O encontro de comparsas

Autoridades que se reúnem a portas fechadas, quando dizem estar tratando de interesses públicos, dificilmente evitam de deixar no ar o odor das suspeitas.

O precavido, e suspeito, afastamento da imprensa é prenúncio de algum tipo de assunto não confessável.
O Editor


Blog de Augusto Nunes

“Não autorizei as imagens!”, perturbou-se o presidente do Senado ao topar com o repórter e o fotógrafo do Estadão na porta do seu gabinete.

“Foi um encontro para tratar de assuntos do interesse do tribunal”, perturbou-se também o vice-presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal quando o jornalista quis saber o tema da reunião.

Por que tanta cautela em torno de uma audiência de rotina entre autoridades do Judiciário e do Legislativo?

Porque a dupla pilhada em flagrante nesta quinta-freira não é formada por pessoas jurídicas.

O encontro juntou mais uma vez os amigos, compadres e cúmplices José Sarney e Dácio Vieira.

O chefe da Famiglia e o Juiz do Sarney.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O que andam tramando?

Na mais branda das hipóteses, discutiram se devem ou não comemorar o segundo aniversário da censura imposta ao Estadão em 31 de julho de 2009 pelo desembargador Dácio Vieira.

Pago pelos contribuintes para fazer justiça, nomeou-se censor da imprensa brasileira e proibiu o Estadão de divulgar informações sobre bandalheiras protagonizadas por Fernando Sarney.

A violência acaba de completar 623 dias.

O advogado Dácio Vieira chegou ao tribunal pelo atalho do “quinto constitucional”, que levou um consultor jurídico do Senado ao emprego de desembargador.

Parceiro de Agaciel Maia e Renan Calheiros, percorreu a trilha desbastada pelo benfeitor José Sarney.

Esses defeitos de fabricação explicam tanto a decisão temerária quanto o argumento atrevido que evocou para socorrer o protetor em apuros.

Dácio alegou que são coisas privadas, e não assunto público, as obscenas conversas telefônicas que comprovam o desvio de dinheiro público para empresas privadas.

“Acho que está demorando demais”, balbuciou ao comentar a longevidade da infâmia.

“Para mim, é um assunto encerrado”.

Para a resistência democrática, mal começou.

E só terminará quando a liberdade de imprensa estiver definitivamente livre de ameaças e for revogada a impunidade dos delinquentes cinco estrelas.

Mesmo que sejam senadores. Mesmo que sejam juízes.

Sarney dobra salário de acessor que é autor de blog

Conforme eu já havia comentado em posts anteriores, o censor chefe José Sarney mantém uma tropa de choque para atuar a seus (dele) favor. É um direito de expressão que ele cerceia a outros, como no caso da censura ao Estado de São Paulo que já vigora a quase 2 meses.

O editor

Sarney dobra salário de assessor blogueiro

Depois de se referir aos senadores que faziam oposição a Sarney como ‘patetas’ e ‘vermes golpistas’, assessor, que tinha salário de R$ 3,4 mil, recebeu aumento e agora vai ganhar R$ 7,4 mil

No auge da crise do Senado, o blogueiro Said Dib se referia aos senadores que faziam oposição ao presidente José Sarney (PMDB-AP) como “patetas” e “vermes golpistas”. Na época, ele era assessor de Sarney na Presidência da Casa com salário de R$ 3,4 mil. Passada a turbulência, com Sarney livre dos processos por quebra de decoro no Conselho de Ética, Dib teve seu salário mais do que duplicado: um despacho de Sarney, publicado ontem, elevou o salário do blogueiro para R$ 7,4 mil.

Dib, que se diz “assessor de imprensa de Sarney”, classifica, em seu blog pessoal na internet, parlamentares como Arthur Virgílio (PSDB-AM) e José Nery (PSDB-PA) de “vermes golpistas”. Na última quarta-feira, 16, repetiu as acusações. “Quero que eles me processem. São vermes porque estão contra a instituição Senado”. No blog, ele chama o senador Renato Casagrande (PSB-ES) de “pateta”. “É uma pateta mesmo, oportunista”, afirmou.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]A estratégia de Sarney para promover Barbosa foi transferi-lo da Presidência do Senado para o Órgão Central de Execução e Coordenação, vinculado à Diretoria-Geral. É um setor que abrigou – por meio de atos secretos – apadrinhados de senadores e do ex-diretor-geral Agaciel Maia.

Dib é funcionário da Presidência do Senado desde 1º de fevereiro de 2003, quando Sarney assumiu o comando da Casa pela segunda vez. Segundo os registros eletrônicos do sistema de publicação, ele sempre foi lotado na presidência, inclusive no período de outros presidentes, como Renan Calheiros (PMDB-AL) e Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN).

Segundo funcionários, Dib nunca apareceu para trabalhar na presidência e, se mantiver as tarefas que vem exercendo a serviço de Sarney, não deve cumprir expediente na diretoria-geral. Além do blog pessoal, Dib cuida do site Amapá no Congresso, produzido diretamente do gabinete do Sarney com o objetivo de divulgar as atividades parlamentares do senador.

O servidor nega que a promoção salarial tenha ligação com a defesa ferrenha que vem fazendo do patrão. Ele considera baixo o salário que recebia até hoje, de R$ 3,4 mil. “Até quem vive de entregar coisas no Senado ganha isso”, disse. Na opinião dele, os ataques aos senadores não conflitam com seu cargo de funcionário da Casa. “Sou um cidadão, é algo particular, para me manifestar. O presidente Sarney é inocente de tudo.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Eleições 2010: PSDB lança mega portal na internet pra briga cibernética eleitoral

Segundo os idealizadores emplumados o portal funcionará nos molde da wikipedia. Resta aguardar o que os bicudos tucanos colocarão nos verbetes Yeda Crucius e empréstimos do Agaciuel Maia pro Arthur Virgílio, bem como acordão no conselhinho de (a)ética do senadinho.

O editor

Partido investe em novo site como ferramenta essencial para 2010

Antes do início da batalha nas urnas, a eleição presidencial de 2010 já movimenta um verdadeiro exército de militantes petistas e tucanos, que decidiram trocar a panfletagem nas ruas pela internet. A disseminação das redes sociais e o crescimento do número de internautas no País, hoje em torno dos 65 milhões, tornam a grande rede uma ferramenta essencial na elaboração das estratégias de campanha para as eleições. Para não perder terreno nessa batalha, o PSDB lançou ontem um megaportal (www.tucano.org.br), com conteúdo em texto, áudio e vídeo, espaço para chats e links para a página do partido em redes sociais, como Orkut, Twitter e Facebook.

“Precisamos reunir o nosso exército para enfrentar este novo momento virtual e o tucano.org.br será a porta de entrada dos nossos militantes”, afirma César Gontijo, secretário-geral da Executiva Estadual do PSDB de São Paulo e um dos idealizadores do novo portal. Na avaliação do Gontijo, o PT saiu na frente no que ele classifica de “guerra cibernética contra os tucanos”. Ele cita, por exemplo, que se for feita uma busca no YouTube com os nomes de Dilma Rousseff (PT) e de José Serra (PSDB), pré-candidatos ao Palácio do Planalto, os primeiros resultados dos vídeos da petista são altamente positivos e favoráveis. E com Serra ocorre o inverso, com vídeos desfavoráveis e negativos. “Nossa ação não será de ataque ou revide, mas sim propositiva”, informa o secretário-geral..

[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]Gontijo diz que o novo portal não foi criado apenas com o foco nas eleições 2010. “Estamos acompanhando uma tendência natural de interatividade e queremos também melhorar um dos grandes desafios do partido, que é a comunicação.” Ele reconhece, porém, a força que essa ferramenta terá na próxima eleição, ao propiciar aos militantes e simpatizantes um instrumento para a troca de ideias, e ao partido, um canal para a disseminação de sua plataforma.

O novo portal trará também a “tucanopédia”, que funcionará da mesma forma que a enciclopédia virtual Wikipédia e exibirá o perfil dos filiados – são cerca de 150 mil no Estado – e a TV Tucana, que estreia no dia 31 com pronunciamentos do presidente nacional da legenda, Sérgio Guerra, e do presidente paulista, Mendes Thame.

O portal é iniciativa do PSDB paulista, mas a ideia é que seja criada uma rede nacional, com a interação dos outros diretórios da sigla. O partido não informou o custo com o portal.

Elizabeth Lopes e Carolina Freitas – Estadão

Senado de Sarney, Mercadante e Arthur Virgílio, é uma casa de Zumbis

Casa de Zumbis

Na Presidência, José Sarney não tem condições de presidir sessão nenhuma, arrastando os pés tristemente do gabinete ao plenário sob uma nuvem de ostracismo. Sua voz e sua mão nunca mais vão parar de tremer na tribuna.

Na liderança do PT, Aloizio Mercadante é um fantasma dele mesmo, numa função fantasma. Líder de uma bancada subjugada pelo Planalto e que se desfez em pedaços e em intrigas, ele não fala mais para seus pares petistas, nem para a base aliada, nem para a oposição.

Na liderança do PSDB, o principal partido da oposição, Arthur Virgílio engaveta os seus discursos irados e recheados de um certo lustre intelectual para conviver hoje, amanhã e sempre com o depósito feito por Agaciel Maia para pagar hotel em Paris e com os milhares de reais que saíram do público para financiar o estudo privado de um amigo assessor.

Sarney, Mercadante e Virgílio são zumbis de um Senado zumbi. E não só do Senado, mas da política.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Sarney, o veterano de fala mansa e conversa agradável, não teve mais condições de eleger a filha Roseana ao governo do Maranhão e levou um suadouro de uma delegada negra e estreante nas eleições no Amapá.

Enfraquecido em seus três feudos — o Maranhão, o Amapá e o Senado —, vai se agarrar desesperadamente a Lula, ao preço da aliança formal do PMDB com Dilma.

Mercadante, que se regozijava com a condição de senador mais votado do país, hoje já não dá para o gasto. Vêm aí as eleições para o governo de São Paulo, mas ninguém fala no nome do senador mais votado do Estado. Aliás, como veio o governo “do amigo” Lula, mas ninguém falou no seu grande assessor econômico para a Fazenda.

Eliane Catanhede – Folha de S. Paulo

Lula: governo, decisões e pré-sal

As decisões de Lula
por Kennedy Alencar – Folha de S.Paulo

A 15 meses do final de um período de oito anos de governo, é algo temerário fazer um juízo definitivo sobre a Presidência de Luiz Inácio Lula da Silva. Ainda falta um bom tempo para o jogo acabar. Mas é possível arriscar algumas avaliações sobre o conjunto da obra. Afinal, o próprio Lula antecipou o debate sobre a sua sucessão.

O petista faz um bom governo. Estão aí as pesquisas de popularidade que mostram o juízo da população. Mas, como Fernando Henrique Cardoso, que também fez uma boa administração, Lula deverá deixar um sentimento de que poderia ter realizado mais.

Tomou grandes e acertadas decisões como presidente, mas cometeu um enorme erro.

Foi mérito do presidente peitar o bombardeio do PT ao choque de austeridade econômica de 2003, atitude sem a qual teria seguido um caminho argentino, com todo respeito aos hermanos. Antonio Palocci Filho teve papel fundamental naquele início de governo, reiterando a Lula, nos momentos de dúvida, que a trilha era aquela. Hoje, quando o Brasil enfrenta razoavelmente bem os efeitos de uma crise econômica internacional, é justo dizer que o rigor fiscal e monetário do início do governo tem muito a ver com a solidez atual do país.

Lula também teve a inteligência de ousar mais na área social, massificando programas que, no governo tucano, eram mais restritos. Essa decisão ajudou a expandir o mercado interno, tornando-o um dos motores principais de nossa economia. Apesar dos juros altos da era lulista, a insistência na ampliação do crédito consignado fortaleceu o mercado interno.

O petista cedeu ao conservadorismo do Banco Central. Mas auxiliares dizem que, se não fossem as broncas internas de Lula, a taxa básica brasileira ainda estaria próxima da Lua. O excesso de cautela na política monetária teve um face boa: não deixar a inflação virar novamente um dos grandes problemas do país.

Na política, Lula errou bastante. E continua errando. No primeiro mandato, não deu bola para o Congresso, esnobou uma ala do PMDB e colheu o mensalão que quase o derrubou. Traumatizado pela crise de 2005, fez o contrário no segundo mandato. Superestimou a necessidade de alianças políticas e fez gostosamente o toma-lá-dá-cá com sua base de apoio no Congresso Nacional.

No presidencialismo meio parlamentarista do Brasil, é óbvia a necessidade de alianças políticas. O presidente se elege com maioria dos votos, mas o seu partido não tem maioria no Congresso. No entanto, não é papel do presidente relativizar a má conduta de aliados. Melhor ficar quieto em algumas situações.

Na atual crise do Senado, está claro o ingrediente político. A oposição deseja quebrar a aliança PT-PMDB. É a mesma luta política exercida ao limite quando o PT estava na oposição. Não se pede que Lula ignore isso. Mas não foi a luta política quem colocou Agaciel Maia no comando do Senado, semente de um coronelismo atrasado que prosperou numa burocracia já bastante corporativista.

A marca de certa condescendência com a corrupção ficará inscrita na fotografia histórica do governo Lula, apesar de ele ter nomeado para a Procuradoria Geral da República os mais votados na lista do Ministério Público.

O procurador-geral é a única autoridade que pode abrir investigação judicial contra o presidente da República. FHC nomeou aquele que ficou conhecido como engavetador-geral da República, Geraldo Brindeiro. No entanto, o tucano tinha a inteligência de não passar, publicamente, a mão na cabeça dos que caíram no limbo ao longo de seu governo por suspeita de irregularidade ou corrupção.

Lula tem agora uma grande decisão a tomar: a fatia da riqueza do pré-sal que ficará com a União. Ou seja, como propriedade de todos os brasileiros. Corretamente, o petista quer que a União fique com pelo menos 80% do óleo cru extraído dos campos do pré-sal de menor risco e maior lucratividade.

Para isso, não pretende fixar um percentual na lei para modelo de partilha com as empresas petrolíferas que vão explorar os campos. Quer fixar, caso a caso, após análise do órgão de assessoramento do presidente no qual o governo tem maioria. Trocando em miúdos: a decisão final seria do presidente de plantão. Justo. Ele é a pessoa que recebe o voto da maioria dos brasileiros a cada quatro anos para tocar o país.

A Petrobras e as empresas privadas querem mais do 20% do filé do pré-sal. A Petrobras finca o pé numa participação mínima de 30%. Algo raro em outros países que descobriram riquezas semelhantes ao pré-sal brasileiro.

O Congresso Nacional vai debater a proposta de nova Lei do Petróleo que será enviada ao Congresso. Poderosos lobbies vão agir. A Petrobras é a maior empresa da América Latina. Tem as suas armas para convencer deputados e senadores. Companhias privadas de petróleo costumam ter bala na agulha para persuadir congressistas.

Do capital total da Petrobras, 60% pertencem a investidores privados. A União tem a maioria das ações com direito a voto, mas apenas 40% do capital total. Não parece justo transferir à empresa de capital misto um percentual tão elevado do pré-sal.

Se a Petrobras ficar com 30% do pré-sal, 18 pontos percentuais irão para mãos privadas. Se a estatal obtiver 20%, serão 12 pontos percentuais de uma imensa riqueza. Parece que já está de bom tamanho. Lula está certo ao insistir numa participação maior da União. Convém ficar atento ao debate futuro no Congresso. Fixar um percentual em lei lesará a atual e as futuras gerações de brasileiros.

Kennedy Alencar – Folha de S.Paulo

Paulo Duque: ‘denúncias contra Arthur Virgílio são consistentes’

Brasil: da série “só dói quando eu rio!”

Pois não é Tupiniquins, que o vassalo presidente do conselho de ética do senado, suplente do suplente de senador Paulo Duque saiu-se com essa?
Sua (dele) ex-celência disse “considerar a representação contra o líder do PSDB, senador Artur Virgílio (AM), mais ‘consistente’ do que as ações protocoladas no contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP).

Políticos Senador Suplente Paulo Duque PMDB

Abaixo as acusações contra Arthur Virgílio que proporcionaram representação contra o tucano no conselho de ética:

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Acusado de nomear o seu (dele) ‘personal trainer’ como funcionário do Senado

Permitir que um assessor morasse na Espanha, fazendo curso de teatro, recebendo salários, inclusive horas extras, do Senado.

Virgílio nomeou um personal trainer, Oswaldo Alves, de Manaus, pago pela Casa, para orientar sua atividade individual.

O líder do PSDB Arthur Virgílio (AM) ainda enfrentará mais três acusações no Conselho de Ética da Casa.

O PMDB pede para que sejam investigados o repasse de US$ 10 mil a Arthur Virgílio pelo ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia, quando o senador fazia uma viagem a Paris; e as “indenizações de saúde” – ressarcimento por tratamento de saúde pago pelo parlamentar – relativos ao caso da mãe de Virgílio, falecida em 2006, que pode atingir o valor de mais de R$ 780 mil.

A representação do PMDB também pede cópia da ficha financeira completa de Carlos Alberto Nina Neto, o aspone que viveu na Espanha pago pelo Senado, demanda o valor total do ressarcimento pagos pela Casa ao senador tucano pelos serviços de saúde, e ainda exige cópias da declaração de imposto de renda de Arthur Virgílio nos últimos cinco anos.

Todo o conteúdo da representação do PMDB foi lida pelo líder do partido, Renan Calheiros, nesta tarde, na tribuna de honra do Senado. A atitude resultou em um bate-boca entre Calheiros e o coronel Tasso Jereissati, o que forçou o presidente José Sarney a suspender a sessão para que os ânimos fossem acalmados.

Sarney, o esquecido

Senador José Sarney no casamento, foi um dos padrinhos,
da filha de Agaciel  Maia com Rodrigo Cruz

Sarney no Casamento de Rodrigo Cruz com a filha de Agaciel Maia

Com a costumeira desfaçatez e a cara de pau que o mantém como senhor feudal do infelicitado Maranhão, sua (dele) ex-celência, o inefável Zé Sarney, negou ontem em discurso na tribuna do senado que conhecesse Rodrigo Cruz.

Como os Tupiniquins podem comprovar aí na foto, o referido cidadão é o guapo mancebo que aparece aí ao lado da esfusiante noiva. Sarney foi o padrinho de casamento do “desconhecido” com a filha do ex diretor geral do senado, nomeado por Sarney, Agaciel Maia.

Arthur Virgílio pede investigação sobre desembargador do Distrito Federal

Contra a censura. Sempre! Antes que Cháves.

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), protocolou hoje (3) um pedido de sindicância do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra o desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF).

Ele impediu a publicação de reportagens que contenham informações resultantes da Operação Boi Barrica, da Polícia Federal, pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. A investigação investiga quatro supostos crimes atribuídos ao empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Na denúncia, o tucano afirma que uma ligação pessoal do desembargador com Sarney e o ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia torna irregular sua atuação no caso.

Para Virgílio, o interesse público sobre os fatos justificam a publicação das matérias, mesmo que ocorra dano moral.

O presidente do Senado negou, por meio de nota divulgada nesta segunda, que pediu para o TJ-DF proibir o jornal de veicular gravações da PF que envolvem o seu filho.

Renan Calheiros: PMDB representará contra Arthur Virgílio no conselho de ética do senado

Brasil: da série: “Só dói quando eu rio!

Sei não, Tupiniquins. Vocês já imaginaram algum dia que iriam assistir Renan Calheiros falando em ética, e ainda por cima escudado por “elle”? Isso mesmo. Fernando Collor. Tremei! O boiadeiro e o dono daquilo roxo, paladinos da ética e samurais do Sarney? E mais. Com os olhos injetados de ódio, e destilando fel pelos cantos da boca hirta, Collor fez, pasmem!, veemente e apaixonada defesa de Lula, e atacou o senador Pedro Simon, que falava da tribuna do senado pedindo a renúncia do soba censor do Maranhão.

Recapitulando. Navegando na sarjeta, na mesma barca ‘ética’, Renan Calheiros, Zé Sarney e Fernando Collor. Esse, fazendo declaração de paixão explícita pelo apedeuta do agreste. Completando a ópera bufa, a descabela intervenção do suplente beócio, argh!, Wellington Salgado, e balbucios nefelibatas do decrépito senador Epitácio Cafeteira.

O que esperar de um governo defenddio por Calheiros, Collor e Wellington Salgado?

Já estou antevendo a cena pra 2010. Sarney, Collor e Calheiros na coordenação da campanha da “cunpaeira” Dilma.

Tem alguma coisa fora de ordem.

O editor


PMDB apresenta nesta semana representação contra líder do PSDB, diz Renan Calheiros

BRASÍLIA – Apesar de ser uma decisão tomada pela bancada do PMDB, o líder do partido, senador Renan Calheiros (AL), afirmou nesta segunda-feira que a representação ao Conselho de Ética contra o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), será protocolada “no decorrer da semana”. Segundo ele, é necessário aguardar a presença em Brasília dos parlamentares que começam a chegar após o recesso parlamentar.

O texto da representação já está pronto e deve cobrar a apuração de três fatos que envolvem o líder tucano: o pagamento de salário a um funcionário do seu gabinete enquanto ele fazia um curso no exterior; a legalidade do ressarcimento financeiro pelo Senado dos gastos da mãe do parlamentar com tratamento de saúde; e o socorro financeiro de cerca de US$ 10 mil concedido pelo ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia ao tucano durante viagem ao exterior.

Calheiros reafirmou que a iniciativa de representar contra Virgílio decorre do fato dele praticamente ter forçado o PSDB a representar contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no Conselho de Ética:

– O problema é que o Arthur Virgílio levou o PSDB a tomar uma atitude e, diante disso, não poderíamos agir diferente.

O peemedebista negou que a iniciativa represente qualquer senha para intimidar outros senadores que defendem o afastamento do presidente da Casa.

– Não é do meu feitio telefonar para chantagear ou pressionar ninguém – disse Renan Calheiros.

Essa hipótese foi levantada por Virgílio. O tucano acredita que possa estar sendo “usado” pelo líder do PMDB para intimidar outros parlamentares. Ele afirmou que não renunciará ao mandato mesmo que a representação siga adiante e um eventual pedido de cassação de seu mandato seja votado em plenário.

– Não renuncio. Não há hipótese. Largo a política se eles (PMDB) tiverem força para isso tudo. Talvez estejam me usando para intimidar terceiros e quartos (senadores), mas não me intimidarão, continuarei a fazer denúncias – declarou Virgílio.

O Globo

Arthur Virgílio e a ética em 4 vezes sem juros

Com a matéria abaixo reproduzida, os Tupiniquins percebemos que realmente “não tem virgem na zona”, como pregava Nelson Rodrigues. Às suas (deles) ex-celências falta o mínimo de discernimento sobre o que é lícito e o que não é lícito além da mais comezinha noção sobre o que é ético.

Quando um país tem um parlamento no qual Renan Calheiros e Wellington Salgado representam contra alguém no Conselho de Ética, decididamente algo está fora de ordem.

O editor

Por Claudio Dantas Sequeira – Isto É

Como o caçador que um dia vira caça, o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), um dos parlamentares que mais pressionam pela saída de José Sarney (PMDB-AP) da presidência do Senado, pode acabar ao lado do coronel maranhense no banco dos réus do Conselho de Ética, também sob a acusação de quebra de decoro parlamentar. Na quarta-feira 29, depois de consultas à liderança da sigla na Câmara, o senador e líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), resolveu representar contra o tucano:

Senador Arthur Virgílio

“O PMDB já decidiu e o levará ao Conselho de Ética. É uma questão de reciprocidade”, disse o peemedebista. Virgílio será a primeira vítima do PMDB, mas provavelmente não será a única. “A lista é grande”, segundo o senador Wellington Salgado (PMDB-MG). No alvo estão os tucanos Tasso Jereissati (CE) e Mário Couto (PA), que usaram dinheiro de sua cota de passagens aéreas para fretar jatinhos. “Isso é coisa de máfia, é a Camorra”, ataca Virgílio.

O tucano, que protocolou com o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) mais dois pedidos de investigação contra Sarney, pode ter o mandato cassado por quebra de decoro pelo fato de ter empregado funcionário fantasma no gabinete e contraído empréstimo de US$ 10 mil do ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia, durante viagem de lazer a Paris em 2005. O fato foi revelado por ISTOÉ. Em discurso na tribuna, o tucano disse que foram R$ 10 mil, mas confessou os crimes passíveis de punição pelo Código de Ética. “Não ganhei nada com isso. Foi uma imbecilidade”, afirmou Virgílio.

Para tentar expurgar seus pecados, o senador começou a devolver aos cofres públicos os R$ 210.696,58 pagos indevidamente ao ex-servidor Carlos Alberto Nina Neto, que é filho de seu amigo e subchefe de gabinete, Carlos Homero Nina, e passou dois anos no Exterior à custa do erário. “Já paguei R$ 60.696,58 e acertei pagar outras três parcelas de R$ 50 mil. Tive que vender um terreno da família e usar o dinheiro da poupança.”

A dívida, porém, será paga em quatro vezes sem juros, pois o cálculo da Câmara inclui os salários e as despesas com Imposto de Renda e Previdência, sem correção. O pagamento pode ter vindo tarde. “Ele cometeu irregularidades e as confirmou em plenário. As provas contra ele são inequívocas”, disse Renan a interlocutores. Quanto ao empréstimo de Agaciel, Virgílio diz que foi pago na época, mas o ex-diretor nega.

A decisão de fazer a representação contra Virgílio foi tomada na segunda-feira 27, depois de uma conversa de Calheiros com o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE). No encontro, Guerra alegou não haver mais ambiente para recuar sobre Sarney. No dia seguinte, a bancada tucana entrou com três representações contra o presidente do Senado, pedindo que sejam apuradas as suspeitas de desvios na Fundação Sarney, o envolvimento de um de seus netos nas operações de crédito consignado na Casa e a nomeação de parentes por ato secreto. Foi então que o PMDB resolveu devolver na mesma moeda. Os peemedebistas dizem que a guerra está apenas começando.

blog imirante do Décio Sá