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SOBRE AS RELAÇÕES ENTRE OPRESSORES E OPRIMIDOS

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Opressores não seriam tão fortes se não tivessem cúmplices

A filósofa e ativista francesa Simone de Beauvoir dizia que os opressores não seriam tão fortes se não tivessem cúmplices entre os próprios oprimidos. Nessa mesma linha, Paulo Freire sentenciara: quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor.

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A filósofa e ativista francesa Simone de Beauvoir dizia que os opressores não seriam tão fortes se não tivessem cúmplices entre os próprios oprimidos. Nessa mesma linha, Paulo Freire sentenciara: quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor.

Isso explica o sindicalista pelego, o pobre que propaga o falacioso discurso da meritocracia, a mulher que diz que outra mulher foi violentada sexualmente porque “usava roupas curtas”, o negro que declara que falar sobre racismo é vitimismo e o judeu que apoiou o regime nazista.

E assim tem sido desde os primórdios da civilização humana.

Uma das primeiras medidas do Império Romano ao conquistar novos povos era se aliar às elites locais que, em troca de receber alguns privilégios, garantiam a manutenção do poder de Roma.

Séculos depois, durante o processo de colonização, os europeus se aproveitaram de uma guerra civil para esfacelar o Império Inca e fomentaram conflitos étnicos entre os diversos povos africanos.

Os resultados dessas empreitadas: os colonizados, divididos, lutaram entre em si, em vez de combater o principal inimigo em comum: o colonizador.

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No Brasil, a elite jamais saiu de casa para manifestar seus interesses.

Para isso, sempre que precisaram, convocaram a classe média (que não se reconhece enquanto explorada) que prontamente ocupou às ruas para “protestar” contra governos que colocaram em prática políticas que minimamente beneficiariam os setores populares, como foram os casos de João Goulart e Dilma Rousseff, depostos por golpes de Estado.

A classe alta também não mata diretamente os pretos e pobres, recruta pessoas entre os próprios pretos e pobres para fazer isso.

Antes se chamavam “Capitães do Mato”; hoje “policiais”.

Por Francisco Fernandes Ladeira
Mestre em Geografia pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ); Especialista em Ciências Humanas: Brasil, Estado e Sociedade pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF); articulista do Observatório da Imprensa e professor do Instituto Federal do Espírito Santo (IFES) – Campus Vitória. Autor (em parceria com Vicente de Paula Leão) do livro A influência dos discursos geopolíticos da mídia no ensino de Geografia: práticas pedagógicas e imaginários discentes, publicado pela editora CRV.
José Mesquita

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração e bacharel em Direito. Pós-graduado em Direito Constitucional. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, Usa. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

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