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Palocci: “Fiquei espantado como Lula interferiu em uma MP de maneira tão explícita” segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Ex-ministro petista, agora delator, afirma que ex-presidente negociou medidas em troca de dinheiro para empresa de filho. Depoimento foi no caso Zelotes, onde Lula também é réu.
Moro,Medida Provisória,Palocci,Lula,Operação Zelotes,Brasil,Corrupção,Delação Premiada,Política,O ex-ministro Antonio Palocci. HEULER ANDREY AFP/EL PAÍS

O ex-ministro Antonio Palocci afirmou nesta quinta-feira que o ex-presidente Lula negociou com lobistas ligados ao setor automotivo o pagamento de propinas em torno de 5 milhões de reais a seu filho, Luís Cláudio Lula da Silva. Em troca as montadoras seriam beneficiadas pela reedição de uma medida provisória positiva para o setor. Segundo ele, Lula teria dito que havia arrumado recursos para projetos esportivos do filho “na renovação dos benefícios da Caoa [Hyundai] e da Mitsubishi”. O depoimento foi prestado no âmbito do processo que o ex-presidente responde por ter supostamente vendido MPs que prorrogavam incentivos fiscais para empresas automotivas. O caso veio à tona durante a Operações Zelotes. Todos os acusados negam irregularidades.

Palocci se tornou colaborador da Justiça após ser preso pela Operação Lava Jato, e está em prisão domiciliar desde a semana passada, depois de cumprir pouco mais de dois anos em regime fechado.

Este foi seu primeiro depoimento prestado desde a mudança de regime. No início da semana o Ministério Público Federal informou ao juiz da ação que não fechou acordo de delação com o ex-ministro no âmbito da Zelotes. “O MPF (…) informa que não há colaboração premiada firmada com a testemunha, seja no bojo destes autos, seja no âmbito da Operação Zelotes, e nem mesmo razões para firmá-lo”, disseram os procuradores em uma petição.

De acordo com o depoimento de Palocci, entre 2013 e 2014 Luís Cláudio o procurou na sua empresa de consultoria, em São Paulo, solicitando recursos para a Touchdown, companhia voltada para a difusão do futebol americano no Brasil, e para a LTF Marketing Esportivo. Palocci então afirmou ter informado o ex-presidente Lula, que teria dito que ele “não precisava atender às demandas do filho”, uma vez que o próprio Lula “tinha resolvido o problema com o Mauro Marcondes”, lobista do setor automotivo. “Ele me falou que empresas iriam pagar Mauro Marcondes, que já prestava serviços para elas, porque iam pagar uma quantia entre 2 e 3 milhões de reais, que seriam repassado por Mauro para Luís Cláudio”.

Além de Lula, o ex-ministro Gilberto Carvalho e outras cinco pessoas são réus no processo. Palocci afirmou que as relações entre Lula e o lobista eram antigas, “dos tempos em que o petista era sindicalista no ABC”. “Fiquei espantado com a forma com que o ex-presidente interferiu numa medida provisória de maneira tão explícita. Mas ele falou que o Mauro Marcondes era muito de confiança dele”, afirmou o delator.

As duas medidas provisórias envolvidas na tratativa seriam a 471, editada em 2009 e que prorrogava por cinco anos incentivos fiscais para fábricas localizadas no Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país; e a MP 627, de 2013, já no Governo de Dilma Rousseff, que estendia novamente estes benefícios, prestes a vencer. De acordo com Palocci, Lula disse ter tratado com a petista a renovação, e que o mesmo “modus operandi” tinha ocorrido com a 471. A edição desta primeira MP de 2009 teria custado ao lobista e às montadoras 6 milhões de reais, pagos a Lula e Carvalho. O Ministério Público Federal acredita que o dinheiro teria sido usado para financiar as campanhas petistas

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José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração e bacharelando em Direito. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, Usa. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

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