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Prouni: ensino privado com dinheiro público

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O escândalo do Prouni: governo sustenta ensino privado com verba pública.

Apesar de no discurso de 10 entre 10 governantes a educação aparecer como a prioridade das prioridades, na prática a história é bem diferente.

A degradação a que foi e continua a ser submetida, cotidianamente, revela o grau de descaso com que tem sido tratada por estes mesmos dirigentes que a enaltecem apenas na retórica.

Os empresários da educação continuam a não ter do que reclamar. No caso específico do ensino superior, que está no âmbito de atuação da União, o Programa Universidade para Todos (Prouni), instituído no primeiro mandato do presidente Lula e que concede bolsas de estudos para jovens pobres cursarem faculdades privadas, caiu como uma luva na mão dos donos desses centros de ensino particular.

O nível de inadimplência nessas instituições era elevadíssimo.

“A inadimplência tinha chegado há 40% nessas instituições.

O Prouni foi uma mina de ouro para esses empresários”, revela o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP).

O governo garante às faculdades que aderirem ao Programa, isenção em vários tributos que deveriam ser pagos à União.

Segundo informações do Ministério da Educação, desde 2005, quando o Prouni foi efetivado, até o segundo semestre de 2010, o governo federal concedeu mais de 748 mil bolsas de estudos.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]“A preocupação do governo não é colocar o jovem pobre na universidade, mas, sim, assegurar a preservação dos lucros dos capitaIistas da área educacional.

Por isso, garante a isenção de impostos para essas instituições”, critica a professora Marina Barbosa Pinto, presidente do Sindicato Nacional dos Docentes de Instituições de Ensino Superior, o Andes.

“Recentemente, também se descobriu que 30% das instituições particulares que aderiram ao Prouni não dão a contrapartida exigida pelo governo.

Esses empresários, apesar de não pagarem impostos, não mantêm alunos bolsistas em suas salas de aula. Isso é um escândalo”, ressalta a professora.

Encerrando, a professora Marina diz: “Infelizmente, o governo opta por transferir recursos públicos para resolver problemas do setor privado.”
Lúcia Rodrigues/Revista Caros Amigos

José Mesquita

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração e bacharel em Direito. Pós-graduado em Direito Constitucional. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, Usa. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

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José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e “designer”.

Bacharel em administração e bacharelando em Direito.

Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior.

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