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Nietzsche – Versos na tarde – 19/01/2016

Remédio para o Pessimismo Friedrich Nietzsche¹ Queixas-te porque não encontras nada a teu gosto? São então sempre os teus velhos caprichos Ouço-te praguejar, gritar e escarrar… Estou esgotado, o meu coração despedaça-se. Ouve, meu caro, decide-te livremente. A engolir um sapinho bem gordinho, De uma só vez e sem olhar. É remédio soberano para a dispepsia. in “A Gaia Ciência” 1 Friedrich Wilhelm Nietzsche * Röcken, Alemaa – 15 de outubro de 1844 d.C + Saxônia – Alemanha – 25 de agosto de 1900 d.C [ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

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Bertold Bretch – Versos na tarde – 29/01/2015

Poema Bertold Brecht ¹ Há uma rosa linda no meio do meu jardim Dessa rosa cuido eu, quem cuidará de mim? De manhã desabrochou, a tarde foi escolhida pra de noite ser levada de presente à minha amiga Feliz de quem possui uma rosa em seu jardim A minha amiga com certeza pensa agora só em mim Quando sopra o vento frio e o inverno gela o jardim Eu tenho calor em casa e fico quietinho assim Feliz de quem tem o seu teto pra ajudar a sua amiga a fugir do vento ruim que deixa gelado o jardim. Tradução: Augusto Boal ¹ Bertold Brecht * Augsburg, Alemanha – 10 de Fevereiro de 1898 d.C + Berlim, Alemanha – 14 de Agosto de 1956 de 1956 d.C >>> biografia

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Bernhard Wosien – Versos na tarde – 25/04/2014

Poema Bernhard Wosien ¹ Eu danço uma canção do silêncio seguindo uma música cósmica e coloco meu pé ao longo das beiras do céu eu sinto como seu sorriso me faz feliz ¹ Bernhard Wosien Alemanha – 1908-1986 d.C [ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

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Bertolt Brecht – Versos na tarde – 04/11/2013

Sobre o pobre B.B. Bertolt Brecht¹ 1 Eu, Bertolt Brecht, vim das florestas negras. Minha mãe trouxe-me, no abrigo de seu ventre, às cidades. E, enquanto eu viver, o frio das florestas estará comigo. 2 Na cidade de asfalto estou em casa. Recebi cada extrema-unção logo, a saber: jornais, álcool, tabaco. Cheio de suspeitas, preguiça e, afinal, de prazer. 3 Eu sou cordial com todos. Ponho um chapéu-coco, pois isto é normal. Eu digo: que animais de cheiro estranho. E digo: tudo bem, eu sou igual. 4 Eis que em minhas cadeiras vagas, de manhã, uma mulher ou outra se balança. Olho-a sem pressa e digo-lhe: dispões em mim de alguém que não merece confiança. 5 À noite eu me reúno com os homens. Tratamo-nos de gentlemen. O bando, com pés na minha mesa, diz que tudo vai melhorar. E eu nem pergunto: quando? 6 À luz da aurora gris pinheiros mijam e os pássaros, seus vermes, abrem o alarido. É quando, na cidade, esvazio o meu copo, jogo fora o charuto e me recolho aflito. 7 Nós, geração leviana, vivemos em casas supostamente eternas. (Desse modo, além de altos caixotes em Manhattan, construímos junto do Atlântico as antenas que o entretêm.) 8 Restará das cidades quem as cruza: o vento. A casa alegra o comensal que a dilapida. Sabemos bem que somos provisórios. Nem vou falar do que virá logo em seguida. 9 Manter, sem mágoa, nos futuros terremotos, o meu Virgínia aceso já me satisfaz. Eu, Bertolt Brecht, que, das florestas às cidades, vim no ventre materno, anos atrás. Tradução de Nelson Aschaer ¹Bertold BRECHT * Alemanha – 1898 d.C + ?, 1956 d.C => biografia [ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

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Herman Hesse – Prosa na tarde – 13/10/2013

Hernan Hesse¹ “Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo.” ¹Hermann Hesse * Württemberg, Alemanha, 2 de Julho de 1877 d.C + Tessino, Suíça, 9 de agosto de 1962 d.C [ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

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Brecht – Versos na tarde – 18/08/2013

As Boas Ações Brecht¹ Esmagar sempre o próximo não acaba por cansar? Invejar provoca um esforço que inchas as veias da fronte. A mão que se estende naturalmente dá e recebe com a mesma facilidade. Mas a mão que agarra com avidez rapidamente endurece. Ah! que delicioso é dar! Ser generoso que bela tentação! Uma boa palavra brota suavemente como um suspiro de felicidade! ¹Eugen Berthold Friedrich Brecht * Augsburg, Alemanha – 10 de Fevereiro de 1898 d.C + Berlim, Alemanha – 14 de Agosto de 1956 d.C >> Biografia de Bertold Brecht [ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

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Goethe – Versos na Tarde – 28/06/2013

Sem título Goethe¹ Poetas não podem calar-se. Quem vai confessar-se em prosa? Abrimo-nos como rosa, no calmo bosque das musas. ¹ Johann Wolfgang von Goethe * Frankfurt, Alemanha – 28 Agosto 1749 d.C + Weimar, Alemanha – 22 Março 1832 d.C → Biografia de Goethe [ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

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Hermann Hesse – Versos na tarde

Sonhando Contigo Hermann Hesse ¹ Às vezes quando me deito e meus olhos se fecham, com a chuva batendo na cornija os seus dedos molhados, tu vens a mim, esguia corça hesitante, dos territórios do sonho. Então andamos ou nadamos ou voamos por entre bosques, rios, bandos de animais, estrelas e nuvens com tintas de arco-íris: tu e eu, a caminho da terra de origem, rodeados de mil formas e imagens do mundo, ora na neve, ora ao fogo do sol, ora afastados, ora muito juntos e de mãos dadas. Pela manhã o sono se dissipa, afunda dentro de mim, está em mim e já não é mais meu: começo o dia calado, descontente e irritadiço, porém algures continuamos a andar, tu e eu, rodeados de coleções de imagens, a interrogar-nos entre os encantos da vida que nos embroma sem saber mentir. ¹ Hermann Hesse * Calw, Alemanha – 1877 d.C + Calw, Alemanha – 9 de agosto de 1962 d.C [ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

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