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O Fator China – Por que Lula foi à China? quinta-feira, 21 de maio de 2009

Por que Lula foi à China? Por que descobriu, supreso, que é ela a nova catapulta a impulsionar a economia verde-amarela. Lula agora está piamente convencido de que a China – puxando o comboio asiático – deve se consolidar por muito tempo como eldorado das expotações brasileiras. E a impressão não é gratuita. O comércio entre os dois países foi promovido à condição de primeiro lugar na balança nacional. A China é o mercado que mais cresce para o Brasil, em volume e em diversidade de pauta. Vem comprando de tudo. Alavancou as vendas das commodities agrícolas nacionais e deve promover uma alta de preços nesse setor capaz de garantir uma bilionária renda aos produtos daqui.

A China converteu-se na plataforma ideal para incrementar o bilionário negócio de aviões da brasileira Embraer – que estava em voo baixo desde o estouro da crise. A China está prestes a abrir suas portas para a carne suína e de frango do Brasil. E já é, de longe, a que mais compra minério de ferro, celulose e petróleo bruto. Em números, essa parceria é de um vigor estupendo. No total, as vendas do Brasil para a China cresceram, de janeiro a março último, 62,66%. A participação da China na conta-corrente do comércio externo brasileiro saltou de 6,5% para 12,9%. Ou seja, praticamente dobrou.

O atual cenário está a exigir uma virada de prioridades brasileiras para tal parceria e o emprenho do governo segue nessa direção.

Por outro lado, empresários brasileiros continuam a reclamar da concorrência desleal que os parceiros chineses impõem em vários setores de atividade. Reclamam de práticas de dumping, de subfaturamento e da diferença de valor agregado da pauta comercial entre os dois países. Enquanto eles vendem aqui mais manufaturados, estão comprando fundamentalmente commodities. Há um sentimento forte entre os empreendedores nativos de que o País tem sido complacente demais nas relações com os chineses e que caberia daqui para a frente o estabelecimento de algumas exigências para melhorar o valor agregado da balança. O apetite por mais encomendas é grande. Mas vai depender da habilidade de Lula a conquista de novas posições nesse banquete.

Carlos José Marques

da Isto É Dinheiro

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