Rita: A assitente virtual desenvolvida pela Rússia para auxiliar pilotos do novo caça MiG-35

Uma aeronave MiG-35 exibida no fórum econômico Rússia-África na cidade de Sochi em 24 de outubro de 2019.

Foto Ilyá Pitaliov / Sputnik

“Rita fala com uma voz calma e agradável, mesmo que acenda um incêndio no motor do avião”, elogiou um piloto de teste envolvido no projeto.

Na Rússia, está sendo desenvolvido um “sistema especialista que ajudará o piloto em muitas situações”, disse o piloto de teste do consórcio aeronáutico MiG Dmitri Selivánov, em entrevista à RIA Novosti.

O novo avião de combate MiG-35 já possui um comunicador de voz, informou o aviador. “Nós a chamamos de Rita”, acrescentou ele, e essa voz feminina “fala agradável, calma, mesmo que ocorra um incêndio no motor”, mas “nem sempre fala, só oferece conselhos se o avião estiver se aproximando de certos limites”. A presença também é mantida durante o combate, disse Selivánov.

De acordo com a experiência que o aviador compartilhou com a agência de notícias, no novo caça “tudo visa ajudar o piloto”, que em uma situação crítica pode receber conselhos sobre a melhor maneira de agir.

O caça multiuso MiG-35 é um avião leve pertencente à geração 4 ++, que foi projetado para substituir aeronaves MiG-29 na Força Aérea Russa. A aeronave tem uma faixa de ação de 3.000 quilômetros e seus dois motores de empuxo vetoriais permitem atingir velocidades supersônicas de até 2.400 quilômetros por hora.

Há um ano, as Forças Armadas russas receberam suas duas primeiras aeronaves deste novo modelo.

Os criadores do avançado caça russo MiG-35 patenteiam seu sistema de pouso automático.

Um caça MiG-35 multiuso no campo de teste da planta aeronáutica de Voronin na região de Jujovitsi, província de Moscou.
Kiril Kalinikov / Sputnik

Os engenheiros da empresa russa MiG já receberam a patente por seu sistema de aterrissagem em modo automático, o que é muito importante para reduzir o tempo de descida e o desempenho em condições climáticas difíceis.

Os avançados caças MiG-35 russos poderão pousar no modo não tripulado e a tecnologia para isso já foi desenvolvida e patenteada, relata a RIA Novosti, referindo-se ao serviço de imprensa da empresa MiG que faz parte da Unified Aeronautical Corporation of Russia.

O novo sistema digital consiste em vários blocos inovadores, aumenta a segurança do piloto em condições climáticas adversas, permite que o piloto entre na trajetória de vôo e continue descendo até a altitude de visibilidade no solo.

Segundo o CEO da empresa, Iliá Tarasenko, o sistema está planejado para ser instalado em aeronaves modernas da marca MiG. Além do MiG-35, esses sistemas seriam recebidos pelos caças MiG-29M / M2.

Os benefícios do novo sistema já foram confirmados em vôos de teste, disse o MiG.

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Agência polonesa tem acesso a gravações de assistente virtual Alexa

Comandos verbais de usuários alemães de Alexa, da Amazon, vão parar na Polônia para transcrição não supervisionada. Escândalo recente revelou que assistente Siri, da Apple, faz gravações, por exemplo, durante o sexo.    

Aparelhos da linha Echo, da Amazon, distribuídos sobre mesa de madeiraLinha Echo da Amazon inclui assistente virtual Alexa: quadrilha de espiões dentro de casa?

A multinacional americana Amazon admitiu que emprega funcionários temporários, em parte trabalhando de casa, para transcrever manualmente os comandos verbais dados a sua assistente virtual, Alexa.

A admissão veio em resposta a revelações do semanário alemão Welt am Sonntag, de que empregados contratados por uma agência na Polônia tinham permissão para escutar as gravações vocais de usuários alemães de Alexa.

Essa revelação agrava as atuais preocupações sobre privacidade, em meio à popularidade crescente de recursos interativos permitindo o uso de instruções verbais para aparelhos reproduzirem música, acenderem luzes ou consultarem as notícias ou a meteorologia.

Revelações anteriores mostraram que os assistentes virtuais podem ser involuntariamente ativados para gravar conversas. No fim de julho, o jornal inglês The Guardian noticiou que funcionários trabalhando no assistente virtual da Apple, Siri, escutavam mais do que as instruções dos usuários, tendo acompanhado eventos como negócios com drogas ou relações sexuais. Entre os “sinais-gatilho” programados estavam, por exemplo, o som de um zíper.

O artigo do Welt revela agora que os comandos vocais dos usuários alemães de Alexa não são escutados apenas por funcionários da Amazon, mas também por indivíduos contratados pela agência Randstad, na Polônia. O fato de eles poderem trabalhar de casa ou em trânsito, potencialmente abre a possibilidade de que as informações pessoais dos usuários sejam copiadas ou partilhadas, sem qualquer instância de controle.

Embora a Amazon assegure que apenas seu quadro de confiança tem acesso às gravações, os anúncios de emprego da Randstad ofereciam a candidatos com excelentes conhecimentos de alemão a promessa de “trabalhar de todo o país”, após treinamento na sucursal da Amazon em Gdansk.

Embora admitindo que transcrições de áudio podem ser realizadas de casa, a gigante do comércio eletrônico insistiu haver “medidas e diretrizes estritas de segurança, que todo empregado deve respeitar”. Trabalhar em locais públicos, por exemplo, seria proibido.

Segundo confirmou um contratado da agência polonesa ao periódico alemão, era possível escutarem-se, nos áudios transmitidos, nomes e locais que potencialmente permitiriam a identificação dos usuários de Alexa.

Brasil – Da série “oba & ai”

Obá!
A merenda servida, pela Prefeitura de Fortaleza nas escolas municipais, ganha reconhecimento de excelência de organismos internacionais.

Ai!
Total ausência, omissão, incompetência dos setores de engenharia de tráfego no gerenciamento do caos na Praça Portugal, onde a travessia de pedestres vira roleta russa.