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PSDB, a geleia inodora da oposição, e as eleições de 2014

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Quanto mais o tempo passa, mais me admiro com aqueles que imaginam ser a realidade política brasileira composta de partidos governistas e oposicionistas.

Nada mais ingênuo. Ou simplesmente incapacidade de ler a história dos partidos políticos na Taba dos Tupiniquins?

Tome-se, como exemplo, PT e PSDB. Nada mais siamês que tucanos emplumados e ‘vermelhinhos esquerdoides’.
Do lado da turma do PT, ‘ex-somos-contra-tudo-e-qualquer-coisa’, nenhuma surpresa.
Afinal, disse-o bem Lord Acton, “o poder corrompe, e o poder absoluto corrompe absolutamente”.

Do lado dos emplumados do bico grande, o que esperar de um partido que abriga um ex-stalinista — ex-stalinista, parece gozação de cientista político desvairado — da liliputiana dimensão de um Alberto Goldman?
A essas alturas, mirando 2014, “certo cara” deve estar rido à socapa, como diria um literato machadiano.

José Mesquita – Editor


A alma subterrânea da oposição oficial
Blog de Augusto Nunes

Divulgado no fim de dezembro pela direção do PSDB, o “balanço crítico do primeiro ano do governo Dilma Rousseff” é dividido em 13 tópicos.

Nenhum deles trata dos seis ministros que perderam o emprego por envolvimento em grossas bandalheiras.

Tem 3.226 palavras.

Corrupção não figura entre elas. Desapareceu durante a revisão do texto original redigido por Alberto Goldman.

“A presidente é tolerante com a corrupção”, constatou o ex-vice-governador de São Paulo.
“O ex-ministro Palocci, nas palavras da presidente, saiu porque quis”, exemplificou.
Tanto a constatação quanto o exemplo foram censurados por tucanos empoleirados em galhos mais altos.

Tampouco sobreviveram ao crivo dos poltrões vocacionais três adjetivos que ajudavam a retratar o desempenho do Planalto nos últimos 12 meses: “medíocre”, “amorfo” e “insípido”.

Mais respeito com a presidenta, certamente protestou algum devoto de Geraldo Alckmin.”[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A constrangedora sucessão de fracassos” fustigada por Goldman reapareceu no balanço aprovado pelos chefes do partido fantasiada de “sérios problemas em diversas áreas”.

Os censores acharam igualmente grosseiro qualificar o período de “nono ano do governo Lula”, ou registrar que Dilma age como “fantoche”.

Não se faz isso com uma dama, deve ter ponderado um discípulo de Aécio Neves.

E as duas verdades foram para o ralo.

Concebido para revelar ao Brasil a face escura dos donos do poder, o documento só serviu para escancarar a alma subalterna dos oposicionistas mais governista da história republicana.

Uns e outros vão desaparecer nos escombros da Era da Mediocridade.

José Mesquita

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração e bacharelando em Direito. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, Usa. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

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