Inteligência artificial é desafiada a aprender a jogar Minecraft

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Projeto da Microsoft quer utilizar game para testar e desenvolver programas inteligentes

Desenvolvedora do Minecraft foi comprada pela Microsoft no ano passado por US$ 2,5 bilhões | Microsoft/Divulgação

Desenvolvedora do Minecraft foi comprada pela Microsoft no ano passado por US$ 2,5 bilhões Microsoft/Divulgação

Para muitos pais pouco familiarizados com o universo dos videogames, o Minecraft é um fenômeno difícil de compreender.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]
Um jogo com gráficos pobres e quadrados e sem um objetivo aparente, mas capaz de hipnotizar crianças e adolescentes que se revezam entre os controles e os milhares de vídeos do game no YouTube, postados por jovens celebridades como o londrinense Rezende Evil.

No entanto, o popular jogo que mistura construção de ambientes com exploração, lembrando uma espécie de “Lego virtual”, tem muito mais a oferecer do que parece aos olhos de estranhos.

A Microsoft anunciou nesta semana um novo projeto, chamado de AIX, em que pesquisadores da empresa vão utilizar o jogo para desenvolver e testar programas de inteligência artificial.

Na prática, o AIX é uma plataforma de desenvolvimento de softwares que os cientistas da empresa vão usar para criar personagens dentro do game que farão o mesmo que um jogador comum: criar construções, explorar os ambientes e combater monstros. A diferença é que esses personagens serão movidos pela inteligência artificial.

O projeto está sendo conduzido por cinco cientistas de computação da Microsoft. A intenção não é programar o personagem para que ele faça ações básicas de forma automática dentro do Minecraft, mas sim treinar a inteligência artificial para que ela aprenda, por si só, como fazer coisas simples dentro do ambiente do jogo, incluindo escalar os blocos ou levantar construções.

Assim, o desafio dos pesquisadores será fazer com que esses personagens se comportem como o avatar comandado por um humano, que dá de cara com o jogo pela primeira vez, sem nem sequer conhecer os comandos.

“Nós estamos tentando programar a inteligência artificial para aprender, em vez de programá-la para fazer tarefas específicas”, diz em nota divulgada pela Microsoft Fernando Diaz, um dos pesquisadores.

Ferramenta

A intenção da Microsoft – que comprou a desenvolvedora do Minecraft ano passado por US$ 2,5 bilhões – é passar a disponibilizar a plataforma AIX para outros pesquisadores e cientistas de instituições públicas e privadas ao redor do mundo.

A previsão é que nos próximos meses a AIX comece a ser disponibilizada por meio de uma licença com código aberto – o que permite a desenvolvedores fazer suas próprias alterações e incrementos.

“O Minecraft é a plataforma perfeita para este tipo de pesquisa porque oferece um mundo muito aberto”, relata a desenvolvedora da Microsoft e responsável pela AIX, Ktja Hofmann. “Você pode fazer um modo de sobrevivência, fazer ‘batalhas de construções’ com seus amigos, pode dar cursos, implementar seus games próprios. Isto é realmente excitante para inteligência artificial porque permite a nós criar games que vão além da capacidade atual”, completa.
Rafael Waltrick

José Mesquita

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração e bacharel em Direito. Pós-graduado em Direito Constitucional. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, Usa. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

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