Partidos políticos. Todos chafurdam na mesma lama

Não adiantam furibundas atuações nas tribunas nem ante câmeras e microfones. A canalha é a mesma.

Toda a tralha, viciada em mamar nas têtas da nação brasileira, frequenta as mesmas ilicitudes e, somente quando a panela de pressão está prestes a estourar, suas (deles) ex-celências, deixam, a nós povinho da planície, contemplarmos um pouco da sujeira.

Argh!

Campanhas em SP ocultam R$ 42,7 milhões em doações

O eleitor paulistano jamais poderá identificar a origem de R$ 42.767.802,25 gastos nas principais campanhas à Prefeitura de São Paulo neste ano.

Essa é a soma de recursos repassados diretamente pelos partidos para os comitês municipais ou contas de campanha na eleição. Como na prestação apresentada ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) são registrados como contribuição partidária, o verdadeiro doador não é revelado.

Na eleição, os comitês financeiros municipais do DEM, PT, PSDB, PPS e PP arrecadaram, juntos, R$ 71.226.669,87. Desses, R$ 37.110.204,51 – 52,10% – foram registrados como doações partidárias. Com isso, a origem de pelo menos metade dos gastos de campanhas à Prefeitura está oculta.

Além de R$ 8.739.936,66 enviados para o comitê, o PT doou outros R$ 5,7 milhões diretamente para a campanha de Marta Suplicy. Daí, a soma de R$ 42,7 milhões.

Para omitir seus colaborares, os partidos recorrem a uma intrincada engenharia. Os doadores dão dinheiro ao comando nacional dos partidos, que repassam para os comitês financeiros, que, por sua vez, abastecem as contas dos candidatos.

Pela lei, os partidos políticos têm até o último dia de abril para prestar contas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Mas nelas só será possível saber quem contribuiu para determinada sigla. Não o beneficiário final do dinheiro.

da Folha de São PauloCatia Seabra

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