Terrorismo no Brasil – Grupo do EI em português preocupa autoridades brasileiras

Segundo Abin, troca de mensagens em aplicativo já serviu para divulgar discurso traduzido de porta-voz dos extremistas. A menos de dois meses dos Jogos Olímpicos no Rio, “lobos solitários” são vistos como ameaça.

Silhueta de soldado com fuzil no Iraque

A criação de um grupo em português do “Estado Islâmico” (EI) no aplicativo de mensagens instantâneas Telegram elevou a preocupação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) sobre um risco de atentado terrorista no país, que sediará os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em agosto.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A Abin confirmou nesta quinta-feira (16/06) a existência do grupo chamado “Nashir Português”, em referência à agência de notícias dos jihadistas, a “Nashir News Agency”.

“Essa nova frente de difusão de informações voltadas à doutrinação extremista, direcionada ao público de língua portuguesa, amplia a complexidade do trabalho de enfrentamento ao terrorismo e representa facilidade adicional à radicalização de cidadãos brasileiros”, alertou a Abin em nota.

Ataques feitos por “lobos solitários”, simpatizantes que agiriam de forma individual, como o atirador de Orlando, são uma das principais preocupações da Abin.

De acordo com a agência de monitoramento de terrorismo SITE Intelligence Group, o grupo em português no app Telegram foi criado no último dia 29 de maio.

Em trocas de mensagens, outros grupos anunciaram a busca de simpatizantes para traduzir o conteúdo dos materiais de propaganda do EI.

Uma das primeiras mensagens publicadas é um discurso recente de 14 páginas do porta-voz do grupo terrorista, Abu Muhammad al-Adnani.

“Organizações terroristas têm empregado ferramentas modernas de comunicação para ampliar o alcance de suas mensagens de radicalização direcionadas, em especial, ao público jovem”, disse a Abin.

Ameaças

Em abril, a agência já havia alertado que o Brasil poderia sofrer ameaças terroristas durante os Jogos Olímpicos. Um mês depois, um homem que teria recebido treinamento militar na Síria foi preso em Chapecó, em Santa Catarina, suspeito de planejar um atentado.

Em novembro do ano passado, um combatente francês do EI publicou no Twitter que o Brasil seria o próximo alvo dos jihadistas, na sequência dos atentados em Paris e Bruxelas.

Nas Olimpíadas do Rio, o Brasil irá receber 10.500 atletas de 206 países de 5 a 21 de agosto.

Entre as dez delegações classificadas pela Abin como potenciais alvos de ataques estão as dos Estados Unidos e Canadá.

Vândalos e o Estado Democrático de Direito

Até que enfim! Aplicaram a Lei de Segurança Nacional em uma dupla nos distúrbios de ontem.Black Blocs Blog do Mesquita

Nem são vândalos nem baderneiros. São terroristas com técnicas de guerrilha urbana. Não estão causando somente danos materiais. Estão alimentando a paranoia dos que sonham com intervenção militar, fragilizando a incipiente democracia brasileira, e atentando contra o Estado Democrático de Direito.

A Constituição Federal dispõe de eficácia para lidar com esse tipo de caso. Que seja usada.

Basta enquadrar uma centena desses vagabundos na LSN, que os demais irão colocar o rabo entre as pernas.
O que diabos faz a ABIN que não identifica esses grupos no nascedouro, e os contêm antes de chegarem aos locais dos protestos pacíficos? E a mídia safada que ‘vaselina’ a notícia para que tudo pareça coisa de adolescentes suburbanos?

Todos os dedos apontam contra os que temem o resultado das urnas, querem destituir o governo democraticamente eleito – não entro no mérito da qualidade – e fornecer razões para intervenção militar.

A sorte é que a Av. Paulista – entendam o simbolismo da metáfora – ainda não se sente ameaçada. Percebo a intenção de não permitir que um país com as dimensões e os recursos do Brasil permaneça acordado. Nada mais conveniente para o capital internacional que o gigante volte a dormir.

1. Para conflitos urbanos as FA estão equipadas, principalmente o setor de inteligência e guerra cibernética que é onde “o bicho vai pegar”.
2. Claro que a TFP e cia. querem tirar o PT do jogo.
3. A tentativa do Brasil em comandar um bloco do tamanho da América Latina, ameaça as grandes potências que só desejam as matérias primas.
4. Os tentáculos da diplomacia Brasileira na África e no oriente médio também não são bem vistos.


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O termo Dilma nas redes sociais: o fim da bipolaridade política e o desejo de radicalizar mudanças.

Rede de RTs sobre Dilma mostra o fim da bipolaridade no Brasil. Um grande grupo altamente relacionado (mancha verde claro) é o elemento surpresa do debate público, disputando o sentido do que seja a Dilma.

Rede de RTs sobre Dilma mostra o fim da bipolaridade no Brasil. Um grande grupo altamente relacionado (mancha verde claro) é o elemento surpresa do debate público, disputando o sentido do que seja a Dilma.

A imprensa soltou uma nota afirmando que a Abin (órgão de inteligência do governo federal) passa a estar de olho nas conversações dos perfis das redes sociais. Pelo que vejo, através da análise de rede que faço aqui, a Abin deve estar trabalhando 24 horas sem parar, com todo o seu pessoal mais o triplo de “voluntários”. Isso porque a densidade da rede de tweets, com recorrência da palavra Dilma, publicados no Twitter, só aumenta.

Coletei, nos dias 16 e 17 de junho, esses tweets. Eles somam 170 mil. Destes, 50 mil são de RTs (republicações). Peguei o arquivo e plotei-o no Gephi, buscando saber quem são os Hubs dessa Rede.

Grandes hubs são aqueles que possuem ótimas qualidades de conexões. Autoridades são aqueles que possuem ótimos conteúdos. O poder do segundo reside na credibilidade e na difusão.

O primeiro, nisso e no fato de obter e circular informações de qualidade, para tantas outras autoridades. Resultado já sabido: Hubs são os ativistas. Autoridades, os perfis mais noticiosos.
Para quem quiser visualizar no detalhe, é 
clicar aqui e baixar o pdf.

Explicado isso, vamos aos verdadeiros resultados: a rede “Dilma” no Twitter possui uma densidade enorme. Isso significa que quanto mais conexões (linhas) existirem nessa rede, mais densa ela vai ficando (e isso não pára de acontecer). Uma alerta aí para a Abin (rs) e uma má notícia: o trabalho de vocês vai ser impossível se o crescimento continuar nesse nível. Essa densidade significa, em linguagem de “humanidades”, que há muitas relações sendo produzidas. E essas relações criam, neste momento, componentes (grupos) fortemente conectados. E os grupos estão na rua. Para se ter uma ideia, a rede da figura acima possui 48481 componentes fortemente conectados. E somente 5475 fracamente conectados. É um evento múltiplo de grandes proporções.

Os três grandes grupos

Rede da Perspectiva Anti-Dilma no Twitter.

Rede da Perspectiva Anti-Dilma no Twitter.

Trocando em miúdos. De olho, o que é possível ver? Que há três mega componentes fortemente conectados (dentro desses 48 mil). O primeiro é o azul claro. Nele encontramos o grupo de oposição a Dilma há anos. É uma rede cuja presença podemos visualizar: @robertofreire, @faxinanopoder, @joapaulom, @blogdonoblat, mirandasa_, blogolhonamira, @lidpsdbsenado, @rede45.

Importante salientar que esses perfis ficam juntos porque se retuitam. O caso do Noblat é interessante. Ele é retuitado por muitos perfis, mas, de modo, mais recorrente por essa rede azul. Assim ele é “atraído” para essa rede. Noblat pode dizer que não, mas a sua perspectiva acaba sendo construída, e muito, por esse grupo.

Grupo de Defesa da Perspectiva Dilmista na Rede.

Grupo de Defesa da Perspectiva Dilmista na Rede.

A rede vermelha é o tradicional grupo que blinda a Dilma na rede e constrói pontos de vista alternativos. Um grupo que a própria Dilma passou a se manter com certa distância (em função da aproximação da presidenta com os grupos tradicionais de mídia). O grupo é formado por perfis tais como @zedeabreu, @stanleyburburin, @ptnacional, @blogdilmabr, @emirsader, @rogeriocorrea. É hoje uma rede política consolidada. E é quem está segurando o rojão da presidenta na rede. Veja: o que acontece com a jornalista Mônica Bergamo é o mesmo que ocorre com o Noblat. Bergamo é uma jornalista cuja perspectiva acaba sendo atraída pela rede de temas dilmistas.

Nem azul, nem vermelho, novos atores da opinião pública em rede apresentam pontos de vistas mais conectados com os das ruas.

Nem azul, nem vermelho, novos atores da opinião pública em rede apresentam pontos de vistas mais conectados com os das ruas.

Toda rede ligada a algum político possui um certo padrão:a bipolaridade. Mas a grande novidade dessa rede acima é a mancha verde do grafo. Compostos com grandes centralidades tais como @iavelar, @helenapalm, @teclologoexisto, @semfimlucrativo, @matheusrg, @personalescrito, @tsavkko, @cadulorena.

Essa é uma rede que narra fatos que nenhuma das duas outras gostam muito de discutir: a relação entre gastos públicos e Copa, a questão indígena, a crítica do que é esquerda e direita (são inúmeros temas). Ela tem perfil mais independente. E ganha relevância na conversação na rede. Possui alta conexão com as redes que circundam o centro do grafo. Isso significa que são perfis muito conectados com as ruas.

E a velha mídia, onde está?

Jornal de maior destaque na cobertura dos protestos, o Estadão ver seus tweets serem replicados, no lado esquerdo da tela, pelos seu  seguidores (desconectados com o resto da rede) e por perfis (à direita) de múltiplas matizes, múltiplas perspectivas.

Jornal de maior destaque na cobertura dos protestos, o Estadão ver seus tweets serem replicados, no lado esquerdo da tela, pelos seu seguidores (desconectados com o resto da rede) e por perfis (à direita) de múltiplas matizes, múltiplas perspectivas.

A velha mídia são os nós de forte difusão. Como mostra a figura acima, que mostra o @estadao, o padrão é de ser perfis muito retuitados pelos seus seguidores (desconectados com o resto da rede) e por por usuários de diferentes perpsectivas (à direita da imagem). São autoridades, muito em função, dessa enorme difusão de tweets.

Contudo, por que Folha, Estadão, Marcelo Tas, Rafinha Bastos – perfis muito retuitados – não criam grandes clusteres (grupões)? Simples, porque são retuitados, mas não retuitam. Os jornais, por exemplo, possui uma deontologia jornalística, cujo valor reside no problemático “ver tudo de longe”. Ou seja, esses perfis não são ativos DENTRO da conversação/manifestação, porque não criam relações. E quem não cria relação não tem perspectiva.

Já as celebridades possuem outro ingrediente. Quem é Rafinha Bastos ou Marcelo Tas? Uma autoridade igual ao Estadão, do ponto de vista estrutural de rede: uma mega árvore nesse rizoma. A força deles deriva da escala de seguidores que possuem. Se Rafinha ou Tas assumem o risco de replicar continuamente outros perfis,eles assumirão uma causa política do Outro.

E conectar mensagens escritas por seus seguidores permitem que discursos considerados menores sejam mega visualizados. Aqui reside um egoísmo enorme, que também é o núcleo duro do valor capitalista desses perfis: replicar vozes minoritários ou não? O Marcelo Tas retuitaria – continuamente – os fãns ou não? Por um lado, esses perfis têm tanta audiência, que não conseguem administrar as interações via menções ao mesmo tempo que possuem poucos seguidores (o recado é que eles filtram as pessoas que querem estar atentos – logo, se mantêm longe do que é notícia dentro do ativismo).

Por um outro lado, há uma questão estratégica em torno da “imagem midiática” dessas grandes autoridades. Se retuitam pessoas nos protestos, entram na causa e perdem “valor de mercado”. A opção é tuitar algo original, próprio, para ser muito retuitado: é o oportunismo do surfar no “assunto do momento”. O que percebo é que as autoridades, como o Marcelo Tas. que vivem do “assunto do momento”, para obter muitos RTs e serem mais vistos, acabam por fazer ironia sobre a dimensão ativista, sem criar grandes musculaturas coletivas na dinâmica da rede. E, com isso, acabam por serem simpáticos (ou antipático) ao movimento, legitimando-o de alguma forma, mesmo que seja através de um “tirar uma casquinha para aparecer”. É complexo, mas vejo por aí. PS: sigo ambos no Twitter. E gosto dos dois.

A riqueza dessa rede Dilma está nesse fim da bipolaridade e na intensidade de subgrupos que resolveram debater se o governo da Dilma faz concessão demais ou não, é chanteado por grupo econômicos e políticos ou não, se o governo apoia as ruas ou não, se o governo vai manter as mudanças radicais abertas desde 2003 ou não. A questão na rede passa muito por aí, para além da factualidade das notícias que se difundem.
por /LABIC – Laboratório de Estudos sobre Imagem e CiberCultura

Lula, FHC, Dilma Rousseff e Marina Silva. O time do afunda Brasil

Brasil Amazônia Soberania Nacional Blog do MesquitaReflexões sobre Lula, FHC, Dilma e Marina
Gelio Fregapani ¹

Afinal, para que serve o Congresso Nacional? É crescente a revolta e indignação da sociedade contra a classe política, que se perpetua e enriquece sem cumprir o seu papel de lutar pelo bem da sociedade. Estão brincando com fogo.

Parece que o nosso Congresso decidiu. Quer ser aquilo que vem sendo – um poder nanico, insignificante, que não vale o que gasta. Nossos parlamentares estão entre os mais caros do mundo, e são dos mais numerosos também. Há tanta coisa que poderiam fazer que até justificaria sua existência, por exemplo, se desse um basta na questão indigenista antes que o nosso Pais se desagregue e assim ninguém mais reclamaria e seus gastos.

Já para remunerar vereadores , não se consegue achar justificativas

Lula e FHC

Collor e FHC levaram a desnacionalização às últimas consequências. Acabaram com as com as estatais, eliminando assim, muito do que havia de nacional, fazendo o País gastar centenas de bilhões de reais para entregar, a troco de nada, as jóias da Coroa e praticamente toda a infra-estrutura.

Posteriormente, ainda o Governo FHC, apagou da Constituição a distinção entre empresas de capital nacional e de capital estrangeiro acabando com quase toda indústria privada nacional que ainda sobrevivia. O Governo do PT, apesar de não compactuar filosoficamente com a desnacionalização, tem cedido as pressões e a desnacionalização continua, embora em ritmo menor.

O presidente Lula não foi de todo ruim, pelo menos se comparado com o FHC. Teve erros terríveis, cedeu à pressões estrangeiras, como o caso da reserva Raposa-Serra do Sol e disseminou a corrupção, antes restrita aos altos escalões, mas freou as desnacionalizações tucanas e manteve o Brasil fora da recessão mundial com seu assistencialismo, que para a ocasião foi certo.

Precisa “desencarnar”

Lula teve seu papel, mas agora seria a hora de “desencarnar” da Presidência. Inconformado, lamentavelmente procura influir, ou mesmo mandar no governo Dilma.

A presidente atual enfrenta, por isso, o momento mais difícil de seu governo. Quem a está deixando em maus lençóis não é a oposição, mas Lula, talhado para ser o maior desafio da presidente Dilma, que ainda pode mobilizar os que estão gostando de seu governo, pela sua presteza em resolver os problemas emergenciais com firmeza, (e são muitos) e colocar o Lula em seu lugar, apesar do PT ficar com o Lula na disputa.

Mas Dilma também pode se intimidar e deixar a coisa fluir por medo da força do PT. Nesse caso, seu governo começará a acabar. Ainda que seja reeleita em 2014, f icará mais quatro anos sendo apenas tolerada na gerência.

Figura Nefasta

Uma figura ainda mais nefasta, Marina Silva, pensa em se candidatar à presidência. Se conseguir se eleger, ficará proibido o plantio de maçãs em Santa Catarina, de parreiras no Rio Grande e de arroz em várzea no Brasil. Podemos até viver sem maçãs ou sem uvas, mas não sem feijão com arroz. Teremos que comer arroz de várzea produzido no Uruguai ou na China.

Gente como Marina olha para a questão do Código Florestal à luz dos interesses dos competidores internacionais. Isto já sabíamos, mas a atitude do Ministério Público, por ideologia ambientalista radical e equivocada, é que não se compreende. Pode levar o caos aos pequenos produtores rurais brasileiros e elevar piorar o drama o preço dos alimentos na inflação, prejudicando toda a sociedade brasileira. Querem conceder aos animais e às plantas nativas o que negam aos seres humanos.

¹ Gelio Fregapani é oficial da reserva, e um dos maiores conhecedores da Amazônia onde já esteve em praticamente todos os locais habitados e muitos dos desabitados.
Foi Secretário de Segurança em Roraima. Foi Assessor de Assuntos Estratégicos da Universidade Pan-Amazônica.
No Exercito, onde serviu por quatro décadas foi quase sempre ligados a Amazônia, foi um dos fundadores do Centro de Instrução de Guerra na Selva e um dos seus mais destacados comandantes.
É considerado como mentor da Doutrina Brasileira de Guerra na Selva.
Na Agencia Brasileira de Inteligência foi o coordenador do Grupo de Trabalho da Amazônia, que reunia os especialistas no assunto das Forças Armadas, Policia Federal, EMBRAPA e outros órgãos de Sistema Brasileiro de Inteligência.
Como Superintendente da Agencia Estadual de Roraima, da ABIN, teve um observatório privilegiado do problema da Raposa Serra do Sol.

A dupla Gilmar Mendes e Demóstenes Torres volta ao noticiário

O início do “imbroglio”: o, digamos, “empresário” de jogos Carlinhos Cachoeira, habilitou em Miami 15 aparelhos de rádio, da marca Nextel, e os distribuiu entre pessoas de sua mais estrita confiança.

De acordo com a Polícia Federal, o propósito de Cachoeira era evitar que escutas telefônicas, legais ou ilegais, captassem suas conversas com os comandantes de uma rede de exploração ilegal de máquinas caça-níqueis em Goiás e na periferia de Brasília.

Segundo o blog do Ailton Medeiros, nos relatórios da investigação, o grupo contemplado com os rádios é chamado de “14 + 1”.

Entre os 14, há foragidos e os que foram presos com Carlinhos Cachoeira durante a Operação Monte Carlo, da PF. O “1” é o senador Demóstenes Torres (GO), líder do Democratas no Senado Federal.
José Mesquita – Editor


O ministro Gilmar Mendes, todos lembram, saiu a bradar aos quatro ventos sobre “grampo” na linha telefônica que servia ao seu gabinete no Supremo Tribunal Federal (STF).

Mendes acusou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), chamou o presidente Lula às falas e, com apoio na uma inverdade apresentada pelo ministro Nelson Jobim a respeito de equipamentos para interceptações telefônicas disponíveis, derrubou o correto e íntegro delegado Paulo Lacerda, responsável pela agência de inteligência.

Em outras palavras, Lula cedeu e “fritou” Paulo Lacerda, que foi “exilado” em Lisboa.

A respeito da postura de Lula com relação ao caso Mendes-Lacerda escrevi vários artigos na revista CartaCapital.

Em papel, o ministro Mendes apresentou à imprensa o teor do “grampo”, ou melhor, da conversa entre ele e Demóstenes.

Até agora, não se sabe de onde foi feita a transcrição.

Demóstenes confirmou o teor do diálogo dado como interceptado. Gilmar, idem.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]A prova da materialidade, no entanto, nunca apareceu e a Polícia Federal jamais encontrou o tal grampo.

Um caso teratológico de escuta sem áudio.

Para a Polícia Federal não existiu grampo e nenhum indício sobre o denunciado por Mendes. Sobre a fita que serviu à transcrição em papel, silêncio sepulcral.

O jornal Folha de S.Paulo informava que no gabinete do senador Demóstenes trabalha a enteada de Gilmar Mendes.

Fora isso, a Folha apresenta matérias das ligações promíscuas entre Demóstenes e o notório Carlinhos Cachoeira, bicheiro e explorador da jogatina eletrônica e ilegal.

Além de presentes de casamento recebidos de Cachoeira, o senador Demóstenes teria, conforme grampo telefônico feito com autorização judicial, pedido ao seu amigo — que explora ilegalmente a jogatina — para pagar despesas de táxi-aéreo no valor de R$ 3 mil.

Para especialistas, não há impedimento legal (não haveria nepotismo, pois Montesquieu consolidou a separação dos Poderes e a Constituição diz serem independentes e harmônicos) no convite feito pelo senador para colocar, em cargo de confiança, a enteada de Gilmar Mendes que, funcionária de carreira do Ministério Público Federal, põe um bom extra remuneratório na bolsa com a deslocação para um cargo de confiança.

Com a enteada no seu gabinete e na iminência de ser investigado caso haja autorização do STF, espera-se que o ministro Gilmar Mendes, por motivo de foro íntimo, não decida em casos a envolver Demóstenes.

De boa cautela, também, que, sobre impedimentos de foro íntimo, Mendes não se aconselhe com o ministro Dias Toffoli.

O ministro Toffoli nunca enxerga impedimentos, quer na Ilha de Capri, quer no Brasil e, por exemplo, no casos em que a namorada atua como advogada de réu do “mensalão” ou no relativo a inimigo político do irmão prefeito que condena criminalmente.
Viva o Brasil.
Por Wálter Fanganiello Maierovitch

Ministro das cidades é mentiroso

Continuo impressionado com a incompetência e/ou desinformação de D. Dilma em escolher ministros.
Ou é “cunpãerismo? Qual o mistério que impede que se faça um apanhado da vida pregressa de um candidato a ministro?

A mais simplória empresa privada, sem ter os “sofisticados” meios da ABIN, faz sérias diligências antes de contratar um novo funcionário.
Será que os atuais ministros resistiriam a um “pente fino”?
José Mesquita – Editor


Confirmado: novo ministro das Cidades mentiu. Ele é mesmo sócio de uma empresa que atua em programa do ministério

Era só o que faltava. O novo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, é realmente sócio do dono de uma imobiliária que negocia imóveis do programa “Minha Casa, Minha Vida” em João Pessoa, informa reportagem de Breno Costa, publicada na Folha.

O ministério das Cidades é justamente a pasta responsável pela execução do programa, principal bandeira do governo na área da habitação popular.

A Araújo Imobiliária, que pertence a Diógenes Araújo Lins, com Aguinaldo Ribeiro, tem atuação na capital paraibana desde os anos 80.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]E será que o tal Diógenes é apenas um “laranja”? Afinal, a empresa fica num terreno aos fundos do escritório político de Aguinaldo Ribeiro, vejam só que coincidência.

Reportagem da Folha, publicada no último domingo já havia mostrado que Ribeiro ocultou da Justiça Eleitoral nas últimas eleições o fato de ser dono de quatro empresas.

E agora se comprova que duas delas têm atuação na área da construção civil e incorporação de imóveis, atividades ligadas ao ministério.

Traduzindo: isso significa que o ministro mentiu ao tomar posse, quando afirmou que a omissão do fato de ser sócio de várias empresas, em sua declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral, não passava de “factoídes”, alegando que havia declarado tudo à Receita Federal.

As notícias, infelizmente, não eram “factóides” e confirmam a má fé do ministro. Aliás, ele jamais explicou o motivo de ter omitido as informações em sua declaração à Justiça Eleitoral quando se candidatou a deputado federal nas eleições de 2010.

Deveria ser cassado devido a esse ato de flagrante desrespeito à legislação eleitoral, porque o motivo é óbvio – as informações à Justiça Eleitoral são públicas, qualquer pessoa pode acessar, enquanto as informações à Receita Federal são sigilosas, só acessáveis mediante autorização judicial.

Ribeiro, que ocupava o posto de líder do PP na Câmara dos Deputados, assumiu o Ministério das Cidades no lugar de Mário Negromonte, que saiu após suspeitas de irregularidades na pasta.

Detalhe curiosíssimo.
Quando ainda estava no ministério, há alguns meses, Negromonte deu declarações à imprensa, afirmando que a maioria da bancada do PP na Câmara dos Deputados era formada de “fichas-sujas”, vejam que ele acertou na mosca.
Carlos Newton/Carlos Newton 

STJ e a Operação Satiagraha: Daniel Dantas tenta anular o inquérito

Satiagraha ‘subiu no telhado’ em julgamento no STJ

A 5ª turma do STJ começou a julgar recurso do banqueiro Daniel Dantas contra a Operação Satiagraha.

Dantas tenta anular o inquérito em que foi investigado pelo ex-delegado Protógenes Queiroz, hoje deputado federal.

Alega que Protogenes valeu-se de métodos ilegais de investigação.

Relator do processo, o desembargador convocado Adilson Macabu deu razão ao banqueiro.

Em voto apresentado há dois dias, o magistrado tachou de ilegal a participação de 76 agentes da Abin na Satiagraha.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Considerou inadmissível a contratação feita por Protógenes do espião aposentado Ambrósio Nascimento.

Concluiu, de resto, que dados sigilosos recolhidos pela equipe de Protógenes foram acessados por pessoas estranhas aos quadros da PF.

Por tudo isso, Adilson Macabu votou pela anulação, desde o início, da ação penal aberta contra Dantas.

Repetindo: para o relator, a Satiagraha é imprestável desde o pedido de abertura do inquérito até a capa do processo.

Disse que contra os apurados na operação – desvio de verbas, corrupção e lavagem de dinheiro — tem de resultar em julgamento dos acusados. Porém…

…Porém, a polícia precisa se valer de métodos legais. Algo que, segundo ele, não ocorreu no inquérito contra Daniel Dantas.

Depois do relator, falou o ministro Napoleão Nunes Maia Filho. Acompanhou integralmente o voto de Adilson Macabu. Dois a zero para a tese da anulação.

O ministro Gilson Dipp pediu vista do processo, para analisá-lo com mais vagar. O julgamento foi suspenso. Não se sabe quando será retomado.

Além de Gilson Dipp, faltam votar mais dois ministros da 5ª turma do STJ: Jorge Mussi e Laurita Vaz.

Basta que um dos três siga o voto dos dois colegas para que a Satiagraha vá à lata do lixo.

Nessa hipótese, Daniel Dantas, o investigado-geral da República, livra-se de uma penca de problemas. Incuindo uma condenação a dez anos de cana.

Quando os métodos heterodoxos de Protógenes vieram à luz, ficou no ar a impressão de que a Satiagraha era trem sem maquinista.

O STJ pode agora encaminhar a composição para o desfiladeiro. E Daniel Dantas será eterno devedor de Protógenes.

O ex-delegado terá devolvido ao banqueiro a luz no fim do túnel que leva à impunidade. Brasilllll!

blog Josias de Souza

Amazônia: mais um protesto

Mais cedo do que imaginavam os ingênuos que negam e os malandros que contestam a soberania brasileira na Amazônia, começa a frutificar o exemplo do antigo Comandante Militar da região, o general Augusto Heleno.

É preciso denunciar e resistir diante desse crime de lesa-pátria praticado entre nós faz muito, mas acelerado a partir do governo Fernando Henrique e continuado no governo Lula.

Quem denuncia é o coronel Gélio Fregapani, mentor da Doutrina Brasileira de Guerra na Selva, fundador e primeiro comandante do Centro de Instrução de Guerra na Selva, antigo servidor da Inteligência Federal na Amazônia, da ABIN.

É autor de “A Cobiça Internacional na Amazônia”, editado em 2000. Acaba de conceder entrevista ao repórter Ray Cunha, da Agência Amazônia, da qual selecionamos alguns trechos, profundos e surpreendentes, verdadeiros e trágicos, que reproduzimos.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

ESTÁ PREPARADA A OCUPAÇÃO MILITAR

“O problema crucial da Amazônia é que ainda não foi ocupada. Ledo engano é supor que a região pertence de fato ao Brasil. Será do Brasil quando for desenvolvida por nós e devidamente guardada. Daí porque às potências estrangeiras não interessa o seu desenvolvimento. Por enquanto, Estados Unidos, Inglaterra e França, principalmente, lançam mão da grita ambientalista. Com a região intocada, mantém os cartéis agrícolas e de minerais e metais. A soja da fronteira agrícola já ameaça a soja americana. E a exploração dos fabulosos veios auríferos da Amazônia poriam em xeque as reservas similares americanas. Despovoada, inexplorada e subdesenvolvida, não haverá grandes problemas para a ocupação militar da região. Aliás, tudo já está preparado para isso.”

A FARSA DA RESERVA IANOMAMI

A reserva Ianomâmi, etnia forjada pelos ingleses, do tamanho de Portugal e na tríplice fronteira em litígio (Brasil, Venezuela e Guiana) é a maior e mais rica província mineral do planeta. As Forças Armadas e a Polícia Federal não podem entrar nela, por força de lei. Mas já há manifestação na Organização das Nações Unidas para torná-la nação independente, se necessário por força das armas.”

“São quatro grupos distintos, lingüística e étnicamente, às vezes hostis entre eles. Sua criação foi manobra muito bem conduzida pela WWF (World Wildlife Found), multinacional nefasta, provocadora de conflitos como a ferrugem na soja brasileira, produzida a preços mais baratos do que a soja americana.”

“Segundo a FUNAI, existem 10 mil índios no parque Ianomâmi. A Força Aérea, que andou levando pessoal para vacinação, viu que os índios não passam de 3 mil. Não há motivo para se deixar a área mais rica do país virtualmente interditada ao Brasil. Há outra área Ianomâmi na Venezuela. Está tudo pronto para a criação de uma nação. Orientado naturalmente pelos falsos missionários americanos, um desses pretensos líderes, Davi Ianomami já andou pedindo na ONU uma nação. Teria pedido proteção contra os colonos brasileiros, “que os querem exterminar”. As serras que separam o Brasil da Venezuela e da Guiana, e um pouquinho da Colômbia, contém as principais jazidas minerais do mundo.”

SERÁ OCUPADA

“A Amazônia será ocupada. Por nós ou por outros. Numa humanidade em expansão, com uma série de terras superpovoadas, uma terra despovoada e habitável, ela será ocupada. Por quem? Nós temos, legitimamente, a posse, mas essa legitimidade não nos garante o futuro. Se nós não ocuparmos, alguém a ocupará. Se nós não a utilizarmos, alguém vai utilizá-la. Portanto a questão é: somos brasileiros, devemos ocupá-la.”

“A necessidade de ocupação da Amazônia é um fato, e a melhor forma é deixar prosseguir a fronteira agrícola. E quanto mais perto das serras que separam o Brasil dos países ao Norte, melhor. É nítido o desejo dos povos desenvolvidos tomarem conta das serras: para evitar que o Brasil concorra com seus mercados e como reserva futura de matéria prima.”

OS MADEIREIROS

“Os madeireiros não fazem o mal que os ambientalistas falam. Eles pegam espécies selecionadas, que interessam ao mercado. É claro que eles abrem picadas para chegar até essas árvores, mas isso não faz dano á floresta, porque há milhões de pequenas árvores, chamadas de filhotes, que estão lá há muitos anos esperando uma chance de chegar ao sol para poder crescer. Quando uma árvore é abatida, aqueles filhotes que estão em, redor crescem numa velocidade espantosa, na disputa para ver qual irá substituir a que foi abatida. Isso não altera em nada a floresta.”

“Na floresta úmida, real, as árvores crescem com uma rapidez incrível, fora da área de transição da periferia, aberta à agricultura. Em dois anos, as embaúbas já estão com mais de 40 metros. Então, não é possível uma agricultura como nós a concebemos no Sul ou no Hemisfério Norte, porque a floresta não deixa. O correto seria a silvicultura, ou seja, a substituição de árvores por outras árvores. Muitas são interessantes para substituir as de menos valor. A castanheira, a seringueira, mas, no momento, o que chama a atenção, mesmo é o dendê, como potencial para a substituição da energia não renovável. As reservas de petróleo estão diminuindo no mundo e o consumo de energia está aumentando. Vai chegar o momento em que o uso de petróleo será inviável. Não estou dizendo que o petróleo vai acabar. Sempre vai sobrar um pouco, ou um achado novo, mais fundo, mas o uso do petróleo, como fazemos atualmente está com seus dias contados. Além do mais, os Estados Unidos estão procurando tomar conta de todas as jazidas que existem no mundo. Alguns países estão realmente preocupados com isso.”

A entrevista é detalhada, mas vale referi-la pelo seu significado principal: existem outros raciocínios e outras soluções para contrabalançar o ambientalismo que pretende manter a floresta intocada, apenas como reserva para quem vier a ocupá-la…

Carlos Chagas/Tribuna da Imprensa

Cesare Battisti. Lula acatará a decisão do Supremo Tribunal Federal

O presidente Lula vai extraditar Cesare Battisti caso o STF assim decida.

“O governo não vai afrontar o Supremo”, disse um ministro.

A tendência do tribunal é decidir pela extradição e que cabe ao STF, e não ao chefe do Poder Executivo, a última palavra.

Esta postura não é novidade.

No passado recente, a pedido do presidente do tribunal, ministro Gilmar Mendes, o presidente Lula afastou o delegado Paulo Lacerda do comando da Abin.

Ilimar Franco – O Globo

Operação Satiagraha, se ilegal, anula processo contra Daniel Dantas

A Polícia Federal a serviço de interesses privados

Operação Satiagraha, que não sai do noticiário, pode ser resumida assim: para investigar secretamente um banqueiro suspeito de operações fraudulentas e cheio de inimigos, inclusive nas altas esferas do governo, um delegado da Polícia Federal une-se ao chefe do serviço de inteligência da Presidência da República e coloca na rua um bloco de quase uma centena de espiões – que não poderiam atuar como meganhas.

Durante um ano e meio, eles vigiaram e grampearam, além do banqueiro, deputados, senadores, juízes, advogados e jornalistas – na maioria das vezes, de maneira ilegal. Ao final, o delegado produziu um relatório que se presta a ajustes de contas pessoais, políticas e empresariais. O nome do delegado é Protógenes Queiroz, o do chefe da inteligência é Paulo Lacerda e o do banqueiro, Daniel Dantas. Pelo fato de as duas autoridades terem usado o aparelho estatal de forma ilegítima e lançado uma série de acusações mal fundamentadas e formuladas, o resultado é que o banqueiro poderá se safar.

(…) Outro pacote explosivo está prestes a ser aberto. O juiz Ali Mazloum, que instaurou o processo contra Protógenes, encontrou indícios de que um empresário ajudou a direcionar a Satiagraha: Luiz Roberto Demarco. Ele foi funcionário de Dantas.

Demitido, passou a espionar o ex-patrão e a repassar as informações à Telecom Italia. Há indicações de que Demarco e Protógenes mantiveram contato durante a Satiagraha. Ou seja, a Polícia Federal pode ter sido usada para atender a interesses econômicos privados. Mazloum determinou a abertura de dois inquéritos: um apura a participação de Demarco na operação e outro afere o real alcance dos grampos ilegais.

Para completar, a PF está convencida de que os personagens que mantinham contato com Protógenes – o trio De: Demarco, De Grandis e De Sanctis – conversavam por telefone, também, com Paulo Lacerda, o homem por trás da Satiagraha. Se tudo for confirmado, a operação inteira pode ser considerada ilegal. Isso não será culpa daqueles que a investigam agora, mas dos seus próprios autores – que não se preocuparam em agir dentro da lei.

Veja – Por Fábio Portela