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Agência polonesa tem acesso a gravações de assistente virtual Alexa

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A multinacional americana Amazon admitiu

Comandos verbais de usuários alemães de Alexa, da Amazon, vão parar na Polônia para transcrição não supervisionada. Escândalo recente revelou que assistente Siri, da Apple, faz gravações, por exemplo, durante o sexo.    

Aparelhos da linha Echo, da Amazon, distribuídos sobre mesa de madeiraLinha Echo da Amazon inclui assistente virtual Alexa: quadrilha de espiões dentro de casa?

A multinacional americana Amazon admitiu que emprega funcionários temporários, em parte trabalhando de casa, para transcrever manualmente os comandos verbais dados a sua assistente virtual, Alexa.

A admissão veio em resposta a revelações do semanário alemão Welt am Sonntag, de que empregados contratados por uma agência na Polônia tinham permissão para escutar as gravações vocais de usuários alemães de Alexa.

Essa revelação agrava as atuais preocupações sobre privacidade, em meio à popularidade crescente de recursos interativos permitindo o uso de instruções verbais para aparelhos reproduzirem música, acenderem luzes ou consultarem as notícias ou a meteorologia.

Revelações anteriores mostraram que os assistentes virtuais podem ser involuntariamente ativados para gravar conversas. No fim de julho, o jornal inglês The Guardian noticiou que funcionários trabalhando no assistente virtual da Apple, Siri, escutavam mais do que as instruções dos usuários, tendo acompanhado eventos como negócios com drogas ou relações sexuais. Entre os “sinais-gatilho” programados estavam, por exemplo, o som de um zíper.

O artigo do Welt revela agora que os comandos vocais dos usuários alemães de Alexa não são escutados apenas por funcionários da Amazon, mas também por indivíduos contratados pela agência Randstad, na Polônia. O fato de eles poderem trabalhar de casa ou em trânsito, potencialmente abre a possibilidade de que as informações pessoais dos usuários sejam copiadas ou partilhadas, sem qualquer instância de controle.

Embora a Amazon assegure que apenas seu quadro de confiança tem acesso às gravações, os anúncios de emprego da Randstad ofereciam a candidatos com excelentes conhecimentos de alemão a promessa de “trabalhar de todo o país”, após treinamento na sucursal da Amazon em Gdansk.

Embora admitindo que transcrições de áudio podem ser realizadas de casa, a gigante do comércio eletrônico insistiu haver “medidas e diretrizes estritas de segurança, que todo empregado deve respeitar”. Trabalhar em locais públicos, por exemplo, seria proibido.

Segundo confirmou um contratado da agência polonesa ao periódico alemão, era possível escutarem-se, nos áudios transmitidos, nomes e locais que potencialmente permitiriam a identificação dos usuários de Alexa.

José Mesquita

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração e bacharelando em Direito. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, Usa. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

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