Eleições 2014: Os pilares da estupidez

Censura Internet Blog do Mesquita 01Está em curso, há anos, nas “redes sociais” insidiosa campanha de agressão à democracia e crescentes ataques às instituições.

Quem cala, consente. Os governos do PT têm feito, em todo esse período, cara de paisagem. Nem mesmo quando diretamente insultados, ou caluniados, os dirigentes do partido tomaram qualquer providência contra quem os atacava, ou atacava as instituições, esquecendo-se de que, ao se omitirem, a primeira vítima foi a democracia. Nisso, sejamos francos, foram precedidos por todos os governos anteriores, que chegaram ao poder depois da redemocratização do país.

Mergulhados na luta política e na administração cotidiana dos problemas nacionais, nenhum deles percebeu que o primeiro dever que tínhamos, nesta nação, depois do fim do período autoritário, era regar e proteger a frágil flor da Liberdade, ensinando sua importância e virtudes às novas gerações, para que sua chama não se apagasse no coração dos brasileiros. Se, naquele momento, o da batalha pela reconquista do Estado de Direito, cantávamos em letras de rock que queríamos votar para presidente, hoje parece que os polos da razão foram trocados, e que vivemos sob a égide da insânia e da vilania.

Em absoluta inversão de valores, da ética, da informação, da própria história, retorna a velha balela anticomunista de que Jango — um latifundiário liberal ligado ao trabalhismo — ia implantar uma ditadura cubano-soviética no Brasil, ou que algumas dezenas de estudantes poderiam derrubar, quatro anos depois, um regime autoritário fortemente armado, quando não havia nenhuma condição interna ou externa para isso.

Retorna a velha balela anticomunista de que Jango ia implantar uma ditadura cubano-soviética no Brasil
Agora, para muitos que se manifestam pela internet, quem combatia pela democracia virou terrorista, os torturadores são incensados e defendidos, e prega-se abertamente o fim do Estado de Direito, como se o fascismo e o autoritarismo fossem solução para alguma coisa, ou o Brasil não fosse ficar, política e economicamente, imediata e absolutamente, isolado do resto do mundo, caso fosse rompida a normalidade constitucional.

Ora, os mesmos internautas que insultam, hoje, o Judiciário, sem serem incomodados — afirmando que o ministro Toffoli fraudou as eleições — já atacaram pesadamente Aécio Neves e sua família, quando ele disputava a indicação como candidato à Presidência pelo PSDB em 2010. São eles os mesmos que agridem os comandantes militares, acusando-os de serem “frouxos” e estarem controlados pelos comunistas, e deixam claro seu desprezo pelas instituições brasileiras, incluindo as Forças Armadas, pedindo em petição pública à Casa Branca uma intervenção dos Estados Unidos no Brasil, como se fôssemos reles quintal dos EUA, quando são eles os que se comportam como abjetos vira-latas, em sua patética submissão ao estrangeiro.

São eles os que defendem o extermínio dos nordestinos e a divisão do país, como se apenas naquela região a candidata da situação tivesse obtido maioria, e não estivéssemos todos misturados, ou nos fosse proibida a travessia das fronteiras dos estados.

São eles que inventam generais de araque, supostos autores de manifestos igualmente falsos, e usam, sem autorização, o nome de oficiais da reserva, em documentos delirantes, tentando manipular, a todo momento, a base das Forças Armadas e as forças de segurança, dando a impressão de que existem sediciosos no Exército, na Marinha, na Aeronáutica, quando as três forças se encontram unidas, na execução de projetos como o comando das Operações de Paz da ONU no Haiti e no Líbano; as Operações Ágata, em nossas fronteiras; o novo Jato Cargueiro Militar KC-390 da Embrer; o novo Sistema de Mísseis Astros 2020 da Avibras; ou o novo submarino nuclear brasileiro, no cumprimento, com louvor, de sua missão constitucional.

O site SRZD, do jornalista Sérgio Rezende, entrou em contato com oficiais militares da reserva, que supostamente teriam “assinado” um manifesto, que circula, há algum tempo, na internet. O texto se refere a “overdose de covardia, cumplicidade e omissão dos comandantes militares” e afirma que, como não há possibilidade de tirar o PT do poder, é preciso dar um golpe militar, antes que o Brasil se transforme em uma “Cuba Continental”.

Segundo o SRZD, todos os oficiais entrevistados, incluindo alguns generais, negaram peremptoriamente terem assinado esse “manifesto” e afirmaram já ter entrado em contato com o Ministério do Exército, denunciando tratar-se o e-mail que divulgava a mensagem de uma farsa e desmentindo sua participação no suposto movimento.

Por mais que queiram os novos hitlernautas, os militares brasileiros sabem que o governo atual não é comunista e que o Brasil não está, como apregoam os “aloprados” de extrema direita que tomaram conta da internet, ameaçado pelo comunismo internacional.

Como dizer que é comunista, um país em que os bancos lucram bilhões, todos os trimestres; em que qualquer um — prerrogativa maior da livre iniciativa — pode montar uma empresa a qualquer hora, até mesmo com apoio do governo e de instituições como o Sebrae; no qual investidores de todo o mundo aplicam mais de 60 bilhões de dólares, a cada 12 meses, em Investimento Estrangeiro Direto; onde dezenas de empresas multinacionais se instalam, todos os anos, junto às milhares já existentes, e mandam, sem nenhuma restrição, a cada fim de exercício, bilhões e bilhões de dólares e euros em remessa de lucro para e exterior?

Como taxar de comunista um país que importa tecnologia ocidental para seus armamentos, tanques, belonaves e aeronaves, cooperando, nesse sentido, com nações como a França, a Suécia, a Inglaterra e os Estados Unidos? Que participa de manobras militares com os próprios EUA, com países democráticos da América do Sul e com democracias emergentes, como a Índia e a África do Sul?

Baboso, atrasado, furibundo, ignorante, permanentemente alimentado e realimentado por mitos e mentiras estapafúrdias, que medram como fungos nos esgotos mais sombrios da Rede Mundial, o anticomunista de teclado brasileiro é sobretudo hipócrita e mendaz.

Nada contra alguém ser de direita, desde que se obedeçam as regras estabelecidas na Constituição
Ele acredita “piamente” que Dilma Rousseff assaltou bancos e matou pessoas e que José Genoino esquartejou pessoalmente um jovem, começando sadicamente pelas orelhas, quando não existe nesse sentido nenhum documento da ditadura militar.

Ele vê em um site uma foto da Escola Superior de Agricultura da USP, a Esalq, situada em Piracicaba, e acredita, também, “piamente”, que é uma foto da mansão do “Lulinha”, que teria virado o maior fazendeiro do país, junto com seu pai, sem que exista uma única escritura, ou o depoimento — até mesmo eventualmente comprado — de um simples peão de fazenda ou de um funcionário de cartório, que aponte para alguma prova ou indício disso, como de outras “lendas urbanas”, como a participação da família do ex-presidente da República na propriedade de um grande frigorífico nacional.

Ele crê, piamente, e divulga isso, todo o tempo, que todos os 600 mil presos brasileiros têm direito a auxílio-reclusão quando quase 50% deles sequer foram julgados, e menos de 7% recebem esse benefício, e mesmo assim porque contribuíram normalmente, antes de serem presos, para a Previdência, durante anos, como qualquer trabalhador comum.

Nada contra alguém ser de direita, desde que se obedeçam as regras estabelecidas na Constituição. Nesse sentido, o senhor Jair Bolsonaro presta um serviço à democracia quando diz que falta, no Brasil, um partido com essa orientação ideológica, e já se declara candidato à Presidência, por essa provável agremiação, ou por essa parcela do eleitorado, no pleito de 2018.

Os mesmos internautas que pensam que Cuba é uma ditadura contagiosa e sanguinária, da qual o Brasil não pode se aproximar, ligam para os amigos para se gabar de seu novo smartphone ou do último gadget da moda, Made in República Popular da China, que acabaram de comprar.

Eles são os mesmos que leem os textos escritos, com toda a iberdade, pela opositora cubana Yoami Sanchez — já convenientemente traduzidos por “voluntários” para 18 diferentes idiomas — e não se perguntam, por que, sendo Cuba uma ditadura, ela está escrevendo de seu confortabilíssimo, para os padrões locais, apartamento de Havana, e não pendurada em um pau de arara, ou tomando choques e sendo espancada na prisão.

Mas fingem ignorar que 188 países condenaram, na semana passada, em votação de Resolução da ONU, o embargo dos Estados Unidos contra Cuba, exigindo o fim do bloqueio.

Ou que os EUA elogiaram e agradeceram a dedicação, qualidade e profissionalismo de centenas de médicos cubanos enviados pelo governo de Havana para colaborar, na África, com os Estados Unidos, no combate à pandemia e tratamento das milhares de vítimas do ebola.

Ou que a Espanha direitista de Mariano Rajoy, e não a Coreia do Norte, por exemplo, é o maior sócio comercial de Cuba.

Ou que há poucos dias acabou em Havana a XXXIII FIHAV, uma feira internacional de negócios com 4.500 expositores de mais de 60 países — aproximadamente 90% deles ocidentais — com a apresentação, pelo governo cubano, a ávidos investidores estrangeiros, como os italianos, canadenses e chineses, de 271 diferentes projetos de infraestrutura, com investimento previsto de mais de 8 bilhões de dólares.

Radical, anacrônica, desinformada e mais realista que o rei, a minoria antidemocrática que vai, eventualmente, para as ruas e se manifesta raivosamente na internet querendo falar em nome do país e do PSDB, pedindo o impeachment da presidente da República e uma intervenção militar, ou dizendo que é preciso se armar para uma guerra civil, baseia-se na fantasia de que a nação está dividida em duas e que houve fraude nas urnas, mas se esquece, no entanto, de um “pequeno” detalhe: quase um terço dos eleitores, ou mais de 31 milhões de brasileiros, ausentes ou donos de votos brancos e nulos, não votaram nem em Dilma nem em Aécio, e não podem ser ignorados, como se não existissem, quando se fala do futuro do país.

Cautelosa e consciente da existência de certos limites intransponíveis, impostos pelo pudor e pela razão, a oposição tem se recusado a meter a mão nessa cumbuca, fazendo questão de manter razoável distância desse pessoal.

Guindado, pelo voto, à posição de líder inconteste da oposição, o senador Aécio Neves, presidente do PSDB, por ocasião de seu primeiro discurso depois do pleito, no Congresso, disse que respeita a democracia permanentemente e que “qualquer utilização dessas manifestações no sentido de qualquer tipo de retrocesso terá a nossa mais veemente oposição. Eu fui o candidato das liberdades, da democracia, do respeito. Aqueles que agem de forma autoritária e truculenta estão no outro campo político, não estão no nosso campo político”.

Antes dele, atacado por internautas, por ter classificado de “antidemocráticas” as manifestações pedindo o impeachment da presidente Dilma e a volta do autoritarismo, o sociólogo Xico Graziano, também do PSDB, já tinha afirmado que “a truculência dessa cambada fascista que me atacou passa de qualquer limite civilizado. No fundo, eles provaram que eu estava certo: não são democratas. Pelo contrário, disfarçam-se na liberdade para esconder seu autoritarismo”.

E o vice-presidente nacional do PSDB, Alberto Goldman, também negou, no dia primeiro, em São Paulo, que o partido ou a campanha de Aécio Neves estivessem por trás ou apoiassem — classificando-as de “irresponsáveis” — as manifestações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.

É extremamente louvável a iniciativa do presidente da OAB, Marcus Vinícius Furtado Côelho, de pedir a investigação e o indiciamento, que já estão em curso, pela Polícia Federal, com base na Lei do Racismo por procedência, dos internautas responsáveis pela campanha contra os nordestinos, lançada logo após a divulgação do resultado da eleição.

Mas, se essa campanha é grave, mais grave ainda, para toda a sociedade brasileira, tem sido a pregação constante, que já ocorre há anos, pelos mesmos internautas, da realização de um Golpe de Estado, do assassinato e da tortura de políticos e intelectuais de esquerda, e de “políticos” de modo geral, além do apelo à mobilização para uma guerra civil, incluindo até mesmo a sugestão da compra de armas para a derrubada das instituições.

Cabe ao STF, ao Ministério Público, ao TSE, e aos tribunais eleitorais dos estados, que estão diretamente afeitos ao assunto, e à OAB, por meio de seus dirigentes, pedir, como está ocorrendo nos casos de racismo, a imediata investigação, e responsabilização, criminal, dos autores desses comentários, cada vez mais rançosos e afoitos, devido à impunidade, e o estabelecimento de multas para os veículos de comunicação, que os reproduzem, já que na maioria deles existem mecanismos de “moderação” que não têm sido corretamente aplicados nesses casos.

A Lei 7.170 é clara, e define como “crimes contra a Segurança Nacional e a Ordem Política e Social, manifestações contra o atual regime representativo e democrático, a Federação e o Estado de Direito”.

Há mais de 30 anos, pelas mãos de Tancredo Neves e de Ulisses Guimarães — em uma luta da qual Aécio também participou — e de milhões de cidadãos brasileiros, que foram às ruas, para exigir o fim do arbítrio e a volta do Estado de Direito, o Brasil reconquistou a democracia, pela qual havia lutado, antes, a geração de Dilma Rousseff, José Dirceu, José Serra e Aluísio Nunes, entre outros.

Por mais que se enfrentem, agora, essas lideranças, não dá para apagar, de suas biografias, que todos tiveram seu batismo político nas mesmas trincheiras, enfrentando o autoritarismo.

Cabe a eles, principalmente os que ocupam, neste momento, alguns dos mais altos cargos da República, assumir de uma vez por todas sua responsabilidade na defesa e proteção da democracia, para que a Liberdade e o bom-senso não esmoreçam, nem desapareçam, imolados no altar da imbecilidade.

Jornalistas, meios de comunicação, Judiciário, militares, Ministério Público, Congresso, Governo e Oposição, precisamos, todos, derrubar os pilares da estupidez, erguidos com o barro pisado, diuturnamente, pelas patas do ódio e da ignorância, antes que eles ameacem a estabilidade e a sobrevivência da nação, e da democracia.
Por: Mauro Santayana

Eleições 2014: Marina uma profissional esperta

Máscaras,Blog do Mesquita,Eleições  2014,Aécio Neves,Dilma Rousseff,Eduardo Campos,Marina SIlvaSobre o avião, Marina não sabia de nada, usou o aparelho sem perguntar. Podia ter perguntado quem emprestou e por quê, já que quem empresta sempre espera alguma coisa em troca.

Vou me desviar um pouco do meu esporte favorito que é comentar a Presidente Dilma Rousseff e seu governo medíocre e falar um pouco da nova pretendente ao cargo, Marina Silva. Nova em termos, já que já foi Senadora da República, Ministra do governo Lula e também pretendente à Presidente nas eleições de 2010.

Marina quer renovar a política – uma “nova forma de fazer política” ela – diz pô-la a serviço do cidadão. O invólucro é bom, mas qual é o recheio? Só platitudes, banalidades, trivialidades. Nada de concreto.

Na entrevista ao JN foi obrigada a falar sobre o avião que o PSB recebeu, emprestado, ou arrendado, ou sabe-se lá o quê, adquirido por amigos proprietários com dinheiro transferido por laranjas. Ela não sabia de nada, usou o aparelho sem perguntar. Podia ter perguntado quem emprestou e por quê, já que quem empresta sempre espera alguma coisa em troca. Até aí, ainda vá lá. Mas uma nova forma de fazer política deveria se preocupar com isso.

Sabendo, agora, que o jatinho foi adquirido com aporte de dinheiro de laranjas, e percebendo que é dinheiro “sujo”, certamente produto de propinas pagas por pessoas com interesses em contratos de governo, não deveria imediatamente exigir do seu partido uma explicação definitiva?[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Não seria esse um princípio de uma “nova política”? O seu vice, deputado federal Beto Albuquerque, disse que o partido não tinha nada com isso. Então quem? Aliás, ele é, por acaso, o símbolo da nova política? Ela teve que, como na velha política, se submeter ao partido?
Vamos adiante.

Ontem na Fenasucro, em reunião com os usineiros, Marina, que nunca morreu de amores por eles, e os tinha como verdadeiros predadores da natureza, admitiu que o setor procurou se ajustar para produzir com sustentabilidade, com mecanização da colheita de cana para evitar “mão de obra de penúria”. E diz que é possível falar de agricultura e pecuária com a preservação do meio ambiente. Mais uma platitude. Promete um “marco regulatório”. O que quer dizer isso?
Essa é a nova política? Existe algo mais velho que esse discurso para agradar plateias específicas em períodos eleitorais? Marina não é amadora, é profissional, e esperta. Não tem nada de novo.

Ela fala sem consistência: “o Brasil terá de escolher e apostar no sonho de que possamos ter um Estado eficiente, escolhendo os melhores e não os indicados por interesses partidários”. Só isso? Escolher os melhores é, sem dúvida, uma obrigação do dirigente público. Mas para fazer o quê? Como fazer o Estado eficiente? É preciso dizer.

Agora a recessão, sem vírgula.

Eu não poderia deixar de falar do Mantega. Já o respeitei mesmo quando fazia avaliações do futuro no estilo de Polyana, personagem de uma escritora americana. Polyana queria uma boneca mas ganhou um par de muletas que não precisava. O pai lhe ensinou assim que deveria ficar contente por não precisar usar as muletas. E a menina ficou contente, e essa atitude passou a se chamar de “jogo do contente”. Agora a nossa Polyana, Guido Mantega, fica contente com os índices de nossa economia que ele dirige por tanto tempo ( talvez o mais longevo dos Ministros da Economia ). Com índices baixos de desemprego, segundo ele, tudo vai bem.
Mas pra azar da nossa Polyana, acaba de sair a informação do IBGE sobre o PIB do 2% semestre: menos 0,6%. Como o do primeiro semestre, depois da revisão, é de menos 0,2% temos o que se chama de recessão técnica.

O Brasil parou. Parou não. Recua. Como temos crescimento vegetativo da população, o PIB per capita tem uma queda expressiva. Dilma já se sabe. Acabou. E Marina vai propor o quê? Os próximos capítulos prometem.

Cartel e Mensalão: Metrô de São Paulo e Banco Rural desde 1968

Mídia Manipulação Blog do MesquitaA caretice do noticiário

A acusação de que acertos corruptos para a construção do metrô paulistano remontam pelo menos ao governo de Mario Covas (1995-2001), revelada no noticiário da primeira semana de agosto sobre a suposta formação de cartel por fornecedores de bens e serviços, poderia ter criado oportunidade para retraçar as origens do finado Banco Rural, cuja extinção ocupou dois míseros dias (3 e 5/8) da imprensa, com míseros relatos tecnocráticos.

Antes de fazer uma breve recapitulação a respeito, cabe esclarecer dois pontos.

Primeiro, suspeições relativas a obras públicas não são manchas privativas dos governos da redemocratização.

Sob a ditadura militar, poucos foram os escândalos desvelados, porque havia censura e intimidação. Mas a corrupção não era menor.

Metrô começou em 1968

No caso específico, cumpre lembrar que a construção do metrô começou em dezembro de 1968, mês em que foi editado o Ato Institucional número 5.

O governador do estado (responsável pela obra) era Abreu Sodré, sucedido por Laudo Natel, Paulo Egydio Martins, Paulo Maluf, José Maria Marin, Franco Montoro, Orestes Quércia, Luiz Antônio Fleury Filho, Covas, Geraldo Alckmin, Claudio Lembo, José Serra, Alberto Goldman e Alckmin, atual ocupante do Palácio dos Bandeirantes.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Isso, na cúpula. No planalto e na planície da máquina estatal paulista houve continuidade, assim como nas empresas privadas, que não promovem rodízio geral de “cargos em comissão” a cada mudança de diretor-presidente. Os governos não podem se desfazer dos técnicos qualificados como se desfazem de mobiliário inservível. As pessoas, dos dois lados do balcão, governo e empresas, se conhecem e se entendem (e se desentendem).

Segundo ponto, tem havido reclamação a respeito do uso do termo “cartel” pelos jornais. A designação é técnica e não tem a mesma popularidade adquirida pelo mensalão.

Valerioduto serviu PSDB e PT

Parêntese: mensalão, com o sufixo aumentativo característico da linguagem brasileira (o diminutivo veio da Terrinha, de tal modo que, como escreveu Chico de Oliveira, temos jeito, jeitinho e jeitão), passou a designar até algo diferente, caixa dois da campanha eleitoral de 1998 em Minas Gerais (Eduardo Azeredo, candidato à reeleição, derrotado por Itamar Franco), por sinal sua origem.

Não houve um “mensalão” mineiro, nem tucano, porque os políticos do PSDB, saído de uma costela do PMDB, nunca hesitaram em fazer alianças políticas, colocar a mão na massa (eu ia escrevendo outra coisa) e praticar suas decorrências supostamente inevitáveis, para garantir a famigerada “governabilidade”, ao passo que os petistas tiveram a ilusão de que poderiam governar fazendo alianças “sociais” com o topo da pirâmide, bancos, grandes empreiteiras etc., e com a base, nas periferias e “grotões”.

Na hora do tranco, ou seja, de aprovar no Congresso propostas importantes e polêmicas, o Planalto não soube administrar o pepino e inaugurou algo inédito, mesada em dinheiro, propiciada pelo cordial entendimento entre Delúbio Soares, tesoureiro do PT, e Marcos Valério, apresentado a Delúbio pelo então deputado federal petista de Minas Gerais Virgílio Guimarães, sob o olhar despreocupado de José Genoíno, presidente do partido, e muito atento de José Dirceu, capitão do time, e de Lula, o líder maior.

Outro intermediário do espúrio contubérnio foi Walfrido dos Mares Guia, vice-governador de Eduardo Azeredo, filiado ao PSB, depois ministro de Lula (Turismo e Relações Institucionais). Mares Guia caiu quando estourou o mensalão.

Mas a sintaxe dos novos tempos vividos desde junho-julho no Brasil poderá transformar a palavra cartel em palavrão (esperemos que não na forma de um horrendo “cartelão”), como aconteceu na Colômbia e no México tendo como objeto as quadrilhas de traficantes de drogas.

Aliás, existe uma faixa da vida econômica em que os diferentes cartéis (da economia formal e da economia bandida) se encontram: o mercado bancário e financeiro.

Rabello, Sabino, Tratex, Rural

Parêntese fechado, vamos ao Banco Rural. A história está um pouco mais esmiuçada em “Da Novacap ao Valerioduto I”, “Da Novacap ao Valerioduto II” e “Da Novacap ao Valerioduto III” (os textos estão datados de 2011, devido a problemas técnicos de migração de servidor; são do final de 2005 e do início de 2006; no primeiro texto, escrevi que o avô de Katia Rabello era “Sabino Corrêa Rabello”; era Jacques Corrêa Rabello, sócio de Antônio Sabino na construtora Rabello & Sabino, como aparece na entrevista de Katia, logo adiante).

Para benefício do leitor preguiçoso, eis o resumo da opereta:

1. Desde a construção de Belo Horizonte, na última década do século 19, houve acertos entre autoridades e empreiteiros de obras públicas. O vice-governador do estado, um tio-avô de Juscelino Kubitschek, o senador João Nepomuceno Kubitschek, teve papel importante na obra. Ressalte-se que os métodos pouco republicanos eram correntes, absolutamente naturalizados. O Brasil tinha virado República em 1889, mas o então presidente da Venezuela, Rojas Paul, entendeu algo diferente. “Se ha acabado la única Republica que existia en America: el Imperio del Brasil”, comentou, conta-nos Oliveira Lima na epígrafe de O Império Brasileiro (1821-1889). Sem ilusões quanto à lisura dos dirigentes imperiais: os intendentes do Exército na Guerra do Paraguai não eram meninas do Colégio Sion. Nem dos dirigentes coloniais, bem entendido.

2. O processo foi revigorado na reforma da capital mineira, em meados da década de 1940, quando Juscelino Kubitschek era prefeito nomeado (1940-45; todos os prefeitos e interventores nos estados eram nomeados). A empresa que realizou as obras da Pampulha foi a construtora de Jacques Corrêa Rabello, avô de Katia Rabello, última representante da família no mercado bancário, condenada a longa pena de prisão no processo do mensalão.

3. JK e as empreiteiras se cruzaram de novo durante seu mandato como governador eleito de Minas Gerais (1951-1955), cujo slogan foi o binômio “energia e transportes”.

4. O Banco Rural foi criado depois da construção de Brasília (comandada pela estatal Novacap, dirigida por Israel Pinheiro, filho de João Pinheiro, outro governador de Minas Gerais no início da República). O banco foi o caminho encontrado para fazer transitar o dinheiro haurido nas obras da nova capital pela empreiteira Tratex-Rural/Servix, depois apenas Tratex, herdeira da associação entre Jacques Rabello e Antônio Sabino na Rabello & Sabino. A Tratex comprou no Rio de Janeiro uma antiga carta bancária. Assim nasceu o Rural.

Os jornalões bem que poderiam dar uma sacudidela em seus departamentos de pesquisa. Os leitores seríamos servidos com histórias mais movimentadas, quebrando a caretice do noticiário hard, e também mais complexas, menos rasas, talvez um pouco assustadoras, na medida em que mostram como será longo e acidentado o caminho do combate (eterno) à corrupção. Está na hora de inverter criticamente o famoso e bovino “Rouba, mas faz”, de Ademar de Barros. “Fazem (quando fazem), mas…”
Por Mauro Malin/Observatório da Imprensa

PSDB, a geleia inodora da oposição, e as eleições de 2014

Quanto mais o tempo passa, mais me admiro com aqueles que imaginam ser a realidade política brasileira composta de partidos governistas e oposicionistas.

Nada mais ingênuo. Ou simplesmente incapacidade de ler a história dos partidos políticos na Taba dos Tupiniquins?

Tome-se, como exemplo, PT e PSDB. Nada mais siamês que tucanos emplumados e ‘vermelhinhos esquerdoides’.
Do lado da turma do PT, ‘ex-somos-contra-tudo-e-qualquer-coisa’, nenhuma surpresa.
Afinal, disse-o bem Lord Acton, “o poder corrompe, e o poder absoluto corrompe absolutamente”.

Do lado dos emplumados do bico grande, o que esperar de um partido que abriga um ex-stalinista — ex-stalinista, parece gozação de cientista político desvairado — da liliputiana dimensão de um Alberto Goldman?
A essas alturas, mirando 2014, “certo cara” deve estar rido à socapa, como diria um literato machadiano.

José Mesquita – Editor


A alma subterrânea da oposição oficial
Blog de Augusto Nunes

Divulgado no fim de dezembro pela direção do PSDB, o “balanço crítico do primeiro ano do governo Dilma Rousseff” é dividido em 13 tópicos.

Nenhum deles trata dos seis ministros que perderam o emprego por envolvimento em grossas bandalheiras.

Tem 3.226 palavras.

Corrupção não figura entre elas. Desapareceu durante a revisão do texto original redigido por Alberto Goldman.

“A presidente é tolerante com a corrupção”, constatou o ex-vice-governador de São Paulo.
“O ex-ministro Palocci, nas palavras da presidente, saiu porque quis”, exemplificou.
Tanto a constatação quanto o exemplo foram censurados por tucanos empoleirados em galhos mais altos.

Tampouco sobreviveram ao crivo dos poltrões vocacionais três adjetivos que ajudavam a retratar o desempenho do Planalto nos últimos 12 meses: “medíocre”, “amorfo” e “insípido”.

Mais respeito com a presidenta, certamente protestou algum devoto de Geraldo Alckmin.”[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A constrangedora sucessão de fracassos” fustigada por Goldman reapareceu no balanço aprovado pelos chefes do partido fantasiada de “sérios problemas em diversas áreas”.

Os censores acharam igualmente grosseiro qualificar o período de “nono ano do governo Lula”, ou registrar que Dilma age como “fantoche”.

Não se faz isso com uma dama, deve ter ponderado um discípulo de Aécio Neves.

E as duas verdades foram para o ralo.

Concebido para revelar ao Brasil a face escura dos donos do poder, o documento só serviu para escancarar a alma subalterna dos oposicionistas mais governista da história republicana.

Uns e outros vão desaparecer nos escombros da Era da Mediocridade.

Serra pede voto para Expedito Junior, Senador ficha suja do PSDB, candidato ao governo de Rondônia

Senador Expedito Junior, cassado por compra de votos, e agora candidato (prêmio?) ao governo de Rondônia.Foto:Waldemir Barreto/Ag.Senado

Brasil: da série “me engana que eu gosto!”

Nada mais volúvel e desprovido do menir resquício de ética e moral que as relações partidárias no Brasil. Em troca de palanque, votos e espaços na propaganda eleitoral, partidos e candidatos, quais  Faustos da sarjeta, dedicam-se com afinco a praticar a máxima do “fazemos qualquer negócio”.

Ali é Lula que com a desfaçatez dos amorais, pede votos para o governador que horas depois vai algemado para o camburão da Polícia Federal.

Aqui é Serra que com o despudor dos indecentes ideológicos, pede votos para um vira casacas partidário envolto num sem números de processos.
Raros são os candidatos que não tenham feito um “estágio” na cadeia como curso preparatório para chegar às urnas.
“Asinus asinum fricat”!
O Editor


Serra e Alckmin pedem votos para ‘ficha suja’ em Roraima

Candidato ao governo de Rondônia, Expedito Júnior, um cristão novo no PSDB, levou à propaganda da TV os rostos de três prototucanos.

Gravaram declarações de apoio para Expedito: José Serra, Geraldo Alckmin e Alberto Goldman.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A repórter Estelita Hass Carazzai conta, na Folha, que Serra diz no vídeo ter conhecido Expedito na Constituinte.

Brinda-o com um par de adjetivos: “inteligente” e “combativo”. Goldman chama-o de “brilhante”.

Quanto a Alckmin, pede ao eleitor rondoniense que vote em Expedito “pelo desenvolvimento de Rondônia”.

Expedito elegeu-se senador em 2006. Nessa época, vestia a camisa do PPS. No curso do mandato, transferiu-se para o PR. Em outubro de 2009, sentou praça no PSDB.

Acusado de compra de votos e abuso do poder econômico, Expedito teve o mandato passado na lâmina. Decisão do TSE.

No mês passado, o TRE-RO enquadrou-o na lei da Ficha Limpa. Casou-lhe o registro da candidatura.

Hoje, Expedito é um candidato sub judice. Faz campanha pendurado em recursos que protocolou no TSE e no STF.

Serra, Alckmin e Goldman deveriam desperdiçar um naco do final de semana com a leitura do noticiário que vem do Amapá.

Ali, candidatos apoiados por Lula –governo e Senado— fazem uma escala na cadeia antes de chegar às urnas.

O grão-tucanos talvez não se animem a pedir de volta as gravações que fizeram para Expedito. Porém…

Porém, fica entendido desde logo que, na hipótese de sumiço do sabonete, perde-se o direito de lavar as mãos.

blog Josias de Souza

Eleições 2010: Assim como Dilma, partidários de Serra também infringem a lei eleitoral

Goldman também elogia Serra em cerimônias oficiais.
Foto:José Cruz/ABr

De 6 de abril – dia em que herdou de José Serra a cadeira de governador de São Paulo— até 19 de junho, o tucano Alberto Goldman proferiu 37 discursos.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Serviu-se dos microfones em solenidades oficiais. Em 29 pronunciamentos, Goldman cuidou de injetar menções e elogios ao presidenciável do PSDB.

Ele realça nas peças o empenho de Serra à época em que era governador.

Atribui ao agora candidato a paternidade das obras que inaugura.

Numa cerimônia de assinatura de convênios, Goldman saiu-se com a seguinte frase:

“Temos uma campanha, cada um vai se definindo como acha que deve se definir…”

“…Eu tenho candidato, os nossos companheiros devem ter candidatos, espero até que seja o meu”.

Nesta quinta (15), de passagem pelo Rio, Serra criticou a utilização da estrutura do Estado com propósitos eleitorais:

“Eu penso que usar a máquina pública com objetivo eleitoral não é bom para a eleição”, disse ele, numa entrevista radiofônica.

“Não é justo do ponto de vista de valores da nossa sociedade, numa eleição em que as pessoas devem fazer seu julgamento individual”, acrescentou.

Serra evocava um par de solenidades em que Lula enaltecera a candidata oficial, Dilma Rousseff.

Na primeira, o presidente apresentara sua pupila como a responsável pelo “esforço” que resultou na abertura de licitação para o trem-bala Rio-São Paulo.

Na segunda, a pretexto de desculpar-se pelo “erro”, Lula reiterou os elogios a Dilma.

Dessa vez na presença do presidente do TSE, Ricardo Lewandowski.

Vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau enxergou no primeiro discurso de Lula indício de malfeito:

“É absolutamente proibido, nessa época do ano, que, em inaugurações, se faça propaganda para um candidato. Isso é uso da máquina pública”.

O segundo discurso de Lula foi visto por Sandra Cureau como “agravante” do anterior. Ela deve protocolar nova representação contra o presidente no TSE.

Em São Paulo, Goldman imita Lula até na desculpa. Procurado, o sucessor de Serra manifestou-se por meio de nota:

No texto, a assessoria do governador anotou que as menções a Serra “foram feitas em contexto específico, durante eventos administrativos…”

“…São registros históricos de que obras, projetos, ações ou serviços entregues por ele […] foram efetivamente iniciados durante a gestão de […] José Serra”.

Foi, precisamente, o que disse Lula em Brasília. O projeto do trem-bala fora impulsionado pela ex-ministra Dilma.

As mesmas razões que inquietam a procuradora Sandra Cureau na cena brasiliense podem -ou deveriam- levar inquietude ao Ministério Público Federal de São Paulo.

blog Josias de Souza

Eleições 2010: Serra utiliza estrutura do Estado após deixar o cargo. Igualzinho à dona Dilma

Os Tupiniquins ficamos curiosos, e ansiosos, para ouvirmos as explicações dos tucanos. Será que virão com o manjado argumento da contemporização tipo: “ah, isso é coisinha. Sujeira grande quem faz mesmo é o PT!” Assim, fica difícil se dar lição de moral aos adversários.

Por outro lado, Dona Dilma usa esse tipo de nepotismo explícito também. É no mínimo estranho que a empresa contratada pelo PT para fazer a segurança da pré-candidata do partido à Presidência, a CR5 Brasil Segurança, de São Paulo, tenha recebido R$ 3,1 milhões de órgãos do governo federal entre 2008 e 2009. Né não?

A conta? Ora, ora, ora, abestados caras pálidas, pagamos ‘nosotros’!

O editor


Seguranças e motorista aguardam defronte da casa de José Serra
FotoFoto: Eduardo Knapp/Folha

José Serra transmitiu o governo de São Paulo ao seu vice, Alberto Goldman, no dia 6 de abril. Foi à campanha.

O ex-governador desfila sua candidatura pelo país. De 14 de abril até a última sexta (15), já havia realizado 15 viagens. Visitara, no total, dez Estados.

Pois bem, 40 dias depois de se despedir do Palácio dos Bandeirantes, o candidato utiliza em eventos de campanha estrutura provida pelo Estado.

Serra dispõe de agentes de segurança pagos pelo contribuinte. Acompanham-no inclusive nas viagens.

Os gastos com combustível e celular da equipe de guarda-costas correm por conta da Viúva estadual.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Há mais: Em São Paulo, o candidato e parte de seu staff vêm utilizando carros oficiais para se deslocar a eventos de cunho eleitoral.

Não é só: contratados para a campanha, ex-servidores da secretaria de Comunicação do governo manuseiam celulares com os mesmos números de antes.

Deve-se o lote de revelações a um par de repórteres: Catia Seabra e Breno Costa. As informações constam de notícia que a dupla levou às páginas da Folha.

Instado a se manifestar, o governo do Estado alegou que não há nos achados nada que de irregular. Por meio de nota, informou-se:

1. Decreto editado em março de 2004 (48.526) obriga o Estado a prover segurança “de ex-dignitários e familiares no período de duração do mandato subsequente”.

2. Quantos são os agentes destacados para fazer a segurança do ex-governador? O decreto não especifica. E o governo não informa.

3. Alega-se que o segredo visa resguardar a atividade da segurança.

4. Em 2006, ao trocar o governo pela candidatura presidencial, o tucano Geraldo Alckmin servia-se de dois agentes. E se movia em carro próprio. Uma Parati.

5. Na última quarta-feira (12), os repórteres testemunharam a presença de 12 agentes de segurança do Estado na casa de Serra, em São Paulo.

6. Sobre os ex-servidores deslocados para a campanha, informou-se que já não integram a folha do governo.

7. E quanto aos celulares? “A devolução de telefones celulares […] é sempre solicitada” no ato do “desligamento…”

8. Abre-se, porém, “a possibilidade de conservar o número, para o melhor desempenho de funções, em especial junto à imprensa”.

9. A nota esclarece: “Eventuais despesas residuais ou remanescentes (em contas telefônicas) são sempre adequadamente apuradas e recompostas ao orçamento da Secom”.

10. Em esclarecimentos adicionais, o PSDB informou que, noves fora a segurança estatal, saem de suas arcas as verbas que bancam a pré-campanha de Serra.

11. Incluem do aluguel de jatinho e imóveis à contratação da empresa GW, que tem como sócio o marqueteiro de Serra, Luiz Gonzalez.

Ainda que o governo se escore num decreto, parece estranho, para dizer o mínimo, que Serra, agora candidato, cruze o mapa do país com escolta oficial.

Catia Seabra e Breno Costa/Folha/blog Josias de Souza