• mqt_for@hotmail.com
  • Brasil

Super Bowl: um super negócio

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Tom Brady - New England Patriots

Super Negócio
Karina Vieira ¹
Todo ano a gente escuta a mesma história: o Super Bowl, o último jogo da liga de futebol americano, está para os Estados Unidos como a final da Copa do Mundo está para o Brasil.

Será que é verdade?

Não sei. Afinal, na Copa o país inteiro torce pelo mesmo time.

Mas aí lembrei que tenho um irmão suficientemente fanático pelo futebol local pra saber que isso não quer dizer nada.

Ele mesmo já cansou de dizer que prefere ver o Santa Cruz ganhar o campeonato pernambucano a ver o Brasil conquistar a Copa.

Por outro lado, o mundial de futebol só acontece a cada quatro anos. É mais dramático. Final de campeonato de futebol americano tem todo ano.

Então comecei a pensar que o Super Bowl é mais comparável ao campeonato brasileiro. Este ano, a final que acontece amanhã, é entre os Giants de Nova York e os Patriots de Boston (e de Tom Brady, marido de Gisele Bündchen).

Seria o equivalente a uma partida do maior time do Rio contra um time grande de São Paulo.

Mas as semelhanças ficam por aí.

O Super Bowl vai muito além de um acontecimento esportivo.

Cerca de 35% das mais de 100 milhões de pessoas que assistem ao evento, não o fazem pelo jogo, mas sim pela festa.

Na verdade, é uma espécie de feriado americano. E como qualquer bom feriado, tem o seu próprio cardápio. Nada de hambúrguer.

A boa do dia é asinha de frango e chilli com carne (basicamente, carne moída com pimenta).[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

É o segundo maior dia de consumo de alimentos nos Estados Unidos. Só perde pro dia de Ações de Graças.

Por aqui dizem que o domingo do Super Bowl está para a indústria alimentícia como o Natal está para o setor do varejo.

Este ano, o Conselho Nacional da Galinha (sim, isso existe) estima que sejam consumidas mais de 1,25 bilhão de asinhas de frango no país. Alinhadas, elas poderiam dar duas voltas na Terra.

Pra acompanhar o prato principal, batata, pipoca e cerveja. Muita cerveja.

Outros números do Super Bowl são igualmente impressionantes.

É de longe o evento de maior audiência da TV americana. Ano passado, foram 111 milhões telespectadores. Veicular uma publicidade de 30 segundos durante o jogo pode chegar a 3,5 milhões de dólares.

Há quem se importe mais com os comerciais que com o próprio jogo.

Tem também o aguardado show do intervalo. Nele, já tocaram Michael Jackson, Rolling Stones e U2.

Neste domingo, a festa vai ficar pro conta de Madonna.

Vou assistir ao Super Bowl este ano mesmo sem entender muito do que acontece naquele jogo.

E a Gisele que me desculpe, mas vou torcer por Nova York. Go Giants!

¹ Karina Vieira é pernambucana e mora em Nova York há 10 anos.
Formada em Mídia e em História pela City University of New York, tem mestrado em Jornalismo pela Columbia University. Escreve aqui sempre aos sábados.

José Mesquita

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração e bacharel em Direito. Pós-graduado em Direito Constitucional. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, Usa. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

Gostou? Deixe um comentário