Mauro Gouvêa – Poema do desespero

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...meu corpo oco, minha alma morta,só existe noite em meu dia.

Poema do desespero
Mauro Gouvêa

Alguém bate à minha porta
e minha casa está vazia,
meu corpo oco, minha alma morta,
só existe noite em meu dia.

A mão que bate é firme e forte
e seu bater é insistente,
mas não estaca o feio corte
dos meus pulsos, espírito e mente.

A água goteja da torneira
no ritmo do meu fluído vital
vejo em preto e branco minha vida inteira
e não distingo o bem e o mal.

Este ser humano de quem assisto a morte
está cansado deste caminho
bebam pois à minha sorte
meu sangue, amargo vinho.

Estou trancado em minha despedida
os gritos parecem eco distante
escolhi neste instante da vida
a morte, definitiva amante.

José Mesquita

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração e bacharel em Direito. Pós-graduado em Direito Constitucional. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, Usa. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

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