Acre inclui aulas sobre corrupção no currículo

A partir do ano letivo de 2016, as escolas de ensino fundamental e médio do Acre terão de ministrar aulas sobre corrupção aos seus alunos.

A disciplina será obrigatória nas redes pública e privada de ensino. Deve-se a providência a uma lei aprovada pela Assembléia Legislativa do Estado.

O nome da matéria é “Política, politicagem e conscientização contra a corrupção.”

Chama-se Jairo Carvalho (PSD) o deputado estadual autor da proposta.

Aprovado no mês passado, o projeto foi sancionado pelo governador Tião Viana (PT) e publicado no Diário Oficial do Estado em 24 de dezembro.

Protagonista de escândalos como o do mensalão e o do petrolão, o Partido dos Trabalhadores apressou-se em trombetear a novidade em seu site.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O texto da lei anota que “o conteúdo programático [da nova disciplina] incluirá o estudo da história da política, os prejuízos com a politicagem e a formação da sociedade contemporânea perante a corrupção, para que os mesmos venham desenvolver nos alunos suas ideologias éticas, morais e sociais, resgatando a contribuição de jovens na política acriana.”

Antes de virar lei, ainda na fase de discussão legislativa, o projeto recebera o apoiodo Procurador Geral de Justiça do Acre, Justiça Oswaldo de Albuquerque, e da presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargadora Cezarinete Angelim.

Num país em que a corrupção tornou-se epidêmica, a iniciciativa parece meritória. Resta saber como serão preparados os professores que irão ministrar aulas sobre corrupção.

A desembargadora Cezarinete colocou a Escola da Magistratura do Acre à disposição para ajudar na implementação da nova lei.

Eleição presidencial 2010 – Marina Silva sai do PT e deve se filiar ao PV

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Senadora não revelou se irá concorrer à Presidência da República.
Desejo de fazer mais pelo meio ambiente foi motivo da saída.

Militante do Partido dos Trabalhadores há mais de 30 anos, a senadora Marina Silva (AC) anunciou nesta quarta-feira (19) que vai deixar a sigla e deve se filiar ao Partido Verde(PV). A decisão reforça os rumores das últimas semanas de que a senadora trocaria de partido para concorrer à presidência da República em 2010.

Marina anunciou, no entanto, preferiu não revelar se irá concorrer ao Palácio do Planalto pelo novo partido. A possível candidatura de Marina começou a ser debatida no começo deste mês, depois de o PV identificar, por meio de uma pesquisa, a capacidade eleitoral da senadora do Acre.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]A senadora saiu do PT por acreditar que nenhum governo, inclusive o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teria dado até hoje a devida prioridade à questão ambiental. “Não se trata de colocar o foco no PT ou no governo. Mas é que, simplesmente, é algo que não foi colocado como estratégico por nenhum partido e nenhum governo até agora. Nem no Brasil, nem em outras regiões”, disse em outras ocasiões.

Se decidir ser candidata pelo PV, Marina já terá à disposição pelo menos um pretendente a vice de sua chapa. O ex-ministro da Cultura e cantor Gilberto Gil afirmou nesta terça-feira (18) que poderia aceitar uma possível proposta para disputar as eleições de 2010 como vice de Marina.

Marina pediu demissão do Ministério do Meio Ambiente no ano passado em meio a pressões por causa da demora no licenciamento ambiental de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Na semana passada, a bancada do PT no Senado tentou evitar a saída de Marina do partido, divulgando uma carta aberta com elogios à senadora. “Desejamos sinceramente que a nossa querida companheira Marina Silva permaneça no Partido dos Trabalhadores, sua casa política, e prossiga nessa trajetória coletiva que já conquistou tanto, mas que tem tanto ainda para conquistar,” dizia o texto.

No dia 8 de agosto, em evento que marcou o encerramento das chamadas caravanas do PT em São Paulo, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse ser “compreensível” o convite feito pelo PV a Marina. O presidente Lula já disse várias vezes que quer Dilma como sua sucessora.

“O PV fez uma avaliação e julgou que a senadora Marina é um nome importante no cenário nacional. É compreensível isso”, disse Dilma na ocasião.

Fonte G1

Cocaleiros ameaçam o Acre e Rondônia

Por Hiram Reis e Silva ¹

“Enquanto Lula fica se imiscuindo nos problemas da vizinha Colômbia, fazendo coro com o lunático do Chávez, vendo ameaça aonde não existe, dois Estados brasileiros correm grande perigo de fato com os projetos do índio cocaleiro, que afora estar usando da violência para expulsar agricultores brasileiros do território boliviano, está colocando em risco nossas fronteiras ao criar assentamentos para plantação de coca, o que irá incentivar ainda mais a violência e o crime na região. E Lula preocupado com Uribe”.

– Assentamento de Cocaleiros

Neste final de semana, aviões da Força Aérea Boliviana aterrissaram no Aeroporto Internacional de Pando, transportando centenas de cocaleros que ocuparão lotes de terras na fronteira do Acre. O projeto de reforma agrária de Evo Morales prevê o assentamento de quatro mil plantadores de coca nas áreas de fronteira, ocupando, numa fase inicial do projeto, cem mil hectares.

Os assentamentos na região da fronteira agravarão os ilícitos decorrentes da rota do tráfico internacional. Os cocaleros, certamente, irão incentivar o tráfico no território brasileiro, aumentando significativamente os índices de criminalidade.

– Nación Camba

A ‘Nación Camba’ é uma região da Bolívia Oriental que cobre dois terços do país e é formado pelos Estados de Santa Cruz, Beni, Pando, e Departamentos de Chuquisaca e de Tarija. Em pouco mais de um século a região se converteu na primeira potência econômica do país graças, sobretudo, à venda do gás e da soja. As características históricas e culturais singulares existentes entre o Altiplano boliviano e as Zonas Baixas deram origem a movimentos autonomistas e separatistas. Evo, ao deslocar seus simpatizantes antes das eleições para Pando, neutraliza as correntes políticas que lutam pela independência e procura garantir sua reeleição.

– Enfretamento

Morales afirma que seu projeto de assentamento visa a manutenção da soberania ameaçada pelos brasileiros, assumindo uma clara postura de quem não ficou satisfeito com a solução relativa à questão das refinarias da Petrobras e de quem contesta o Tratado de Petrópolis, que pos fim à Questão Acreana.

Numa verdadeira operação militar, os brasileiros estão sendo expulsos e os plantadores de coca ocupam, de imediato, terras que pertenciam a agricultores brasileiros.

“(…) Prado (deputado estadual do PSB) disse que está surpreso com a ONU, pois um de seus braços auxiliares, a Organização Internacional para Migrações (OIM), está atuando com truculência no deslocamento das famílias de brasileiros. Além disso, Prado quer saber o que está sendo feito com os dez milhões de dólares que o Governo brasileiro repassou à OIM e que deveriam custear o deslocamento das famílias. ‘Não estão indenizando ninguém e ainda extorquem e fazem ameaças’, acusa o deputado.

Segundo relato do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Plácido de Castro, Francisco de Assis, quando alguém pergunta aos funcionários da OIM o que acontecerá, caso não queiram deixar suas terras, a resposta é a mesma: então podem ir preparando o peito para a bala.

‘Eles usam um uniforme com o emblema da OIM e são de cinco nacionalidades diferentes, mas não tem nenhum brasileiro’, informa Sebastião Vieira de Pinho, presidente da Associação dos Seringueiros de Plácido de Castro. Sebastião, 42 anos, mora desde os três em uma propriedade de mil hectares onde sobrevive do extrativismo de borracha e castanha. ‘Toda a produção de borracha de Plácido de Castro vem dos seringais da Bolívia’, explica. No ano passado, a associação, de 40 famílias, produziu 150 toneladas de borracha e 29 mil latas de castanha.

O vereador Raimundo Lacerda (PC do B) de Brasileia, também teme que os ânimos se exaltem nas colocações mais distantes por falta de comunicação. ‘Tem gente que passa seis meses sem vir à cidade e pode ser vítima de especuladores interessados em ficar com suas propriedades. Tem muitos falando que não vão sair. Além disso, a população de Brasileia está indignada e querendo expulsar os bolivianos. Aí vão médicos, dentistas, enfermeiros que trabalham lá’, disse”. (Arthur/Gabriela)

Enquanto isso, o governo ‘companheiro’ cede aos pedidos de Fernando Armindo Lugo de Méndez, do Paraguai, propondo a alteração de Tratado de Itaipu e sugere a ‘convocação’ do Presidente dos EUA para discutir o aumento da presença militar norte-americana na Colômbia. O governo parece estar mais preocupado com seus vizinhos do que com seus próprios cidadãos.

¹ Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva
Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)
Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)
Site:
http://www.amazoniaenossaselva.com.br

Ianomânis a Nicarágua e a Amazônia

Enquanto assistimos nossos “puros” e adiposos índios — portando celulares de última geração e bermudas de “grife”, sob o manto “inocente” de observância aos direitos dos “povos indígenas” — , praticarem todo tipo de ilegalidades, incluindo aí violência física contra funcionários federais e ocupação de prédios públicos, é pertinente refletir sobre o que escreve o jornalista Sebãstiao Nery, na Tribuna da Imprensa.

Os “ianomâmis” e os “misquitos”

Tomás Borge, moreno, baixo, forte, atarracado, que conheci na Nicarágua, em julho de 79, como ministro do Interior, logo depois que os sandinistas puseram o ditador Somoza para correr, era o mais velho dos líderes da guerrilha e, na hora da vitória, o único sobrevivente dos 10 que fundaram a Frente Sandinista e subiram as montanhas em 1961.

Anos depois, na redação dos “Cadernos do Terceiro Mundo”, aqui no Rio, o universal deputado do Maranhão Neiva Moreira contou ao jornalista José Augusto Ribeiro, outro batalhador incansável, que, numa reunião da Opaal, a organização dos partidos da América Latina, em São Domingos, capital da República Dominicana, onde Neiva representava o PDT, o Tomás Borge, que lá estava em nome da Frente Sandinista, lhe perguntou:

– Que grupo é esse, na fronteira norte do Brasil com a Venezuela, uns “iano e mais qualquer coisa”, de que temos ouvido falar lá em Manágua?
– São os “ianomâmis”, uns índios que apareceram agora por lá.
Tomás Borge

O experiente Tomás Borge puxou uma cadeira, falou com Neiva:

– Olha, vocês no Brasil tomem cuidado. Na Nicarágua, na luta contra Somoza, os índios “misquitos”, que viviam numa das nossas fronteiras, creio que com Honduras, não apoiaram os sandinistas. Nós decidimos não hostilizá-los e até, no poder, pensamos em nos aproximarmos deles.
– E como é que as coisas se desenrolaram?
– Logo começaram a aparecer, na mídia hostil à Nicarágua sandinista, “informações” sobre o “genocídio dos misquitos” pelo novo governo ou com a nossa cumplicidade.

“Informações”, é claro, acompanhadas de apelos em favor da criação e reconhecimento de uma nação independente dos “misquitos”, destacada do território da Nicarágua e de território correspondente do outro lado da fronteira.

– Já apareceram coisas parecidas em certa imprensa internacional.
– Pois é. Se os “ianomâmis” estão situados dos dois lados da fronteira brasileira, preparem-se para a campanha internacional em favor da criação de um país independente para eles. Independente do Brasil, não dos grupos econômicos internacionais, que querem avançar sobre o riquíssimo subsolo dessa região, grupos aos quais algumas ou muitas ONGs servem de biombo.
Neiva Moreira

E Neiva Moreira disse a Zé Augusto Ribeiro que estava preocupado:

– Quando penso nisso, lembro-me das alegações de “imperialismo brasileiro” na questão do Acre, há pouco mais de 100 anos: se não ficasse com o Brasil, o Acre também não poderia ficar com a Bolívia, mas com uma empresa tentacular, o Bolivian Syndicate, controlada por interesses norte-americanos e europeus. Agora, deveríamos perguntar se aos “ianomâmis” não se aplica também a advertência do padre Antonio Vieira, ainda no Brasil Colônia:

“O que querem não é nosso bem, mas nossos bens”.