Mensalão e STF – Dia 27

Frases do 27º dia do julgamento
Ação do mensalão é considerada a de maior relevância da história do STF.
Leia o que disseram os ministros do tribunal e os advogados de defesa.

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O Supremo Tribunal Federal (STF) realizou nesta segunda-feira (24) o 27º dia de julgamento da ação penal 470, que reúne os 38 réus do caso do mensalão, considerado o de maior relevância dos 183 anos de história do tribunal.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Neste dia, o ministro Ricardo Lewandowski, relator do processo, continua a leitura de seus votos sobre réus ligados ao PP. Veja frases de destaque:

Ricardo Lewandowski, ministro do STF e revisor do processo do mensalão:

“Os argumentos levantados pelo eminente ministro relator [Joaquim Barbosa] levaram-me à conclusão de que réu Valdemar Costa Neto recebeu os referidos valores do corréu Marcos Valério em sua condição de parlamentar”(sobre o então deputado do PR).

“Houve dois conjuntos de fatos [a corrupção passiva e a lavagem de dinheiro]. Um primeiro em que ele [Valdemar Costa Neto] recebeu vantagem indevida em valor elevado por interposta pessoa e houve um segundo recebimento, pela empresa Garanhuns, que caracterizou a lavagem de dinheiro.”

“Realmente o Jacinto Lamas era uma pessoa fundamental nesse esquema, de absoluta confiança de Valdemar Costa Neto, um dos fundadores do PR, e viajava com frequência a Belo Horizonte para receber o ‘cash’, o dinheiro” (ao votar pela condenação do réu, que era tesoureiro do PL).

“Essa Guaranhuns é uma verdadeira lavanderia de dinheiro utilizada para fazer os repasses” (sobre a empresa que teria sido utilizada para ocultar a origem do dinheiro).

“Não parece razoável que essas múltiplas viagens [de Jacinto Lamas] tenham sido realizadas somente para buscar fita de programa de televisão.”

“Entendo que o Ministério Público não logrou provar que o Bispo Rodrigues tinha ciência de que o dinheiro advinha de crimes antecedentes ao delito de lavagem de dinheiro” (ao votar pela absolvição do réu por esse crime; ele era deputado do PL à época; Lewandoski votou pela condenação de Rodrigues por corrupção passiva).

“Não cheguei à certeza moral [sobre a prática do crime de lavagem de dinheiro] para a condenação de Breno Fishberg [sócio da Bônus Banval].”

“Não é crível que Enivaldo Quadrado, profissional experiente com larga experiência no sistema financeiro, não tivesse conhecimento dos crimes antecedentes [à lavagem de dinheiro]” (sobre o sócio da Bônus Banval).
G1 

José Mesquita

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e designer gráfico e digital.

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e “designer”.

Bacharel em administração e bacharelando em Direito.

Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior.

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