Os interiores cósmicos da arquiteta soviética Galina Balachova

Em junho de 2015, o Museu Alemão de Arquitetura (Deutsches Architekturmuseum), em Frankfurt, apresentou uma exposição dedicada a uma arquiteta russa. Suas obras, porém, não podem ser encontradas pelas ruas de quaisquer cidades.

Aos 88 anos, na atualidade, Galina Balachova mora na Rússia. Mas, nos últimos anos, suas principais exposições foram organizadas na Alemanha, e pouquíssimas se realizaram em sua terra natal, a Rússia, onde seu trabalho ainda é pouco conhecido.

Galina era uma arquiteta soviética secreta, e foi uma das primeiras no mundo a projetar interiores de espaçonaves. / Galina Balachova em um modelo de nave espacial.

Na exposição “Design para o programa espacial soviético”, no Museu Alemão de Arquitetura, por exemplo, o foco foram as obras de Galina. Foram expostos modelos de naves espaciais, fotos, esboços, rascunhos e desenhos em aquarela.

Galina trabalhou na concepção de interiores de naves soviéticas fazendo todos os cálculos técnicos sem se basear nas obras de seus predecessores. / Projeto da estação espacial Mir.

As obras de Galina foram impressas em uma monografia intitulada “Galina Balachova: Arquiteta do Programa Espacial Soviético”. Entre elas, há planos e desenhos de engenharia para as cápsulas Soiuz e as estações espaciais Saliut e Mir. / Esboço de um módulo habitável para a nave Soiuz-M.

Projeto da espaçonave Soiuz. Os esboços de Balachova eram frequentemente assinados, apesar de serem secretos.

Um esboço do interior da estação espacial Mir. As diferentes zonas coloridas permitem aos cosmonautas determinar facilmente onde estão o teto e o chão na ausência de peso.

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União Europeia abre investigação sobre acordo Embraer-Boeing

Comissão Europeia analisa se fusão pode ameaçar competição no setor e tem 90 dias para apresentar um parecer. Acordo prevê criação de uma nova empresa de aviação comercial, com 80% de participação da gigante americana.    

Avião da EmbraerBoeing vai comprar área de aviação civil da brasileira

A Comissão Europeia anunciou nesta sexta-feira (04/10) que abriu uma investigação aprofundada sobre o acordo da parceria entre a Embraer e a gigante americana Boeing devido a uma possível ameaça à competição nos preços e desenvolvimentos de produtos no setor da aviação.

O acordo em andamento entre as duas companhias prevê a criação de uma nova empresa – uma joint venture, no termo do mercado –, na qual a Boeing deterá 80% de participação, e a Embraer, 20%. Por isso, a americana pagará 4,2 bilhões de dólares à brasileira.

A nova empresa é avaliada em 5,26 bilhões de dólares. Caberá à Boeing o controle da atividade comercial, não absorvendo as atividades relacionadas a aeronaves para segurança nacional e jatos executivos, que devem continuar somente com a Embraer.

Segundo a Comissão Europeia, o acordo pode reduzir potencialmente o número de concorrentes num mercado global já concentrado e poderia dificultar a entrada de novos participantes no mercado, como os da China, Japão e Rússia.

“Os mercados de aeronaves comerciais precisam funcionar bem para fornecer produtos inovadores e eficientes a um preço justo”, destacou Margrethe Vestager, comissária de Concorrência da União Europeia (UE).

O órgão executivo do bloco destaca ainda que atualmente a Embraer e a Boeing são concorrentes em alguns setores da aviação comercial. A comissão tem agora 90 dias para analisar a fusão das empresas, que podem fazer concessões se houver um impasse sobre o caso.

A Comissão Europeia pode abrir investigações sobre empresas com um volume de negócios que ultrapassa um determinado limite, se considerar que a fusão delas representa uma ameaça ao Espaço Econômico Europeu. A maioria das fusões é aprovada sem problemas. Aquelas que podem trazer risco, porém, passam por uma investigação aprofundada.

O acordo entre as empresas foi acertado no final do ano passado. Na quinta-feira, a Embraer e a Boeing divulgaram um comunicado afirmando que aguardavam a aprovação dos órgãos reguladores da Comissão Europeia. “As empresas esperam que a transação seja concluída no início de 2020”, destacaram.

Os acionistas da Embraer aprovaram em fevereiro a venda do controle da sua divisão comercial à Boeing para a criação de uma nova empresa. O acordo já foi aprovado também pela Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos e aguarda a palavra final dos europeus.

A  joint venture criada para a fabricação de aviões comerciais, que deve absorver toda a operação atual da Embraer voltada para esse segmento, deve gerar uma sinergia anual de custos de cerca de 150 milhões de dólares – sem considerar os impostos – até o terceiro ano de operação.

As empresas também chegaram a um acordo sobre os termos de uma segunda joint venture para promover o desenvolvimento de novos mercados para o avião militar multimissão KC-390. De acordo com a parceria proposta, a Embraer terá 51% da participação, e a Boeing ficará com os restantes 49%.

A Embraer foi privatizada em 1994, mas o governo brasileiro detém uma ação especial chamada golden share que permite vetar quaisquer negócios firmados pela empresa. A empresa é a fabricante líder mundial de aeronaves comerciais com até 150 assentos e tem mais de 100 clientes em todo o mundo.

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Boeing sabia de falha no 737 MAX um ano antes de tragédia

Boeing,737,Max8,Aviação,Aviões,Acidentes Aeronáuticos,Blog do MesquitaEmpresa não comunicou companhias aéreas e autoridades sobre problema no sistema de alerta aos pilotos, detectado por inspeção interna já em 2017, bem antes dos desastres na Indonésia e na Etiópia.

Engenheiros da Boeing haviam identificado uma falha no software de alertas aos pilotos do avião 737 MAX já em 2017, vários meses antes do acidente da empresa Lion Air, comunicou a empresa americana neste domingo (05/05).

Segundo a Boeing, uma funcionalidade que deveria ser padrão e que informa os pilotos sobre discrepâncias entre os sensores AOA (ângulo de ataque) – que medem o ângulo da aeronave para alertar sobre uma iminente perda de sustentação (estol) – na verdade só era ativada se um indicador opcional fosse comprado pelas companhias aéreas.

A Boeing disse que a diretoria da empresa só ficou sabendo dessa falha depois da tragédia na Indonésia. Após o comunicado, familiares disseram que a empresa deve assumir a responsabilidade pelos desastres na Indonésia e na Etiópia.

Empresas que não compraram esse indicador opcional, incluindo a Lion Air e a Ethiopian Airlines, não tinham essa medida de segurança. Em softwares de versões anteriores do 737 não havia essa relação entre os sensores e o indicador opcional, e a Boeing não informou as empresas nem as autoridades aéreas sobre essa mudança, já identificada pelos seus engenheiros no relatório de 2017.

Segundo as investigações preliminares, no acidente da Lion Air, que causou 189 mortes em outubro de 2018, os indicadores AOA informaram dados errados ao sistema de estabilização da aeronave, o MCAS. Este, como estava previsto, assumiu o controle do avião e direcionou a sua frente (“nariz”) para baixo, apesar de os pilotos tentarem retomar o controle sobre a aeronave e evitar a tragédia.

Em comunicado, a Boeing afirmou que nem os sensores AOA nem o alerta de discrepância são necessários para uma operação segura da aeronave, pois se tratam de “informação suplementar”.

Em 2017, um relatório de revisão “determinou que a ausência do alerta sobre discrepâncias dos sensores AOA não tinha impacto negativo sobre a segurança ou operação da aeronave”, concluindo que “a funcionalidade existente era aceitável até que a relação entre o alerta e o indicador [opcional] pudesse ser desfeita na próxima atualização prevista do software do sistema de display”, afirmou a Boeing.

Toda a frota do 737 MAX está em terra desde meados de março, depois do acidente com uma avião da Ethiopian Airlines, que causou a morte de 157 pessoas. A empresa está trabalhando na atualização do MCAS para que as autoridades aéreas permitam que os aviões do tipo 737 MAX  possam voar novamente.

AS/afp/ots
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Bombardeiros estratégicos russos Tu-160 pousam na Venezuela

O Ministério da Defesa da Rússia informou que o voo das aeronaves ocorreu em estrita conformidade com o Regulamento do Uso do Espaço Aéreo InternacionalO Ministério da Defesa da Rússia informou que o voo das aeronaves ocorreu em estrita conformidade com o Regulamento do Uso do Espaço Aéreo Internacional Dois bombardeiros de mísseis estratégicos Tu-160 Blackjack, um avião de transporte militar pesado An-124 e um avião da Força Aeroespacial Il-62 de longo alcance pousaram hoje no Aeroporto Internacional de Maiquetía da República Bolivariana da Venezuela, informou o ministério. O informe acrescentou que o voo das aeronaves ocorreu sobre as águas do Mar de Barents, Mar da Noruega, Oceano Atlântico e Mar do Caribe em estrita conformidade com as Regras Internacionais para o Uso do Espaço Aéreo. “Durante o vôo, os pilotos da VKS viajaram mais de 10.000 quilômetros”, completou. Este não é o primeiro deslocamento dos Tu-160 para a Venezuela. Anteriormente, esses bombardeiros de mísseis estratégicos visitaram a Venezuela em setembro de 2008 e em outubro-novembro de 2013. A Rússia está enviando bombardeiros Tu-160 blackjack com capacidade nuclear para a Venezuela nesta semana como parte de um padrão cada vez mais provocativo de voos de treinamento de bombardeiros, de acordo com autoridades de defesa americanas. A investida de bombardeiros na América do Sul é o sétimo vôo de treinamento da Rússia para os bombardeiros do Blackjack nos últimos três meses. Espera-se que o Pentágono monitore de perto os Blackjacks por causa de seu potencial de disparar mísseis de cruzeiro nucleares em alvos dos EUA. O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou em janeiro de 2018 que os militares estão investindo US$ 2,8 bilhões para modernizar a frota Tu-160 com novos motores e aviônicos avançados. Putin recentemente intensificou a retórica ameaçadora contra os Estados Unidos após o anúncio do governo Trump de que se retirará do Tratado de Forças Nucleares de Intermediário de 1987 sobre as violações do acordo por Moscou. A Rússia usou o Tu-160 na Síria para disparar mísseis de cruzeiro de longo alcance. Em março, o vice-ministro da Defesa russo, Yury Borisov, anunciou que o Tu-160 está passando por uma grande atualização e carrega mísseis nucleares Kh-55 assim comomísseis de cruzeiro convencionais Kh-555 e Kh-101.

Dois bombardeiros de mísseis estratégicos Tu-160 Blackjack, um avião de transporte militar pesado An-124 e um avião da Força Aeroespacial Il-62 de longo alcance pousaram hoje no Aeroporto Internacional de Maiquetía da República Bolivariana da Venezuela, informou o ministério.

O informe acrescentou que o voo das aeronaves ocorreu sobre as águas do Mar de Barents, Mar da Noruega, Oceano Atlântico e Mar do Caribe em estrita conformidade com as Regras Internacionais para o Uso do Espaço Aéreo. “Durante o vôo, os pilotos da VKS viajaram mais de 10.000 quilômetros”, completou.

Este não é o primeiro deslocamento dos Tu-160 para a Venezuela. Anteriormente, esses bombardeiros de mísseis estratégicos visitaram a Venezuela em setembro de 2008 e em outubro-novembro de 2013.Aeronáutica & Espaço,Russia,Venezuela,Aviões,Bombardeiros,Guerra,América Latina 0

A Rússia está enviando bombardeiros Tu-160 blackjack com capacidade nuclear para a Venezuela nesta semana como parte de um padrão cada vez mais provocativo de voos de treinamento de bombardeiros, de acordo com autoridades de defesa americanas.

A investida de bombardeiros na América do Sul é o sétimo vôo de treinamento da Rússia para os bombardeiros do Blackjack nos últimos três meses.

Espera-se que o Pentágono monitore de perto os Blackjacks por causa de seu potencial de disparar mísseis de cruzeiro nucleares em alvos dos EUA.

O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou em janeiro de 2018 que os militares estão investindo US$ 2,8 bilhões para modernizar a frota Tu-160 com novos motores e aviônicos avançados.

Putin recentemente intensificou a retórica ameaçadora contra os Estados Unidos após o anúncio do governo Trump de que se retirará do Tratado de Forças Nucleares de Intermediário de 1987 sobre as violações do acordo por Moscou.

A Rússia usou o Tu-160 na Síria para disparar mísseis de cruzeiro de longo alcance.

Em março, o vice-ministro da Defesa russo, Yury Borisov, anunciou que o Tu-160 está passando por uma grande atualização e carrega mísseis nucleares Kh-55 assim comomísseis de cruzeiro convencionais Kh-555 e Kh-101.Aeronáutica & Espaço,Russia,Venezuela,Aviões,Bombardeiros,Guerra,América LatinaAeronáutica & Espaço,Russia,Venezuela,Aviões,Bombardeiros,Guerra,América LatinaAeronáutica & Espaço,Russia,Venezuela,Aviões,Bombardeiros,Guerra,América LatinaAeronáutica & Espaço,Russia,Venezuela,Aviões,Bombardeiros,Guerra,América LatinaAeronáutica & Espaço,Russia,Venezuela,Aviões,Bombardeiros,Guerra,América Latina

Rússia e a industria espacial brasileira

“Bola está na mão do Brasil”, diz russo que quer desenvolver indústria espacial brasileira 

AFP
Diretor da Energomash afirmou a agência de notícias russa que companhia ofereceu-se para desenvolver foguetes e cosmódromo de Alcântara, e agora aguarda resposta de latino-americanos.

A Rússia ofereceu ajuda ao Brasil para a criação de porta-foguetes de classe leve e média e aguarda resposta do país latino-americano, segundo o diretor da companhia russa Energomash, Igor Arbuzov.

“Tornou-se claro para nós que é preciso entrar no mercado brasileiro já com uma proposta complexa que tanja não apenas navegadores, mas também foguetes e planos de modernização de seu cosmódromo. Há algum tempo, foram realizados alguns ciclos de negociações. Agora, a bola está nas mãos do Brasil. Eles pediram um tempo para pensar”, diz Arbuzov.

Ele esclareceu que as negociações são sobre os foguetes de classe leve e média e que os dois países já assinaram uma série de protocolos e memorandos, entre eles sobre a participação dos russos no desenvolvimento do cosmódromo de Alcântara.

Em 1984, o Brasil começou a desenvolver seu foguete leve VLS-1, mas duas tentativas de lançamento terminaram em acidentes devido a problemas técnicos. Na terceira tentativa, o foguete explodiu no lançamento, em 2003, o que levou à morte de 21 especialistas.

Em 2003, o Brasil e a Ucrânia fecharam um acordo para a realização de projeto conjunto na criação de um complexo cósmico conjunto com base no foguete de classe média “Tsiklon” no cosmódromo brasileiro. O prazo apertado e as dificuldades técnicas levaram o Brasil a cancelar a parceria em 2015. Após isto, a cooperação com a Ucrânia no foguete “Tsiklon” chamou a atenção do Canadá, e o Brasil substituiu Kiev por Moscou na busca por auxílio.

Em janeiro de 2017, revelou-se que o governo brasileiro tem planos de oferecer aos EUA o uso de Alcântara. A essência do projeto  é dar a Washington acesso ao cosmódromo em troca de tecnologia espacial.

Em fevereiro de 2018, o governo brasileiro informou que conduz negociações sobre o arrendamento do cosmódromo de Alcântara à companhia americana SpaceX.

Fiodor Dostoievski

Tu És uma Mulher Rara

Minha Anuska, onde foste buscar a ideia de que és uma mulher como outra qualquer? Tu és uma mulher rara, e, além do mais, a melhor de todas as mulheres. Tu própria não sonhas as qualidades que tens. Não só diriges a casa e as minhas coisas, como a nós todos, caprichosos e enervantes, a começar por mim e a acabar no Aléxis. Nos meus trabalhos desces ao mais pequeno pormenor, não dormes o suficiente, ocupada com a venda dos meus livros e com a administração do jornal. Contudo, conseguimos apenas economizar alguns copeques – quanto aos rublos, onde estão eles? 

Mas a teu lado nada disso tem importância. Devias ser coroada rainha, e teres um reino para governar: juro-te que o farias melhor que ninguém. Não te falta inteligência, bom senso, sentido da ordem e, até… coração. Perguntas como posso eu amar uma mulher tão velha e feia como tu Aí, sim, mentes. Para mim és um encanto, não tens igual, e qualquer homem de sentimentos e bom gosto to dirá, se atentar em ti. Por isso é que às vezes sinto ciúmes. Tu própria nem sabes a maravilha que são os teus olhos, o sorriso e a animação que pões na conversa. O mal é saíres poucas vezes, se não ficarias admirada com o teu êxito. Para mim é melhor assim – no entanto, Anuska, minha rainha, sacrificaria tudo, até os meus ataques de ciúmes, se quisesses sair e distraíres-te. Sim, muito gostaria que te divertisses. E se tivesse ciúmes, vingava-me querendo-te ainda mais. 

(…) Enfim, não deves admirar-te que te queira tanto, como marido e como homem. Sim, quem, se não tu, me estraga com mimos? Quem, se não tu, se fundiu comigo em corpo e alma? Todos os segredos, nesse ponto nos são comuns! E não havia eu de adorar cada átomo da tua pessoa e beijar-te como te beijo? Tu não podes compreender a mulher-anjo que és. 
Mas eu provo-to, quando voltar. Que eu sou de temperamento apaixonado, mas pensas que outro temperamento apaixonado possa amar a tal ponto uma mulher como eu to provei milhares de vezes? É verdade que essas provas antigas não contam, e agora, quando voltar, parece-me que te devorarei com beijos. (Ninguém lerá esta carta, nem tu a mostrarás a ninguém). 

(…) Escreves-me a frase do costume: que somos umas pessoas muito estranhas – decorreram dez anos e amamo-nos cada vez mais. Se vivermos ainda mais dez anos, dirás então: somos umas pessoas muito estranhas – vivemos juntos vinte anos e amamo-nos cada vez mais. Por mim, respondo eu. Mas viverei ainda dez anos? 

(…) Anuska, estou a teus pés. Beijo-te e adoro-te. Rezo por ti e para ti. Beijo-te toda, toda. Beijo os pequenos. Diz-lhes que o paizinho não tarda. Ah, meus queridos, que Deus vos guarde. 

Fiodor Dostoievski, in ‘Carta a Anna Grigórievna Snítkina (1876)’