Mensalão: o julgamento da fogueira das vaidades

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Caravaggio – Narciso, detalhe

A ética e a compostura se escondem, envergonhadas, sob os tapetes luxuosos.

A vaidade, paixão mais da alma que do corpo, fazendo esse escravo daquela, e de onde emerge o ceticismo dos que observam o embate que tem derrotado, ao longo da história, seus mais fanáticos cultores.

O que muitas vezes alega superioridade geralmente finda habitante ao rés do chão da mediocridade.

“É mais difícil ferir a nossa vaidade justamente quando foi ferido o nosso orgulho.” Friedrich Nietzsche
José Mesquita – Editor


 Julgamento do mensalão está se transformando numa fogueira das vaidades.

Nosso amigo e mestre Helio Fernandes certamente é quem mais conhece o funcionamento do Supremo Tribunal Federal, pois desde jovem costumava assistir a sessões no luxuoso prédio da Avenida Rio Branco, aqui no Rio, bem perto do antigo Senado Federal, que foi demolido pela insanidade administrativa que sempre assolou este país.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Helio, que hoje assiste ao Supremo pela televisão, diz que o funcionamento do Supremo mudou muito depois que as sessões passaram a ser transmitidas ao vivo.

É a mais pura verdade.

Ao assistir as apresentações dos ministros e dos advogados de defesa no caso do mensalão, essa realidade fica mais do que patente.

Em meio a essa fogueira das vaidades (expressão antiga e recentemente revivida pelo escritor americano Tom Wolfe), os ministros tendem a se digladiarem cada vez mais.

Marco Aurélio Mello, por exemplo, não mede as palavras e tem criticado outros membros do tribunal, inclusive o presidente Carlos Ayres Britto, por tentarem acelerar o julgamento do mensalão.

Mello critica outros ministros.

Na sessão de segunda-feira, Ayres Britto consultou os ministros sobre a possibilidade de ouvir uma defesa além das programadas para o dia.

Marco Aurélio foi contra e deu entrevista à Folha ironizando o presidente e o relator Joaquim Barbosa, a quem classificou de “o todo-poderoso relator”.

Marco Aurélio disse que o “clima está tenso” na corte e fez referência ao gosto de Ayres Britto pela poesia para dizer: “Poeta geralmente é muito sereno em tudo o que faz.

É contemplativo, mas nesse caso não está sendo”.
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa


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José Mesquita

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração e bacharel em Direito. Pós-graduado em Direito Constitucional. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, Usa. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

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José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e “designer”.

Bacharel em administração e bacharelando em Direito.

Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior.

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