Internet móvel: o que muda com os tablets


Logo na entrada da Logo na entrada da Consumer Eletronics Show (CES), em Las Vegas, um anúncio clamava: “4G for the people” (4G para o povo). Faz sentido. A rede de internet móvel, até dez vezes mais rápida do que o 3G, é uma das estrelas desta edição da feira. A possibilidade de estar conectado em qualquer lugar em alta velocidade abre um novo paradigma no mercado de eletrônicos: é preciso ter máquina para aproveitar essa rede de todos os lugares.

Que essa edição da CES é a dos tablets, ninguém duvida. Praticamente todas as grandes empresas lançaram seus rivais contra o iPad. Além da Samsung, que lançou seu Galaxy Tab no final de 2010, Motorola, LG, Asus, e Toshiba – só para citar algumas – apresentaram os seus dispositivos portáteis de acesso à rede com telas touchscreen. Mas não são os tablets que vão mudar o futuro digital. Vai além.

Daqui para frente, pouco vai importar o formato do aparelho pelo qual você se conecta. Pode ser um celular, um notebook ou um tablet com teclado acoplado. O importante é estar conectado para aproveitar tudo o que a banda larga sem fio (ou, como aqui nos EUA, o 4G) oferece – e que o aparelho tenha um bom processador para aproveitar isso.

Eis outro trunfo da CES 2011: os super smartphones. Eles são equipados com Android 2.2, vêm com tela maior do que 4 polegadas, tem câmeras traseira e frontal para videochamadas e filmam em full HD. Mas o que os difere de seus antecessores é seu coração: o processador de núcleo duplo.

É o que permite a realização de múltiplas tarefas – como ver e-mails, assistir a um vídeo no YouTube e, claro, realizar chamadas – sem sobrecarregar o sistema. Com tudo isso, quem precisa de desktop ou laptop? A Motorola, por exemplo, quer “mudar a maneira como as pessoas se relacionam com seus telefones”.

Para isso apresentou o Atrix 4G, smartphone que tem todas as características dos telefones top de linha, mas que ainda inclui um tal “dock laptop”. O celular vai conectado na parte traseira do dock e usa a tela, o teclado e o mouse para se transformar em um computador. Basta acoplar um no outro e tudo o que está no celular é rearranjado para a tela de 11,6’’ do dock. O aplicativo do Firefox torna possível abrir varias abas ao mesmo tempo e navegar normalmente. Alguém precisa de netbook?

Falando neles, não se vê muitos netbooks e notebooks por aqui. Claro que Sony, Samsung, Acer, todas têm os seus devidamente expostos. Mas os aparelhos já não têm o mesmo espaço de antes, e nem atraem tanto os olhares dos visitantes da feira.

Já os tablets, esses sim, estão por todos os lados e fazem os presentes se acotovelarem para experimentá-los. Mesmo as marcas chinesas mais genéricas já têm os seus. Equipados com Android, eles cumprem com relativa eficiência – mesmo que, em muitos casos, a tela touchscreen deixe a desejar – a função de acessar a internet, assistir a vídeos e ler livros na tela do aparelho.

E o 4G está no ar. E, com ele, os tablets que o suportam também estão ficando mais poderosos para garantir a melhor experiência possível de conexão em qualquer lugar.

A carta na manga do Google. Outra atração da feira também aposta nos tablets e veio do Google – mas não é um aparelho, e sim, a nova versão de seu sistema operacional para dispositivos móveis, o Android. A nova versão, batizada HoneyComb, promete ser uma das principais tendências de 2011. Ela foi desenvolvida especialmente para tablets, e melhora a experiência do usuário em telas maiores. Permite a visualização de funções diferentes na mesma tela, e a visualização de fotos, vídeos no YouTube e a navegação na internet é facilitada – não há mais a impressão de que o aparelho é um celular com a tela maior. Mas um aparelho realmente novo.

E no Brasil? O Xoom, tablet da Motorola, deve chegar ao país logo após o lançamento nos EUA. Foi o único que teve anúncio voltado para nós. Para desfrutar de suas qualidades, no entanto, temos que esperar a rede 4G no Brasil, promessa para 2013 (!). Mas, quando ela vier, prepare-se: as coisas vão mudar. E vão ficar muito mais divertidas.

Internet móvel, até dez vezes mais rápida do que o 3G, é uma das estrelas desta edição da feira. A possibilidade de estar conectado em qualquer lugar em alta velocidade abre um novo paradigma no mercado de eletrônicos: é preciso ter máquina para aproveitar essa rede de todos os lugares.

Tatiana de Mello Dias/Estadão

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