,Blog do Mesquita

Até agora na delação premiada o “chapa do Lula” já entregou ao Moro:
Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), Ronaldo Caiado, Michel Temer e Cunhão (PMDB)
Abre o bocão também Delcídio! Nenhum ‘cunpaêro’ irá fazer nada por vc. Lembra do Dirceu abandonado na planície?
Pois é!


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Sete sugestões de visitas para a trupe de senadores liderada por Aécio

Aécio Neves Blog do Mesquita Personalidades - Políticos - LulaO PSDB é craque em vexames internacionais. Quando FHC era presidente da República e Celso Lafer nosso ministro das Relações Exteriores, o país tirou os sapatos para entrar nos EUA.

O episódio deixou claro o quanto éramos subservientes e o quanto o governo não se dava ao respeito em nível internacional.

Liderados pelo candidato derrotado à presidência Aécio Neves, o PSDB e seus aliados fizeram o país pagar outro mico. Alguns senadores foram à Venezuela denunciar que o país vizinho é uma “ditadura”. Desceram no aeroporto por uma porta, deram uma volta de van pela cidade, fizeram cara de sérios para sair no Jornal Nacional, e voltaram pela outra porta. E uma viagem custeada com dinheiro público.

Este blogue, porém, achou que a iniciativa merece repeteco. E decidiu fazer uma lista de outros lugares pelo mundo para os senadores demo-tucanos visitarem. Mas dessa vez, detalhe, provavelmente não iriam aparecer no JN.

1 – Guantánamo: Os EUA mantêm em condições subhumanas e expostos a comprovadas sessões de tortura supostos prisioneiros de guerra sem que eles tenham direito à defesa. O governo estadunidense se recusa a tratar o assunto de forma democrática e já sofreu pressão internacional até mesmo do Vaticano, que pediu uma “solução humanitária adequada”. Nunca Aécio ou o PSDB foram aos EUA pressionar Clinton, Bush, Obama ou quem quer que seja.

2 – Palestina: com os territórios de Gaza e da Cisjordânia ocupados desde 1967, o povo palestino sofre com a restrição de direitos básicos e milhares de pessoas e crianças já foram assassinados neste período. A chacina choca a comunidade internacional e Aécio nunca fez um discurso condenando o fato. Sequer postou um tuíte em solidariedade quando a mais sangrenta operação militar israelense na última década deixou 2.205 palestinos mortos.

3 – Síria: Hoje é na Síria que se vive uma das catástrofes humanas mais eloquentes. Calcula-se em 4 milhões o número de pessoas que fogem ou fugiram do país numa guerra que foi insuflada pela chamada comunidade internacional. Ao invés de tentar buscar soluções para isso, a Europa deixa que as pessoas se afoguem no Mediterrâneo. Aécio e sua trupe poderiam ir para os portos da Itália e pressionar os países europeus a darem tratamento humanitário àqueles seres humanos.

4 – Haiti: O país que já era um dos mais pobres do continente foi arrasado por um grande terremoto em 2010 e hoje busca quase sem apoio nenhum sua reconstrução. Ao invés de buscar soluções e fazer, inclusive, as críticas que o governo brasileiro merece neste caso por integrar as tropas de paz da ONU que estão no país, a trupe de senadores faz coro e recebe para o diálogo os líderes do Revoltados on Line que recentemente agrediram um haitiano que trabalhava num posto de gasolina de Canoas, Rio Grande do Sul. A agressão não mereceu uma menção sequer do dileto senador tucano.

5 – Egito: Já que o problema de Aécio e sua trupe é com a falta de democracia na Venezuela, o Egito seria um lugar perfeito para a visita. O país viveu um golpe de Estado e centenas de pessoas que atuavam no então governo eleito ou estão condenadas à morte ou foram executadas. Entre elas, o ex-presidente Mohamed Mursi. Seria o caso de Aécio e seus amigos irem à Praça Tahir e pedir o fim do golpe.

6 – México: 43 estudantes foram assassinados na cidade de Ayotzinapa em setembro de 2014, num dos atos mais bárbaros de que se tem notícia no continente. As investigações estão sendo realizadas sem nenhum tipo de seriedade e as punições provavelmente não ocorrerão. O país, aliás, tem 26 mil cidadãos desaparecidos, segundo registros oficiais. Qual foi a ação da trupe de Aécio neste episódio?

7 – Periferia de SP: O Brasil é um dos países onde se mata mais jovens no mundo. Boa parte deles são negros e pobres, moram nas periferias das grandes cidades, em especial de São Paulo, e são executados pela polícia. Como se trata de um estado governado pelo PSDB, seria altamente eficiente um protesto do grupo de Aécio, até porque ele também conta com o senador Aloysio Nunes. Mas até hoje nem um post em rede social sequer sobre o tema. Ao contrário, a trupe de Aécio quer diminuir a maioridade penal para colocar mais jovens na cadeia.

Como a Globo não acompanharia essas visitas, a Fórum se compromete a fazê-lo.

A Venezuela tem seus problemas, mas querer transformar o país no centro dos problemas do mundo é muita patetice até para a trupe do Aécio.
Blog do Rovai

Aécio, Álvaro Dias e todos os senadores do PSDB não assinam CPI do HSBC

Nenhum senador do PSDB assinou a CPI para investigar o escândalo do banco britânico HSBC, mas o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) anunciou no Plenário, nesta quinta-feira (26), ter protocolado o pedido de criação da comissão parlamentar de inquérito do HSBC.

Combatentes contra a corrupção os senadores do PSDB, Aécio Neves, Aloysio Nunes Ferreira e Álvaro Dias não assinaram o pedido de CPI.

Ele informou ter conseguido 33 assinaturas, 6 a mais que o mínimo necessário para a criação de uma CPI. Pelo requerimento, a comissão terá 11 membros titulares e 6 suplentes. De acordo com Randolfe, o requerimento para a CPI tem interesse suprapartidário e não se dirige a “fomentar disputas desta natureza”. A intenção, disse o senador, é “desmantelar pela raiz” um grande esquema criminoso.

— Esse escândalo é de dimensão mundial. De acordo com o Financial Times, trata-se do maior caso de evasão fiscal do mundo. É necessário que o Parlamento brasileiro também se manifeste e instaure um procedimento de investigação — afirmou Randolfe.

O líder do PSB, senador João Capiberibe (AP), disse entender como prudente o fato de os senadores assinarem o pedido. Para ele, os escândalos da Petrobras já estão sendo investigados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, motivo pelo qual o partido resolveu esperar a conclusão das investigações.

— A do HSBC não tem processo judicial em curso, não tem investigação em curso, não tem nada. Eu acho que talvez seja o caso de o Senado pensar numa CPI — ponderou Capiberibe.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O senador José Pimentel (PT-CE), líder do governo no Congresso, informou ter assinado o requerimento. Segundo o senador, o Brasil está em um momento de combater a sonegação e de aumentar a formalização nos vários setores da economia, motivo pelo qual a CPI é importante. Para ele, a legislação do sistema financeiro já é muito avançada, mas pode passar por aperfeiçoamentos.

— É exatamente por isso que eu assinei essa CPI. Além de identificar aqueles que cometeram erros, o que eu quero, principalmente, é construir uma legislação para superar essas falhas — afirmou o senador.

Sobre a habitual polarização entre governo e período eleitoral nas CPIs, Pimentel disse esperar que a investigação não se limite a isso. O período, diz o senador, favorece o trabalho da CPI, já que é início de legislatura e as próximas eleições só serão realizadas no ano que vem.

R$ 7 bilhões

Conforme noticiado pela imprensa internacional, o banco HSBC na Suíça atuou de forma fraudulenta para acobertar recursos de clientes, blindando-os das obrigações fiscais e da comprovação da origem dos recursos — práticas que poderiam indicar atividades criminosas.

O escândalo, conhecido como Swissleaks, tem como fonte original um especialista em informática do HSBC, o franco-italiano Hervé Falciani. Segundo ele, entre os correntistas, estão 8.667 brasileiros, responsáveis por 6.606 contas que movimentam, entre 2006 e 2007, cerca de US$ 7 bilhões, que em grande parte podem ter sido ocultados do fisco brasileiro.

Na justificativa do pedido de CPI, Randolfe diz se tratar de “um arrojado esquema de acobertamento da instituição financeira, operacionalizado na Suíça, que beneficiou mais de 106 mil correntistas”, de mais de 100 nacionalidades. O total de recursos manejados dentro do esquema, segundo Randolfe, pode superar US$ 100 bilhões, no período de 1998 a 2007.

Para Randolfe, a lista dos titulares das contas certamente guarda estreita relação com outras redes de escândalos do crime organizado do país e do mundo. O senador lamentou que “o escândalo do Suiçalão” venha sendo sistematicamente ignorado pelos grandes veículos de comunicação no Brasil. Segundo Randolfe, essa seletividade denuncia o envolvimento de personagens poderosos, que podem sempre se servir da benevolência de setores da imprensa.
Agência Senado

Petrobras: Líder tucano pede cópia de documentos sobre compra de refinaria

O líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP), requisitou à Petrobras cópia da íntegra do processo administrativo que resultou na compra da refinaria de Pasadena, no Estado americano do Texas.

Ele se valeu-se da Lei de Acesso à Informação, que fixa um prazo de 20 dias —prorrogáveis por mais dez— para que a estatal responda.

O pedido de Aloysio Nunes incluiu o “resumo executivo” no qual o então diretor Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, recomendou a compra da refinaria americana.

Trata-se do documento que Dilma Rousseff tachou de “falho”. Segundo Dilma, o texto omitia cláusulas que, “se conhecidas, seguramente não seriam aprovadas pelo Conselho” da Petrobras, presidido por ela na ocasião.

“Ao dizer que o Conselho de Administração da Petrobras decidiu comprar Pasadena com base em informações frágeis, Dilma Rousseff desmerece um dos maiores ativos da empresa: a excelência de seu corpo técnico”, disse o líder tucano.

Não é usual que parlamentares peçam informações diretamente a estatais ou órgãos públicos. Deputados e senadores dispõem da prerrogativa constitucional de encaminhar requerimentos de informações a ministros. Eles têm 30 dias para responder. Mas esse prazo não costuma ser respeitado.

Aloysio Nunes achou melhor tomar os dois caminhos. Além do atalho oferecido pela Lei de Acesso à Informação, encaminhou um requerimento de informações ao senador licenciado Edison Lobão, ministro de Minas e Energia, a pasta que carrega a Petrobras no seu organograma.


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Tremsalão do PSDB: Secretário de Alckmin e senador Aloysio Nunes Ferreira citados por ex-diretor da Siemens

Ex-diretor da Siemens aponta caixa 2 de PSDB e DEM e cita propina a deputadosGeraldo Alckmin Humor Coriza Aroeira Metrô Blog do Mesquita

Segundo executivo que participou de acordo de leniência com o Cade, lobista de esquema de setor metroferroviário disse a ele que Edson Aparecido, hoje homem forte do governo Alckmin, e Arnaldo Jardim eram beneficiários de comissões; eles negam

Em relatório entregue no dia 17 de abril ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer afirma dispor de “documentos que provam a existência de um forte esquema de corrupção no Estado de São Paulo durante os governos (Mário) Covas, (Geraldo) Alckmin e (José) Serra, e que tinha como objetivo principal o abastecimento do caixa 2 do PSDB e do DEM“.

Veja também:
link Denunciante foi orientado por petista e até pediu emprego
link Tucano afirma conhecer lobista, mas nega ilegalidade
link Ex-diretores da CPTM e lobista são indiciados

O ex-diretor da empresa alemã diz também que o hoje secretário da Casa Civil do governo Geraldo Alckmin (PSDB), deputado licenciado Edson Aparecido (PSDB), foi apontado pelo lobista Arthur Teixeira como recebedor de propina das multinacionais suspeitas de participar do cartel dos trens em São Paulo entre os anos de 1998 e 2008.

O ex-executivo, que é um dos seis lenientes que assinaram no mês seguinte um acordo com o Cade em que a empresa alemã revela as ações do cartel de trens, também cita o deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), aliado dos tucanos, como outro beneficiário.

Trata-se do primeiro documento oficial que vem a público que faz referência a supostas propinas pagas a políticos ligados a governos tucanos. Até agora, o Ministério Público e a Polícia Federal apontavam suspeitas de corrupção que envolviam apenas ex-diretores de estatais como a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

As acusações do ex-diretor foram enviadas pelo Cade à Polícia Federal e anexadas ao inquérito que investiga o cartel em São Paulo e no Distrito Federal.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

No texto, Rheinheimer escreve que o cartel “é um esquema de corrupção de grandes proporções, porque envolve as maiores empresas multinacionais do ramo ferroviário como Alstom, Bombardier, Siemens e Caterpillar e os governos do Estado de São Paulo e do Distrito Federal”.

Proximidade. Outros quatro políticos são citados pelo ex-diretor da Siemens como “envolvidos com a Procint”. A Procint Projetos e Consultoria Internacional, do lobista Arthur Teixeira, segundo o Ministério Público e a Polícia Federal, é suspeita de intermediar propina a agentes públicos.

O documento faz menção ao senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), e aos secretários estaduais José Aníbal (Energia), Jurandir Fernandes (Transportes Metropolitanos) e Rodrigo Garcia (Desenvolvimento Econômico).

Rheinheimer foi diretor da divisão de Transportes da Siemens, onde trabalhou por 22 anos, até março de 2007.

Ele e outro leniente prestaram depoimento à Polícia Federal em regime de colaboração premiada – em troca de eventual redução de pena ou até mesmo perdão judicial, decidiram contar o que sabem do cartel. Esses depoimentos estão sob sigilo.

Menções.

Sobre Aparecido e Jardim, Rheinheimer sustenta em seu texto que “seus nomes foram mencionados pelo diretor-presidente da Procint, Arthur Teixeira, como sendo os destinatários de parte da comissão paga pelas empresas de sistemas (Alstom, Bombardier, Siemens, CAF, MGE, T’Trans, Temoinsa e Tejofran) à Procint”.

De Aloysio, Jurandir e Garcia, diz ter tido “a oportunidade de presenciar o estreito relacionamento do diretor-presidente da Procint, Arthur Teixeira, com estes políticos”.

Sobre Aníbal, anotou: “Tratava diretamente com seu assessor, vice-prefeito de Mairiporã, Silvio Ranciaro”.

Ele ainda apontou o vice-governador do Distrito Federal, Tadeu Filippelli (PMDB), e o ex-governador do DF José Roberto Arruda como “políticos envolvidos com a MGE Transportes (Caterpillar)”. A MGE é apontada pelo Ministério Público e pela Polícia Federal como a outra rota da propina, via subcontratações – a empresa era fornecedora da Siemens e de outras companhias do cartel.

Rheinheimer diz ser o autor da carta anônima que deflagrou a investigação do cartel dos trens, enviada em 2008 ao ombudsman da Siemens. Ele relata ter feito as denúncias para se “defender de rumores sobre seu envolvimento neste escândalo”. O executivo assevera que, apesar de suas denúncias, a Siemens optou por “abafar o caso”.

Ameaça.

No texto, ele se diz disposto a contar o que sabe, mas sugere receber em contrapartida sua nomeação para um alto cargo na mineradora Vale. (mais informações ao lado)

Rheinheimer afirma que queria induzir a Siemens a fazer uma autodenúncia ao Cade para facilitar a obtenção de autorização judicial para execução dos mandados de busca e apreensão nas outras empresas.

Segundo ele, isso resolveria “o maior problema do Ministério Público de São Paulo, que é o acesso às provas para poder levar adiante suas investigações sobre corrupção ativa”. “Além de envolver muitos projetos e dezenas de pessoas, o esquema de corrupção se estende por um longo período”, escreveu.
Fernando Gallo, Ricardo Chapola e Fausto Macedo/O Estado de S.Paulo

Eleições 2010: Caso Paulo Preto ainda vai incomodar, e muito, José Serra

Antes do primeiro turno eu já havia publicado aqui no blog que duas bombas poderiam estourar no colo de José Serra. Uma seria o escândalo da compra dos trens da Aslom para o metro de São Paulo. Essa ainda não está com o pavio aceso.

A outra seria o caso do Paulo Preto, ex-superintendente da DERSA.

Paulo Preto apelido de Paulo Vieira de Souza, é o engenheiro que segundo denúncias do senador eleito pelo PSDB, Aloysio Nunes Ferreira, teria sumido com cerca de R$ 4 milhões, arrecadados para a campanha eleitoral de Serra. Logo Aloysio desmentiu a notícia e confirmou apenas que teria recebido um empréstimo de R$300mil de Paulo Preto, mas que já o tinha quitado.

Serra, no mesmo embalo disse em um dia que não conhecia Paulo Preto. No dia seguinte, pasmem, o mesmo Serra saiu em defesa de Paulo Preto.

O agora “desaparecido” engenheiro foi diretor de engenharia da Dersa, empresa estatal paulista responsável pelo Rodoanel (que custou mais de R$ 5 bilhões), e pela ampliação da marginal Tietê, na capital (obra orçada em R$ 1,5 bilhão).

De Valter Cardeal a Erenice Guerra, passando por Paulo Preto tudo exala mau cheiro!
O Editor


PT prepara ofensiva judicial contra PSDB e Paulo Preto

Ex-assessor de José Serra foi acusado de desviar R$ 4 milhões em doações para um suposto caixa dois da campanha

O líder do PT na Câmara, Fernando Ferro (PE), e o líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), preparam uma ofensiva judicial contra o PSDB e o ex-diretor da Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), empresa do governo paulista, Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto.

Ferro e Vaccarezza devem ingressar ainda hoje com uma representação no Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público Eleitoral (MPE) em que pedem a abertura de investigação contra o ex-assessor do candidato do PSDB à Presidência, José Serra.

Paulo Preto respondia por grandes obras de infraestrutura do governo de São Paulo, como o Rodoanel. Ele foi acusado de desviar R$ 4 milhões em doações para um suposto caixa dois da campanha de Serra, segundo reportagem da revista IstoÉ.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Em entrevista ontem ao programa Roda Viva, da TV Cultura, o senador eleito por São Paulo Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) rechaçou as acusações, mas confirmou que é amigo pessoal de Paulo Preto. Ele também admitiu que recebeu R$ 300 mil de empréstimo do ex-diretor da Dersa, mas declarou que já o quitou.

A denúncia passou a fazer parte da campanha depois que a presidenciável do PT, Dilma Rousseff, levantou a polêmica no primeiro debate com seu adversário neste segundo turno, transmitido pela Rede Bandeirantes.

O PT passou a explorar a acusação contra o ex-assessor de Serra como estratégia para proteger Dilma das denúncias de corrupção envolvendo sua principal ex-assessora, a ex-ministra-chefe da Casa Civil Erenice Guerra.

Ao recorrer ao Ministério Público, o PT repete estratégia amplamente utilizada pelos tucanos durante a campanha, em que protocolaram vários pedidos de investigação das denúncias de tráfico de influência na Casa Civil contra Erenice Guerra, veiculadas pela imprensa.

Ainda ontem, a oposição fez nova investida ao Ministério Público: decidiu pedir a investigação das recentes denúncias que têm como alvo Valter Luiz Cardeal, presidente do Conselho de Administração da Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), ligado politicamente a Dilma.

Reportagem da revista Época afirma que uma empresa subordinada à Eletrobras teria sido usada para concessão de garantias de empréstimo externo para empresa privada de forma fraudulenta.

Andrea Jubé Vianna/Agência Estado

Eleições 2010: Serra se irrita com pergunta sobre Paulo Preto, o suposto caixa 2 do PSDB

Esse misterioso Paulo Preto foi diretor do Dersa e foi acusado poelo hoje eleito senado pelo PSDB, Aloysio Nunes Ferreira, de ter “sumido” com 4 milhões de reais do caiza de campanha da campanha do tucano José Serra.

Como é que o José Serra ontem dizia que não conhecia Paulo Preto e que isso era um factóide da Dilma? Hoje já defende o “desconhecido” de ter desviado 4 milhões do caixa da campanha. O cara trabalhou no governo dele como diretor da Dersa e era o arrecadador de recursos para a campanha do tucano.

Esperemos para saber se a ‘imparcial’ revista Veja terá uma capa na próxima semana com a foto de Paulo Preto com a tarja ‘caixa2’, ou então com a manchete “a Erenice” do Dersa.
Estaremos diante de um novo Tucanoduto? O primeiro, antes do mensalão do PT, foi criado pelo Senado Eduardo Azeredo (PSDB-MG) quando foi candidato ao governo de Minas Gerais, lá nos anos 90. Lembre-se que o senador Azeredo foi o inventor e o primeiro operador dos ‘serviços não contabilizados’ do notório Marcos Valério.
O Editor


No RS, Serra se irrita com pergunta sobre Paulo Preto

No domingo (10), Dilma levou às câmeras um ex-diretor de estatal rodoviária paulista.

Associou-o ao “sumiço” de R$ 4 milhões das arcas eleitorais tucanas. Serra, curiosamente, silenciou.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Ouvido pela repórter Andréa Michael, o acusado, Paulo Preto, chiou: “Não se larga um líder ferido na estrada”.

Com 48 horas de atraso, Serra resgatou o “líder” do meio-fio: “A acusação contra ele é injusta”.

Nesta quarta (13), decorridas 72 horas da mudez inicial, José Serra descobriu que parte do seu problema está na imprensa.

De passagem por Porto Alegre, Serra foi inquirido por um repórter do jornal “Valor Econômico” sobre Paulo Preto.

Crispou-se: “Isso é pauta petista”. Deu por encerrada a entrevista. Mais tarde, disse que, no embate com Dilma Rousseff, não irá à “rota da truculência”.

Manterá o tom. Se agredido, responderá, apontando “inverdades e falsidades”. E enfrentou a “pauta petista”:

“[…] A Dilma está preocupada com desvio de dinheiro na minha campanha que não aconteceu. Eu estou preocupado com o desvio de dinheiro na Casa Civil”.

Importunada pelos repórteres, Dilma talvez se anime a imitar o rival: “Sobre Erenice não falo. Isso é pauta tucana”.

Mais um pouco e os dois comitês ainda divulgarão uma nota conjunta à imprensa: “É proibido divulgar pautas inconvenientes”.

Um pedaço do tucanato está amargamente arrependido de não ter botado a boca no mundo em agosto, quando a “IstoÉ” tratou pela primeira vez de Paulo Preto.

A bala ficou quicando na grande área. Súbito, virou uma “pauta petsta”.

– Em tempo: O PT-SP protocolou no Ministério Público estadual um pedido de investigação de Paulo Preto.

blog Josias de Souza

Eleições 2010: Por que Serra não ataca Dilma de terrorista?

A Constituição brasileira, entre outros, consagra o princípio da presunção de inocência. A par disso, e sem entrar no mérito das preferências eleitorais de cada um, não consta em nenhum inquérito da época do regime militar, que dona Dilma tenha participado de alguma ação armada, e também não foi julgada nem foi condenada por isso. Parece claro que o PSDB prefere não abordar, na propaganda eleitoral, o passado ‘terrorista’ de Dilma Rousseff.
Qual a razão?
Leiam abaixo reportagem de Vera Rosa no Estado de São Paulo.
O Editor


PT mira tucanos da luta armada

Mas ofensiva só irá para o programa de TV se Serra vincular Dilma a ações terroristas

A cúpula da campanha de Dilma Rousseff (PT) coletou dados sobre tucanos que, a exemplo da candidata do PT à Presidência, participaram de organizações conhecidas por pregar a luta armada na ditadura militar. A ofensiva só irá para o programa de TV, no entanto, se o candidato do PSDB, José Serra, recorrer à estratégia de vincular a ex-chefe da Casa Civil a ações terroristas.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Até mesmo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva será acionado, em caso de emergência, para dizer que já foi vítima do que o PT chama de “tática do medo”.

O resgate da história põe na berlinda o concorrente do PSDB ao Senado, Aloysio Nunes Ferreira, ex-chefe da Casa Civil quando Serra era governador de São Paulo e ex-secretário-geral da Presidência na gestão de Fernando Henrique Cardoso. Além dele são mencionados o ex-ministro das Comunicações Sérgio Motta, morto em 1998, e o deputado José Aníbal (SP).

Aloysio ingressou na Ação Libertadora Nacional (ALN), que pregava a luta armada, nos anos 60. Tal como a candidata do PT, adotou codinomes na ditadura: era chamado de “Beto” e “Mateus”. Motta, por sua vez, entrou na Ação Popular (AP), grupo de influência católica que abrigou o próprio Serra. Ao contrário do presidenciável, que se exilou no Chile depois do golpe militar de 1964, ficou no Brasil e foi preso em 1965.

Aníbal foi companheiro de Dilma na organização revolucionária marxista Política Operária (Polop), em Belo Horizonte. “Dilma e eu nos separamos, em maio de 1969, porque eu achava que aquele caminho estava equivocado”, disse o deputado. “Mas citar isso na propaganda, sem contextualização, é um rebaixamento político da campanha. O PT quer esconder o mensalão e fica agora fazendo ameaças.”

Jogo de risco. Lula assistiu à pré-estreia do programa de Dilma na noite de segunda-feira, um dia antes do início do horário eleitoral gratuito. Foi uma sessão reservada, no Palácio da Alvorada, com a participação da candidata e de coordenadores da campanha. Em uma das propagandas, Dilma fala do seu passado como mulher que combateu a ditadura. De ex-guerrilheira, apareceu como guerreira. Era um “antídoto” contra eventual ataque do PSDB.

Em conversas reservadas, no entanto, Lula disse não acreditar que Serra recorra a esse tipo de expediente. No diagnóstico do Planalto e do comitê petista, trata-se de um “jogo de extremo risco” e o tucano teria mais a perder do que a ganhar. Em primeiro lugar, porque companheiros seus também participaram de organizações que defendiam a luta armada. Sem contar que ele próprio foi obrigado a viver clandestinamente no exílio.

Estilizada. Na tentativa de reforçar a identidade de Dilma como ex-guerrilheira, o coordenador das redes sociais da campanha, Marcelo Branco, pôs na internet imagem estilizada da candidata, em várias cores, para ser usada como fundo de tela do computador. Ela reproduz a foto que consta do Departamento de Ordem Política e Social (Dops), quando Dilma foi presa, aos 22 anos.

“É um movimento de solidariedade, por tudo o que ela passou”, comentou Branco. Na prática, sua ideia é jogar os holofotes sobre a resistência da candidata na luta contra a ditadura, nos anos 60 e início dos 70. “Isso aproxima Dilma da militância dos partidos aliados”, insistiu ele. “A repercussão é positiva.”

No comando político da campanha, porém, não foram poucos os que torceram o nariz para a iniciativa. Motivo: não querem esticar um assunto com grande potencial de desgaste.

Eleições 2010: roubaram dinheiro da campanha do PSDB

Chamem o ladrão! Tão roubando caixa 2!
O Editor


‘Operador’ some com dinheiro doado ao PSDB.

O comando do PSDB enfrenta um escândalo interno: após “passar o chapéu” junto a empresários paulistas, solicitando doações em dinheiro para a campanha tucana, um “operador” devidamente credenciado sumiu sem deixar rastro.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

E, com ele, cerca de R$ 4 milhões. Como o dinheiro foi doado “por fora”, a tucanada nem pode chamar a polícia. Um senador confirmou a história, mas pediu para não ser citado.

Por fora é mais

A quantia supostamente surrupiada da campanha tucana corresponde ao dobro da arrecadação oficial declarada pelo comitê de José Serra.

Esconde, esconde

O PSDB não revela o nome do homem sumido, mas ele frequentava a Casa Civil do governo paulista, chefiada por Aloysio Nunes Ferreira.

Coluna Claudio Humberto